segunda-feira, 31 de agosto de 2020

HG Wells em edição extra pop!

Um dos pais da ficção científica. HG Wells criou muitos dos conceitos utilizados à exaustão na literatura, quadrinhos. Videogames e cinema. A editora Pandorga reuniu três de suas principais obras em um box.

Muito comentadas e adaptadas por Hollywood, é a oportunidade de ler em edição bacana a origem de clássicos que amamos. O box ainda traz mimos incríveis, assinados pelo artista Butcher Billy!

Neste vídeo vemos juntos todos os detalhes. Conto com o seu like e se inscreva no canal!

sábado, 29 de agosto de 2020

A marvada ronda de Inezita Barroso

O samba canção Ronda é tão impregnado da alma popular paulistana que se torna curioso saber que ela teve um inicio não tão distante. Ela foi gravada pela primeira vez em 1953 na voz da “caipira” Inezita Barroso.

Paulo Vanzolini tinha 27 anos quando a compôs em 1951, após observar a historinha da letra se repetindo na boemia de São Paulo. Crônica da passionalidade de uma metrópole.

Inezita Barroso a gravou como lado B do compacto A Marvada Pinga. No lado A, evidentemente, era a música homônima ao disquinho, também conhecida como Moda da Pinga.

A Marvada Pinga era uma regravação quase esquecida de Raul Torres em 1937. Fez tanto sucesso, mas tanto sucesso em sua voz que Ronda, maravilhosa, verdadeiro hino, passou batida em seu lançamento.

Qualquer cantora pop hoje lança um disco e vai vendendo por meses, as vezes anos, faixa a faixa, fazendo clips. Em 1953 era diferente e um hit era um hit!

Estamos aqui após 67 anos ainda falando do lado A e do lado B daquele disco. De quais musicas atuais falarão no ano de 2087?

Ronda esperaria mais um pouco para também bombar nas rádios e no coração dos lares boêmios. Após algumas regravações encontrou sua interprete ideal na voz de Marcia que ainda batizou seu disco de 1977 com o nome da composição de Vanzolini.

A arte da capa em si, não é das coisas mais alto astral. Mas ainda assim vendeu pra chuchu e fez com que Ronda se tronasse popularíssima, um legítimo top ten de qualquer karaokê.

Marcia, esposa do locutor esportivo Silvio Luis, é mais conhecida para gerações mais novas como taróloga desses programas vespertinos para mulheres. O que acaba meio que complementa a historinha de Ronda.

Pra quê sair atrás do marido pelos bares se podemos perguntar as cartas?! Muito além do que a imaginação de um Almodóvar 80’s poderia supor. 

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Colocando coleção de DVDs em ordem

Não faz nem um ano que organizei a coleção de DVDs e Blu-Rays e tava tudo uma bagunça de novo! Até por a gente ir até ela pra fazer vídeos pra cá e não devolver ao lugar devido.

E não só! Já fazia tempo que eu precisava de uma nova estante e eu ia protelando por preguiça, por foco em outras coisas, etc. Chegou o grande dia de uma quarta estante!

Uma quarta estante fez com que toda a coleção precisasse ser mexida, já que não vou apenas colocando os títulos nas prateleiras. Tenho a minha própria forma de deixar na ordem, a que faz mais sentido pra mim.

Obrigado por assistir a este vídeo, espero que curta! Se chegou agora, se inscreva no canal para não perder nenhuma atualização.

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Planeta dos Macacos a série de TV completinha!

A partir do filme de 1968, Planeta dos Macacos tomou o mundo de assalto. Foram nada menos que quatro sequências até 1973. Bem longe de a febre arrefecer os estúdios sacaram uma série homônima para TV em 1974.

Durou apenas 14 episódios. Evidente que os altos custos jamais se pagariam pela audiência que alcançou na época.

Por muitos anos colecionadores fanáticos pela saga tinham poucas esperanças de tê-la em sua estante. Até pouco tempo atrás! Agora existe por mais de uma distribuidora.

Neste vídeo você confere detalhes da edição da World Classics / Line Store. A aguardada série se junta agora a todo o resto já lançado no Brasil, incluindo a versão animada, já mostrada aqui.

Se chegou agora, se inscreva no canal! https://www.youtube.com/c/DolceVideo

 

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Barbara Steele no mundo das artes plásticas

Poucas estrelas viveram o maravilhoso cinema pop 60’s como Barbara Steele. Ela foi musa ao trabalhar com diretores lendários como Bava, Corman, Fulci, Antonioni e tantos outros.

A consagração veio com 8 ½ de Federico Fellini de 1962. Indicado a cinco Oscares (levou o de figurino em preto e branco e estrangeiro) ajudou a firmar todo o elenco como astros internacionais.

Barbara Steele não ouviu o canto de Ondina hollywoodiana, seguindo na Europa. Aproveitou o foco eminente em seu nome para se lançar como pintora numa vernissage que parou Roma.

Sua tela abstrata mais famosa era intitulada "Fellini 8 1/2". Segundo explicou à imprensa, foi produzida para marcar sua participação no filme do mestre.

Era a mocinha exótica tipicamente da época. Seus olhos grandes e longos cabelos negros pareciam ideais a histórias góticas de amores impossíveis, cimentadas atrás de paredes de pedra e será para sempre lembrada pelo cinema de horror.

Em alguns destes filmes seus rosto fez também parte da cenografia em telas e até uma estatueta. O usuário do Twitter @theoakdrivein reuniu os frames destas “obras de arte” em que Barbara Stelle foi musa literal.

A Maldição do Demônio (La maschera del demonio , 1960 de Mario Bava)
O Poço e o Pêndulo (Pit and the Pendulum, 1961 de Roger Corman)
Amor de Vampiros (Amanti d'oltretomba, 1965 de Mario Caiano)
Um Anjo Para Satã (Un angelo per Satana, 1966 de Camillo Mastrocinque)

Que fim elas levaram? Só deus sabe, Objetos de cena geralmente são tratados apenas como isto.

vimos aqui no blog o caso do quadro que apareceu em vários filmes, embora o ator retratado nem estivesse mais ente os vivos.

Quanto aos trabalhos de Barbara Stelle, não há notícias de que tenha continuado a pintar. Seu trabalho mais recente foi emprestando a voz na série Castelvania da Netflix em 2020.

 Veja também:
Barbara Steele e Mario Bava às voltas com o demônio
 Eva Green através dos séculos

 

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Coleção de perrengues em compras online

Com as lojas físicas vendendo cada vez menos DVDs, Blu-Rays e CDs, dá pra ficar sossegado e contar com as compras online? Bom, neste vídeo eu falo sobre experiências pouco agradáveis que tive em alguns grandes sites.

Incrível como, ainda mais agora, compras na internet se tornaram importantes e a mecânica ainda é tão sensível do lado do consumidor. Você confia numa foto que o vendedor apresenta, paga pela suposta coisa que nem sabe se existe e depois é sorte!

Paga à vista e reembolso demora semanas, se for necessário devolver conte apenas com a sua disposição e dinheiro! Mesmo já tendo pagado frete, terá que sair de sua casa rumo a uma agencia de correios que aceite o selinho que teve que você ainda teve que imprimir!

As normas de segurança do momento atual estão descritas nos e-mails que a loja de envia. Vale para justificar atrasos, mas não vale pra te fazer sair de casa, pegar condução e pegar fila para enviar o produto defeituoso.

 Enfim, a facilidade de se comprar está muito longe das regras das lojas para resolver quando não recebemos exatamente como pedíamos.  Compartilho algumas dessas experiências, quero saber das suas!

 

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Controle remoto é coisa bem mais antiga do que se pensa. E vendia até no Brasil!

  
E quando a gente se depara com uma velha grande novidade? JURAVA que controle remoto era uma coisa relativamente recente, coisa de rico nos anos 80 e popularizada nos anos 90!

Lembro ainda de TV e videocassete com controle de fio. Isso ainda nos anos 80, pra pouquíssimos consumidores de bolsos mais cheios.

Até me deparar com este anúncio do “Mysterioso Controle” da Philco, numa revista BRASILEIRA de 1939! Gente, isso é misterioso mesmo!!!

Como assim ainda sem fio?! Lógico que não havia wireless, Bluetooth nem nada. Ainda não havia nem televisão!

Parece aquelas coisas de ficção científica, ou que a gente só via nos filmes dos EUA. Mas chegou a vender no Brasil como o reclame nesta página prova!

Se eu tô em 2020 embasbacado com o invento de 1939 pense nas pessoas da época? Não achei referência alguma pelo Google em português, nem no verbete da Wikipédia em nossa língua.

Lá a referencia a “controle remoto” vem dos anos 50 já com o invento da TV se popularizando. A Wiki em inglês tem alguma coisa, inclusive foto do “mysterioso controle”.


E não era milagre ele não ter fio, claro! Pura tecnologia primitiva que usava ondas de rádio de baixa frequência.

Não vamos esquecer que 1939 o mundo enfrentava sua Segunda Grande Guerra, que fez a tecnologia dar um salto. Em contrapartida, empobreceu a população, o que podemos entender como um dos motivos para o invento não ter se propagado como grande invenção que é (Manipular um aparelho eletrônico à distância! Uau!).

Aqui no Brasil houve demonstração do invento em sessões de cinema. Um personagem da comédia Marido Mal Assombrado (Topper Takes a Trip, 1930 de Norman Z. McLeod) fazia uso da engenhoca em uma cena.

As salas de cinema, além dos filmes em si, eram usados também para uma espécie de propaganda ao vivo. Isso era comum antigamente até quando chegou o sabão em pó e donas de casa foram convidadas a ver com seus próprios olhos a maravilha do Omo diluído como espuma na água.

O Mysterioso Controle foi lançado em 1939 mesmo, chegou aqui ao mesmo tempo que no resto do mundo e foi incluído em vários modelos de rádios Philco até 1942. Existem alguns vídeos com demonstrações no Youtube e alguns funcionam bem até agora.

Nos modelos básicos, através do controle (que alcançava cerca de 7 a 21 metros) era possível sintonizar até 8 estações de rádio pré configuradas, aumentar ou diminuir o volume e desligar, tudo girando um disco como se fosse telefone.  Não era possível ligar o aparelho por estar desligado pela mesma válvula.

É provável que nas principais cidades do Brasil não houvessem mais do que 8 estações de rádio em 1939. Até o começo desta década rádios funcionavam em caráter experimental tendo sua exploração comercial legalizada por decreto Federal apenas em 1932.

 Em tempo: Em maio de 2012 vários jornais e revistas no mundo todo noticiaram a morte do engenheiro Eugene Polley como sendo o pai do "Controle Remoto". Ele criou para a empresa Zenith o primeiro controle remoto... em 1955! 

16 anos após a Philco ter lançado em todo mundo o "Mysteriosos Controle". Veja bem, o pioneiro invento da Philco não ficou como protótipo nem nada, foi comercializado inclusive no Brasil como atesta o anúncio de 1939.

O "Mysterioso Controle" foi esquecido assim como a gloriosa Era do Rádio.Virou realmente um mistério.

Veja também:
A chegada do sabão em pó ao Brasil
Tenha cinema em casa com o BeamScope
O que devemos a Hedy Lamarr sem saber
E se o mundo pop não conhecesse o nylon? 
Kinematofor, o tataravô do Blu-Ray e outros parentes distantes

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

História primeira edição da Set página a página

A revista Set chegou às bancas em junho de 1987 tomando proveito da explosão de videolocadores no país. Era a versão cinema da revista musical Bizz da Editora Azul.

Foi publicada até 2009 após um melancólico período quando o cinema para a revista passou a ser apenas sinônimo de adaptação de gibi. Até a expectativa de quem estaria estampando a capa acabou sendo previsível.

Mas por mais de 20 anos foi a alegria de quem alugava VHS e gostava de cinema. Neste vídeo veremos como tudo começou, incluindo as primeiras 8 fichas de Cine &Video, coisa que inesquecível entre seus leitores.

 

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Nova disputa com as novelas favoritas!

A gente já fez aqui no canal algumas vezes sobre filmes. Agora é a vez de tentarmos da novela favorita do outro só por pistas.

Difícil? Será que desta vez o Marco Nunes leva o troféu? Foi divertidíssimo gravar, ficaríamos horas brincando disso.

Até porque, acaba envolvendo nossa memória afetiva sobre o momento em que aquela novela foi exibida. Ah, assiste até o final, quando o Marco pede pra deixar um recado.

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Jane Russell pinup como nunca

     
No tempo da fotografia, ampliação e impressão arcaicos artistas plásticos eram essenciais. Sobe seus traços atrizes e pinups eram ainda mais belos em capas de revistas, publicidade e pôsteres de cinema.

Cada região do globo terrestre onde havia uma sala de projeção possuía seus artistas, muitos permaneceram anônimos.  Havia uma piada que só quem assistia a cerimônia do Oscar até o final era o pintor do Center 3, pra saber quantas estatuetas teria que pintar no pôster.

Alguns, que trabalhavam diretamente com os produtores dos filmes, se tornaram famosos como o brasileiro Benício, lembrado já algumas vezes aqui neste blog e a norte-americana Zoë Mozert.  A partir da década de 40 ela quebrou paradigmas ao ressaltar a beleza feminina.

Oficial Jane Russell Tribute

Um de seus trabalhos mais famosos e notáveis foi o produzido para o filme O Proscrito (The Outlaw. 1943 de Howard Hughes). Filmado em 1941 e só lançado dois anos depois numa tentativa de fugir da censura, seu principal chamariz era uma jovem atriz chamada Jane Russell.

Tão ultrapassado quanto a técnica de pintar pôsteres, a produção se orgulhava de apresentar uma mulher pela primeira vez em um western. Foi para Russell neste filme que o magnata Hughes teria projetado o sutiã de bojo, para destacar seus atributos físicos.

E coube a uma mulher retratá-los da melhor maneira possível para a marquise dos cinemas. Zoë Mozert, cujo nome parece estar perdendo folego com o tempo diante de nomes masculinos como Alberto Vargas e Gil Elvgren, geralmente usava a si mesmo como modelo, fazendo uso de espelhos e selfies.

Para O Proscrito pode contar com a própria Jane Russell, com fotos dos bastidores também utilizadas como material publicitário. Mais tarde, ainda tentando escapar de cortes, o filme foi relançado e ganhou outra arte modernizada (Com Russell mais realista) para pôster.

A atriz se tornaria um mito do cinema logo a partir de usa estreia polêmica. O trabalho de Mozert é portanto, o primeiro contato do grande público com Jane Russell.

A pintura original foi enquadrada e pertencia ao acervo pessoal de Howard Hughes. Foi leiloada em julho deste ano (2020) alcançando o valor de 130.000,00 dólares, algo como 701.974,00 na nossa moeda atual.

 Veja também:

A garota mais censurada em Hollywood


segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Um box com duas estrelas de Hollywood!

Os clássicos da Lassie, aqueles primeiros filmes da década de 40 são daqueles títulos que se encontra por várias distribuidoras. Neste vídeo veremos a caixa da Rhythm And Blues, encontrável em grandes lojas a preços baixos.

O primeiro filme(Lassie Go Home de 1943)  ainda é histórico por conter o primeiro trabalho de Elizabeth Taylor. Ou seja, além de saudosistas da antiga Sessão da Tarde é um item altamente colecionável para fãs de estrela.

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sábado, 8 de agosto de 2020

Breve anatomia de um boato cinematográfico

Nos anos 90, uma revista de cinema foi resenhar um livro sobre cinema brasileiro e deu o pontapé a um boato. Hoje dá pra rir da ingenuidade tanto da revista quanto dos cinéfilos que não tinham aonde checar a informação.

O texto dizia que no livro haviam muitas curiosidade bacanas. Deu como exemplo a revelação da (na época) apresentadora Ana Maria Braga do Note e Anote da TV do Bispo como atriz em um pequeno papel de O Beijo da Mulher Aranha (1985 de Hector Babenco).

Quê?! Namaria Braga do Loro José como atriz? Como ninguém lembra, será verdade?  Será figuração? “Se a revista disse é verdade, né?”. Bom, ninguém tinha como checar num tempo sem internet (como se com internet houvesse poucos boatos...), mas a história era boa demais pra não passar adiante.

Evidentemente que se trata de uma homônima! É que são homônimas de um nome bem raro né? Ana -Maria - Braga...

Ana Maria Braga que interpreta a guerrilheira Lídia no filme do Babenco é a irmã de Sonia Braga, estrela do filme. E só pelo sobrenome em comum já era de se desconfiar que a notícia não era verdade.

Namaria do Loro José estrearia como atriz no cinema apenas em 2001. no clássico avangard Xuxa e os Duendes de Paulo Sérgio de Almeida e Rogério Gomes. Ela interpreta a rainha Zinga, mãe de Kira, a protagonista, papel escrito para Meryl Streep (Tô brincaaaando!).

E pegou gosto! Também contamos como sua presença em Xuxa e os Duendes 2: No Caminho das Fadas.Sequência só é boa quando conta com o elenco original, né?

Já a irmã de Sonia ( e mãe de Alice) hoje assina apenas como Ana Braga. Pra quê confundir a galera? Acorda, menina!

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quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Carlota Joaquina tanto tempo depois

Não exagero dizer que quando Carlota Joaquina, Princesa do Brazil aportou nos cinemas era tudo mato. Não havia mais cinema no Brasil, ou pelo menos um mercado de cinematográfico, que formasse profissionais e público.

O pequeno filme de Carla Camurati chegou num monte onde nós nem nos encarávamos como brasileiros. Após décadas de um momento político complicado não queríamos nem o pó desta terra.

Neste vídeo tento não apenas relembrar o sucesso de público e critica de 1995, mas recolocá-lo dentro do contexto de seu lançamento. A alegria que foi sua existência e principalmente o reencontro do público médio com o cinema feito em seu país.

Como sempre, seu “like” no vídeo ajuda bastante e se inscreva se chegou agora. Vídeos novos toda segunda e quinta!


terça-feira, 4 de agosto de 2020

Lita Ree na Armação dos Anjos


O fato de ser uma novela com vampiros fez com que a imprensa desse muitas notinhas sobre Vamp (1991) antes de ela estrear. Seria uma novela bem diferente do que foi ao ar.

Na escalação de elenco muito se fala nos nomes de Paula Toller e Deborah Bloch para viver a protagonista Natasha, papel emblemático na carreira de Claudia Ohana na TV. O mais legal foi a possibilidade de Rita Lee como a cantora que vendeu a alma para ser pop star.

Seu nome era tido como o ideal pelos corredores da Globo segundo notinha da coluna Joyce Pascowitch no jornal Folha de São Paulo em março de 1991 . Rita Lee sempre tão teatral parece ter sua veia atriz subjugada no país que tanto ama telenovela.

Não foi registrado o motivo da recusa, se é que algum convite oficial chegou a ser feito. Dá pra imaginar que ficar meses presa a um projeto que exige muito e nem é sua área parece não ser das melhores coisas do mundo.

Se Rita Lee tivesse aceitado ser protagonista de novela não seria a primeira estrela pop já que Vanusa esteve à frente do elenco de Cinderela 77 da TV Tupi. Nem seria a última com a Sandy em Estrela-Guia (2001).

Mas Lee topou fazer uma participação especial em alguns capítulos como a roqueira Lita Ree, amiga de Natasha. A revelação pra amiga que ela também é vampira tem um subtexto lésbico maravilhoso: “Qualé, Natasha? Vai dizer que ainda não me sacou?”.

Natasha e a amiga Lita Ree chegaram a cantar em duo Doce Vampiro em show intimista para a galera de Armação dos Anjos, a cidade fictícia de Vamp. A canção do álbum de Rita Lee de1979 era inevitável nessa novela.

Junto a notinha que apontava a roqueira como a certa para ser Natasha constava a obviedade de se esperar Doce Vampiro como tema de abertura. Francamente, não dá pra imaginar outro tema de abertura pra Vamp do que Noite Preta com a Vange Leonel.


segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Blog La Dolce Vita completa 18 anos!


E é chegado aquele dia do ano que a gente se espanta com a velocidade do tempo, né? Já faz 18 anos que foi 2002 e este blog começou (olha, confesso que me espanto bem mais do que com meu aniversário, que será já já!).

Começamos num tempo esperançoso (lembra?) e cá estamos sem nem poder soprar velinhas sobre um bolo! Se o único problema do Brasil em 2020 fosse apenas perdigoto no glacê...

Sobrevivemos a primeira onda de blogs, superados com a geral aderindo a Fotolog e Orkut. Veio outra até surgirem Facebook, Instagram e todo mundo ficar centrado ali em sua bolha, perdendo as infinitas possibilidades de toda web com as próprias pernas (ou dedos).

E o La Dolce Vita seguindo por aqui. Incrível como só senti mais forte a passagem do tempo neste ano e não foi só pela pandemia, quarentena ou as voltas com regras estúpidas de redes sociais e seus falsos moralismos.

O décimo oitavo ano ininterrupto de um blog brasileiro sobre cultura popular! Cheio de gente nova por aqui e tantos outros que também foram fazendo aniversário enquanto frequentavam esse pedacinho de internet.

Com toda sinceridade, muito obrigado a todos! Que bom os ver sempre vivos.


Resposta da Mônica aos Manuais Disney

Na década de 70 os vários manuais com personagens Disney se mostraram um sucesso. Aqueles livros de capa dura são lembrados e queridos até hoje.

A Turma da Mônica como fortes concorrentes do Mickey e sua patota no coração da criançada ainda estava longe de ser a potencia que se tornaria, mas também surgiu com seu manual. Um guia, ou almanaque de coisas interessantes a serem descobertas.

O ano da primeira edição foi 1979 e tomou como base a celebração do Ano Internacional da Criança segundo a ONU. Não fazia nem 10 anos que o primeiro gibi da Mônica tinha aparecido nas bancas pela editora Abril.

Os personagens já eram bem populares há temos por tiras em jornais e comerciais da TV. Os subprodutos com os personagens de Mauricio de Sousa eram poucos e o salto das bancas às livrarias, que se tornaria comum, foi inovador em se tratando de um trabalho totalmente nacional.  

Pouco antes de Mauricio levar seus personagens para a editora Globo em 1987, a Abril reeditou o Manual da Mônica. Recentemente a empresa dos Civita fez o mesmo com os manuais Disney antes de dar adeus ao pato Donald e sua turma.

Neste vídeo vamos ver uma destas edições dos anos 80 em todos os detalhes. Sempre ajuda bastante se você deixar o seu like e se inscreva no canal se chegou agora!


sábado, 1 de agosto de 2020

Final trágico do "primeira amor" de James Dean


É de se achar normal que a morte bem precoce de James Dean aos 23 anos não só comoveria o mundo como fizesse a imprensa em todo mundo dar voltas pra manter o drama em suas páginas. Na primeira edição de dezembro de 1956 a brasileira Revista da Semana trouxe a seguinte nota:

O PRIMEIRO AMOR DE JAMES DEAN
UM FENÔMENO que não se repetia desde a morte de Rodolfo Valentino, empolga os EE.UU. e já vai se espraiando pelo mundo: o culto a James Dean morto a 30 de setembro de 1955 num desastre de automóvel. Multidões vão em romaria visitar o lugar onde está exposto o carro esfrangalhado que o vitimou. Todos querem saber tudo sobre sua vida, esmiuçar os mínimos detalhes. Mas parece que não há muito a recolher de uma vida que durou apenas 23 anos. Sabe-se que Dean era triste e reservado, que teve uma infância miserável, que viveu abandonado desde tenra idade. Cresceu sozinho, e sua paixão (verdadeira obsessão) era se transformar num ator. Los Angeles (onde se criou) era uma cidade que o apavorava, segundo confissões recolhidas pouco antes de sua morte. Era muito tímido com as mulheres. E a sua primeira namorada (o seu único amor verdadeiro) foi Beverly Davis, filha da atriz Joan Davis. Ambos estudavam arte dramática na Universidade de Los Angeles. Beverly não era muito bonita. Mas era graciosa e inteligente. Por muito tempo Dean não teve coragem de falar-lhe. E quando se decidiu teve que enfrentar um grupo de estudantes cuio chefe também estava interessado em Beverly. Mas Dean venceu-os deixando clara a advertência: “Quando James Dean está apaixonado respeitem sua namorada “. Dois anos depois foi para Nova York e nunca mais ouviu falar em Beverly.

Um ano e três meses após sua morte o drama ainda estampada jornais e revistas. Essa notinha ainda ajuda a criar o mito do rapaz tendo que lutar por seu amor com a gangue de delinquentes, né?
 
A namoradinha oficial pra satisfazer as tia na ceia de natal é a Pier Angeli, pelo menos assim ficou sacramentado ao tempo. Essa Beverly Davis, que a revista se refere, consta realmente como um namorico que ele teve enquanto estudava para ser ator.
James Dean e Beverly (ao fundo de alça) em 1951, quando estudavam artes

Nem Dean, nem ninguém mais ouviu falar nela por bons anos. Filha da comediante Joan Davis, assinava Beverly Wills (não Davis) enquanto trabalhava como atriz nos primórdios da televisão, ainda um veículo menor que recebia em seus elencos aspirantes e astros de cinema longe dos tempos áureos.

Davis, a mãe, era daquelas estrelas populares raramente lembradas como tal por ser justamente cômica. Abraçou a TV após gloriosos anos no rádio e cinema, fundando a própria produtora, num tempo pré feminista.
Joan Davis e Jim Backus em foto promocional da série
Junto ao ator Jim Backus e a filha Beverly Wills (que interpretava sua irmã!) estrelaram a sitcom I Married Joan, um relativo sucesso nos lares americanos de 1952 a 1955. O programa sofreu com a evidentemente fórmula copiada de I Love Lucy que havia estreado no ano anterior.

Por ironia da vida, Barckus interpretaria também o pai submisso de James Dean no clássico Juventude Transviada (Rebel Without a Cause, 1955 de Nicholas Ray). Na série foi o cunhado de Beverly Wills, a namorada adolescente do astro.
Barckus com Dean no filme de 1954
Após a série Beverly emplacou seu mais importante papel no cinema, sendo Dolores, uma das integrantes da banda feminina em Quanto Mais Quente Melhor (Some Like it Hot, 1959 de Billy Wilder). O filme estrelada por Marilyn Monroe, Jack Lemmon e Tony Curtis é considerado uma das melhores comédias de todos os tempos.
Beverly entre as meninas da banda de Sweet Sue no filme de 1959
Foi um sucesso! Mas ninguém se lembrou ou reparou em Beverly Wills ali, longe da mãe famosa, em meio a um elenco estrelar.

Já sua mãe Joan Davis tentou emplacar outra série, mas com a saúde frágil forçou uma aposentadoria sem divulgar o motivo ao público. Seguiu fazendo apresentações esporádicas em teatros até morrer em 1961 de ataque cardíaco fulminante com apenas 53 anos de idade!

A essa altura sua filha tinha 27 anos, havia se casado três vezes, possuía dois filhos e lutava contra o vício do álcool. Estava cansada da carreira não deslanchar na tela grande e seu nome sempre estar associada a mãe famosa.
Isso sem haver notícias de atritos entre elas como geralmente acontece com filhas de famosas que também tentam o estrelato. Causou escândalo quando Beverly e seu pai, o primeiro e único marido de Joan, entraram na justiça para disputar a mansão de Palm Spring (Califórnia) avaliada em um milhão de Dólares em valores da época.

O juiz deu ganho para a filha que continuou morando lá com a avó materna e seus filhos. Até que na madrugada de 24 de outubro de 1963, dois anos após a morte de Joan, aconteceu uma das maiores tragédias de Hollywood!

Beverly Wills adormeceu na cama enquanto fumava! O cigarro causou um incêndio que a matou aos 30 anos de idade junto aos dois filhos (de sete e quatro anos de idade) e de sua avó que dormiam enquanto inalaram fumaça.