quinta-feira, 6 de setembro de 2018

A Lassie da vida real


Durante a Primeira Guerra Mundial uma cachorra sem raça definida (um collie misturado) chamada Lassie ficou célebre ao salvar a vida de um homem no réveillon de 1914. Após ataque de torpedo alemão a um navio britânico no Canal da Mancha sete marinheiros, dados como mortos, foram levados a adega de um pub, transformado emergencialmente em necrotério.

Foi aí que Lassie, cão do dono do local, teve acesso aos supostos mortos e se aproximou de apenas um deles, começando a lamber seu rosto e suas mãos por cerca de meia hora. O marinheiro John Cowan despertou como milagre para espanto da equipe de resgate!

A tutora do cachorra, esposa do proprietário do pub, sofria de epilepsia e ela estava acostumada a lhe acordar dos ataques. Restabelecido algum tempo depois, Cowan voltou ao pub para agradecer a cadelinha, quando os dois foram fotografados juntoa.

Este ato heróico canino ganhou as páginas dos jornais na época, mas acabou esquecido pelo tempo até ressurgir em um livro quando completou 100 anos da I Grande Guerra (1914-1918). O jornal britânico Daily Mail apontou as semelhanças entre a história e as de Lassie (além do óbvio mesmo nome do animal), personagem muito famoso na literatura, cinema e TV a partir dos anos 30, quando saiu o livro "Lassie Go Home" de Eric Knight.

O autor teria 18 anos quando a história do marinheiro e Lassie ganhou a imprensa e pode ter tomado conhecimento dela. No entanto, no livro Lassie - A Dog's Life, de 1993, consta que Knight conheveu famílias miseráveis durante  a Grande Depressão (a partir de 1929) que tiveram que vender seus amados collies para comprar comida.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Os momentos finais de William Holden

 De astro de primeira grandeza na década de 50, William Holden viu seu status mudar rápido na década seguinte. O Oscar por O Inferno Nº 17 (Stalag 17, 1953) e a indicação por Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard, 1950), ambos dirigidos por Billy Wilder, ajudavam a marca-lo como pertencente à “velha hollywood”.

Era o tempo de astros modernos como Dustin Hoffman, Paul Newman e Dennis Hopper que, assim como os ventos sócio/políticos da época, navegavam contra o establishment. Por volta dos quarenta anos William Holden também tinha uma aparência bem mais envelhecida do que sua idade.
Isso porque, além de tabagista, ele lutava contra o alcoolismo e a perda constante de papeis o fazia beber mais ainda. Outro motivo para a aparentar mais idade era seu hábito de tomar sol excessivo.

Segundo sua biografia “The Golden Boy” ele mantinha uma lâmpada solar sobre sua privada, para não perder em nenhum momento sua cor dourada. Isso pode explicar por que mesmo em filmes do começo dos anos 50 aparente muito mais do que 30 e poucos.
Com Gloria Swanson na obra-prima Crepúsculo dos Deuses de 1950

Na década de 70 com a reavaliação do antigo star system (principalmente graças ao cinema catástrofe) seu nome voltou a ter relevância. Foi o arquiteto vilão de Inferno na Torre (Tower Inferno, 1976 de John Guillermin), voltaria a trabalhar com Billy Wilder em Fedora (1978) e seria indicado pela terceira vez ao Oscar por Rede de Intrigas (Network, 1976 de Sidney Lumet).

Neste período ele começou a namorar com a atriz Stephanie Powers que na época alcançou o estrelato ao protagonizar a série de TV Casal 20 (Hart to Hart, 1979-1984). Em seus últimos tempos, William Holden estava bem!
Casal Holden e Powers
Em 1981 ele morava sozinho em Santa Monica, na Califórnia, no quarto andar de um edifício em que era um dos sócios. Bastante reservado, dispensava aos vizinhos discretos acenos de mão.

Reservado com mania de sumir sem falar aonde ia. Às vezes por dias, hábito que fez com que seu corpo demorasse a ser encontrado.

Ele foi encontrado morto uma semana após ter falado com a namorada Stephanie Powers ao telefone. A autópsia apontou que Holden havia bebido, mas não estava bêbado, embora encontraram uma garrafa de vodca vazia e quatro cervejas no lixo e outra de vodca parcialmente cheia na pia da cozinha.
Com Faye Dunaway em foto promocional de Rede de Intrigas
Em 16 de novembro de 1981 o síndico do edifico abriu o apartamento para ver se estava tudo bem, afinal, havia se passado mais de uma semana que não o via. Encontrou a TV do quarto ligada e ele caído no chão, de camisa e roupão, segurando uma das mangas como se tentasse se vestir.

Também havia muito sangue em todo o quarto e oito Kleenex sujos de sangue. O que a policia analisou é que o astro deve ter tropeçado no tapete e bateu a cabeça na quina do criado mudo (com tanta força que a quina oposta estava ficada no gesso da parede!).

Provavelmente não entendeu a gravidade do ferimento e tentou limpar com os lenços de papel, mas faleceu em cerca de 15 minutos. Estava morto há quatro dias e tinha apenas 63 anos de idade.

Com informações do blog A Trip DownMemory

Veja também:
William Holden já velho para picnic

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Blog La Dolce Vita completa 16 anos!

 Hoje, 03 de agosto, é dia de festa para este blog! Ele completa 16 anos ininterruptos, no mesmo bat endereço!!!

Sobrevivendo às redes sociais, ele é mantido com o esforço e intenção de ser um espaço fixo para registro e pesquisa das coisas legais da vida. Nem sempre tão legais assim, mas a gente tenta...

Quero agradecer tanto carinho nesse tempo todo de quem frequenta este espaço, envia e-mail, curte a página do Facebook, comenta, compartilha e mais recentemente acompanha também o canal no Youtube. Isso faz com que todos os dias do ano sejam uma festa!
A primeira fatia do bolo é pra você. Não poderia deixar de ser!

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Universo Almodóvar explora seu passado e futuro

 É comum que cineastas coloquem citações a seus antigos trabalhos, Pedro Almodóvar abarrota seus trabalhos disso num misto de estilo e autorreferencia. Mas ele vai além disso!

Como se seus filmes transitassem num universo único, Almodóvar costuma incluir ideias que reaparecerão em futuros projetos. Argumentos inteiros surgiram em diálogos rápidos em filmes produzidos a quase uma década.

Parece confuso, mas neste vídeo mostro alguns exemplos. Existem muitos outros, claro, mas estes já são bem interessantes.

Não se esqueça de deixar seu like e se inscrever no canalpara mais vídeos como este.

terça-feira, 31 de julho de 2018

Música para animar replicantes

O tradicional Million Dollar sobreviveu não só até no nosso 2018, como em 2019 visto em Blade Runner – O Caçador de Androides (Blade Runner, 1982 de Ridley Scott). Em cartaz no fictício 2019 uma série de atrações latinas.

Na babel futurista do filme não se encontram muitas referências a latinos/hispânicos, pela época em que foi produzido, começo dos anos 80.  Porém, a principal época reverenciada em Blade Runner é a década de 40, quando a América viveu um boom de música latina.
A invasão de balangandãs e ensopadinho de chuchu fez o país suingar ao som de orquestras  especializadas em ritmos como salsa, rumba e mambo. Há quase nada sobre Mimilocos, o primeiro nome na marquise do Million Dollar, na Internet que possa ser apontado como referencia.

Existiu uma bandinha argentina ativa a partir de 1986, ou seja, é posterior ao filme, assim como alguns projetos recentes também batizados como Mimilocos.  O nome é ótimo, mas parece ter sido criado para o filme.
Em compensação, Mazacote y Orquestra, o nome escrito na parte inferior, existe mesmo e fez bastante sucesso a partir de Los Angeles. Tanto que hoje existem várias bandas que ostentam a palavra “Mazacote”.

A original foi fundada pelo percursionista cubano Orlando López (homônimo do lendário baixista do Buena Vista Social Club) que assumiu o pseudônimo Mazacote. Abandonou a Ilha em 1964, se refugiando nos EUA, onde passou a tocar com conterrâneos célebres como Celia Cruz.

O nome “Mazacote y Orquestra” em Blade Runner é uma previsão futurista meio certa. Quase em 2019 dificilmente veríamos esse nome numa marquise de teatro, mas sobreviveu, presente em qualquer serviço de streaming.
Bem difícil imaginar um ritmo tão alegremente contagiante naquela Los Angeles sombria. Ei! Mas o groovy até que é bem legal.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Anúncio de "majestoso" edifício de 1951 e como ele está hoje

Rua da Paz, no Boqueirão em Santos, a partir da praia
A Ocian foi uma importante construtora brasileira na década de 50, com obras famosas na capital de São Paulo e no litoral. Seu nome que, embora lembre Ocean/Oceano, é na verdade a abreviação de Organização Construtora e Incorporadora Andraus Ltda.


Pois é! É a mesma construtora do Edifico Andraus no centro de São Paulo, palco do trágico incêndio em 1972.  Bem antes disso ela estava sempre nas páginas de jornais em publicidade ou em matérias que pareciam publicidade bendizendo as construções em tempo recorde, o que nos faz duvidar se uma coisa não está relacionada à outra.


Nos textos jornalísticos (como neste acima, publicado na Folha de São Paulo) a empresa era quase enviada por deus para construir prédios! Não ao acaso também que muitos desses edifícios tinham nome de santo, como os vários da Ocian existentes na cidade de Santos (São Nicolau, São João, Santa Clara, Santa Rosa, etc.).

O São Nicolau foi entregue em setembro de 1951 e fica no começo da rua da Paz, no bairro do Boqueirão, quase na esquina com a avenida da praia. Vi o anúncio (publicado no jornal Folha de São Paulo em 27 de setembro daquele ano) e demorei a reconhecer qual é, afinal, passo quase que diariamente por lá.
A foto publicitária não é a fachada do prédio! Essas varandinhas são a lateral do prédio, a frente é essa que você vê abaixo, quase chapada, por imagens do Google StreetView.
Eles utilizaram as varandas porque a vista era para o mar. Perceba que na parte inferior do anuncio dá pra ver um casarão e arvores.

Aonde era esse casarão hoje existe um terreno com o Jimmy Hendrix espacial grafitado (e um Pokestop!). E depois dele, já na esquina para a praia um prédio e ao lado deles muitos outros prédios!

Atual ponto de vista da rua da Paz e do São Nicolau para a praia
A vista para o mar simplesmente desapareceu nestes 67 anos do lançamento do São Nicolau. Quando construírem outro prédio ali onde fica o Space Hendrix acho que nem luz solar direito ele deve receber.
Santo Space Hendrix que permite  raios de sol. Amém
Outra coisa que noto na foto de 1951 e na atual situação dele é que quase todas as tais varandinhas na lateral desapareceram. Cada um fechou como quis, pra aumentar a sala, e não sei como isso é arquitetonicamente permitido, mas é comum em quase todos os prédios daqui.
Perceba ainda que havia um vazado ao centro, talvez seja o final de cada corredor, que foi substituído pelo que me parece ser vitrôs, daqueles basculantes. Tão mais chique, né? Aposto que trocaram porque junto com a vista, devia vir muito vento do mar...

Quase em frente a ele, do outro lado da rua, estão terminando um prédio novo muito mais alto. Desde a década de 50 continuam construindo quase que uns sobre os outros (região onde em alguns lugares é quase impossível sinal de celular ou conseguir pagar delivery com cartão de crédito dentro de casa). 

Constrói mais que tá pouco!


sexta-feira, 20 de julho de 2018

Caia na gandaia! Os 40 anos de Dancin’ Days

O que uma novela pode ter de tão especial para que celebremos seus 40 anos? No vídeo desta semana relembro Dancin’ Days, o grande sucesso de Gilberto Braga que se tornou o símbolo de uma época.

Da trilha sonora aos pontos chave do enredo, sem deixar de lado os destaques inesquecíveis do elenco. Aproveite para relembrar ou até mesmo conhecer um pouco desse marco da teledramaturgia.

Como sempre, agradeço o like e a sua inscrição no canal do Youtube!  https://www.youtube.com/c/DolceVideo

terça-feira, 17 de julho de 2018

Umidificação Music: Galãs de novela sensualizando em LP


Além de brilharem a telenovelas, alguns galãs brasileiros atacaram em LP. Alguns tentaram o obvio que era cantar, mas como nem todos tinha voz pra isso simplesmente recitavam sensualmente no disco inteiro.

O mais bem sucedido nessa prática foi Francisco Cuoco que desde 1975 foi rodar, rodar  e rodar na vitrola de donas de casa desesperadas. Como você pode ouvir no players desta página o estilo lembra muito o de radialistas de AM traduzindo canções de amor.

Ele continuou lançando discos nesse esquema (rap romântico?) até os anos 80. E se produziu vários devia vender bastante, evidente.

E se tem Francisco Cuoco, obviamente que tem Tarcísio Meira! Glorinha que nos perdoe, mas quem resiste ao Tarcisão convidando pra voltar com ele a 1940 (?!) ao som de Glenn Miller?
.
Outro que entrou na onda foi o Rubens de Falco. Em 1980 ele veio com Os Detalhes, que como o nome sugere, recitava as letras de Erasmo e Roberto Carlos.
É obvio que o disco todo é maravilhosamente assustador, porém, vale destacar no player abaixo o eterno maquiavélico Leôncio proferindo Cavalgada. Nunca imaginei, nunca imaginei!

Roberto Carlos e Leôncio é a legítima dedilhada em vinil. Diante disso, um salve aquela senhora que deu o melhor depoimento no final do capítulo do capítulo daquela novela.

“Acordei toda babada!”. Sim!

segunda-feira, 16 de julho de 2018

5 astros clássicos em filmes disponíveis em sites de vídeos adultos

Não há Oscar ou super agentes que mantenham todas as carreiras sempre nos trilhos. Alguns atores e atrizes que  até foram indicados à estatueta da Academia participaram de alguns filmes que hoje não estão na Netflix ou Youtube, mas no Pornohub, Xhamster e Xvideos da vida.

É claro que entre os anos 60 e principalmente anos 70 o conceito de “filme adulto” era bem distinto do que entendemos hoje. O mundo vivia a euforia da revolução sexual e o cinema tentava levar isso como um gênero qualquer.

Por razões obvias, não colocarei o link para estes títulos, mas basta usar o tio Google do jeito que todos nós estamos carecas de saber usar.

Diana Dors em What the Swedish Butler saw – Champagnegalopp (1975 de Vernon P. Becker)
Linda e loira, Diana Dors surgiu como a resposta britânica ao fenômeno Marilyn Monroe. Atravessou o Atlântico rumo a Hollywood após uma série de filme românticos em seu país, alçando o estrelato também como cantora, mas jamais com estrelato jamais comparado ao de Marilyn.

Com o passar do tempo se manteve na mídia além dos filmes, aparecendo em programas de entrevistas e series televisivas.  Também conheceu o sucesso como cantora inclusive no Brasil.
Diana Dors como Madame Helena em Champagnegalopp
Ela já era uma senhora quando participou de Champagnegalopp, comédia sexplotation (fotografada em 3D!) que equivale a uma de nossas pornochanchadas. Participa de sequencias de sexo como espectadora além de aparecer cercada pelo elenco nu em algumas oportunidades da fita.

Aldo Rey em Sweet Savage (1979 de Ann Perry)
Galã promissor, chegou a trabalhar com nomes como Humphrey Bogart e homenageado por Quentin Tarantino em duas oportunidades. Em My Best Friend's Birthday (1987) o próprio Tarantino se diz chamar Aldo Rey e em Bastardo Inglórios (Inglourious Basterds, 2009) batizou o personagem de Brad Pitt de Aldo Raini.

Rey conseguiu uma sólida carreira em Hollywood, mas teve problemas com alcoolismo. Para piorar sua situação financeira ele acabou expulso do sindicato de atores.
Aldo Rey em Sweet Savage
Sua participação em Sweet Savage, um dos poucos a misturar faroeste com sexo, foi abordada aqui no blog anteriormente neste outro post aqui.  Ele nãos e arrependia de ter participado, ainda comemorava o tipo de férias que passou no deserto  e ainda recebeu alguns dólares.

Peter O'Toole em Calígula (Caligola, 1978 de Tinto Brass e Bob Guccione)
8 vezes indicado ao Oscar, Peter O'Toole (assim como todo o elenco “sério”) caiu em um filme de sexo explícito meio sem querer. Tinto Brass fez um filme forte, mas ameno em matéria de erotismo, o que obrigou o produtor Bob Guccione (da revista Penthouse) a dirigir sequencias hardcore para misturar ao que havia sido feito.
Peter O'toole como Tiberius
No elenco ainda a futura ganhadora do Oscar Helen Mirren (que seria indicada quatro vezes ao prêmio). A fama do filme até hoje talvez seja maior do que ele mereça, mas se encontra em vários destes sites, inclusive no pudico Youtube.

Jayne Mansfield em Promises..... Promises! (1963 de King Donovan)
Jayne Mansfield se notabilizou como uma espécie de caricatura de Marilyn Monroe. Chegou até a conquistar um contrato com a Fox, mas era difícil encará-lo como algo mais além de uma cópia estridente e cômica de Marilyn.

Além de loiras platinadas saírem de moda no começo dos anos 60, quando Marilyn faleceu em 1962 aquele tipo de humor que Mansfield fazia perdeu em absoluto sua graça. Para sobreviver ela intensificou shows em casas noturnas e participações em comédias de forte apelo sexual.

Promises..... Promises! é uma daquelas tantas comédias de situação comuns naquele tempo, mas de orçamento tão apertado que foi filmado em preto e branco. E Mansfield ainda aparece nua, mostrando os enormes seios que ajudaram a lhe fazer famosa.
A ousadia de Jayne Mansfield em 1963!
Jayne Mansfield trabalhou com Cary Grant entre muitos outros astros, mas jamais se tornaria estrela de primeira grandeza como Lana Turner e muito menos Marilyn Monroe. Fazer um nu no cinema daquela época também não a ajudou em nada.

Robert Strauss em Dagmar's Hot Pants, Inc. (1971 de Vernon P. Becker)
Ele foi indicado ao Oscar em 1954 por sua atuação em O Inferno N° 17 (Stalag 17), mas é rapidamente lembrado como o zelador incômodo em O Pecado Mora Ao Lado (The Seven Year Itch, 1955), ambos de Billy Wilder. 
Com Marilyn Monroe e Tom Ewell em O Pecado Mora ao Lado
Seu tipo de humor físico e versátil o levaria a TV. O veículo era relativamente novo, mas ele conseguiu fazer carreira em seriados como A Feiticeira, Perry Mason e The Alfred Hitchcock Hour.
Em Dagmar's Hot Pants no final de carreira
Quando participou de Dagmar's Hot Pants, Inc. (co-produção EUA, Dinamarca e Suécia) ele estava afastado da tela grande fazia algum tempo. Seria seu penúltimo trabalho o que é bem estranho vê-lo idoso (e ainda careteiro) em algumas sequencias de sexo simulado.

E é claro que este post deverá ser atualizado com o passar do tempo.Poucas coisas são mais maravilhosas do que obscuridades da sétima arte.

Veja também:
Jayne Mansfield VS Fafá de Belém

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Autógrafos de famosos e dedicatórias de anônimos que não significaram nada

Provavelmente no coliseu os fãs já pediam autógrafo aos gladiadores. Onde tem famoso tem fã querendo registrar esse encontro com um singelo autógrafo ou com as atuais selfies.

Converso um pouco sobre isso no vídeo desta semana além de mostrar alguns autógrafos e dedicatórias que coleciono involuntariamente. Sim! Existe quem vá num coquetel de lançamento, fique na fila, peça dedicatória e logo depois o revenda a preço de amendoim torradinho em um sebo.

Ainda é bem comum encontrar nesses lugares livros com dedicatórias fofas de anônimos para anônimos que acabaram desprezados. Cabe à nossa imaginação tentar entender o que aconteceu.

Não se esqueça de deixar o seu like e se inscrever no canal! :)

terça-feira, 10 de julho de 2018

Não era fácil parecer ao Cary Grant

Ninguém nasce Cary Grant, nem o próprio Cary Grant. Assim como uma lista seleta de astros imortais, ele desenvolveu o personagem Cary Grant do mesmo jeito que Walt Disney criou o Mickey Mouse.

Astros valiam muito dinheiro sendo eles já que pagava-se ingresso para vê-los na tela, muito mais do que qualquer outro motivo. Interpretavam personagens contanto que não deixassem de ser aquele personagem especifico e a Era de Ouro de Hollywood sempre foi hábil em preservar seu star system como um tesouro.
Alfred Hitchcock dizia invejar Disney porque se estivesse insatisfeito com algum ator bastava passar a borracha. Ator é diferente de astro e na vida real isso é muito claro.

Em entrevista à emissora CBS o cineasta e historiador Peter Bogdanovich relembrou um fato que presenciou ao lado de sua então namorada Cybill Shepherd, ou seja, na década de 70. Os três estavam indo a um evento quando Grant, já na portaria, percebeu que havia se esquecido do convite.
Explicou isso ao profissional responsável por deixar entrar ou barrar e gentilmente pediu perguntou se poderia passar. Quando viu que a pessoa ia procurar na lista se adiantou a dizer “Sou Cary Grant!”.

E ouviu: “Você não se parece com Cary Grant”. Bogdanovich lembra que imediatamente, como quem estava calejado a ouvir aquilo, Cary Grant respondeu: “Pois é, ninguém acha".

Veja também:
Desconstruindo Cary Grant: bêbado e despenteado

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Faleceu Tab Hunter, Galã 50’s que virou ícone gay

 Tab Hunter, um dos principais astros adolescentes do final da década de 50 faleceu ontem (8) aos 86 anos de idade. Ele mantinha um relacionamento de mais de três décadas com o produtor Allan Glaser.

Com brilhantes olhos azuis ele levava a plateia jovem feminina ao delírio no cinema, TV e rádio. No Brasil o “The Tab Hunter Show”, seriado que durou duas temporadas (entre 1960 e 1961), foi exibido pela TV Record.
Logo seria perseguido pela imprensa sensacionalista com rumores sobre sua orientação sexual, inclusive com ameaças de vazamento de fotos íntimas, além de galãs de seu estilo saírem de moda. Tudo ajudou para ele cair no ostracismo até aceitar ser par romântico da Divine no filme Polyester de John Waters em 1981.

Hunter achava que não tinha mais nada a perder e que ninguém assistiria aquele filme quase amador. Para John Waters e sua trupe foi uma emoção conseguir trabalhar com um verdadeiro astro de Hollywood , embora bem longe dos tempos áureos.
Com Divine em foto publicitária de Polyester
Bem, o filme foi um sucesso e reascendeu sua carreira, o levando novamente a interessar a talk shows e outros trabalhos. Ainda assim, ele só sairia do armário oficialmente em 2005 quando lançou sua autobiografia que se tornou best seller na lista do New York Times.
Seu livro deu origem ao documentário Tab Hunter Confidential de 2016 (assista ao trailer acima). Oportunidade para o astro expor seu lado sobre mais de meio século de história, inclusive o longo relacionamento com Anthony Perkins, o Norman Bates de Psicose (Psycho, 1961 de Alfred Hitchcock) .
Tab e Tony vistos em público com suas namoradas
No começo do mês passado (junho de 2018) o produtor e diretor JJ Abrams e ator Zachary Quinto anunciaram a produção de “Tab &Tony”. Como o título do projeto sugere, o filme contará sobre o romance secreto de Tab Hunter e Anthony Perkins e a luta de ser gay nos anos 50 enquanto alçava o status de galã hollywoodiano.

Veja também:
O improvável encontro de Tab Hunter e Divine
Documentário expurga demônios de Tab Hunter
Chamada do programa de Tab Hunter na TV Record nos anos 60
Revistas de fofoca: A vida como ela nunca foi

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Beldade Beatnik bombardeada. Literalmente!

As vezes você pode entrar pra posteridade sem ter feito nada! Dorothy Adamson fascina a internet desde que o blog do Los Angeles Times ressuscitou uma noticia aleatória publicada em 25 de junho de 1958.

Senhorita Adamson, 28 anos, recepcionista numa clínica, morava no West Hollywood com seu Fox Terrier que latia muito. Ela ignorou uma ligação anônima reclamando do barulho do cachorro um tempo antes.
Na noite do dia 24 (uma quinta-feira) tinha saído pra jantar ali perto e quando chegou a casa a 1h30 se deparou com o apartamento quebrado e a polícia, que havia sido chamada por vizinhos. Alguém havia jogado uma bomba caseira pela sua janela!

Um romance mal acabado? Um inimigo com recalque qualquer? Apenas o obvio de vizinho de saco cheio com os latidos do animalzinho? A parte mais triste é que o cachorro sumiu desde aquela madrugada.
Segundo o blog do L.A. Times, infelizmente o jornal não deu prosseguimento à história. Jamais saberemos a identidade do criminoso nem tão pouco se o cachorro voltou pra casa.

Los Angeles naquela época era o paraíso do o crime organizado, o que nos faz ainda imaginar um clima bastante noir 50’s ao caso da moça de visual Beatnik com inimigos. Existe uma Dorothy Adamson registrada no IMDB com apenas um trabalho não creditado feito em 1954.

Veja também:
Onde está Pierrot?
Kiki Roberts: Legítima subcelebridade 30's
Assassinato por asfixia de monóxido de carbono pode não ser coisa só de cinema
Sexo, álcool e morte no primeiro grande escândalo de Hollywood

quarta-feira, 4 de julho de 2018

O jeito mais estranho que me chamaram de velho

No vídeo desta semana um causo daqueles bem esquisito que me fez pensar. Nossos gostos tem época?

 Aproveito para discorrer sobre essa mania de rotular tudo como antigo ou novo para geralmente colocar para baixo o que for antigo. E não me refiro a faixa etária de alguém, mas a bens culturais mesmo.

E muito obrigado por assistir e deixar seu like no vídeo! Para outros vídeos conheça o canal do blog no Youtube e se inscreva para receber atualizações.

terça-feira, 3 de julho de 2018

Criança mais mal educada do mundo cresceu e aparenta ser normal

Taffy é a filha da Divine no clássico Female Trouble (1974 de John Waters). Não pode estudar, não pode ter amigos e ainda é lembrada pela mãe que é bem feia entre tantas outras ofensas.

Quando o tempo passa no filme ela vira a Mink Stole, obviamente um adulto bem problemático que (quiçá) encontre a iluminação seguindo os preceitos Hare Krishina. Na vida real a pequena Taffy foi interpretada por Hilary Taylor e sua carreira artística acabou ali mesmo.
Female Trouble, talvez o mais redondo trabalho de John Waters da fase hardcore 70’s, acaba de sair em Blu-ray pela Criterion. Entre os bônus temos uma entrevista atual com Hilary Taylor, a chance de finalmente vermos como ela ficou adulta!
Esse print foi publicado originalmente pela página TrashyTravels: John Waters Movie Locations & Other Divine Dirt. O paradeiro da pequena Taffy era um mistério para fãs e Dreamlanders que finalmente foi desvendado.

Bem, ela parece ter se tornado uma adulta bem ok e nem feia é. Mas, além da cor do cabelo, não lembra em nada a Mink Stole!
Se você também tem obsessão em ver como ficaram alguns atores mirins que interpretaram algum famoso na infância  vamos lá! Neste post aqui tem a mini Victoria Abril de De Salo Alto (Tacones lejanos, 1991 de Pedro Almodóvar), neste aqui tem a Christina Crawford de Mamãezinha Querida (Mommie Dearest, 1981 de Frank Perry) e neste outro aqui o diabólico Damien de A Profecia (The Omen, 1976 de Richard Donner).