segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Fim de ano: Dezembro de 1999 em dezembro de 2019

E fechando o ano de 2019 vamos ver o que estava sendo lançado no cinema em 1999. Exatamente dezembro daquele ano, o final da década de 90, século e do milênio, conforme se alardeava.

Exatamente 20 anos atrás a internet era para poucos, DVD era uma novidade e uma revista comprada na banca era das poucas fontes de informação sobre as novidades. Set já tinha mais de dez anos e tinha se tornado uma das únicas publicações do tipo no país.

Não se esqueça de deixar o seu like e se inscrever no canal. Isso ajuda muito para que mais vídeos aconteçam.

Bom, novo vídeo agora só em 2020! Fique com os votos de um novo ano repleto de conquistas e felicidade.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Em 1999 críticos elegeram 10 filmes mais influentes da década

Se todo fim de ano abundam listas de filmes, em fim de década, como vivemos agora, isso triplica! Em 1999 a revista Set chamou punhado de críticos para escolher os filmes mais influentes dos anos 90.

No vídeo desta semana vemos os 10 eleitos nestes exatos 20 anos depois. Veja bem, não são os melhores, mas os mais influentes, aqueles de relevância ao cinema.

Não tem como deixar de apontar algumas escolhas duvidosas, hein? Alguns, claro, merecem estar na lista com louvor!

Não se esqueça de deixar o seu like e se inscrever no canal. Não custa nada e ajuda bastante para que existam novos vídeos toda segunda e quinta!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Muitos anos depois este box continua à venda!

Muito provavelmente você já tem esse box da Fox há anos! E sim, são aqueles três discos que rodavam as baciadas de grandes lojas por anos nos tempos áureos do DVD até que a empresa os juntou num caixa chamada Coleção Divas.

E mais de 10 anos depois essa caixa continua à venda nas boas lojas do ramo! São filmes ruins? Não, não são e o preço tá bem joinha por aí o que me motivou a produzir este vídeo.

Nesse tempo todo nunca saiu um volume 2 pela empresa, o que fica claro que o título “coleção” é mera desculpa para agrupar estes filmes. Destacando que entre eles está o famoso (e discutível) Oscar que Ingrid Bergman levou em 1956.

Maiores informações você encontra assistindo ao vídeo. Não se esqueça de deixar o seu like e, se ainda não o fez, se inscreva no canal!

sábado, 21 de dezembro de 2019

Boneco que apavorou Karen Black se torna o mais valioso item de horror

 
Um feito histórico! Nesta semana o boneco diabólico que persegue Karen Black no telefilme Trilogia de Terror (Trilogy of Terror, 1975 de Dan Curtis) se tornou o item de horror a alcançar o valor mais caro num leilão.

Segundo o Just Collecting, na última quinta-feira (19) ele alcançou o valor de US $ 217.600 no site Profiles in History. A estimativa era de US $ 12.000 a US $ 15.000, o que em Reais já é dinheiro pra chuchu, não?

O recorde anterior era do machado usado por Jack Nicholson para arrebentar a porta em O Iluminado (The Shining, 1980 de Stanley Kubrick), arrematado na Inglaterra em outubro por 172.200 libras (211.700 dólares). Ele pertencia a um membro da equipe que o comprou no final das filmagens para cortar lenha em casa.


Interessante que é difícil compararmos o teor dos dois filmes para que esses itens tenham quase o mesmo valor. Trilogia do Terror, obviamente, sobrevive bem em memês e pelo absurdo do bonequinho Zuni perseguir a garota.

São três contos, todos estrelados por Karen Black interpretando papéis diferentes em cada um deles. O último é “Amelia”, baseado numa história de Richard Matheson e em 25 quase que sem diálogos mostra Black sendo perseguida mortalmente em casa pelo boneco de cerca de 33 cm.


Imagens reprodução justcollecting
Para o filme foram produzidos três bonecos. Este que acabou de ser vendido foi o utilizado para os closes durante toda a história, ou seja, ele é o mais detalhado e sem maiores mecanismos de manipulação.

Veja também:

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Escândalo! Ex esposa ameaça expor fotos indiscretas de astro com amante

Muito amado por apreciadores de música, o maestro espanhol Xavier Cugat foi uma espécie de pop star no auge da música latina nos EUA. E consecutivamente no mundo todo ao participar de filmes da Metro durante a Era de Ouro de seus musicais.

Seu número em A Filha de Netuno (Neptune's Daughter, 1949 de Edward Buzzell) é de tirar o fôlego. Recomendo que você o assista no player abaixo caso não tenha lá muito conhecimento sobre a grandeza de Cugat (e também pra apreciar a beleza).
Mas ele era bastante namorador, casou algumas vezes sem maiores percalços até ver seu nome envolvido em um escândalo internacional em 1951. Aos 51 anos (ele nasceu em 1900) teria sido fotografado pela terceira esposa, a jovem bailarina e cantora Lorraine Allen, completamente nu na companhia de uma das cantoras de sua orquestra.
Abbe Lane teria sido flagrada desprevenida
A suposta moça desnuda era Abbe Lane 30 anos mais jovem que o maestro. Ela já tinha uma carreira, mas se consagraria como cantora e atriz a partir de 1951.

No Brasil a fofoca foi publicada na revista A Cena Muda edição de maio daquele ano. Um texto tão saboroso e claro (assinado pelo jornalista Alberto Conrado) que reproduzo abaixo para deleite de todos e logo após, do alto destes 68 anos que se passaram, comento o que aconteceu depois.
 Montevidéu – abril - Perdoe-nos, Xavier a nossa indiscrição e o quebramento da promessa da não divulgação do assunto. Você tinha razão. Nós, os jornalistas, somos uns sem vergonhas. Existem as exceções é claro, porém não gostamos de ganhar fama sem proveito. Quando você receber esta reportagem em Nova York não se esqueça que trabalhos assinados são de inteira responsabilidade do autor.

Os leitores devem conhecer o processo do caso. Parece que Lorraine, que foi a segunda esposa de Cugat, passava fome. E então, sob o pretexto da infidelidade do músico, pediu 250.000 dólares de alimentos para o divórcio. Mas não satisfeita com isto, Lorraine disse que também passava frio e quis ficar com um palacete em Beverly Hills que custa outro quarto de milhão, sempre em US$,  como dizem os banqueiros. Quando comunicaram a Coogie o assunto do frio disse: «Me deixa gelado», e negou-se terminantemente a dar a casa. Então Lorraine que estava na terra das maçãs de $1.20 o quilo, tomou o avião rumo a Chicago para provar suas declarações. Quando chegou a cidade dos gangsters, foi procurar seu esposo em companhia de dois detetives e vários fotógrafos. Ao entrar de sopetão no quarto de Coogie encontrou — acidentalmente – a morena Abbe Lane. Até aqui é onde as versões coincidem. Depois disto Lorraine mantém que ao entrar repentinamente na habitação encontrou o catalão «sem nada» e Miss Lane com muito menos e do qual se diz que existem as correspondentes provas gráficas.
Lorraine, a terceira esposa, desolada na rua da amargura
O escândalo se armou em forma de gigante. Os jornais de Nova York deram grande importância ao assunto. A um dos repórteres  Abbe se declarou completamente entristecida «I'm feel very unhappy», cuja tradução vem a ser aproximadamente «sou muito infeliz», como dizem nos episódios de Balzac as damas que perderam a honra no carnaval nas mãos de um sedutor. A versão dos vários membros da orquestra é bastante diferente. Abbe trocava de roupa no quarto de banho e Cugat a esperava no outro quarto completamente vestido e lendo uma revista. Tudo muito a gosto da «Legião da Decência». Lorraine e sua gente irromperam no quarto. Coogie protestou com fúria. Assustada Abbe surgiu como... estava. Nesse momento todos se despreocuparam de Cugat — é uma das coisas que mais o enervam — e aproveitaram o momento para tomar as fotos de Abbe... como estava. Isto é, pelo menos, o que se tem difundido por aí. Porém, nós necessitávamos uma versão de primeira mão. Tínhamos perto de nós (morávamos no mesmo hotel e andar em Montevidéu) a pedra do escândalo, a maçã do paraíso, os gansos do Capitólio e o cavalo de Tróia. Assim que fomos entrando em confiança com Cugat.

Primeiramente umas cordiais reverências de cabeça quando nos encontrávamos nos corredores ou no elevador e depois, abrindo intencionalmente uma página desta revista onde aparecia uma sua foto, fomos conversando sobre cinema, rádio, Brasil, «gaita» (sua conversa preferida), e finalmente podíamos tocar no nosso objetivo.

Cugat, o latin lover
«Mr. Cugat — dissemos com o nosso tom mais diplomático — lhe importaria dar-nos sua versão sobre esse pequeno assunto de Chicago?»
«Perfeitamente. Mas com a condição de que você não publique nada».

Absolutamente. — «Olha, menino, — nos respondeu — Lorraine pode dizer o que queira e eu não vou desmenti-la. Mas isso terá que prová-lo, entendes? Se possui as fotos que as mostre e me verá em maus lençóis. Mas por enquanto... Tudo isto é questão exclusivamente de dinheiro. Ela quer 250 mil dólares em dinheiro e 3.600 por mês, aparte da casa da Califórnia. Eu lhe ofereci para acabar com tudo isso 100 mil dólares e 1.000 mensais. A casa pode usá-la se quiser, mas é sempre minha. E inclusive eu lhe direi que ela anda com Sánchez, «o rei do açúcar», um cubano muito divertido, mas muito pouco amigo de casar-se... Se ela, em realidade tivesse tal foto, para que eu seguiria adiante gastando tanto dinheiro em advogados?... Este bendito assunto me leva engolidos já mais de 30.000 dólares. Sabes tú quantas rumbas e boleros tenho que tocar para recupera-los?»

«Francamente não sabemos. Porém andamos seguindo Cugat pela praia de Pocitos e vimos o criador de «Quanto le gusta» bastante amoroso com uma das «crooners» do «Carnaval no Gelo», a qual passava horas inteiras com o balzaquiano encoberta com uma dupla barraca de praia. Anda Cugat procurando mais barulho? Não opinamos nada disto nem do que se relatou. Os leitores são depositários das três versões. Escolham a que quiserem.



***


Xavier Cugat e Abbe Lane
Até agora não houve nenhum vazamento de nudes de Xavier Cugat (falecido em 1990) ou de Abbe Lane (atualmente com 87 anos e aposentada do show business). De qualquer forma ela se tronou a sua quarta esposa no ano seguinte.

Firmaram uma parceria afetiva e profissional que durou 11 anos. Apareceram juntos em fotos muito divertidas em várias capas de disco dele.
Em 1993 Lane publicou a autobiografia “Mas onde está o amor?”. No livro ela narra os abusos mentais e físicos que recebeu enquanto foi casada com Cugat: "Ele me dizia quando comer, quando dormir, quando as coisas tinham que ser feitas. Eu nunca discuti com ele. Não havia sentido. A vontade dele prevaleceu - em todos os casos".

Lorraine Allen, a terceira esposa que teria flagrado, havia sido noiva do diretor Busby Berkeley e namorada do astro George Raft, mas não consegui se tornar uma estrela em Hollywood. Após o divorcio tempestuoso com Xavier Cugat ela criou sua própria banda de musica latina, se tornando uma das primeiras mulheres no comando de uma big band.
Lorraine Allen e Xavier em tempos felizes
Bem, mas isso foi por pouco tempo. Logo estaria nas revistas em romances com alguns outros famosos, tendo casado novamente em 1954 com o banqueiro milionário Stanley Stalford, sendo que as últimas noticias a respeito dela são de 1964, quando namorou o músico Sammy Cahn.

Xavier Cugat se casaria ainda uma quinta vez , em 1966, com a Charo. A cantora que também é espanhola radicada nos EUA (e dona do bordão “cuchi-cuchi”) foi dona do hit “Dance A Little Bit Closer “ na era da discoteque.
O  dia do sim com Charo nos anos 60. 15 anos?!
Aí tem um ponto a ser debatido na bio desse casal. Charo (que já fez algumas aparições em RuPaul Drag Race) diz que nasceu em 1951, embora documentos em sua cidade natal apontam 1941.
Se for pelo que ela diz, então teria 15 anos quando casou com Cugat e ele 66 anos (as fotos do casamento parece que ela está com 25, mas quem sou eu pra achar algo, né?). Eles continuaram casados até 1978.


quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Férias: Dá pra pegar sol ou cinema

Quando eu era moleque vivia numa cidade que logo perdeu seu cinema. Aí eu assistia a personagem da Renata Sorrah em Rainha da Sucata (1991) morando praticamente num cine clube e invejava.

Jurava que quando vivesse numa cidade maior estaria sempre em cinemas e salas do tipo. O que, obviamente era pura ilusão. Foi sempre: Sem tempo irmão!

Aqui em Santos morei praticamente na frente do Cine Arte Posto 4, nem condução precisaria gastar, mas fui protelando, protelando... A hora foi agora! Fui conhecer o Cine Arte Posto 4.

O diferencial desta sala, além dos filmes fora do circuito comercial, é que ela fica exatamente na praia. Entre a do Gonzaga e a do Boqueirão, duas das mais conhecidas do litoral paulista.

Aproveitei para gravar a experiência para o vídeo desta semana e dei minhas impressões sobre o que achei da sala. Tive algumas surpresas!

Não se esqueça de deixar o seu like e se inscreva no canal para outras atualizações. Vídeos novos toda segunda e quinta-feira!!!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Santa raridade! Rascunhos e células da abertura do Batman 66


 A abertura da série Batman de 1966 é das mais memoráveis de sempre. Mesmo quem nunca assistiu a um episódio se quer consegue cantarolar seu tema (pãnananana, Batman!).

Para entrar no espírito “comics” eles usaram uma animação que serve de referência até hoje para estilo pop 60’s. O blog Big Glee! publicou alguns rascunhos e células utilizadas.

Aqui no La Dolce adicionei a cada um os trechos em gif do resultado final que aparecia no programa. Perceba o trabalho artesanal das células pintados à mão, obviamente, como era com animações até  a popularização da computação.
O ultimo vilão, de capuz desenhando no rascunho de laranja apareceria na segunda sequencia dos vilões indo da direita pra esquerda. Veja em um dos gifs abaixo. 
Aqui há algumas diferenças entre a célula e o trabalho pronto. 
Todo esse capricho e detalhamento e os vilões roxos são apenas uma camada do fundo!
Deu rim pro Coringa! Outro exemplo de detalhamento é o monte de vilões amontoados de cor marrom que aparecem  rapidamente ao fundo. 
 Foram feitos a partir de um rascunho também bem elaborado. 

A animação é de técnica simplérrima, camadas pra cá e pra lá. Hoje é fácil de ser reproduzida em qualquer computador caseiro, mas se arte fosse sinônimo de técnica teríamos tantas outras aberturas inesquecíveis.

Veja também:

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Revista diz que Fran Drescher se veste mal como Fran Fine e atriz responde inusitadamente

Todo anos a revista People publica sua lista das estrelas que mais sabem e as que menos sabem se vestir. É também um termômetro de quem está sob os holofotes naquele ano.

Em 1995 estava lá Fran Drescher ao lado de Ophra, Pamela Anderson e Elizabeth Hurley. Drescher, estava na terceira temporada de The Nanny, série que botou seu nome no mapa após décadas de luta por um lugar ao sol.
O texto da matéria dizia que a atriz de (então) 37 anos “adquiriu os gostos exagerados de sua personagem caçadora de pechinchas, Fran Fine - ou foi o contrário?”. E ainda sentenciam que você pode ser uma comediante, mas não precisa se vestir como uma.

Bem, geralmente as celebridades ignoram a menção nesta lista, mas Drescher escolheu uma forma divertida de responder. Incluiu o fato no episódio seis da terceira temporada, exibido pela primeira vez em 23 de outubro de 1995, um mês após a revista sair.

Nele C.C. convence Maxwell a contratar uma publicista para mudar sua imagem.  A intenção, como sempre, é que ele atraia a atenção da mídia como Andrew Lloyd Webber, seu rival no Show Business.
Fran Fine fica feliz ao ver o patrão na capa da People e C.C. ridiculariza por ser na lista dos mais mal vestidos. “Entretanto, só gente importante que lança tendências entra nessa lista”, justifica a babá que após a claque a aplaudir bastante ainda conclui: “Eles colocam os chatos na lista dos bem vestidos. Caso encerrado!”.

Aí ela vê alguém muito cafona atrás de Maxwell na foto e se identifica. Resta comemorar: “Ei! Eu estou na People!” , somo se só isso já fosse um troféu.

Conforme a série foi se desenrolando nas temporadas a vida pessoal da atriz e da personagem, foi se misturando. O que é pertinente a essência de sitcoms em séries históricas como I Love Lucy onde além do nome da personagem ser o mesmo da atriz vários passagens de sua vida pessoal refletiam nos roteiros.

Veja também:
Chester Drescher, a estrelinha canina 90's

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Samuel Fuller em DVD é pra glorificar de pé!

Por ser daqueles diretores que estranhamente não são lembrados e referenciados, esta edição com quatro filmes de Salmuel Fuller é quase obrigatória. Um tesouro!

Faz parte da série “A Arte de” da Versátil. Então, desconta a preguiça que dá essas eternas capas iguais que eles fazem há anos e anos.

Mesmo durante o boom dos downloads, Fuller continuou pouco conhecido entre nós. Se algum arquivo tinha legenda estava bem fora de sincronia, ou pra release que ninguém sabe onde tá.

Então, pense na alegria da criança ter isso na estante! No unboxing desta semana você confere os detalhes desta edição.

Não se esqueça do seu like e se inscreva no canal se está chegando agora. Vídeos novos toda segunda e quinta-feira!

sábado, 14 de dezembro de 2019

Treta no Oscar 1962: O que veio depois

 O Oscar 1962 foi aquela cerimônia histórica onde Bette Davis foi indicada a melhor atriz por Que Teria Acontecido a Baby Jane?  (What Ever Happened to Baby Jane, 1962 de Robert Aldrich). E Joan Crawford, sua parceira de cena não!

Preterida pela Academia, Joan enviou cartas às indicadas as felicitando e se colocando à disposição para representa-las caso não pudessem comparecer. E batata! Deu Anne Bancroft por Milagre de Anne Sullivan (O Milagre de Anne Sullivan, 1962 de Arthur Penn).

E assim, em todas as fotos divulgadas pelo planeta a fora vemos Joan Crawford segurando a estatueta daquele ano. A maravilhosa torta de climão, com direito a vídeo, gif e tudo você pode saborear clicando aqui.

O assunto renderia mais fotos na imprensa internacional semanas depois. Joan Crawford foi  pessoalmente até a Broadway entregar o prêmio a Bancroft cercada por fotógrafos.
 Não em sua casa, claro, mas após uma apresentação da peça Mãe Coragem, motivo declarado para não ir ao evento mais importante de Hollywood. Segundo a imprensa brasileira ela foi surpreendida por Joan Crawford que subiu ao palco com a estatueta.

Nesse imbróglio todo penso sempre no papel de Anne Bancroft que entrou literalmente de gaiato num dos revanchismos mais célebres do cinema americano. Logo ela que despontou, detestou aquele universo, abandonou tudo pra se dedicar ao teatro e quando regressou indiretamente teve seu nome envolvido na rixa lendária.

Ela não se ausentou para vingar Joan Crawford nem nada. Consta que chegou a ficar dividida entre a cerimônia e a apresentação, pediu conselho ao então namorado Mel Brooks que, levando em conta todas as concorrentes (Katharine Hepburn, Geraldine Page, Geraldine Page e, claro, Bette Davis!) recomendou que ficasse com a peça.
Bem, Anne Bancroft seria indicada outras quatro vezes, mas jamais ganhou novamente. Não deve ter ficado muito magoada como o conselho de Brooks, porque casaram em 1965 e continuaram até o falecimento dela em 2005.

Quando o livro sensacionalista Mamãezinha Querida, escrito pela filha de Joan Crawford após sua morte em 1978, foi ser adaptado ao cinema os produtores chamaram Bancroft para protagonizar. Detestou o roteiro e em respeito a Joan recusou o trabalho: “É apenas um lado da história” alegou.

Veja também:

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Do começo ao fim: Controvérsia biografia do ator de Jasão e o Velo de Ouro

A biografia de Todd Armstrong, o astro principal de Jasão e o Velo de Ouro (Jason and the Argonauts, 1963 de Don Chaffey) é das mais sensíveis na web. Um exemplo de que todo cuidado é pouco entre fatos e mexericos.

Muito discreto, avesso a entrevistas e maiores contatos com colegas de trabalho pouco se sabe a seu respeito. Tanto seu incio de carreira quanto seu final de vida contem informações desencontradas.

Nascido em 1937 em “bom berço”, ambicionou a carreira de ator, mas teria tido dificuldades.  Começou a trabalhar como paisagista quando chamou a atenção da atriz Gloria Henry, na época popular no meio televisivo por interpretar a mãe na série Denis, O Pimentinha.

Ela teria achado a aparência do jardineiro muito boa e conseguiu testes para o rapaz na Columbia Pictures. Aos 24 anos de idade conseguiu o papel de coadjuvante na série Manhunt (1961) e participações outras.
Lembrando que nos EUA, até pouco tempo atrás, era distinto o trabalho de ator de televisão e cinema. Não que isso fosse oficialmente dito, mas televisão era para atores decadentes de cinema, ou aspirantes ao estrelato.

Como alguns outros da época ele viu oportunidade no cinema popular italiano, aberto a atores de Hollywood como chamariz de bilheteria. Mas teve mais sorte, já que Jasão e o Velo de Ouro foi uma produção norte-americana distribuída pela própria Columbia, mas rodada na Itália, aproveitando o desenvolvimento italiano nas dezenas de filmes Peplum que inundavam as telas de todo mundo.
Foi seu único papel de protagonista e o mais relevante, levaria dois anos para voltar ao cinema, já fora da Columbia, em Rei de Um Inferno (King Rat, 1965 de Bryan Forbes). Sem o contrato com o estúdio ficou dois anos sem trabalhar até participar dessa história sobre a Segunda Guerra.

Em entrevista ao site B Monster a atriz Nancy Kovack, a Medusa de Jasão e o Velo de Ouro, diz que ele estava no filme por influência de seu pai que conhecia alguém na Columbia. É, obviamente, uma opinião da época, coisa que se dizia e que difere do conto de fadas do descobrimento enquanto trabalhava como jardineiro.

Kovack lembra que ele era um cara legal, mas “estava sempre frustrado e parecia às vezes perturbado, não sei por quê.”. Sem entrar em maiores detalhes ela diz que entende ele abandonar a carreira.
Mas Todd Armstrong não abandonou, apenas não se tornou um astro mesmo tendo sido protagonista neste hoje clássico. Jasão e O Velo de Ouro é bem mais lembrado pelos incríveis efeitos em stop-motion do mestre Ray Harryhausen do que qualquer outra coisa.

Trabalhou até 1983 sem conseguir obter  qualquer coisa de destaque algum similar, na TV ou no cinema. Um de seus últimos registros foi num episódio da série Super-Herói Americano (The Greatest American Hero ) em 1982.

No começo da década de 90 ele se acidentou, ferindo gravemente um pé. Armstrong se tornaria dependente de analgésicos até que em novembro de 1992, aos 55 anos de idade, tirou a própria vida com um tiro de revólver.

Na sua biografia do IMDB consta que ele cometeu suicídio ao conhecer seu atestado HIV positivo. Informação discutível diante da saúde mental e física que culminou na dependência química. 

Veja também:


quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Dá pra alugar VHS em 2019! Bem-vindo a Video Paradiso

Verdadeira porta de entrada ao mundo da cinefilia de outros tempos, sobraram pouquíssimas videolocadoras. Nesta semana tive a oportunidade de entrar numa das últimas e, claro, a nostalgia foi inevitável.

A Video Paradiso sobrevive bravamente desde 1991 na cidade de Santos. Ao contrário de muitas que se mantiveram como cine clube, voltada a nichos de público, ela está aberta a todo tipo de público, gosto e idade!

E o mais incrível! O acervo gigante está preservado desde o seu início. Ou seja, você encontra lá pra alugar o DVD, Blu-ray e até o VHS!!!  

Sim! Você pode alugar uma fita de vídeo em 2019 como era em 1999! Existe uma parte separada com todos os filmes que jamais foram distribuídos no Brasil em mídia digital. Spoiler: Talvez sejam MILHARES de títulos!

Entre as muitas coisas que me marcaram, na hora de gravar a cabeça (a abertura na frente da loja) passou um casal de adolescentes pela calçada. O menino falou baixinho: “Olha aí! Você já viu uma locadora de vídeo?”.

Pois é! Aqui está uma legítima locadora 90’s pra você conhecer ou matar saudade de como era.

Assista, não precisa rebobinar no final! Agradeço o seu like e se inscreva no canal para outras atualizações!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Modelo internacional, musa de Salvador Dalí, esposa do Guru do LSD e "Mãe da Uma Thurman"

Chamar a modelo Nena von Schlebrügge de transcendental vai muito além de mero adjetivo. Um dos mais conhecidos rostos das capas de revista de moda dos anos 50 e 60 é bastante lembrada ela incrível semelhança com sua segunda filha.

 Uma Thurman, nascida em 1970, é mesmo a cara da mamãe. Ela parece não dar a mínima ao título “Mãe da Uma Thurman”, embora antes do sucesso da filha já tivesse sido referida como “A musa de Salvador Dalí”.
Nascida no México, descendente de alemães e dinamarqueses, vivia em Estocolmo quando aos 14 anos foi descoberta por um fotógrafo da revista Vogue britânica.  Sua mãe já havia trabalhado como modelo, tendo posado nua para a estátua The Embrace, atração turística até hoje no porto de Smygehuk, na Suécia.
Sim! A famosa estátua fotografado por turistas há décadas é a avó materna da Uma Thurman!

O caminho óbvio foi rumar a Nova York, o centro do mundo da moda na época, onde por 10 anos trabalhou posando para as principais grifes e capas de revista. Em entrevista do ano passado (2018) disse que naquele tempo modelos precisavam também ser cabeleireiras e maquiadoras.
Apenas para sessões especiais, como capa da Vogue, o cliente levava os próprios profissionais. Fora isso era ir e vir entre os estúdios dos fotógrafos de “alta moda” com uma bolsa com saltos, perucas e maquiagem e seu trabalho tinha mais a ver com estes profissionais do que com os designers.

“Pela minha experiência, a diferença entre os melhores fotógrafos e os outros era que os grandes tiravam menos fotos, pois podiam sentir que o que acabavam de registrar era "aquela". Alguns outros fotógrafos precisavam tirar muitas fotos, o que era muito mais cansativo.”. Agora qualquer fotógrafo de bairro confere na hora o que está fazendo.
Se tornou amiga íntima de Salvador Dali, de frequentar a casa e tudo, ao substituir uma modelo que furou de última hora para um ensaio. Fez uma piadinha, ele correspondeu, ruíram e pronto. Como geralmente começam boas amizades.  

Outro contato incrível daqueles tempos foi com Timoty Larry, o célebre Guru do LSD. Nema e Timoty se apaixonaram e casaram em 1964, o que foi festejado como o “casamento alternativo do ano” e registrado em um curta (Você é Ninguém até Que Alguém o Ame) que você assiste a primeira parte abaixo.
A noiva aparece aos 3’13’’, fumando um cigarro ao som de cítara. Esse primeiro casamento da mãe de Uma Thurman era muito comentado nos anos 90 quando a garota começou a despontar como celebridade, mesma época em que aconteceu um levante dos ideais de Timoty Larry, pouco antes de sua morte em 1996.

Ficariam casados apenas por um ano, mas os laços entre eles continuariam. Em 1967 Nema casaria com Robert Thurman, renomado intelectual que escreveu e traduziu incontáveis livros budistas ao inglês e consecutivamente propagou a cultura tibetana para todo o ocidente.
Juntos tiveram 4 filhos, Timothy Larry foi o padrinho de Uma (nome que homenageou uma deus hindu). Quando se conheceram ele era um monge, os amigos duvidaram que um relacionamento concreto pudesse surgir ali, mas a união já dura 51 anos.

Em 1986, a pedido de Dalai Lama, os Thurman jundo a Philip Glass e Richard Gere fundaram a Tibet House. Desde 2001 a ex modelo trabalha como psicoterapeuta e diretora gerente do retiro Menla Mountain, ligado à Tibet House.
Sobre a filha famosa explica que “Desde bem nova Uma era daquelas pessoas que parecem conhecer seu destino, por isso não foi surpresa quando quis deixar o colégio interno e ir para Nova York em busca de trabalho no cinema. Eu decidi ajudá-la.”, Nena von Schlebrügge gosta de lembrar dos valores sociais democráticos que transmitiu aos filhos, admira todos os filmes que a filha fez e ficaram emocionados com a estreia da neta Maya Ray Hawke Thurman na série Stranger Things. 

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Vestidos para matar (e morrer!)

Dirigido ás pressas e sob anormais  circunstâncias por Mario Bava, Cinco Bonecas pela Lua de Agosto (5 bambole per la luna d'agosto, 1970) era o filme que ele menos gostava.  É o Bava que menos gente gosta também.

O roteiro chupado de E Não Sobrou nenhum de Agatha Christie tropeça num monte de personagens mal explicados, furos aqui e acolá e numa resolução "bem meh" para um Giallo. Olha, só! Mas é um Bava.
O menor dos Bava é infinitamente maior do que o da maioria. É tão rico e precioso que mesmo sem som dava pra assistir maravilhado da cinematografia aos figurinos.
Aliás, que figurinos! A trama é sobre grupo de ricaços liberais que passam fim de semana numa mansão isolada numa ilha e eles começam a ser assassinatos um a um.
E é obvio que a fina flor italiana de 1970 se vestia lindamente. O elenco, que contem a musa Edwige Fenech, está não menos do que na estica, como se dizia antigamente.
E eu queria entender de moda pra saber o que esse povo tá usando. Francamente! Essa estampa psicodélica não lembra aquela recente da Gucci?!
Consta que os figurinos são de Giulia Mafai. Mas segura aí o susto! Segundo o biografo do diretor, eles não tinham dinheiro para o figurino, então o próprio elenco levou de casa suas próprias roupas!!!
Pense num elenco chique, chique!  Moça abriu o guarda-roupa, tirou um biquíni com pétalas e foi trabalhar!
E não sei quanto tempo os personagens pretendiam ficar na ilha deserta, mas trocam de figurino várias vezes. Isso ajuda, de certa forma, a deixar tudo confuso já que a passagem do tempo as vezes não fica clara.
Atenção que entre as atrizes está a princesa Ira von Fürstenberg. Pra ela se vestir de rica não devia ser das coisas mais difíceis desse mundo.

Enfim, esse povo devia andar assim mesmo. Não estavam necessariamente caracterizados.

PS: O Gustavo Garcez deixou comentário lá na fanpage lembrando que a estampa tem tudo pra ser Pucci. Sim!!!

Veja também:
Inusitada relação entre Mario Bava e He-Man
Quando o demônio ronda o set