terça-feira, 30 de julho de 2019

Central do Brasil restaurado em novo Blu-Ray

E eis que nos últimos suspiros da mídia física em alta resolução no país surge Central do Brasil em Blu-ray! Finalmente o filme com o scopo original, restaurando em matriz 4k, tinindo de novo.

Isso para celebrar os 20 anos do filme que gerou uma indicação ao Oscar para Fernanda Montenegro e o Urso de Ouro em Berlim para o Brasil. Se nunca foi lá muito fácil  termos edições comemorativas de obras brasileiras, hoje em dia então é coisa rara mesmo.

Neste vídeo vemos juntos a capa e o encarte desta aguardada (e literalmente inesperada) versão. Como sempre, conto com os eu like no Youtube e se inscreva no canal para saber antes quando há alguma atualização nova.  https://www.youtube.com/c/DolceVideo

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Um doce chamado Jane Russell

Não há quem conviveu com Marilyn Monroe que não tenha tirado uma casquinha ganhando espaço na mídia com alguma declaração bombástica, sensacionalista, ou absurdamente mentirosa. Jane Russell foi um caso bem à parte.

Mesmo muitos anos depois de terem trabalhado juntas em Os Homens Preferem as Loiras (Gentlemen Prefer Blondes, 1953 de Howard Hawks) e também muitos anos após a morte de Marilyn continuou distribuindo palavras gentis a respeito da colega. Em 1992 esteve num desses programas da tarde tipo Casos de Família cujo tema era Marilyn e mais uma vez foi bem amável.
Assim que sentou-se no sofá a apresentadora logo perguntou sobre o convívio delas, se a loira não causava problemas pela falta de pontualidade e coisas do tipo que estamos carecas de ouvir falar a respeito de Marilyn. Russell se limitou a dizer que ela era uma garota muito sensível e que os homens de Hollywood não sabem lidar com pessoas muito sensíveis.
Lembrou ainda que aquele era o primeiro grande filme de Marilyn, que no anterior, Torrentes de Paixão (Niagara, 1953 de Henry Hathaway), não havia tido nem camarim, então tudo era muito novo e ela tinha que lidar com muitas coisas. Ainda destacou a paciência que o coreógrafo Jack Cole teve com as duas sem experiência de dança, embora ele fosse bem rigoroso com seu balé.
Entre as convidadas também estava Susan Strasberg (atriz, amiga próxima de Marilyn e biógrafa da mesma) que lembrou de Marilyn ter contado que Jane Russell lhe tentou convertê-la à religião e que ela tentou converter a morena a Freud. Russell corrigiu que não se tratava de religião, mas de Deus, já que pertencia a um grupo cristão de estrelas hollywoodianas que se encontravam nas casas uns dos outros por privacidade.
Uma vez Marilyn a acompanhou a uma destas reuniões, sentou-se no chão, ficou prestando atenção até o fim, mas no dia seguinte disse que aquilo não era pra ela. Strasberg recordou do contato que a amiga teve na infância com a Ciência Cristã e que na vida adulta, ao invés de pedir orações por algo que lhe deixasse tensa, pedia para terem bons pensamentos por ela.

Veja também:
A garota mais censurada em Hollywood
Jane Russell no cúmulo da voluptuosidade



quinta-feira, 25 de julho de 2019

Mais apoteóticas transformações de heroínas

Se há um diferencial entre elas e eles no mundo dos super-heróis é que geralmente elas se transformam de jeitos bem espalhafatosos. Ideal para quem não quer expor a identidade secreta, não?

No vídeo desta semana um apanhado das mais emblemáticas transformações das heroínas da TV dos anos 70 aos dias atuais. Dá até para identificar pontos em comum entre algumas delas.

Selecionei mais de 10 delas que marcaram época. Claro, algumas devem ter ficado de fora desta lista, mas ela pode ser expandida futuramente.

Não se esqueça de dar o seu like e de se inscrever no canal para mais vídeos.  https://www.youtube.com/c/DolceVideo

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Pausa para nossos comerciais: As Perucas da Nívea Maria

Comece o ano (de 1974!) muito mais elegante com as perucas da Nívia Maria. Três lindos modelos com a qualidade Perucas Velazquez!

Nívea Maria estava na na novela O Semideus escrita por Janete Clair sob direção de Walter Avancini. A atriz já tinha exatos 10 anos de carreira na televisão quando apareceu neste anúncio, publicado originalmente no blog Tudo Isso É TV.
Aos 26 anos de idade ela encarava o seu primeiro papel mais complexo como a mitômana Soninha. As perucas não faziam parte das mentiras da personagem, mas da moda da época.

Todas usavam perucas no Brasil nos anos 70, dizem que eram vendidas até em camelôs na rua. Peruca no dia a dia num país tropical deve ser uma delicia, hiper confortável, né?  De sair fumacinha...

Estranho que uns 15 anos atrás os cílios postiços, outra coisa tão comum nos anos 70, voltaram e ficaram, mas as perucas não. Cílios falsos já são bem comuns novamente na maquiagem feminina, mas apenas drag queens os usavam nos anos 90.

Perucas Velazquez existe até hoje. Segundo o site da empresa ela foi fundada em 1968, viveu o auge da moda das perucas e agora, pelo que dá pra entender pelos itens no menu da página, tem como principais clientes mulheres que sofrem de calvície, que fazem quimioterapia ou portadoras de alopecia.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Brindes desnecessários que vinham em DVD



Quem não gosta de um brindinho? Colecionadores de filmes provaram ~a dor e a delícia~ da prática comprando DVDs.

No vídeo desta segunda mostro alguns exemplos práticos que aconteceram durante o auge do formato. Tudo coisa simples, ideias até que boas  que se tornaram produtos problemáticos.

E claro, não se esqueça de deixar o seu like no Youtube e de se inscrever no canal caso ainda não o tenha feita. Super agradeço!  https://www.youtube.com/c/DolceVideo

sexta-feira, 19 de julho de 2019

20 anos de Tudo Sobre Minha Mãe: conheça outros títulos com Bette Davis em espanhol

 Se nós achamos estranhos muitos títulos que os filmes ganham no Brasil, na Espanha não é diferente. Tem aquele diálogo de Tudo Sobre Minha Mãe (Todo sobre mi madre,1999, Pedro Almóvar) que não me deixa mentir.
 - Mamãe, o filme vai começar!
-Tô indo!
-“Eva Al Desnudo” (Desnudando Eva)
-Que Mania de trocar títulos. “All About Eve” quer dizer “Tudo sobre Eva”.
              - “Tudo sobre Eva” parece errado.

Fui à cata de outros filmes de Bette Davis cujos títulos em espanhol são bem diferentes tanto dos nossos quanto dos originais. Bem, já sabemos como "A Malvada" ficou lá.

“La solterona” é quase uma intepretação do original The Old Maid, dirigido por Edmund Goulding em 1939. No Brasil ficou “Eu Soube Amar”, bem mais suave.

"La Egoista" aqui é Depois da Tormenta. O título original é Payment on Demand, dirigido por Curtis Bernhardt em 1951. “La Egoista” poderia ser uma tentativa de repetira “A Malvada”, mas sabemos que “All About Eve” teve outro título lá...

 “El favorito de la reina” é a versão hispânica de “The Virgin Queen” (1955 de Henry Koster) e aqui foi “A Rainha Tirana”. Incrível como amávamos dar citações bíblicas referentes a pecado nos títulos (A Mundana, Adorável Pecadora, etc.), mas ninguém mexeu com a virgindade.

“Calmate, Dulce Carlota” é “Hush...Hush, Sweet Charlotte” (1964 de Robert Aldrich) que em espanhol ficou bem mais engraçadinho. O “Com a Maldade na Alma” em português no Brasil soa bem mais forte.

“Su propia victima” é tão enigmático quanto o nosso “Alguém Morreu em Meu Lugar”. “Dead Ringer” dirigido por  Paul Henreid em 1964 é sobre a velha e boa história de gêmeas que trocam de papel, mas em se tratando de Bette Davis não há a bozinha e a mázinha, lógico.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Bizarras VHS de ginástica com famosos 80s

Se hoje temos uma academia em cada esquina, nos anos 80 a febre fitness era na sala de casa mesmo! Fitas de vídeo com celebridades ensinando a malhar em casa mesmo foram uma verdadeira coqueluche.

A mais bem sucedida foi Jane Fonda, cujas fitas de exercícios são apontadas como um dos motivos para o boom dos videocassetes no começo daquela década. Mas absolutamente qualquer famoso de certa idade e corpo em evidência parecia poder ter a sua própria VHS.

Inclusive no Brasil tivemos alguns exemplos, obvio, que de forma mais modesta do que nos EUA. Videocassetes eram muito caros, demoramos a popularizar sempre às voltas com a hiper inflação.

No vídeo desta semana vamos até essa época ver algumas destas fitas que agora parecem bem bizarras. Mas temos que levar em conta que se hoje temos uma academia a cada esquina, é porque os anos 80 foram gloriosos em nos convencer de que temos que nos exercitar.

Eu já publiquei um post há alguns anos sobre o mesmo tema, porém, compreenda este vídeo como uma versão revisada e ampliada dele. Como sempre, não se esqueça de deixar o seu like no Youtube e se inscrever no canal para receber notificações das próximas atualizações.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Também existiram Drealmanders mirins

Dreamlanders são como são chamados os atores e equipe que trabalharam costumeiramente com John Waters. Alguns lembramos facilmente como Divine, Mink Stole, Edith Massey e Mary Vivian Pearce.

Alguns sempre estiveram lá e demoramos a perceber ou dar bola. Como é o caso de Brook Yeaton, que, acompanhando a filmografia de Waters, o vimos literalmente crescer.
Ele estreou em Desperate Living de 1977 com apenas nove anos de idade. Interpretou Bosley Jr., o filho da histérica Mink Stole.

Aquele que depois de quebrar a vidraça aparece brincando de médico no porão. E para quem se pergunta como algum pai permitiu seu filho pequeno trabalhar com aqueles hippies doidos, a resposta é simples:  Brook Yeaton é filho de Pat Moran, uma das mais antigas Dreamlanders, desde Mondo Trasho de 1969.
Pat Moran trabalhou como atriz até Desperate Living, onde aparece interpretando “A Pervertida do Banheiro”, mas seguiu nos filmes de John Waters até o último O Clube dos Pervertidos (A Dirth Shame, 2004) desempenhando várias funções. Foi creditada  principalmente como diretora de elenco e produtora associada.
Hoje ela tem nada menos do que 3 Emmys (e um monte de indicações) por trabalhos para outras pessoas. É a principal descobridora de talentos do Estado de Mariland, quando Hollywood produz filmes com locações por lá.

Seu filho Yeaton seguiu caminho parecido, trabalhando como ator para John Waters até Hairspray de 1988, mas com o departamento de arte (aderecista) em seus filmes até 2004.  E foi essa carreira profissional que ele seguiu, começada no cinema underground de Baltimore.
Brook Yeaton no documentário It Came from... Baltimore!! de 2005
E em 1990 ele se casou com a musa  Traci Lords após terem se conhecido nas filmagens de Cry Baby. No filme, primeiro Waters para um grande estúdio de Hollywood, ele trabalhou como aderecista e ela tentava entrar para o cinema sério após ter se tornado nos anos 80 uma sensação da industria pornô.
O casal na estreia de Cry Baby. Traci disse que entre os Dreamlanders sentiu que finalmente tinha família
Ambos estavam com 21 anos naquela época, e a estrela era perseguida pelo FBI por ter usado documentos falsos. Lords causou um escândalo quando ao atingir a maioridade revelou que havia participado de filmes adultos a partir dos 15 anos e que, portanto, todos aqueles videos muito famosos se tornaram proibidos legalmente (leia mais clicando aqui).
Traci, Brook e Pat fotografados por John Waters em 1992
Não é incrível o menininho de Desperate Living ter sido o primeiro marido de Traci Lords? Com as bençãos do Papa do Trash.

Veja também:


segunda-feira, 15 de julho de 2019

Edição tripla de Evil Dead. Vem ver!!!


Quantas vezes já não disse aqui que acho A Morte do Demônio (The Evil Dead, 1981 de Sam Raimi) o suprassumo do horror? Então idealiza o quão feliz fiquei diante de uma super edição deste filme.

Neste vídeo vamos ver a “Ultimate Edition” lançada pela Anchor Bay há alguns anos. São nada menos do que três discos!

No vídeo eu cito o Dolce Video 8, caso você queira assistir depois é este aqui: https://www.youtube.com/watch?v=BX_wcxlowgE

Por favor, não se esqueça de deixar os eu like e se inscrever no canal, caso ainda não o tenha feito! https://www.youtube.com/c/DolceVideo

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Marvel na estradinha dos tijolos amarelos

Paxton Holley
Peculiar anúncio da Star Comics na década de 80 com suas principais estrelas! A referência, óbvia, é à famosa frase de O Mágico de Oz (The Wizard of Oz, 1939): “Lions and Tigers and Bears, Oh My!”
Star Comics foi um selo que a Marvel criou na década de 80 para publicar histórias em quadrinhos para um público mais infantil, com adaptações dos grandes sucessos dos desenhos animados da época. No Brasil foi chamado de Quadrinhos Star e pertenceu à editora Abril a partir de 1985.

Entre seus títulos estava Thundercats, Ursinhos Carinhosos, Defensores da Terra e coisas que o valham. Não originário da TV estavam as aventuras da Misty, uma colegial que apaixonada pelo galã Flávio Júnior se torna atriz de telenovelas a´pós ganhar um concurso de talentos.
Criada pela lendária Trina Robbins (a primeira mulher a desenhar a Mulher Maravilha!), Misty nos EUA foi uma série de apenas 5 edições. A editora brasileira estendeu a série até o número 9 com artistas brasileiros seguindo a história.

A primeira vez que falei da Misty aqui no blog atraiu uma fã dos EUA que me enviou alguns e-mails.  Qual não foi minha surpresa/carão, ao descobrir que ela entrou em contato com a autora e ela lhe disse que não fazia a menor ideia que sua personagem havia tido outros números no Brasil. Trina Robbins nunca tinha sido comunicada pela Marvel e, obviamente, não recebeu royalties por isso!

É isso! La Dolce Vita as vezes também descamba para o Cidade Alerta...

Veja também:

quinta-feira, 11 de julho de 2019

30 anos de A Princesa Xuxa e Os Trapalhões

30 anos de um filme que levou multidões aos cinemas! A Princesa Xuxa e Os Trapalhões (1989 de José Alvarenga Junior) juntou a maior celebridade do momento aos reis da bilheteria e o resultado não poderia ser diferente.

Além de ser ficção científica, gênero pouco usual no cinema brasileiro, ele tinha uma produção acima da média para enfrentar os costumeiros blockbusters hollywoodianos. Um ano antes Xuxa havia estreado sozinha na tela grande com Super Xuxa Contra o Baixo Astral e bateu de frente a Mestres do Universo (Masters of the Universe, 1987 de Gary Goddard).

Devem ter pensado: É por aí o caminho para a molecada de hoje! Se agora a tecnologia facilita as coisas, embora não existam mais muitas produções brasileiras de cinema fantástico para o público infantil, naquela época até a nossa iluminação destoava.

 No vídeo desta semana conversamos mais sobre os 30 anos de A Princesa Xuxa e Os Trapalhões e claro, sobre cinema aquele período. Como sempre, deixe seu like e se inscreva no canal!

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Roolynhas do Coronel também em disco e fita K7

O girl group mais inusitado da musica popular brasileira! As Rolinhas do Coronel Arthur da Tapitanga da novela Tieta (1989/1990) apareceram em um compacto que hoje é absurdamente raro!

Pelo título das músicas na contracapa, as moças cantavam música regional nordestina, bem ao estilo da trama. Mas assumiram o nome As Roolynhas, acho que pra não cair na infração de direitos autorais da Globo, afinal, é um disco Top Tape, não da Som Livre.
Mercado Livre
Lançar disco (sabendo cantar ou não) era um caminho óbvio de todo mundo que virava celebridade e queria estender a fama um tiquinho mais. Moças ainda podiam também sair peladas na Playboy, mas aí não foi o caso.

As Rolinhas por muitos capítulos foram moças aleatórias, sem texto nem nada e no desenrolar da trama ganhavam destaque, principalmente após a chegada da Imaculada (Luciana Braga). Um estranho caso de pedofilia mostrada na TV tanto como sendo uma coisa monstruosa como com bom humor.
Tássia Camargo e As Roolynhas na festa de encerramento da novela / Tudo Isso é TV
 Elas foram interpretadas por Concy Maduro, Luciene Campos, Maria de Médicis, Patricia Alencar, Rosane Salles e Suzanne Seixas. Por quem?

Bom, tem uma que já havia aparecido na abertura da Brega e Chique de 1987 como dona de casa. Dois anos antes!
... Ou seja, pelo menos uma ali tinha faixa etária bem acima da média de preferência do coronel. Não tenho certeza quem é ela (Suzanne Seixas?), mas provável que alguma noveleira que esteja nos lendo sabe (sim, sei que a Dóris Giesse também aparece aí além do bumbum do Vinicius Manne).
Agora, a parte das voltas, mas voltas mesmo que o mundo dá cabe à Rolinha Maria de Médicis. Virou diretora geral de novelas da TV Globo!
Ela dirigiu sucessos como Cheias de Charme (2012) e comorou 25 anos de profissão em 2018, quando dirigiu O Segundo Sol, novela das 9.  A Rolinha que melhor aprendeu o beabá, né?


Veja também:
Duelo de Tietas: Betty Faria Vs. Sonia Braga
Quando Master System chegou a Santana do Agreste
Jorge Amado e as adaptações de sua obra

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Edição especial com 5 versões parece confusa, mas não é bem assim

Blade Runner é daqueles filmes que têm inúmeras edições lançadas em VHS, DVD e Blu-ray. No caso, o próprio filme em si recebeu várias montagens.

Esta edição em Blu-ray reuniu nada menos do que 5 delas, incluindo a última, com retoques digitais que pretendiam consertar falhas do que foi assistido a partir de 1992. No vídeo desta segunda mostro os prós e contras.  

Ainda palpito sobre quais dessas versões merecem ser assistidas logo de cara. Duvida que sempre tive e acho que já sanei.

Como sempre, conto com seu like e se inscreva no canal! Isso ajuda bastante. https://www.youtube.com/c/DolceVideo

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Videocassete favorito da Madonna ou, a cantora pop favorita dos videocassetes

on the cover of a magazine
 Como super star Madonna sempre apareceu em inúmeros comerciais na TV, rádio e revistas, mas uma campanha específica com ela entrou para a história. O mercado publicitário do Japão jamais foi o mesmo desde que ela apareceu elogiando o videocassete Mitsubishi.

Você tem que assistir a uma das primeiras peças no player abaixo. Transpirando a 80’s, o comercial faz uso da música True Blue.

A importância da presença de Madonna com os videocassetes Mitsubishi foi registrada pelo publicitário Sean Mooney no livro “5,110 days in Tokyo andeverything's hunky-dory : the marketer's guide to advertising in Japan”. Mooney fala em 1987, mas os vídeos no Youtube indicam 1986 e as revistas de onde vieram os anúncios são de dezembro deste ano, então, a história aconteceu entre o final de 1986 e começo de 1987. 

A publicação, que pretende mostrar o peculiar mercado nipônico aos ocidentais, explica que astros internacionais dão aos produtos locais um ar de autenticidade. Atores de cinema tradicionalmente estrelam propagandas no Japão, mas com estrelas da música pop era completamente diferente e até ali pouco experimentado.
MADMUSIC1: My Madonna Collection
 Geralmente preferiam astros de cinema por serem identificados com facilidade pelo público japonês.  Madonna estava conhecida como cantora e participando de alguns filmes, então pensaram em arriscar o seu nome para impulsionar as vendas do novo videocassete da Mitsubishi Electric.

A surpresa veio quando pesquisas descobriram que a participação dela não apenas fez isso, mas do dia pra noite a Mitsubishi deixou de  ser vista pelos consumidores como “confiável, mas antiquada”.  Com Madonna a empresa também abocanhou nada menos do que 13% do mercado de VCR daquele país.

Imediatamente todas as agências correram atrás de outros astros da música pop para estrelarem suas campanhas publicitárias. Até hoje esperam que se repita o mesmo fenômeno que Madonna causou com os videocassetes lá na metade dos anos 80.

A própria artista faria vários anúncios para a marca, inclusive em forma de videoclipes com canções que não explorou, como Causing A Commotion. Ela, claro, voltou ao país muitas outras vezes para anunciar outros tantos produtos.  

Veja também:
Lost in translation: Claudia Ohana no Japão!
Encontros e desencontros: Andy Wahrol e TDK
Uma câmera para Neo-Tokyo
Faye Dunaway e um ovo cozido

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Filme bom não tem prazo de validade

Essas nomenclaturas que perseguem todo mundo que gosta de cinema acima de qualquer onda do momento. Eu que o diga ainda mais com este blog: “Mas você só fala de filme velho?”.

No vídeo desta semana explico um pouco, ou melhor, opino sobre cada coisa. Parece bobagem, mas alguns  “rótulos” simplesmente diminuem obras fantásticas independentes de sua época.

Por motivos meramente pessoais, deixei de atualizar o canal na semana passada, mas cá está, a edição 58 dos Dolce Videos. Como sempre, conto com o seu joinha lá no Youtube e, claro, se inscreva no canal para mais atualizações! https://www.youtube.com/c/DolceVideo

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Conquiste um corpo de deusa

Salomé dirigido por William Dieterle em 1953 levou Rita Hayworth aos filmes bíblicos em cores tão berrantes quanto temáticas “picantes”, grande moda daquele período. A Columbia, obviamente, não teria ninguém melhor para o papel.

Rita Hayworth já estava um pouco distante do auge de Gilda de 1946, a fila do strar system anda rápido, mas ainda era Rita Hayworth. Tanto que a empresa Flexees lançou a linha de maiôs Salomé, que alardeavam terem sido inspirados nas formas do corpo da atriz.
Faz certo tempo que famosos lançam produtos com seus nomes, mas em termos de Era de Ouro de Hollywood isso não é comum. Geralmente estrelas e astros apenas endossavam marcas e produtos como “Fulano usa isso”, “Beltrana adora aquilo”.

Em nenhum momento do filme ela aparece em trajes de banho atuais, mas o modelo até que seguia o estilo do figurino, meio grego, meio romano. Difícil imaginar o efeito desses estêncis dourados na luz do sol, mas glamour é glamour.
A Flexees é super tradicional e ainda existe nos EUA, mas não dá pra garantir de que foi um sucesso. Não há nenhuma foto de alguém usando o Salomé em 1953 além das fotos promocionais da Rita Hayworth.

Veja também:

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Bette Davis (quase) nas garras do Monstro de Frankenstein

 Parece até lenda urbana de tão incrível, mas Bette Davis era mesmo o principal nome feminino a estrelar Frankenstein, filme dirigido por James Whale em 1931. Chegou a sair notinha na imprensa especializada com seu nome ligado ao projeto.

“PAPEL NA UNIVERSAL (à esquerda), Bette Davis um dos mais novos rostos na tela, que foi contratada pela Universal para um importante papel em “Frankenstein”“ noticiou uma revista. Frankenstein foi um filme muito após do colossal sucesso de bilheteria de Drácula de Tod Browning.
 Seu personagem seria o de Elizabeth, a noiva do Doutor Frankenstein. O diretor Whale a achou inapropriada e difícil, preferindo o nome de Mae Clarke para o importante papel da noiva assombrada pelo Monstro.

James Whale havia trabalhado com ambas em A Ponte de Waterloo (Waterloo Bridge, 1931). Desenvolveu uma relação de extrema confiança com Clarke e ficou ansioso em poder trabalhar novamente com a atriz.
Boris karloff e Mae Clarke em Frankenstein
Bem, a ~New face~ de Bette Davis logo teria um contrato longo com a Warner e se tornaria a número 1 nas bilheterias entre as décadas de 30 e 40, principalmente como mocinha romântica. Mae Clarke viu mesmo sua estrela brilha pós o papel em Frankenstein, mas vários problemas pessoais minaram sua carreira.

Irritadiça, ficou com fama de pouco confiável nos Estúdios e até para James Whale que trabalharia com ela mais uma vez, em A Donzela Impaciente (The Impatient Maiden, 1932). Quando ele escalou muitos dos atores de Frankenstein para a sequência A Noiva de Frankenstein (Bride of Frankenstein, 1935) preferiu escolher outra atriz para o papel de Elizabeth.
James Cagney e Mae Clarke em Inimigo Público
Clarke seguiu trabalhando em Hollywood até 1970, se dedicando nos últimos anos a produções televisivas, sem ter se tornado verdadeiramente uma estrela. Quando morreu em 1991 aos 81 anos de idade foi muito mais lembrada como a moça que leva o toranja na cara na pequena cena de Inimigo Público (The Public Enemy, 1931 de William A. Wellman) do que como a noiva de Frankenstein.

Veja também: