sábado, 31 de março de 2018

E por falar em pequenos robôs


Comi uma boa bola no vídeo mais recente do canal Dolce Video. Uma referência tão óbvia que agora dá até vergonha de não ter percebido antes.

No vídeo eu falei sobre o robô Alcides da novela Transas e Caretas (de 1984) e que lembrava muito o Ar-Tur da Estrela. Lançado em 1982, o brinquedo era sonho de consumo de muitas crianças.
collecting toys
Ok! Até aí tudo bem. Mas eu nunca havia me dado conta da referência dele a outro robô muito famoso na época, o pequeno R2 da (então) trilogia Star Wars.

Não só pela forma arredondada da cabeça e pelo tamanho. Já havia parado pra pensar de onde teria vindo o nome Ar-Tur, qual a relação com um androide, e ontem, finalmente, assistindo aos filmes em maratona a ficha caiu!

Ar-tur nada mais é do que R2 na pronuncia inglesa! “Ar Tchu” e sapecaram um Ar-Tur!!! Lógico, óoooobvio, como não?!!! Dã!

Cataram uma lasca da saga de George Lucas sem pagar nada.  Não foram os únicos, evidente, mas foram bem felizes como poucos.

Veja também:

quarta-feira, 28 de março de 2018

A novela mais anos 80 dos anos 80


A década de 80 serviu para consolidar as telenovelas no Brasil, sobretudo as da TV Globo, emissora que chegava a seu auge de aprimoramento técnico e artístico. Neste 21º vídeo destaco a que mais associo ao período.

Evidente que não escolho uma melhor, mas a que mais me traz lembranças. Novela é nosso primeiro contato com dramaturgia e qualquer um pode ter outra que, mesmo ínfima em representatividade ao gênero, represente algo à sua vida.

Ainda nesse vídeo, estreio uma nova vinheta de encerramento (a de abertura já foi alterada no anterior, não sei se você reparou...). Como sempre, agradeço se deixar seu like no vídeo e se inscrever no canal, para ser alertado de atualizações.

terça-feira, 27 de março de 2018

Conheça alternativa à Netflix só de filmes bizarros

 Existem vários serviços de streaming , já testei muitos, mas nenhum como o Tubi TV. O acervo deles reúne a fina flor do cinema weird, kitsch, grindhouse para todos os bons ou maus gostos.

De obscuras produções de Kung fu 70’s, a coisas recentes com monstro gigante em computação gráfica de baixa resolução. A plataforma é o paraíso para quem foge de banalidades!
Mas nem tudo é obscurantismo no Tubi TV. Há produções de grande nomes como Hitchcock, Fritz Lange, Ida Lupino, Roger Corman (Muito Corman), Samuel Fuller e Herschell Gordon Lewis para serem vista ou revista.

 Tesouros e mais tesouros a serem encontrados, como por exemplo o russo Amphibian Man (Chelovek-Amfibiya de  Vladimir Chebotaryov e Gennadiy Kazanskiy.  Filmado em 1962, mesmo ano em que transcorre a história de A Forma da Água (The Shape of Water, 2017 de  Guillermo del Toro).
E ainda muitos astros queridos reunidos numa só plataforma. Anita Ekberg num filme de vampiros italianos!
Edwige Fenech é a jovem vovó na comédia picante Lover Boy (Grazie... nonna, 1975).
Terror 70's meio Bebê de Rosemary com as futuras panteras Kate Jackson e Cheryl Ladd!
Há ainda documentários, desenhos e programas de TV clássicos e atuais. É possível ficar horas só fuçando o incrível acervo deles, todo com cara de filme, riscadinho, cinema, nada restaurado ao extremo, nem ruim ao ponto de não dar pra assistir.

As melhores coisas do Tubi TV são o preço e as plataformas disponíveis. Sabe quanto custa? ZERO! É tudo de graça, às vezes entra publicidade no começo do vídeo, mas você não desembolsa nada depois que faz um cadastro rápido com nome e e-mail.
É possível utilizar em todas (ou quase todas) plataformas existentes. Tem app para Android (aqui) e iOS (aqui) devidamente compatível com Chromecast, PalyStation (3 e 4!) e ainda dá pra assistir no browser comum do seu computador. (aqui)
Agora, como ninguém é perfeito, há o negativo. Não há legendas em português em nada! Pelo menos ainda não achei. Um dos raros conteúdos na nossa língua é aquele filme dos Barreto com a Luana Piovanni que transpõe o romance de Romeu e Julieta para torcidas de futebol.

Mas fora esse "detalhe", é só alegria mesmo! De qualquer jeito, vale a pena conhecer todo o material disponibilizado por eles. Tudo B de bom. 

segunda-feira, 26 de março de 2018

Rob Lowe estreia na direção com novo Tara Maldita

 O galã 80’s Rob Lowe trará a este milênio uma nova versão de A Tara Maldita (The Bad Seed, 1956 de Mervyn LeRoy). Também conhecido no Brasil como A Semente Maldita, o filme é um dois mais adorados filmes kitsh e horroroso de todos os tempos.

A versão da década de 50 adaptava uma peça teatral que por sua vez usou a novela de William March como base. Sentimentalista, exagerado, involuntariamente cômico, o filme inacreditavelmente concorreu a cinco Oscares (um para atriz e dois para atriz coadjuvante, aí incluindo a caricata atriz mirim Patty McCormack).
Lowe estreará na direção de um longa com esta nova versão, uma produção para a TV que deve estrear ainda neste ano de 2018. Além de dirigir ele a está produzindo e ainda será, numa diferença ao material original, o pai solteiro da menina, ao invés da mãe.

Na trama, uma angelical menininha cliché (loirinha de trancinhas e todos os inhas a que tem direito), sai matando meio mundo usando seus sapatinhos de sapateado como arma. O plot twist (espero que obviamente você já tenha assistido a esta pérola), como o nome lembrar, é que ela é uma semente ruim, já foi gerada por pessoas ruins (leia mais clicando aqui e assista ao trailer abaixo).

Um maniqueísmo dos infernos, que ainda ajuda a prejudicar qualquer discurso pró adoção de filhos de pais desconhecidos. Bem curioso pra saber como uma adaptação 2018 lidará com essa bobagem pertinente à espinha dorsal da história sem pegar mal ou ofender alguém.

Lembrando que, a novela e o filme são dos anos 50, período em que a psiquiatria engatinhava. Para o grande público da época talvez fizesse algum sentido se acreditar na transposição (genética nem se falava) de caráter.
A parte mais bacana é que Patty McCormack, a garota diabólica Rhoda, estará no elenco da adaptação de Rob Lowe, vivendo uma psiquiatra que cuida da nova criança. Com 75 anos de idade, o último personagem importante dela foi na série da HBO A Família Soprano, de 200 a 2004.

Veja também:
Essa garota é uma peste

quinta-feira, 22 de março de 2018

Dalva de Oliveira, a nossa Branca de Neve

Estrelas que Nunca se Apagam
 Ao ser lançado no Brasil em 1938, o longa Branca de Neve (Snow White and the Seven Dwarfs, 1937) trazia não apenas (para muitos) o ineditismo de um longa em desenho animado, mas as vozes em português. No elenco muitos astros radiofônicos, incluindo a protagonista, Dalva de Oliveira pouco antes de se tornar A Rainha do Rádio.

O incrível é que a grande Dalva dividiu a personagem. Ela fez apenas as falas, quando Branca de Neve canta ouvia-se a voz da Maria Clara Tati Jacome, soprano que tinha acabado de ficar famosa, mas que se aposentaria logo depois, para cuidar da família.
Essa histórica dublagem contou com direção do lendário músico Carlos Alberto Ferreira de Braga, conhecido como João de Barro ou Braguinha, nos estúdios Sonofilms do Rio de Janeiro. Como forma de agradecimento pelo desempenho, Disney ofereceu a Braguinha um relógio de ouro e repetiram a pareceria.   
"Jamais sera creada outra obra egual a esta!"                                  Filmic Light
O filme, como se sabe, foi um estrondoso sucesso, com cópias que ficaram sendo exibidas por anos no país e Portugal (que ainda exibiu versões com áudio original e legendas em português). Tanto Dalva de Oliveira quanto Maria Clara Tati Jacome viajaram até Lisboa, para a pomposa noite de estreia no final de 1938.

Era tecnicamente distante da qualidade que teríamos em dublagem. Para termos uma ideia, segundo o historiador Leo Forli, pouco antes de morrer Braguinha teria dito que para fazer o efeito do eco, na cena do poço, eles foram gravar no banheiro.
De tanto serem exibidas, além dos problemas técnicos e de sincronia do áudio, as cópias foram ficando de difícil compreensão. Ainda algumas salas, problema brasileiro crônico, tinham um sistema ruim de autofalantes, porque em sua maioria exibiam filmes estrangeiros legendados.

E foi assim que com o passar do tempo essa dublagem se perdeu. Em 1965 a Disney mandou redublar com um elenco totalmente novo e é essa versão que existe no VHS, DVD e foi exibida na TV Globo nesta década.

Como, com tantas cópias algo assim desapareceu é de se estranhar. Mas, nem tudo está perdido, literalmente.

Em 1945, apenas sete anos após a estreia no Brasil, a gravadora Continental convidou o Braguinha para produzir uma série de discos com historinhas infantis, começando justamente por Branca de Neve e Os Sete Anões.

Praticamente todo o elenco da dublagem, além da trilha de efeitos e musicas do longa foi reaproveitado. É possível ouvir os long-plays 75 rpms no player abaixo, gentilmente digitalizados por Charles dos Santos e depois reupado por outros.

Com sua grande maioria esquecida hoje, o elenco era composto por celebridades da época, que se tornaram ainda mais populares com o sucesso do filme. Acho que vale identificar os principais (com algumas informações de Leo Forli).

 Branca de Neve: Diálogos de Dalva de Oliveira, atriz e uma das cantoras mais conhecidas do Brasil entre as décadas de 40 e 50. Estava com 21 anos na época da dublagem.

Musicas foram cantadas por Maria Clara Tati Jacome, soprano que havia ficado conhecida em 1937, numa carreira que logo se encerraria em 1940, quando se casou, preferindo cuidar da família. Estava com 33 anos quando dublou o que seria seu único trabalho relevante.

 Príncipe: Carlos Galhardo emprestou sua voz ao príncipe falando e cantado. Vivia seu auge em plena Era do Radio aos 25 anos de idade.  Teve uma longa trajetória profissional, até falecer em 1985. Chegou a gravar incríveis 580 discos 78 rpm.
 Rainha Má: Atriz, cantora e personalidade do rádio, Cordelia Ferreira estava com 39 anos de idade. Considerada uma pioneira na profissão de radioatriz, se especializou em interpretar vozes fortes em adaptações radiofônicas de sucessos de Hollywood entre os anos 30 e 50. Antes disso, no princípio do século 20, apareceu nas primeiras experiências cinematográficas do Brasil .
Bruxa: Estephania Louro estava com 61 anos quando fez a sala de cinema tremer de medo com sua gargalhada malvada. Faleceu em 1942, portanto, não é sua voz no disco da Continental. Teve quatro filhas atrizes, incluindo Margot Louro, esposa de Oscarito. Muito popular no Brasil entre os anos 20 e 30,  seu nome batiza uma rua na cidade de São Paulo (grafado como Estefânia).

Veja também:
A revolucionária dublagem clássica de As Panteras
Só no Brasil: Jem e As Hologramas teve embate de divas da discoteque
“Iaiá, uma baianinha tão bonita”

quarta-feira, 21 de março de 2018

Vem junto! Rolê com Elsa e visita à banca sebo

Vigésimo vídeo do canal e eu fui pra rua! A tradicional e diária voltinha com a Elsa e um pulo até a banca de livros, DVDs e discos usados que tem aqui perto de casa.

Pode ser ainda uma boa dica pra quem vier à praia e gostaria de algo pra ler. Já me desculpo de antemão pela tremedeira na imagem, causada por razões óbvias.

Como sempre, não deixe de dar seu like e se inscrever no canal para receber futuras atualizações. Quem está tendo contato só agora, ou perdeu episódios anteriores, assista no canal Dolce Video.

terça-feira, 20 de março de 2018

Rebecca Blake ditando moda para Laura Mars

Tentativa norte-americana de Giallo, Os Olhos de Laura Mars (Eyes of Laura Mars, 1978 de Irvin Kershner) levou o “Quem matou?” ao brilhoso mundo da moda 70’s ao som de discoteque. Exatos quarenta anos depois, é daqueles filmes camp cheios de defeitos que adoramos como um pecado.
Faye Dunaway é a histérica fotografa que se torna hype ao apelar para a estética glamourizada da violência em seus editoriais de moda. Atrai a gana de um misterioso serial killer que se inspira em suas fotos para cometer crimes, sendo que a artista passa ater visões dos assassinatos, como se fosse coautora.
Como o universo é a moda, o filme contou com os trabalhos do fotografo alemão Helmut Newton e Rebecca Blake. Helmut, muito mais famoso, é constantemente lembrado quando se fala do filme, porém, na tela se vê muito do que o belga Rebecca fez.

Sua página pessoal exibe várias fotografias produzidas para Os Olhos de Laura Mars, muitas delas de fácil identificação. E de incrível referência ao que seria popularmente visto em revistas de moda na próxima década.
Mais tarde, Rebecca Blake se tornaria ele mesmo algo como a personagem de Dunaway ao ter seu nome por trás de campanhas publicitárias de repercussão internacional como as da L'Oreal. Ainda assinaria capas de disco de grandes astros 80’s e videoclips do Prince, como o célebre Kiss de 1986.

sábado, 17 de março de 2018

Os Pássaros em Will & Grace

 Com o perdão do trocadilho, mas este mundo é mesmo um ovo. Entre as temporadas de 1999 e 2004 a serie Will & Grace utilizou duas atrizes de Os Pássaros (The Birds, 1963 de Alfred Hitchcock)  em papeis bem semelhantes.
Suzanne Pleshette foi a bucólica professorinha Annie Hayworth em Os Pássaros e a mãe de Karen Walker na série na quinta (2002) e na sétima temporada (2004). Falecida em 2008, este foi seu último trabalho, numa longa trajetória dedicada principalmente a produções televisivas.
Antes disso, em 1999, portanto, segunda temporada, Veronica Cartwright interpretou no mesmo programa a mãe do Jack. JUST JACK!
Ela havia sido a menininha, irmã do galã protagonista e aluna da senhorita Hayworth  no filme do Hitchcock.
Perceba que a cor do figurino lembra bastante a do tailleur usado por Tippi Hedren durante o clássico de Hitchcock. Não há informações de que Hedren estaria na série e recusou, mas Debbie Reynolds, outra atriz ícone gay, apareceu como a mãe de Grace em episódios de várias temporadas de Will & Grace.
Veronica Cartwright tem uma carreira gigantesca em filmes e seriados famosos, como Alien – O 8º Passageiro, As Bruxas de Eastwick, Arquivo X, A Sete Palmos, etc. Causa estranhamento ela e Suzanne Pleshette, aluninha e professora em Os Pássaros, virem a interpretar um papeis de mãe de personagens adultos décadas depois.

Existia uma diferença de idade de apenas 12 anos entre elas, que décadas depois se torna quase imperceptível. Levando em conta as velas do bolo em Os Pássaros, a personagem estava comemorando 11 anos, mas na verdade a atriz tinha 14, data festejada nos bastidores do filme.
Na época ela já tinha uma carreira, reconhecida por filmes como o remake Infâmia (The Children's Hour, 1961 de William Wyler). Assim como sua irmã Angela Cartwright, participou ainda da série de TV Alfred Hitchcock Presents em 1960.

Agora muito louco mesmo é saber que Megan Mullally, a Karen de Will & Grace entrou em Os Pássaros! É a garota atacada que fica balançando as pernas...
Não! Não! Isso infelizmente não é verdade!

sexta-feira, 16 de março de 2018

O que já é possível na realidade de Os Jetsons


No vídeo mais recente do Dolce canal uma olhada rápida no que o desenho Os Jetsons mostrava como tecnologia do futuro. Muita coisa já é bem comum aqui em 2018.

O tema já havia virado post aqui no blog muitos anos atrás, achei que merecia ganhar uma versão em vídeo. Vídeo é vídeo, né?

Ainda estreia de uma nova abertura e algumas coisinhas mais! Assista, deixe seu like e se inscreva no canal (https://www.youtube.com/dolcevideopara ser avisado de novas atualizações.

quarta-feira, 14 de março de 2018

Palpite de Renato Russo sobre quem matou Odete Roitman

 Não houve cristão no Brasil que, em janeiro de 1989, não tenha se indagado: Quem desceu bala na grã fina Odete Roitman? Nas bancas de jogo do bicho dava Mordomo Eugênio seguido por Heleninha e Maria de Fátima.
A imprensa em geral (não apenas as tradicionais revistas de mexericos televisivos) acenderam velas a Nossa Senhora da Pauta Fácil. A Folha de São Paulo além de dar as estimativas no jogo do bicho mostrou a agitação que o crime causou no Mercado Financeiro e, claro, a opinião de alguns famosos como o músico Renato Russo.
Renato Russo, 28, é vocalista do grupo Legião Urbana: "Na verdade, a Heleninha é filha do Eugênio com a Celina. E quem matou a Odete Roitman foi a Celina, auxiliada por Eugênio e Poliana. Ela matou por causa das maldades da irmã. Mas nenhum deles será punido. Só quem foi mau caráter mesmo, tipo Maria de Fátima, o César e o Marco Aurélio, será punido porque é perigoso mostrar vilões se dando bem na TV, porque televisão é um veículo que influencia muito as pessoas. No mais, a Heleninha vai se livrar de todos os fantasmas e ser muito feliz. E, é claro, Ivan e Raquel ficam juntos e felizes. Infelizmente, a única coisa que não posso mudar é o final de Odete Roitman. Na minha história ela não teria morrido".

Tia Celina (aquela santa que se comove com a situação dos empregados, mas não sabe o preço de uma Dijon), Eugênio e Poliana? C'est un peu trop pour moi.
A novela do Renato Russo é tão bacaninha, tão normalzinha que poderia ser escrita pelo Manuel Carlos. Daquelas ao som de bossa nova, que nos fazem trocar de canal nos intervalos e esquecer o que estávamos assistindo!

Veja também:
Gilberto Braga fala sobre sua vilã favorita
Novelas que repetem figurinos

terça-feira, 13 de março de 2018

Conheça reciclagens da música de Drácula


Quando estreou no final de 1992, Drácula de Bram Stoker (de Francis Ford Coppola) não fez a crítica morrer de amores. Recebeu elogios, mas de toda pompa à novíssima montagem digital, tudo pareceu desconexo à última década do milênio.

Conduzida por Anton Coppola e composta pelo polonês Wojciech Kilar, sua trilha sonora parecia chamar mais atenção do que dialogar com as imagens na tela. Mas às vezes o cinema parece existir para dar sentido à máxima “Nada como um dia após o outro”.

Poucas trilhas sonoras de filmes foram posteriormente tão reaproveitadas quanto a de Drácula de Bram Stoker! O diretor Coppola comenta nos extras do DVD distribuído em 2007 que “Todos falavam mal, mas eu estava certo, já que todo mundo a reutiliza agora”.

Na verdade, a composição de trilha musical costuma ser uma das últimas coisas a ficar pronta de um filme. Assim, na hora de fechar um trailer para ser exibido nos cinemas acaba recebendo música de outra produção qualquer, mesmo que seja tão emblemática quanto a de Drácula.

Abaixo você vê e ouve cinco exemplos de filmes que não tem nada a ver com Drácula, mas que reaproveitaram sua música. São cinco aqui, mas creia que existem dezenas!

O Demolidor (Demolition Man, 1993 de  Marco Brambilla)


Provável que esta ficção científica como Stallone e Wesley Snipes seja a primeira a emprestar o tema de Drácula.  Tão recente que não sei como pôde.

Stargate - A Chave para o Futuro da Humanidade (1994 de Roland Emmerich)

Com leves alterações, mas ainda a trilha de Wojciech Kilar!

Os 12 Macacos (Twelve Monkeys, 1995 de Terry Gilliam)


Tentáculos (Deep Rising, 1998 de Stephen Sommers)

Não confundir com o filme homônimo italiano dos anos 70. Aqui é um caso estranho, que como outros, posteriormente seu trailer recebeu uma música especifica, mas no Brasil apareceu até nos intervalos da TV assim mesmo, remetendo ao Drácula do Coppola.

A Múmia (The Mummy, 1999 de Stephen Sommers)

Se Drácula foi uma tentativa da Columbia em resgatar os monstros da literatura clássica nos anos 90, o quão bizarro é a Universal usar sua música para anunciar A Múmia, sua tentativa de resgatar os monstros clássicos, área que reinou na década de 30? Bugou!

Veja também:
Drácula e a mágica da pesquisa visual
Leiloada peruca assombrosa de Gary Oldman
Sessentões na luta: Quando os monstros voltaram a assombrar
Drácula de Bram Stoker, o vídeo game
Quibe do Coppola?

O Drácula favorito do Coppola
Lado sombrio de John Williams


sexta-feira, 9 de março de 2018

O estranho caso do ufo de Niterói

 Nas primeiras horas do dia 18 de outubro de 1993 uma aposentada caminhando pela praia de Icaraí, Niterói (RJ), se deparou com 17 círculos desenhados com precisão na areia. Imediatamente juntou um monte de curiosos à sua volta.

Não demoraria muito e a imprensa estava avisada daquele mistério. Senhorinhas que frequentam a praia passaram a narrar terem avistado objetos voadores não identificados, redondinhos, com luzes piscando.
"Vermeeeelho e acendia e apagava, acendia e apagava"
Se alienígenas deixam marcas nos milharais britânicos, porque não nas areias do Rio de Janeiro? Estavam decididos a alertar a NASA sobre o intrigante fenômeno.

A TV Globo, que relembraria o caso na retrospectiva de fim da quele ano, procurou a renomada ufóloga Irene Granchi. “Achamos que deve ter alguma mensagem embutida nesses círculos que nós teremos que aprender a interpretar”, disse a estudiosa.
"...alguma mensagem embutida..."
Opa! Então a coisa é serio mesmo? Óvnis, ETs e UFOs, estavam bem na moda naquele tempo, Arquivo X estreou naquele anos de 1993, mas demoraria ainda um pouco a chegar ao Brasil.

Poucos dias depois o aposentado Fernando Tavares se apresentou aos que ainda estavam admirando as misteriosas marcas na areia. O alienígena que havia feito aquilo nada mais era do que ele, se exercitando!
Diante das câmeras da TV demonstrou todos os exercícios que praticava sempre. Usava a areia como forma de pressão às pernas, como um equipamento natural de academia.
Eita! Que pelo menos Seu Tavares ficou famoso, né? Provavelmente foi chamado de ET na vizinhança por algum tempinho, mas apareceu até na Retrospectiva 93 da Globo.

Em 2010, 17 anos depois, ele foi flagrado praticando o mesmo exercício na praia de Icaraí. Tem registro Seu Tavares, ainda com o corpo bom, o que pelo menos deve significar que os exercícios são bons mesmo.

Agora vem a parte bem mais estranha que círculos na areia. A revista UFO duvida que as marcas tenham sido feitas por um humano, porque a areia estava compacta, certinha e era mole a do Seu Tavares!

E mais! Há vários vídeos no YouTube de objetos voadores não identificados na mesma Icaraí e em outras regiões de Niterói. Em datas diferentes, inclusive no recente ano de 2017.

Seria Niterói a Área 51 brasileira e guarda um grande segredo? Estaria Seu Tavares a serviço do FBI? ...Um alienígena camuflado tentando disfarçar seu descuido?

No vídeo de 2010 existem três comentários de supostas testemunhas. Leia estes dois, escritos pela mesma pessoa cinco anos atrás.
Globo mente! I want to believe.

Veja também:
Lobisomem apavora cidade´
Os “verdadeiros” Homens de Preto
Um poltergeist contra Katharine Hepburn
Que dizia o horóscopo de Marilyn no dia da sua morte?
King Kong seria pai do Monstro do Lago Ness. É sério!!!
Diretor morreu de soluço. A maldição da múmia?
Ciência explica aparições de fantasmas
Turismo alienígena em Varginha