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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Quando "Pantera" era elogio - Parte 2

E continuando o outro post, pantera por pantera, o cume mesmo era ser coroada Panterado ano. Para isso o promoter carioca Ricardo Amaral criou o concurso que sagrava a mais bela Pantera do ano.

Criado no carnaval de 1981, o evento durou até meados dos anos 2000. Diferente de muitos concursos de beleza, inclusive o Miss Brasil a partir dos anos 80, sair vitoriosa era o passaporte para a fama.
A primeira vencedora foi ninguém menos do que Xuxa, mas de lá saíram também as modelos Marcia Porto, Andrea Guerra e Viviane Araújo e tantas outras. Era um bom passo para virar capa da Playboy e conquistar os holofotes.

No player abaixo (ou aqui) você assiste na íntegra à edição de 1993 em que Nubia Oliveira (futura Oliver, Olivii, whatever!) conquistou o título junto com Kelly Cristina. Ela recebe a faixa de Cristina Mortágua.

No Youtube há vídeos de varias outras edições. Dá pra ficar assistindo hipnoticamente por horas!

Ou você já viu algum evento com coreografias tão bacanas? Olha essa!

E mais essas aqui!!!


Vê só se a Núbia já não tinha carinha de campeã. Grrrrr!

As coreografias tão sensuais, assim como a coordenação do concurso, ficavam a cargo do bailarino José Reynaldo. Que claro, as vezes também participava do espetáculo.

Mais tarde surgiria o concurso Felina sem relação direta ao clássico concurso das panteras. A futura BBB Maria Mellilo venceu este concurso em 2002. 

A última Felina foi a modelo Paula Galvão em 2008. No ano seguinte ela estrelaria o vídeo A Felina do Pornô da produtora Sexxxy World. 

Veja também:
Quando "Pantera" era elogio - Parte 2

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Quando "Pantera" era elogio - Parte 1

 Ser chamada de “Pantera” era um elogio e tanto para as mulheres a partir da década de 70. Dizem que foi um dos termos criados pelo colunista social carioca Ibrahim Sued que acabou popularizado em todo país.

Quando Charlie’s Angels, o seriado de 1976 que fazia enorme sucesso nos EUA, foi ganhar sua versão brasileira para exibição na TV nacional no ano seguinte, alguém achou que rebatizá-lo como “As Panteras” ajudaria na audiência. Bem mais 70’s e cool hoje do que “Os Anjos de Charlie” lá isso é.   

Além do seriado vários filmes foram distribuídos no Brasil com “Pantera” no título, inclusive em VHS nos anos 80. Abaixo alguns exemplos de capas numa rápida busca no Mercado Livre.

Os Amores da Pantera (1977 de Jece Valadão)
A Pantera em questão é Vera Gimenez, musa do diretor com quem teve um filho. Gimenez estava com 29 anos e panteríssima.

O Golpe da Pantera (Peter Hall, 1970 de Peter Hall)
Incluir Pantera no título atrairia a atenção para a beleza de Ursula Andress no elenco. O filme estreou nos cinemas do Brasil apenas em 1972 já com a referência à gíria.

A Pantera Nua (1979 de Luiz de Miranda Corrêa)
Outro exemplar nacional. A felina da vez é Rossana Ghessa, pantera e nua!

Pantera era como se fosse a evolução de gata ou gatinha. Mulheres com mais corpo, ou mais fatais do que uma gata, eram panteras.

Enquanto “gata” continua sendo uma gíria em uso, “pantera” praticamente caiu em dessujo, quase ninguém mais diz nesse sentido antigo.  Quase ninguém, excluindo a Inês Brasil, claro!

Ultimamente a única pantera que conhecemos é ela, autointitulada assim. Olha o grito da pantera!
Graças a Inês Brasil, gerações do século XXI passaram a conhecer a expressão. É tudo o que nos restou...
Este post não acaba aqui.
Veja também:
Outra gíria ultrapassada: "Não seja quadrado"
Enriqueça seu vocabulário com John Waters
A palavra é: Gorgota!

sexta-feira, 21 de março de 2014

Enriqueça seu vocabulário com John Waters

Assistir a um filme do John Waters serve também para melhorar nosso vocabulário. O vocabulário de expressões chulas ou de duplo sentido em inglês!

Mesmo em Pecker (1998), filme tão suave na temática, tem uma palavra curiosa. A certa altura, a bar girl e narradora de shows de gogo boy avisa pra um deles que batia a cabeça de um cliente entre as pernas enquanto dançava: “Sem Teabagging, Larry. Você conhece as regras!”.

Difícil traduzir “Teabagging” para o português. Faz alusão ao singelo ato de colocar e tirar o saquinho de chá na água (e pode-se imaginar o porquê do outro uso do termo).

Recentemente a expressão passou a ser dita por cidadãos bucólicos nos noticiários dos Estados Unidos numa referência a atos do seu governo com impostos. Claro que os fãs do diretor se lembraram do filme e a utilização picante e engraçada da expressão.

Na ocasião o pessoal do site Boing Boing entrou em contado com John Waters para perguntar se foi ele que criou e qual a origem de “Teabagging”. O diretor respondeu explicando as práticas sexuais que também usam este nome (na Inglaterra tem outro significado) e que "não inventou o termo ou o ato, só o mostrou no seu filme Pecker“.

"Teabagging era um passo de dança popular, que os gogo boys masculinos faziam aos seus clientes no Atlantis, um bar extinto de Baltimore", esclareceu. No You Tube há o trecho do filme em que aparece o ato, assista clicando aqui

Citei essa expressão outro dia no Twitter e um amigo contou que aprendeu na série Sexy and The City. Mas a primeira difusão do termo parece que é mesmo um feito de John Waters.

A segunda imagem é um oferecimento Kotaku, a terceira Animal

Veja também:
No blowjobs!
Gay pela primeira vez

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Não seja um quadrado

Uma Thurman pedindo para John Travolta não ser um... Quadrado em Pulp Fiction (1994 de Quentin Tarantino). Abaixo, duas fãs adolescentes descobrindo a verdade sobre Fred Flintstone como astro do rock no episódio "The Girls Night Out" de 1961.

O filme reproduz a animação do “quadrado” (Square) igual ao do desenho, mas fazer este gesto era uma coisa bem comum entre os jovens no começo dos anos 60. Aliás, muito antes até.
Em 1953, Betty Grable faz o mesmo movimento com as mãos pra explicar o tipo de peixão que atraiu em Como Agarrar Um Milionário (How to Marry a Millionaire de Jean Negulesco). Que sina!

Gíria tão popular que não precisava ser dita. Talvez os atuais coxinhas sejam os quadrados de ontem.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

A palavra é: Gorgota!


Bem aventurada seja nossa amada última flor do Lácio. Sempre com palavras obscuras que a gente sabe o que é, mas não ligava o nome à pessoa, como "gorgota".


Imagino que a expressão gorgota tenha surgido em algum cais do porto, embora o Houaiss diga que sua etimologia seja desconhecida. Consecutivamente me fez lembrar de Querelle, Franco Nero, Jean Genet....

E procurei no acervo da Folha e há incidências da palavra desde 1924, mas nenhuma que eu tenha visto se encaixa na definição aí do dicionário. Dona Bela, a senhora já conheceu uma gorgota?

A primeira imagem é um oferecimento apoteosi248
Veja também:
O pato potoqueiro
A língua portuguesa na caixa de pandora

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Versão brasileira: regionalismo

Toda uma vida crendo num erro. Pra mim, desde guri, o Jerry Lewis criava os heróis Rick, O Ratinho e o Pato MOTOQUEIRO em Artistas e Modelos (Artists and Models, 1955 de Frank Tashlin).

Na verdade é Rick, O Ratinho e o Pato Potoqueiro. POTOQUEIRO, palavra que eu desconhecia, mas é até dicionarizada!

Potoqueiro é quem faz potoca. E algum amigo etimológico poderia nos explicar se há alguma relação com fofoqueiro, fofoca, embora o significado seja enganador, mentiroso, o que também pode ser atributo de quem tem a língua grande.

E talvez não conhecesse “potoqueiro” porque é um regionalismo segundo o Houaisse. Por suposto, a dublagem em português brasileiro foi feita no Rio de Janeiro.

Ou simplesmente caiu em desuso como todo o discurso anti violência nos quadrinhos deste filme. 1955 faz tempo pra chuchu.

Veja também:

[Ouvindo: Honey – Honey]

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Gay pela primeira vez


E logo com Cary Grant? Essa seqüência de Levada da Breca (Bringing Up Baby, 1938 de Howard Hawks) é considerada um dos primeiros registros do uso da palavra “gay” com o significado além de “alegre”.

O diálogo (presente no IMDB) é mais ou menos este:

Mrs. Random: Bem, quem é você?
David Huxley: Eu não sei. Não estou totalmente certo sobre isso hoje.
Mrs. Random: Bem, você está perfeitamente idiota nessas roupas.
David Huxley: Estas não são minhas roupas.
Mrs. Random: Bem, onde estão suas roupas?
David Huxley: Eu perdi minha roupa!
Mrs. Random: Mas por que você está vestindo estas roupas?
David Huxley: Porque eu virei gay de repente!
Mrs. Random:Agora veja aqui rapaz, pare com essa bobagem.

O filme (ótimo!) é um daqueles casos de fracasso retumbante em seu lançamento reconhecido na posteridade. O diretor acabou demitido embora este fosse o primeiro de um contrato para 4 filmes na RKO, e a atriz Katharine Hepburn rescindiu o dela, tendo que pagar uma histórica e gigantesca multa ao estúdio.

Em 2007 o American Film Institute o colocou em 88º lugar da lista dos maiores filmes de todos os tempos. Já o termo “gay” passou a ter apenas um significado...

Veja também:
Cary Grant - O homem mais elegante do mundo
O primeiro registro dos emoticons
Vida de Palavrinha


[Ouvindo: Midnight Confessions – Grass Roots]

sábado, 1 de novembro de 2008


Vida de palavrinha

Taí uma gíria que se não morreu, mudou de sentido. Hoje, qualquer garotinha suburbana cheirando a banho tomado pode ser chamada de Patricinha.

Quando saiu esta Vejinha (fevereiro de 1996), a modelo e atriz (?) Patrícia de Sabrit era o ícone máximo do “movimento”.


[Ouvindo: Sooner or Later – Madonna]

segunda-feira, 7 de abril de 2008

A língua portuguesa na caixa de pandora


Bem se sabe que há inúmeras distinções no português falado em Portugal e o do Brasil. Né? Praticamente duas línguas!!! A chamada Flor do Lácio às vezes prega peças coisa e tal, principalmente na diferença de nomes de alguns filmes. Até hoje não sei se é piada ou não que Cantando na Chuva virou A Cantar no Aguaceiro, e Psicose teve o discreto título O Assassino Era A Mãe... Sei que meu primo Samuel se refere a Arquivo X como Ficheiros Secretos. E dia destes lendo a edição lusitana de “Iniciação à História e Estética do Cinema - Tomo 1 1895-1945”, do crítico francês Gaston Haustrate, me deparei com uma lista das mais importantes produções alemães anteriores a Hitler. Parece conversinha de boteco, mas na terra de Camões A Caixa de Pandora de G. W. Pabst realmente chama-se A Boceta de Pandora! Wow!!!! Nesse livro ainda descobri quem era Pamplinas que minha mãe tanto falava: Buster Keaton! Mas já sabia que Charlote é o Chaplin, e adivinha (se você é de além mar não conta!) quem é Bucha e Estica?

[Ouvindo: Giramondo – Nicola Di Bari]