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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Kinematofor, o tataravô do Blu-Ray e outros parentes distantes

 No tempo em que coqueluche significava uma doença contagiosa mesmo, um aparelho como o  Kinematofor devia ser um sonho. Ele permitia ter seu próprio cinema em casa, tal e qual conseguimos como Blu-Ray ou Netflix.

Claro que ainda não existia o conceito “cinema” como conhecemos hoje. A graça ali era ver várias figuras em movimento, os fotogramas, reproduzindo ações, sendo que cada “historinha” era chamada de vista. Entende-se que vista seja um dos primórdios do atual filme.
O Kinematofor é uma invenção do fabricante de brinquedos alemão Ernst Plank, patenteado em 1898. E não demorou muito a chegar ao Brasil. Na revista Echo Phonographico de janeiro de 1904 (111 anos!) há um anúncio do aparelho como sendo “última novidade em fotografia animada”.
Pra calcular quanto era 15 mil réis no dinheiro de hoje nunca é fácil, mas não devia ser barato. Nada nunca é em se tratando e tecnologias inovadoras.

O modelo de 15 mil Réis deve ser este da gravura, a manivela. Kinematofor era inovador por ser compacto e usar uma espécie de caldeira, girando graças ao vapor.

Na mesma revista tinha ainda o anúncio de outro sistema, também vendido pela na loja Figner Irmãos. Muito mais simples (e barato!), remonta a inventos como o Electrotaquiscopio.

O texto se refere a ele como Cinematographo Popular. Os pioneiros Irmãos Lumiere haviam apresentado o cinematografo em 1895, apenas nove anos antes da publicação destes anúncios no Brasil.

Outra publicidade da Echo Phonographico , mas edição de fevereiro de 1905, foi o do “Cinematographo Systema Lumière” . Um híbrido de projetor e Lanterna Mágica!

Com lâmpada a querosene e já apto a rodar a película 35 mm, além das vistas simples da Lanterna Mágica custava 400 mil réis!!! Muito mais caro que a Kinematofor e ainda demoraria dez anos para surgirem obras primas como O Nascimento de Uma Nação (The Birth of a Nation, 1915 de D.W. Griffith).

Veja também:
Super 8 e a volta do cinema mudo
Paulo Affonso e Elisinha contraem núpcias
Leve o filme para casa

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Trágica e espetacular morte do inventor do paraquedas

Por mórbida ironia, um dos inventores do paraquedas, Franz Reichelt, faleceu testando o equipamento diante de câmeras em 1922. Ele tinha 33 anos de idade quando saltou para a morte do alto da Torre Eiffel.

O feito entrou pra história numa época em que haviam poucas câmeras registrando o cotidiano da humanidade. Em quatro de fevereiro daquele ano ele conseguiu a autorização a prefeitura de Paris para usar o monumento a fins de testes, coisa que só havia feito com o uso de manequins.

Assista ao vídeo completo no player abaixou ou clicando aqui. Algumas pessoas podem achar chocante.
No final do vídeo se vê alguém medindo a profundidade do chão após o impacto do corpo. Cerca de 15 centímetros.

Natural da Áustria e fixo na França como alfaiate, Franz estava absolutamente seguro de que seu invento funcionaria, chegando a teimar com os amigos que tentaram lhe dissuadi-lo até alguns minutos antes do pulo fatal. Enquanto subia as escadas que davam acesso ao primeiro estágio da torre ele parou, virou-se para a multidão, levantou a mão e desejou-lhes um alegre “Até breve!” (bientôt À).

A imprensa da época repercutindo a tragédia
Naquela manhã fria ele já chegou devidamente vestido aos pés da Torre Eiffel, o que gerou dúvidas a cerca do que a prefeitura alegou em meio ao escândalo da sua morte. Em comunicado oficial, o prefeito negou veemente ter dado permissão para o salto, pensando que Franz fosse usar apenas manequins.

Nos jornais houve especulações sobre sua sanidade mental,  nenhum indicou possível tentativa de suicídio. Alguns dos amigos afirmaram que era a forma de Franz Reichelt conseguir atenção e conquistar patrocínio para se dedicar ao aperfeiçoamento do equipamento antes da patente expirar.

Quando os populares correram até seu corpo ele já estava morto, levado ao hospital, a autópsia concluiu que Franz Reichelt tinha morrido de um ataque cardíaco durante a queda, antes de chegar ao chão. O jornal Le Figaro noticiou que seus olhos estavam arregalados de horror.

Com algumas informações e imagens de Flashback


Veja também:
Loja exibe na vitrine noiva cadáver (de verdade?)
O homem que enganou o Papa
A verdade por traz de Monga a Mulher Gorila

Mágico morto no palco

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Curso online e gratuito sobre Star Trek

Afinal, você pode saber tudo sobre a série Jornada nas Estrelas (Star Trek), comprar todo tipo de quinquilharia relacionada, mas e a graduação acadêmica? Volte aos estudos!

O curso, ministrado pelo professor Anthony Rotolo, docente da Universidade de Syracuse, terá foco no impacto da série na cultura popular da década de 60 até hoje e nas implicações reais de tecnologias iniciadas ou inspiradas em Star Trek. Interessados de todo o planeta podem se matricular para as aulas online GRATUITAS que irão de setembro a dezembro de 2015.

Chamado de #TrekClass, o curso já acontece desde 2010 na entidade acadêmica, com aulas especiais no auditório do Centro Espacial Johnson da Nasa. É a primeira vez que professor Rotolo abrirá seus cursos não só para alunos da universidade de Nova York.

Na página da universidade, entre as paridades com a atualidade, o professor destaca o episódio “The Arsenal of Freedom”, 20º da primeira temporada de Jornada Nas Estrelas: A Nova Geração (Star Trek: The Next Generation) produzido em 1988. Nele um sistema de armas automatizado guerrilha com uma civilização, coisa que não é mais ficção científica em 2015.

“Hoje de fato fazemos guerra tecnológica. É comum a utilização de softwares como armas. As pessoas podem sair e comprar um drone. É uma nova fronteira. Eu acho que 'Star Trek' ainda tem muito a dizer. É tão relevante quanto sempre foi. “ diz o professor.

Ele faz uma ressalva para o lado cultural, caminho que ainda temos muito a percorrer: "Vivemos em um mundo que não é muito tolerante, onde há fome e guerra. 'Star Trek' retrata um futuro onde as coisas foram resolvidas. Acho que tem sido uma inspiração".

Para se matricular e maiores informações basta acessar a página oficial. Eu estou tentando o cadastro, mas está indicado um erro no meu endereço de e-mail, que é o banal Gmail.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Problemas com défice de atenção?

  A revista “Science and Invention” trouxe numa edição de 1925 o estranho The Isolator. O invento prometia, conforme o próprio nome diz, isolar o usuário de qualquer distração para ler ou escrever.

Criado por Hugo Gernsback, qualquer som externo seria bloqueado, além de não permitir que se fale ou que se leia algo além do que uma linha de cada vez. Mente totalmente focada até para respirar!

É claro que, como não havia diagnóstico na época, o artigo não cita nada sobre Défice de Atenção como ou sem Hiperatividade. Seu desconforto (afinal é um tipo de escafandro) também deveria limitar a hiperatividade ou pelo menos diminuí-la.


Como nunca ouvimos falar na engenhoca, presume-se que a ideia brilhante não foi muito adiante. Além de inventor, Gernsback se tornou um conceituado autor e editor de revistas científicas que mais tarde se tornaram de ficção científica.

As imagens e infos são um oferecimento Kitschy-kitschy-coo e A Great Disorder

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Vida moderna: Cobertor eletrônico

E como é que ninguém pensou nisso antes? Dormir embaixo dos watts de um punhadinho de lâmpadas para espantar o frio!!!

Ok! Algum dono de granja já deve ter pensado nisso, afinal, desde que o mundo é mundo, ou desde que a lâmpada foi inventada que pintinhos utilizam este recurso para sobreviver.

E eles testam a eficácia colocando a modelo embaixo de camada de cubos de gelo. A água na manhã seguinte é o menor dos problemas perto de se dormir com tanta claridade.

Essa maravilha do mundo moderno saiu na revista Life em fevereiro de 1946. Segunda Grande Guerra já tinha acabado e olá mundo novo científico!

A imagem é um oferecimento The Gilded Century.Veja também:
Ciência explica aparições de fantasmas
Faça Feio: Saco de cachorro


[Ouvindo: Cavalcata – Astor Piazzolla]

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Mensagens subliminares no cinema

O que não faltou foram técnicas para deixar a ida ao cinema ainda mais interessante. Psychorama veio se juntar a coisas mais conhecidas como Cinemascope, Technicolor e 3D.

Também conhecido como “Processo Precon”, Psychorama consiste em salpicar (em poucos e rápidos frames) a imagem do filme com texto ou imagens. A ideia era que o cérebro captasse a mensagem de forma inconsciente.

Esse tipo de comunicação subliminar teria sido adotada por Hollywood a partir do terror My World Dies Screaming/Terror in the Haunted House  (1958 de Harold Daniels).  Em determinada cena caveirinhas pipocavam na tela, cobra aparecia repentinamente num momento de perigo ou palavras destacando emoções.

O resultado, como sabemos, é discutível tanto do ponto de vista ético quanto de funcionalidade. Embora não tenha vingado como diferencial para que alguém escolha qual filme assistir, nunca deixou de ser empregado, mas de forma discreta, sem estar estampado em seu cartaz como em O Exorcista (The Exorcist, 1973 de William Friedkin), um dos títulos conhecidos a aderir ao efeito.

Psychorama  ainda é utilizado como forma de satirizar a manipulação da grande mídia.  Vimos recentemente o recurso em Clube da Luta (Fight Club, 1999 de David Fincher) e Clube dos Pervertidos (A Dirty Shame, 2004 de John Waters que já trabalhou com Odorama!).

Em 2012 o SBT surpreendeu a todos ao inserir frames de anúncios dos produtos Jequiti durante sua programação. Segundo informações daFolha, seria uma novidade trazida por Silvio Santos após visitar agências de publicidade dos EUA.

A segunda imagem é um oferecimento Centro San Giorgio

Veja também:
Cinema interativo é coisa do passado! 
Enfim, Odorama ao alcance de todos! 
Gigantela: CinemaScope made in Brazil 
O incrível Percepto 
Revolução Technicolor


[Ouvindo: Teus ciumes – Dalva de Oliveira]

quarta-feira, 14 de março de 2012

Segredinho dos cabelos 40's

Para quem se perguntava como as moças de outrora faziam praquele cabelo permanecer cheio de ondinhas , olhaí! Usavam redes, não ficavam fazendo o penteado todo dia.

E pela quantidade de marcas devia ser um dos únicos jeitos. Detalhe que todas ostentam que são feitas de Nylon, portanto, como você relembra clicando aqui, estes rótulos são de depois de 1945, pós-guerra.

A DuPont decidiu não registrar a palavra Nylon para ela entrar no vocabulário popular como sinônimo de meias. Mas as redinhas de cabelo já existiam antes da invenção do fio sintético, como vemos neste outro produto sem ele.

E é uma coisa que não sobreviveu ao tempo, como os bobs. Sou ignorante no assunto, mas não me parece que se trate daquelas redes que tiazinhas usam nos coques.

A três primeiras imagens são oferecidas por Julia, a última por Debora Drower

Veja também:
E se o mundo pop não conhecesse o nylon?
Tutorial pra ter cabelo ruim
Grampos com proteção na ponta: revolução feminina!
Embalagens de camisinha 30's 40's


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

E se o mundo pop não conhecesse o nylon?

Podemos considerar o dia 16 de fevereiro como o Nylon Day! Foi nessa data em 1937 que Wallace Hume Carothers, lider na DuPont do departamento de química orgânica, recebeu a patente da fibra sintética que revolucionaria o mundo.

Resistente, de secagem rápida e leve, seu uso a princípio foi militar, para os paraquedistas da Segunda Grande Guerra. Para os civis em larga escala primeiro apareceu nas escovas de dente, substituindo os pelos de javali, logo depois virou quase sinônimo de meias.

A maior curiosidade sobre seu "inventor" (embora existam outros nomes) é o fato dele andar sempre com uma pílula de cianeto grudada a um cordão de relógio. Para o caso dele resolver cometer o suicídio.

Coisa que Carothers realmente fez naquele ano mesmo, mas misturando o veneno a uma limonada. Pela profissão, sabia que a mistura de cianeto numa solução ácida potencializaria seu efeito.

Seu principal invento (cujas pesquisas remontam a 1935) é largamente utilizado até nos dias de hoje, mesmo com incontáveis materiais concorrentes. De forte impacto social e cultural, seguem algumas pensamentos sobre como o mundo seria sem nylon.

Mocinhas fashion victims da década de 40 não teriam tido o trabalho de desenhar a lápis um risco nas pernas para imitar as novíssimas meias de nylon. Vemos uma delas em A Era do Rádio (Radio Days, 1987 de Woody Allen).

De valor elevado, só passaram ao mercado após o fim da 2ª Guerra Mundial (1945). Coqueluche do momento (como se dizia), evidente que não estavam para os bolsos de todas, nem fabricadas em escala tão grande quanto a demanda, mas o efeito da costura podeia ser reproduzido na pele.

Figurinistas de TV não levariam toda a hora a culpa de um erro crasso em produções de época ao incluir o material nas vestimentas. Não importa se a história se passa em 1888, 1930, 1940, sempre tem nylon.

Desconheço se a insistente escolha do material é por ingenuidade dos profissionais, se é porque amarrota menos, confiança demais na cegueira do público... Ou para baratear, substituindo a seda (material que a princípio era anunciado como antecessor), como se o resultado visual não fosse tão dispare.

Super-heróis não poderiam realmente assumir a alcunha de vigilantes. Após cada luta teriam que voltar pra casa e costurar o uniforme rasgados se continuassem no algodãozinho.

Justinha (sem limitar os movimentos) e resistente, foi o tecido favorito deles até 1990. Daí apareceu o Batman de Tim Burton, todo emborrachado.

Teríamos ficado livres da roupas de aeróbica que se tornaram febre
nos anos 80 até para quem não praticava a modalidade. Entre os itens mais estranhos que tomaram conta das ruas está a bermuda antes restrita aos ciclistas.

Com listras de cor diferente aos lados, a bermuda colada ao corpo caiu até no gosto masculino, embora de aparência anatomicamente muito estranha. A peça está morta, enterrada e esquecida, mas sobraram vídeos com o DJ Mauro Borges que sempre vestia uma delas à frente do grupo Quem Fim Levou Robin?.

Hollywood não teria inventado (ou explorado) um dos maior fetiches da humanidade: Mulheres com pernas belíssimas vestindo meias de nylon, perfeitas para a sedução por se ajustarem fielmente ao corpo.

A moda dessas meias coincidiu com o cinema noir e suas louras misteriosas. Garotas de pernas longilíneas sempre estiveram expostas desde o começo, mas nunca pareceram tão atraentes quanto após os anos 40.

A primeira imagem é um oferecimento Glamour Daze

Veja também:
Maldito 100% poliéster
Hedy Lamarr: estrela e cientista
A descoberta do Tang


[Ouvindo: Easy To Love – Vince Giordano And The Nighthawks]

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Pausa para nossos comerciais

Um brinde ao novo sabor de Tang: Limão

Um brinde a quando o único sabor de Tang era laranja. Tradicionalíssimo!

A KRAFT teve a sorte de não precisar investir demais em marketing. Na década de 60 foi usado pela NASA em viagens tripuladas.

Em plena corrida espacial, quando era moda falar que tal coisa era “da Nasa”. O suco em pozinho realmente era.

Tang deu sabor de laranja à água que a tripulação tomou em órbita durante o projeto Mercury em 1962. Com fórmula criada pelo químico William A. Mitchell em 1957, começou a ser comercializada em 59.

Só decolaria em vendas após o consumo de astronautas como John Glenn. Tanto sucesso que sós e preocuparia com um segundo sabor no final dos anos 70, pelo menos aqui no Brasil, data deste anúncio.

Mitchell, funcionário da General Foods Corporação, patenteou dezenas de invenções saídas do seu laboratório. De gelatina instantânea a Pop Rocks, comercializado aqui com o nome de Dip Lip, aquele pó que em contato com a língua explodia.

Agora há no mercado não só uma infinidade de suco em pó de diversas marcas como o próprio Tang com incontáveis sabores. Volta e meia inventam novidades como o Tangolé, pra congelar como o próprio nome sugere.

Como se com o produto normal isso não fosse possível... Mas nada se compara a uma das últimas campanhas em que a grande novidade era “espuminha”.

[Ouvindo: Das Rheingold - Scene 1 – Georg Solti, Vienna Philharmonic Orchestra]

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Um herói chamado Ki-Suco

Bastante popular na década de 80, Ki-Suco era uma espécie de primo pobre do Tang. Vendia em envelopes bem menores, embora rendesse o mesmo 1 litro do concorrente.

E ele ainda existe! Eu é que deixei de freqüentar seus principais pontos de venda: mercearias populares (aka botecos), onde comprava doces.

Pelo aparente excesso de corantes, a única vez que convencemos minha mãe a comprá-lo foi pelo brinde num pacote promocional. Vinha com a mini jarra sorridente que também era apontador de lápis!

Seu mascote é bem tradicional nos EUA! Chama-se Kool-Aid Man, e gerou infinita quantidade de subprodutos por lá, tendo seu auge nos anos 80.

Os quadrinhos, por exemplo, foram produzidos pela gigante Marvel Comics. Foram vendidos normalmente e entregues de brinde. Caminho inevitável na época era virar jogo para Atari 2600.

Cara de Pac-Man o Kool-Aid Man já tinha. Foi só colocar ele correndo através de fantasmas num labirinto de cubos de gelo e voilá!

O blog Cavalcade of Awesome listou outros nove produtos. Atenção especial ao bizarro tênis infantil com sola cheirosa.

Vendia aqui no Brasil, mas sem relação alguma com o Ki-Suco. Coisas cehirosas foi outra febre dos 80. De borracha escolar, bonecas a... calçados!

Desde 1994, a fabricante norte-americana promove o Kool-Ad Day toda segunda semana de agosto. O dia do Ki-suco acontece em Hastings e busca firmar a marca como refresco oficial do estado de Nebraska.

Fico na torcida para que a equipe de marketing do refrigerante Dolly não tenha acesso a este post. Pensou nas Aventuras do Dollynho em todas as bancas?

[Ouvindo: You Haven't Seen the Last of Me – Cher]

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O que devemos a Hedy Lamarr sem saber

Não há biografia de estrela de Hollywood como a da austríaca Hedy Lamarr. Vai muito além de ter sido a primeira a aparecer nua (em Extâse - Ekstase, 1933) ou referência absoluta ao glamour e beleza.

Também engenheira eletrônica, patenteou em 1942 (junto a George Antheil) o Frequency-Hopping/Spread-Spectrum, uma forma de manipular e difundir dados à distância por ondas de rádio. Tão à frente de seu tempo tecnologicamente que ele só pode ser posto em prática décadas depois, durante a Crise dos Mísseis de Cuba.

O Spread Spectrum tornou-se a chave para a humanidade chegar às comunicações digitais da atualidade. O pontapé para termos agora o telefone celular, fax, Wireless Wi-Fi (WLAN), etc.

Muito além de um rosto bonito, não abandonou a carreira cinematográfica para se dedicar à ciência. Teria demonstrado interesse em se associar ao Conselho Nacional de Inventores, mas foi aconselhada de que faria muito mais pelos esforços antinazistas se usasse seu status de celebridade para angariar fundos.

Conforme lembra o Famous Women Invetors, como no caso de várias inventoras, Lamarr recebeu pouco reconhecimento pelo talento inovador. Apenas em 1997, três anos antes de morrer, é que as coisas começaram a mudar.

Ela e Anthiel foram homenageados com o Pioneer Award da Electronic Frontier Foundation (EFF). No mesmo ano se tornou a primeira mulher a ser agraciada com o BULBIE Gnass Spirit of Achievement Award, prêmio de prestígio científico considerado "O Oscar das invenções".

Outro fato curioso de sua biografia é que seu rosto tornou-se conhecido também na década passada. Inadvertidamente o CorelDraw usou a imagem da atriz no splash e em cartazes para promover sua versão 8.

A estrela de Sansão e Dalila (de Cecil B. Demille), maior bilheteria de 1949, acionou a empresa judicialmente. O acordo, que não foi revelado, proporcionou á Corel continuar a usá-la com exclusividade por mais cinco anos.

Consiga mais informações (em inglês) no MooPig Wisdom, Wikipédia e Famous Women Invetors.

Veja também:
Das favelas de Calcutá à Hollywood
Maila Nurmi e a vingança dos rejeitados