quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Amados campeões da infâmia

Na Folha de hoje mais uma vez o crítico Inácio Araújo se indaga sobre lógica de filmes “trash” (expressão desatualizada, mas utilizada por ele) terem admiradores. Chegou a dar a possibilidade da platéia se sentir superior diante do ruim.

Se fosse simples assim, filmes-B seriam compreendidos como tal pela maioria. Provável até que teríamos no carnaval blocos homenageando Veruska, a Mulher Polvo de Júpiter.

Nem separo filme por bom ou ruim já que isso é muito subjetivo ao paladar de cada um. Mais fácil destacar entre banais e surpreendentes, e aí entra minha repugnância pela obviedade das comédias românticas e filminhos com verniz artístico pra pegar trouxa da Academia.

Cinema, assim como qualquer coisa que legitimamente tenha graça, tem que ter o mínimo de ironia. Se não, só sobram os James Camerons da vida ou aqueles em que Meryl Streep arrota e logo é indicada ao Oscar... *bocejos*

Os “independentes” não seguem padrões pré-estabelecidos (muitas vezes pela inaptidão dos realizadores mesmo! Ahá!), então tudo pode acontecer. Ou nada pode acontecer também, e por falta de recursos virarem blábláblá infinito.

Veja também:
Quando economia não é base pra porcaria
Maila Nurmi e a vingança dos rejeitados
O que não mata engorda
Crítica absorvente com linhas serrilhadas
Inácio por Inácio


[Ouvindo: Claudine 69 – Alfredo Luna]

2 comentários:

Igres Leandro disse...

Deixa eu assinar embaixo.

Miguel Andrade disse...

Igres, fique a vontade!

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