quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Mister, o melhor amigo de Billie Holiday

 A lenda do jazz Billie Holliday teve uma vida bastante conturbada entre narcóticos e relacionamentos abusivos, mas sempre encontrava alento entre seus muitos cães. Teve um poodle que ao morrer foi cremado envolto no melhor visom da grande dama.

Mas nenhum outro ficou tão conhecido na noite quanto o boxer Mister a partir da metade da década de 40, conforme lembrado pelo site Flashback. Ele é bastante citado na biografia Wishing the Moon - A Vida e o Tempo de Billie Holiday de Donald Clarke (publicado no Brasil pela José Olympio).
O músico Big Stump lembra de Mister com encantamento. “O Mister era o melhor cão da Terra, sabe? O Mister poderia aguentar, coitadinho. Eu não sei como ele fez isso, e entre bartenders e tudo o que iria alimentá-lo. Mister se sentava nos bastidores perto de onde ele podia ouvir a voz de Lady. Enquanto ele ouvia sua voz, ele estava feliz ....”.

Billy Holiday passou a demorar cada vez mais no camarim, procurando uma veia para se injetar. John Simmons (o jazzista) dizia que Mister sabia quando ela deveria continuar a apresentação, e às vezes ele puxava a barra do vestido para ela sair do palco.
Há relatos obscuros de que o cachorro também consumia drogas. Eles eram literalmente inseparáveis, na tristeza, na alegria e no crime.

Em 1949 ela posou para a revista Ebony numa matéria sobre a recuperação, após vários incidentes envolvendo polícia terem ido parar no jornal. Tranquilamente frita um bife ao lado de Mister em seu apartamento no Harlem.
Ela tricotou blusas e vestiu-o com um casaco de visom, Mister tinha direito a tudo o que ela tinha. Holiday ainda o levava para passear na rua constantemente em passeios à meia-noite.

A história dos dois amigos foi retratada no livro infantil Mister and Lady Day: Billie Holiday and the Dog Who Loved (Mister e Lady Day: Billie Holiday e o Cachorro que lhe Amava). O texto é de Amy Novesky e as ilustrações de Vanessa Brantley Newton.

Muito fofinho, voltado para crianças dos seis aos oito anos, ele omite detalhes sombrios da vida da cantora. Quando ela foi presa, por exemplo, contam que esteve em apuros, mas os olhinhos comoventes de Mister e sua lição de companheirismo merecem ser lembrados.

Veja também:
Gloomy Sunday, a canção do suicídio
O mais inteligente dos Bundy
Por onde roda o Vigilante Rodoviário?
O famoso Nibbles de Liz Taylor
O gato de Poderoso Chefão
Nepotismo Burtoniano

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Replicantes escolhem o melhor molho de tomate

Talvez até mais do que o filme em si ou algum de seus conceitos, a estética Blade Runner, o Caçador de Androides (1982 de Ridley Scott) se embrenhou na década de 80. Foi um pouco de sombras na fosforescente época.

Era 1989 e a publicidade ainda estava explorando o tema. Até em comercial de molho de tomate como o Tarantella da Arisco que você assiste abaixo.
Parece um bom uso para um replicante, não? Provar um molho enlatado de tomate, sem esquecer do queijim ralado por cima...

Sete anos haviam se passado do lançamento nos cinemas, mas na época não parecia ser tanto tempo assim. Os filmes levavam bem mais tempo (às vezes anos) pra irem parar nas locadoras de VHS e ficavam ainda outro tempão na prateleira dos “lançamentos” (jeitinho maroto de cobrar mais caro).

 Blade Runner especificamente estrou na televisão do Brasil em dezembro de 1989, na Tela Quente Especial. Assista à chamada dessa exibição na Globo no player abaixo.
Bem, eu mesmo só fui assistir ao clássico do Ridley Scott lá por 1991 num Domingo Maior (domingo após o Fantástico). E só fui adquirir em home video no final de 2016, quando encontrei aquela super edição com cinco cortes de edição em Blu-Ray a preço de amendoim torradinho.

Veja também:
Blade Runner antes de todas as versões
O dia em que Udo Kier anunciou o futuro

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Tal qual Hitchcock, diretor de Garganta Profunda apareceu em vários de seus filmes. Veja!

 
Gerard Damiano era um cabeleireiro de Nova York que percebeu o quanto seus clientes ficavam entretidos com conversas picantes. Convidado a colaborar com filmes de terror B, logo revolucionaria a então moribunda indústria do cinema ao incluir sexo explicito em histórias peculiares.

Seu maior filme foi Garganta Profunda (Deep Throat, 1972), considerado um pontapé inicial em toda indústria pornô, mas na época chegou a ser cogitado como um gênero cinematográfico como qualquer outro. “Garganta” fez tanto sucesso que foi exibido em qualquer sala de cinema, não apenas as restritas a tarados e voyers.
Financiado pela máfia, Damiano não usufruiu diretamente de seus lucros. Mas claro, usufruiu da popularidade conquistada e desenvolveu uma carreira encerrada apenas em 1994, participando dos diferentes momentos por quais passou a indústria adulta que ele ajudou a criar.
Damiano não se repetiu tentando lucrar eternamente com a proeza difundida por Linda Lovelace. Cada novo filme foi explorando nossas fantasias e modalidades sexuais.

Marca pessoal mesmo eram as suas aparições como ator ou figurante em muitos dos seus filmes (não em todos!). Assim como Alfred Hitchcock, podemos procurar pelo diretor, mas nunca em sequencias de sexo.
Escapando de um pedinte logo no início de Magic Ring (1969), um de seus primeiros filmes.

Até o X-Rated se consolidar no ano seguinte com Garganta Profunda, muitas produções adultas eram disfarçadas como documentários, pretensos estudos que serviam de mera desculpa para a sacanagem.

Assim é Sex USA (1971) onde Damiano aparece como um sério diretor mediando debates entrecortados por cenas de sexo.

Em Garganta Profunda (1972) a primeira participação oficialmente engraçada. Ele é o vizinho efeminado que aparece reclamando no final da grande orgia.

Meatball é técnico e artisticamente inferior a Garganta Profunda, mas foi lançado no mesmo ano. Comédia debochada em que um cientista maluco (o mesmo Harry Reems de “Garganta”) desenvolve máquina que transforma almôndegas em pessoas praticantes de sexo livre.

Certa vez o aparelho fabrica o Gerard Damiano, recusado até pelo esqueleto do laboratório.

No próximo ano ele emplacaria outro clássico: O Diabo Na Carne de Miss Jones (The Devil in Miss Jones, 1973). Damiano tem um papel importante aqui logo no inicio como o amante que rejeita Georgina Spelvin, ato que desenvolverá toda a trama.

Ele é bem discreto numa sequencia de bar no ousado The Story of Joanna (1975). Além de sadomasoquismo (de fazer 50 Tons de Cinza parecer história da carochinha), um dos destaques desse filme inspirado em A História de O é uma sequencia de sexo oral gay envolvendo o astro da chamada “The Golden Age of Porn” Jamie Gillis.

O diretor aparece duas vezes em Let My Puppets Come (1976), absurdo filme de sexo explícito com fantoches. No inicio comendo cachorro quente e depois numa TV entregando um Oscar a um dos bonecos.

Em Join Venture/The Sex Team (1977) narra várias sequencias de uma disputa sexual como se fosse um esporte. Sem maiores atrativos além de ter sido um dos primeiros trabalhos no gênero da lendária Vanessa Del Rio.

Damiano em outra sequencia de bar em Skin-Flicks (1978). É o mais perto do ato sexual em si que ele chega em sua filmografia, com tédio assistindo a um strip-tease.

 Aconselhando uma moça deprimida num dos contos de Damiano's People (1979).

Meio Hitchcock participando rapidamente de um baile chique em For Richer, for Poorer (1979).

Minha favorita! Quase um photobomb, estragando a fotografia principal, no detetivesco Never So Deep (1981).

No final da ficção científica (!!!) The Satisfiers of Alpha Blue (1981) ao lado da atriz exausta. Para quem ainda não ligava o nome à pessoa.

Damiano no papel dele mesmo no mokumentário Consenting Adults (1982). Com a explosão do VHS os tempos já eram outros para o cinema adulto, agora absolutamente rápido e descartável, mas Damiano insistiu mais um pouco na classe e na película.

Em Night Hunger (1983) aparece novamente como ele mesmo, tendo que lidar com uma estrela temperamental. Oportunidade de ver um pouco como eram seus sets de filmagem.

Para celebrar os 12 anos de garganta profunda dirigiu Throat 12 Years After (1984). Aliás, aparece dirigindo um taxi para um casal caliente.

Seu filme de 1972 gerou várias cópias e sequencias, mas apenas aqui Damiano volta ao tema. Curiosamente há pouco de “garganta profunda” desta vez.

Já em vídeo, em outra cena de bar, brindando com uma dama no noir Forbidden Bodies (1986).

O tiozinho animado no bar beatnik de The Bitter End (1989). Outra trama policial que brinca com os clichés dos anos 50/60.

Beds, Butts and Breakfast (1990) não tem diretor creditado, mas Damiano aparece morrendo logo no inicio numa citação óbvia a Cidadão Kane (Citizen Kane, 1941 de Orson Welles). Acho que “Rosebud” já tinha duplo sentido suficiente.

Como nos EUA qualquer um dirigia pornô e ganhava rios de dinheiro a cada esquina, Damiano foi dirigir na Europa, onde muitos ainda trabalhavam com película, não videotape. Foi assim que aparece como o tiozinho embalado no fone de ouvidos no italiano Giochi di Coppia (1991).

Para encerrar a carreira na frente das câmeras nada como interpretar Deus em Just for the Hell of It (1991)! Ele voltaria ao personagem pela última vez em For the Hell of It (1992).

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Darth Vader do calabouço de Frankenstein aos pesadelos de Doctor Who

 O documentário I Am Your Father (2015 de Toni Bestard e Marcos Cabotá), presente no catálogo da Netflix, resgatou trecho do programa britânico To Tell the Truth com a participação de David Prowse. Exibido em 1977, o programa foi ao ar em pleno boom  de Star Wars.

No game show convidados famosos fazem perguntas tentando adivinhar qual dos três participantes é o intérprete de Darth Vader.  Ex halterofilista,  David Prowse emprestou apenas o corpo ao personagem, não a voz ou o rosto quando o vilão finalmente tira a máscara, o que lhe fez famoso e anônimo ao mesmo tempo.
 O apresentador lembra que ele foi pouco visto no cinema sem nenhuma maquiagem. Prowse concorda e diz que uma das raras vezes foi como Julian, o guarda-costas Laranja Mecânica (A Clockwork Orange, 1971 de Stanley Kubrick).
Mais ou menos raro. No ano seguinte ele também mostrou o rosto num papel relativamente maior em O Circo do Vampiro / O Vampiro e A Cigana (Vampire Circus, 1972 de Robert Young).
No filme da Hammer ele faz uma espécie de Cigano Igor, o homem forte do circo, do lado do mal, evidente. E é claro que citar m Kubrick na TV sempre pega melhor.  
Prowse teve mesmo uma carreira curiosa, escondendo a cara na maioria dos papeis desde sua estreia não creditada em Casino Royale (1967). Neste filme ele interpreta uma sátira a Boris Karloff vestido como o Monstro de Frankenstein.

Alguns anos depois ele, por coincidência, voltaria ao personagem. Se não fosse Star Wars, Prowse seria lembrado hoje por ter interpretado o Monstro de Frankenstein, duas vezes para a Hammer.
Até que é reconhecível em O Horror de Frankenstein (The Horror of Frankenstein, 1970 de Jimmy Sangster) ...
... ao contrario da caracterização radical de Frankenstein e o Monstro do Inferno (Frankenstein and the Monster from Hell, 1974 de Terence Fisher). Aqui ele ainda trabalhou ao lado de Peter Cushing, colega de Star Wars.

O ator fala de seus trabalhos nos Frankenstein da Hammer no game show. Também deu entrevista em 2015 para o documentário I Am Your Father diante de um pôster deles, então, estes trabalhos devem estar acima de muitos outros que participou.
Com quase seis décadas de carreira, é possível encontrar uma conexão bizarra entre Star Wars e Doctor Who da BBC graças a David Prowse. Embora a Inglaterra muitas vezes pareça um ovo e encontramos os mesmos atores e locações em várias produções, não deixa de ser curioso. 

Prowse trabalhou em Doctor Who em 1972. Ele é o Minotauro no arco Time Monsters pertencente à nona temporada, época do terceiro Doctor.
O figurino lembra bastante aquele do nosso Sítio do Pica Pau Amarelo, pesadelo das criancinhas dos anos 70. O Doctor (o 11°) voltaria a encarar o Minotauro em 2011, mas agora interpretado por Spencer Wilding.
Wilding, no que parece ser uma coincidência incrível, é o substituto de Prowse como Darth Vader a partir de Rogue One: Uma História Star Wars (Rogue One, 2016 de Gareth Edwards)!
E a ligação entre eles não para por aí. O atual Comandante Supremo da Frota Imperial também interpretou vários papeis que exigiram muito do porte físico escondendo o rosto em máscaras e maquiagem.

Como por exemplo, a criatura em Victor Frankenstein (2015 de Paul McGuigan). Que inclusive tem caracterização bastante similar ao já mencionado O Horror de Frankenstein.

Veja também:
Monstro entre minisaias
4 vezes David Prowse

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Jason da vida real ainda é um mistério

Casais de adolescentes vão acampar na beira de um lago e são brutalmente assassinados por um psicopata anônimo. Parece um argumento da franquia Sexta Feira 13, mas aconteceu e verdade!

O caso ficou conhecido Os Assassinatos do Lago Bodom, e tira o sono da Finlândia desde 05 de junho de 1960. O lago Bodom, cercado de densa mata, fica na cidade de Espoo, a cerca de 22 quilômetros a noroeste da capital do país, Helsinki.

Dois casais de adolescentes escolheram o local discreto para acampar naquele fim de semana, de sábado para domingo. Parecia uma noite discreta até que entre as quatro e seis da madrugada foram atacados em suas barracas por um estranho armado com um objeto que provavelmente foi um facão.
As garotas Maila Irmeli Björklund e Anja Tuulikki Mäki tinham 15 anos e os rapazes Seppo Antero Boisman e Nils Wilhelm Gustafsson estavam com 18 anos. Os três primeiros foram espancados e apunhalados até a morte.

Nils sobreviveu ao massacre com uma concussão, fraturas na mandíbula e ossos faciais e contusões na face. Em seu depoimento à polícia disse ter visto uma aparição de preto e olhos vermelhos brilhantes vindo na direção deles.
Nils Wilhelm Gustafsson na época, após o crime
Alguns rapazes que observavam pássaros às seis da manha a uma certa distância da cena do crime contaram que viram uma pessoa loira se afastando. Com a investigação a polícia descobriu que o assassino não entrou nas barracas, mas atacou por fora delas com um facão e um objeto não cortante, armas nunca encontradas.

Objetos e roupas das vitimas foram roubados e alguns deles encontrados dias depois escondidos no mato. Análises das pegadas de sangue identificaram que os sapatos eram os mesmo usados pelo sobrevivente Nils.
Fotostrasse
Maila foi encontrada despida da cintura para baixo e estava deitada dentro da barraca ao lado do namorado Nils. Ela teve o maior número de lesões de todas as vítimas, esfaqueada várias vezes após sua morte, enquanto os outros dois adolescentes foram mortos com menos brutalidade.

Chegaram a vários suspeitos, inclusive um suposto ex espião da KGB e a confissão e um alcoólatra suicida que odiava campistas, mas não foi levada em consideração com o desenrolar das investigações.  O caso entrou no imaginário popular da Finlândia e as vezes ainda entra nos jornais.

Em 2004, 44 anos após o crime, uma reviravolta (que parece um tanto óbvia) levou o sobrevivente Nils Wilhelm Gustafsson, agora com 62 anos, à cadeia. O caso foi reaberto após exames de DNA das manchas de sangue, não existentes na época.
Nils Wilhelm Gustafsson na atualidade, aos 77 anos de idade                                 MTVFi
Segundo a polícia, ele havia tido uma crise de ciúmes, desencadeando a série de mortes. A promotoria pediu uma sentença de prisão perpétua contra Gustafsson por três acusações de assassinato.

A defesa argumentou que os assassinatos foram obra de um ou mais forasteiros e que Nils sofreu ferimentos semelhantes aos das outras vítimas e, portanto, teria sido incapaz de matar três pessoas.

Em 07 de outubro de 2005, Nils Gustafsson foi absolvido de todas as acusações. Ele foi recebeu 44.900 € (mais de R$ 150,000) em danos por seu tempo na prisão e a angústia mental que sofreu ao ser acusado.


E assim o caso continua sem solução. Em contrapartida, continua atraindo turistas ao lago Bodom e rendendo livros, filmes e o que mais a imaginação permitir. 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Bette Davis, Joan Crawford e Feud no quinto episódio de Dolce Vídeo!

E vídeo novo no canal! Chegou a vez de uma singela opinião sobre a rivalidade entre duas das maiores lendas de Hollywood: Bette Davis e Joan Crawford.

Claro, que não poderia ficar de fora as expectativas quanto a Feud, série que retratará o embate das duas. E sim, é um vídeo totalmente pessoal e opinativo, espero que goste!

Tenho tentado produzir um vídeo novo toda semana, mas nem sempre é possível. Assista, dê seu like e se inscreva no canal para receber alertas de quando sair o próximo.


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Para John Waters haverá até Hairspray no Espaço!

 Sem filmar desde 2004, o diretor John Waters se declarou feliz com os frutos que Hairspray, seu filme de 1988, colhe na atualidade. Desde que se tornou musical no teatro adaptado no mundo todo, virando um novo filme em 2007 e agora, no final do ano passado, "Hairspray Live", versão ao vivo na TV.

Em entrevista a um telejornal da NBC Washington se declarou emocionado com esta adaptação televisiva de seu roteiro. Isso deixando claro que tem cada vez menos participação com esses projetos, muitas vezes apenas conhece algumas pessoas do elenco.
Waters se disse surpreso com o interesse que Hairspray tomou nesses quase trinta anos.  Brincando declarou esperar uma versão scifi do tipo Hairspray no Espaço e que uma vez, ao ser entrevistado falou (zoando!) na possibilidade de um Hairspray on Ice e no dia seguinte produtores lhe ligaram propondo isso.

O que provavelmente acontecerá mesmo é uma série. A HBO pagou por um especial e uma série, que ainda não aconteceu, mas se esta “versão ao vivo der audiência, quem sabe?”.

Mas as ideias não param por aí. Ele quer que a versão final seja “Hairspray Naked” com todo o elenco nu, cantando pra cá e pra lá! Seria uma excelente adaptação.
Rick Lake e Divine em Hairspray - E Éramos Todos Jovens (1988)
Nikki Blonsky e John Travoltaem Hairspray: Em Busca da Fama (2007 de Adam Shankman)
 Maddie Baillio e Harvey Fierstein em Hairspray Live! (2016 de Kenny Leon e Alex Rudzinski)
Com 70 anos de idade, sem dirigir nada desde O Clube dos Pervertidos (A Dirty Shame, 2004), o diretor prometeu no final de 2015 que voltaria a ativa. Até agora não há nada além de lermos o nome dele associado a remontagens de Hairspray ou a participações eséciais em filmes como Alvin e Os Esquilos 4.

Tem um ponto em Hairspray que parece escapar a muitos dos seus fãs radicais (que lhe deram apelidos como Rei do Vômito, Papa do Mau Gosto entre outros). Além de o dinheiro ser bem bom de todas essas adaptações, John Waters considera este filme de 1988 o seu único filme pernicioso, o mais eficaz entre todos.
Explicou que filmes como Pink Flamingos (1972) pregam para convertidos, para um público que já concorda com aquelas ideias. Já Hairspray, cuja versão musical agora é remontada todo fim de ano em escolas públicas de ensino médio da América leva a pessoas comuns discussões sobre racismo, travestismo, casais inter-raciais, luta de classes entre outros temas ainda “delicados”.


Trocando em miúdos: Não adianta nada tentar explorar temas socialmente relevantes em produções que apenas meia dúzia vai assistir apenas para concordar com aquilo. Para Waters, “Hairspray é um cavalo de Tróia: Ele sorrateiramente entrou no centro da América e nunca foi pego”.

Veja também:
John Waters e a tirania do bom gosto
John Waters admirado com a obscenidade atual
Locação de Hairspray 1988 hoje!
Que fim levou o galã de Hairspray?
Hairspray no Brasil
Related Posts with Thumbnails