quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

O futuro ao pulp pertence


Revista de ficção científica de 1954 faz um prospecto das dramáticas proporções físicas que acometeriam homens em relação às mulheres até 2060. A arte é atribuída ao artista pulp Robert Swanson.

 Sci-fi sempre desenvolvendo os principais medos da humanidade naquele momento, no caso, a soberania feminina. Ainda faltaria um pouco para que movimentos feministas mudassem a sociedade, mas as coisas já caminhavam pra isso aquela altura.

 E Marilyn Monroe estava no auge do sucesso em 1954. Emplacava cerca de dois grandes sucessos por ano, sendo o nome mais quente das telas, estampado capas de quase todas as revistas, inclusive havia estado na novíssima Playboy.

É claro que seu corpo seria a referência para essa mulher fabulosa que ficaria muito maior que o homem no decorrer das décadas. Não sei qual a média de altura, mas em 2015, pra quem não é modelo, seu 1,67cm de altura ainda é uma altura bem comum para garotas.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

“Joan Crawford” em Grandes Olhos!


Todos vibram com a "aparição" de Joan Crawford em Grandes Olhos (Big Eyes, 2014 de Tim Burton)? É rápida, mas muito divertida! 

Ela foi interpretada pela atriz Desiree Zurowski, que embora chamada de “Joan Crawford” no filme, foi creditada apenas como “Tipsy Lady”. Uma das últimas damas do cinema de Hollywood, Joan Crawford foi grande admiradora das telas de Margaret Keane, ícone kitsch que assolou o planeta na década de 60, conforme você lê clicando aqui.

Isso era de conhecimento de todos, Crawford posou muitas vezes diante de seu retrato segundo Keane, inclusive para a capa da autobiografia. O que não era lá muito sabido foi em que circunstância a aproximação ocorreu.

Conforme o filme dirigido por Tim Burton, Walter Keane, o falsário marido de Margaret, ainda se fazia passar por autor das telas quando procurou artistas, celebridades e políticos para ofertar os trabalhos e ganhar publicidade. Assim, a atriz foi uma das agraciadas e se tornou das mais convictas divulgadoras.

Situando historicamente, isso deve ter sido logo depois do sucesso estrondoso de O Que Aconteceu a Baby Jane? (What Ever Happened to Baby Jane?, 1962 de Robert Aldrich).  Crawford, muito famosa vinte anos atrás, havia voltado a ser um nome quente na imprensa e bilheterias.

Na foto de sua residência em Nova York abaixo, é revelado que sua admiração por Keane foi muito além da tela que ganhou. Tinha pelo menos outras duas gravuras decorando as paredes.

E sabe qual é o cúmulo do kitsch?

Joan Crawford tinha não só um retrato pintado por Margaret Keane, mas do seu cachorro também!

A última imagem é um oferecimento The Concluding Chapter of Crawford

Veja também:
Grandes olhos e a vitória do kitsh

Garota Perigo! Ultima parte da fotonovela com Gretchen

Segunda e última parte da fotonovela Garota Perigo. E nessa metade surge o galã Rômulo Arantes, o mocinho redentor da Rainha do Rebolado.


Para quem não leu a primeira parte, clique aqui. Agradeço novamente a Luiz de Cora que escaneou o precioso material a partir de seu acervo pessoal e ao Enrique Rkl que me enviou para publicar.
  Fim! <3

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Concurso a mais bela macaca do planeta

 Promovido por uma rádio em parceria com a Fox, o ‘Miss Beautiful Ape’ aconteceu em junho de 1972. Um concurso de beleza em que todas as candidatas usavam máscara de macaco!!!

Segundo o jornal Los Angeles Time, o evento coincidiu com o lançamento de A Conquista do Planeta dos Macacos (Conquest of the Planet of the Apes, 1972 de J. Lee Thompson). Era o quarto filme da cine série iniciada em 1968 e como se percebe, a febre símia estava ainda a 40 graus.

A vencedora foi a candidata número dois, a mais baixinha da foto. Seu nome era Dominique Green e teve como prêmio a oportunidade de participar como figurante no quinto filme, que seria lançado em 1973: A Batalha do Planeta dos Macacos (Battle for the Planet of the Apes de J. Lee Thompson).

Dominique Green teve assim seus 15 minutos de fama. Existe um perfil com seu nome no IMDB, constando na filmografia apenas o trabalho como extra não creditado no que foi a última parte da saga.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Roqueiro que conquistou Marlene Dietrich


Czesław Niemen foi um dos mais influentes músicos da Polônia a partir da década de 60. Isolado dos EUA (o berço do rock), pode desenvolver uma sonoridade até então única, ou pouco comum, em vários lugares do planeta.

Não fez muitas concessões ao inglês quando começou, gravando bastante em sua língua mãe, o que causa um elemento psicodélico a mais para ouvidos não acostumados ao polonês. Mas suas referencias assumidas eram do blues norte-americano.

No inicio da carreira Niemen sofreu certa pressão do governo comunista vigente por causa, sobretudo dos cabelos compridos, mas logo o sucesso de sua música superaria isso. Seu visual, claro, inspiraria muitos garotos locais.

Em 1964 ele e sua banda se apresentaram na Varsóvia, quando tiveram a oportunidade de acompanhar Marlene Dietrich em um número. Na época ela era uma grande diva da música e ex - estrela de cinema.

Dietrich ficou encantada com os jovens promissores. Na ocasião eles executaram a canção própria "Czy mnie jeszcze pamiętasz" (Você ainda se lembra de mim?) que você ouve no player abaixo ou clicando aqui
.

O Anjo Azul ficou maravilhado, pedindo para poder regravá-la. Assim surgiu sua versão em alemão, chamada "Mutter, Hast du Mir vergeben" (Mãe, você me perdoou?) que você ouve no player abaixo ou clicando aqui.

A parceria (pouco lembrada agora) é curiosa, visto que eles tocavam rock bem a frente do seu tempo e Dietrich tinha um público cativo bem tradicional.  Sua versão realmente parece uma antiga canção folclórica germânica, lembrando em nada sua origem moderna.

Ainda trabalhou em trilhas sonoras para cinema e TV, inclusive com o diretor conterrâneo Andrzej Wajda. Na década de 70 Niemen investiu no rock progressivo e eletrônico. Antes de morrer aos 64 anos em 2004 dedicava-se as artes plásticas e computação gráfica.

As imagens são um oferecimento oopsWhoops

O mais famoso figurante da galáxia

Sabe quando a gente sem coisa melhor pra fazer fica pensando o que levaríamos caso precisássemos dais de casa correndo? Incêndio, assalto, invasão do Império Galáctico...

Eu pegaria meu cachorro e gato, mas esse figurante de O Império Contra-Ataca (The Empire Strikes Back, 1981 de Irvin Kershner) não teve dúvida! Pegou uma máquina caseira de sorvete e deu no pé!

Na verdade era pra parecer ser qualquer coisa cyber importante. Mas ninguém contava que num futuro próximo as pessoas teriam filmes à mão com tanta facilidade pra assistirem tantas vezes que fossem observar detalhes rápidos como este.

Nem que a Internet ajudaria a promover pessoas como este figurante, conhecido como Willrow Hood. Ele acabou tendo até um nome oficial (Capitão Yosarrian) num card game vendido em 2001.


Claro que eternamente será lembrado como o cara da máquina de sorvete. Tanto sucesso que até gerou bonequinho articulado perfeito, na forma física de barriga avantajada a máquininha de sorvete.


E quem disse que ser figurante não significaria nada na carreira de alguém?

Algumas imagens são um oferecimento Yeah, I Was in The Shit

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Kavinsky, o jogo radicalmente 80's

Da capa ao encarte era mais fácil demonstrar um conceito artístico naquelas treze faixas que se sucediam num LP e depois CD, mas isso é passado na era do MP3 e streamings. O que torna essencialmente interessante o jogo KAVINSKY, projeto para divulgar o disco do DJ homônimo.

Disponível gratuitamente para Android e iOS, o game nos leva a década de 80 de forma incrivelmente realista. Não os gráficos com cheirinho de 16 bits, mas a lógica da ação transcorrida num universo decadente onde você pilota uma Ferrari vermelha vestindo casaco de colegial norte americano enquanto desce porrada em policias corruptos e punks.

É claro que para absorver a graça disso tudo é preciso estar por dentro destas referências. Há centenas de jogos disponíveis tecnologicamente mais avançados, com fases mais elaboradas, melhor jogabilidade, etc., que provavelmente este KAVINSKY será preterido pela molecada que não embarcar na brincadeira.

 Tão anacrônico que nos cenários existem maços de cigarro espalhados que ao serem coletados dão energia ao personagem (Ei! Anos 80!!!). Pela cor da embalagem, provavelmente é Marlboro, um grande anunciante nos filmes do período.

Também existem discos de vinil que coletados geram super poderes de neon rosa na hora da pancadaria. A primeira fase pode ser jogada com câmera aberta ou numa visão que se assemelha a um árcade.

A segunda fase usa a tecnologia de Realidade Aumentada (AR). Você tem que apontar o celular para a capa de uma revista qualquer (ou outro material impresso como capa de VHS, digo, DVD) e jogar assim, sem tirar o aparelho dessa posição, tentando evitar que a gangue arrebente nosso carrão.


A terceira é uma corrida pelo deserto onde novamente você escapa dos punks e dos policiais desonestos, muitas vezes tendo que abrir caminho jogando sua Ferrari sobre os carros deles. A jogabilidade é pelos botões de breque e aceleração e o volante são os movimentos que você faz com o celular imitando o volante.

Bem, só cheguei até aí, mas há outras três fases a serem desbloqueadas e duas com aviso de “Coming Soon”. Não é fácil, pelos comandos que não correspondem tão bem aos movimentos quanto gostaríamos, exige certa paciência, mas é muito bonito e agradável o suficiente pra gente continuar tentando.

Na tela principal há um link que nos leva para a página do iTunes para a compra das faixas do Kavinsky. 13 faixas, como não poderia deixar de ser.

Gretchen é Garota Perigo! Fotonovela estrelada pela Rainha do Bumbum


A fotonovela, estilo de contar histórias românticas em sua maioria com fotos e balões, estava decadência na década de 80. Uma das últimas revistas a publicar o gênero foi a Sétimo Céu da Editora Bloch que recrutou artistas famosos para tentar atrair interesse das leitoras.

Assim, Gretchen estrelou com desenvoltura Garota Perigo, publicada na edição 129, em 1983. A capa trazia Paulo Autran numa referência a quando ele teve que se afastar de Guerra dos Sexos por problemas de saúde.

O par romântico da Rainha do Bumbum é o medalhista olímpico e ator Rômulo Arantes. Embora ele não seja citado na chamada de capa já era bastante conhecido entre as telespectadoras de novela.

Ao todo são 19 páginas escaneadas por Luiz de Cora a partir de seu acervo pessoal e enviadas por Enrique Rkl. Agradeço a ambos pelo trabalho e gentileza.

Dividirei Garota Perigo em duas partes. Neste post você tem as 10 primeiras páginas, que podem ser clicadas para serem lidas com mais conforto em maior tamanho.



sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Programação 90's da Fox segundo Os Simpsons

As coisas não eram lá muito brilhantes no canal Fox durante a década de 90. A situação foi parodiada em 1997 no 24º episódio da oitava temporada de Os Simpsons.

O mote central de O Grande Show de Os Simpsons (The Simpsons Spin-Off Showcase) inclusive toma partido disso, mostrando supostos novos seriados que seriam estrelados pelo elenco do programa. Troy McClure exibe uma planilha com espaços a serem preenchidos na programação da Fox para a próxima temporada e só há Melrose Place, Arquivo X (The X-Files) e Os Simpsons em si.
 E praticamente era isso mesmo naquela época. Diferente da atual efervescência criativa da TV dos EUA atual, spin-offs eram muito comuns além de um monte de sitcoms tentando ser Friends.

Na Fox Arquivo X estava por todos os lados nas chamadas da emissora, parecido ao que fizeram com Glee. Aliás, também foi esticado até se tornar insuportável, com tantas idas e vindas, fins e recomeços que, quem não era um fã enlouquecido, dificilmente ainda tinha interesse.

Já Os Simpsons vivia seu melhor momento na oitava temporada, com humor afiadíssimo, tirando sarro até da emissora que o exibe, atraindo muitos convidados especiais como John Waters e... Fox Mulder e Dana Scully! Ironicamente em 2015 está nos planos da Fox o regresso de Arquivo X, agora muito aguardado após 13 anos de seu término, enquanto Os Simpsons perdeu seu fôlego.

Claro que haviam vários seriados (Ally McBeal! rs), mas ninguém dava bola, ou tinha paciência pra assistir nada naquele canal com tantos intervalos com chamadas repetitivas. Bem, ainda reclamávamos dela dublar em português seus programas, hábito que se tornou comum até no Sony e Warner, canais considerados chiques nos anos 90 e que hoje em dia exibem até Xuxa Popstar pra cumprir cota...

O sinal para a América Latina da Fox ainda era péssimo, o que me faz surpreender como ele ainda existe, tornando-se um dos mais assistidos no Brasil. Você novinho, acostumado a baixar seriados com pouca diferença de tempo da exibição nos EUA, com muito mais variedade e qualidade de imagem e som, não sabe como a vida já foi difícil... 

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Star Wars no mundo da moda 1977




Revista Vogue em novembro de 1977 misturou Guerra nas Estrelas (Star War) e casacos de pele. Além dos agora manjados personagens de George Lucas, as fotos ainda trazem a modelo Jerry Hall.

Pra nos localizarmos historicamente, o filme que deu origem a toda a saga febril, havia estreado nos cinemas dos Estados Unidos em maio último. E mais que um filme, foi um verdadeiro evento cultural, cujos respingos atingiram música, TV, quadrinhos, moda e, sobretudo a forma de produzir e vender ficção científica.


O título do editorial da Vogue tenta fazer um trocadilho entre força (force) e peles (fur). Após quase quarenta anos, Star Wars está prestes a estrear a sétima sequência, continua no grito da moda, enquanto casacos de pele (que por décadas foram símbolo da elegância das endinheiradas) sucumbiram ao tempo.

As imagens são um oferecimento Randar

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Com a Maldade na Alma: O filme que não foi

Agnes Moorehead com Joan Crawford e abaixo na mesma cena com Olivia de Havilland
 Agora há várias fotos de cenas de Com a Maldade na Alma (Hush...Hush, Sweet Charlotte, 1964 de Robert Aldrich) com Joan Crawford interpretando a prima Miriam. Como se sabe, o papel acabou ficando com Olivia de Havilland.

Antes na internet conhecíamos duas ou três fotos promocionais, com Joan e Bette Davis posando num tumulo.  Stills de sequencias eram raros, o que nos leva a ter esperança de algum dia assistir ao que foi filmado e dispensado.


Fica evidente que se tornou um filme absolutamente diferente com a troca de atrizes. Até porque, Olivinha é fofa, mas não é Joan Crawford, que impingiria muito mais força ao trabalho.

Prima Miriam da Joan chega, chegando, com colar de diamantes e tudo, enquanto a que acabou valendo vai mostrando as garras aos poucos. Olivia de Havilland manteve a princípio a imagem adocicada que tinha perante o público.


Seria possível esperar pelo menos um pouco que ela tivesse alguma boa intenção com a parente sulista reclusa, acusada de decapitar um homem por amor? Com Olivinha sabemos que sim!

Pelas fotos também vemos que Joan não filmou pouco. A sequência da escada da primeira foto (com a Agnes Moorehead) é lá na frente da história.

Todas, claro, sem Bette Davis que exigiu não filmar nada com Joan Crawford, embora no roteiro houvessem muitas cenas juntas. Antes de achar uma solução ao entrave absurdo, o diretor Robert Alderich foi adiantando as sequências em que elas não apareciam juntas.

Isso até o clima ficar insuportável com inúmeros atritos e exigências cada vez mais loucas das estrelas da película, culminando com Joan faltando as filmagens alegando indisposição. Brecha pra Davis sugerir a amiga de longa data Olivia de Havilland como substituta!

Além do filme oposto ao que poderia ter sido, ficaram muitas histórias de deliciosa rivalidade. Não deixe de ler o post “Com amaldade na alma: Joan Crawford por Bette Davis” contendo detalhes.

As imagens são um oferecimento Joan Crawford Babylon! 
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