quinta-feira, 21 de junho de 2018

10 filmes que salvaria para todo o sempre

Nossos filmes pessoalmente mais amados nem sempre são os melhores filmes do mundo. Ainda assim, me peguei pensando qual deles eu salvaria, entre tantos outros, rapidamente os pegaria para salvar comigo.

São apenas dez! Nadas mais nada menos. Sendo bem egoísta perante os grandes filmes muito mais relevantes à humanidade. :D

É claro que o vídeo vai além disso. Só o ponto de partida para prosear sobre os filmes em questão.

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terça-feira, 19 de junho de 2018

Missão impossível: visita aos estúdios do Godzilla

Ao contrário dos estúdios de Hollywood, nunca vimos muitas fotos da Toho Company, a casa do Godzilla. Pra ser sincero, não lembro de ver nenhuma foto caseira de filmes deles e japoneses gostam bastante de tirar fotos, né?
A explicação é obvia:  Eles não estão abertos regularmente a turistas. Nem existe alguma versão da Toho Studios nos moldes da Universal, que além de atrações inspiradas em suas produções pode simular filmagens.

Toho é o maior e mais influente estúdio de cinema, animação e televisão do Japão. Um ícone nacional responsável não só pela franquia Godzilla, mas por gemas da sétima arte como Os Sete Samurais (Shichinin no samurai, 1954 de Akira Kirosawa).
Bem, alguns estrangeiros tentaram ir lá. Todos falam na dificuldade que foi encontrar o lugar (O endereço é 1-4-1 Seijo, Setagaya-ku, mas não aparece como Toho nos mapas) e a frustração em não poder entrar.
Estas fotos são do blog Jonny’s Cult Films que tentou quando foi passear no Japão. As imagens mais internas (como a do painel com a Mothra) ele tirou disfarçadamente.
A única atração (e isso a gente encontra fotos aos montes no Google) é um Godzilla em tamanho natural na entrada. Em tamanho natural ao do homem no traje de borracha, claro, conforme o primeiro filme de 1954.
Interessante que quando ele esteve lá era época das cerejeiras, o que causou este efeito extra na estátua. Nada mais japonês que Godzilla e sakuras.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Quase 10 anos após esteia Janela Indiscreta voltou como super lançamento

Alfred Hitchcock era o “Mestre do Suspense” há muito tempo e após o estrondoso sucesso popular de Psicose (Psycho) em 1960 ele se tornou ainda mais uma máquina de vender bilhetes. Só que entre um filme e outro demoravam anos, Os Pássaros (The Birds) só sairia em 1963.

A ideia, um tanto quanto óbvia num tempo em que haviam poucas chances de rever um filme, foi relançar algo dele. Foi isso que aconteceu em 1962 quando a Paramount redistribuiu Janela Indiscreta de 1954 com uma campanha toda calcada em Psicose.

Janela Indiscreta não há muita coisa em comum com o filme anterior, mas era Hitchcock, tinha James Stewart e a agora princesa de Mônaco Grace Kelly (até invadindo propriedade privada). Material gráfico lembra esse detalhe na vida da ex-atriz.
Outro coisa que havia mudado de 54 até 62 (e apareceu em destaque) é a presença de Raymond Burr muito popular agora graças a série da TV Perry Mason. Certeza que poucos lançamentos teriam tantos chamarizes.

E da série não há promoção ruim de um filme, já dizia William Castle. Que tal um livro de colorir de Janela Indiscreta para divulgar este relançamento?
Não é o que se pode esperar de uma produção totalmente voltado ao público adulto, mas o “pressbook” da Paramout (gentilmente ofertado online pelo Zombo Closet) lembra que ninguém é muito velho para se divertir pintando.  Viríamos adultos colorindo livros como febre apenas na primeira metade dos anos 2000.

Veja também:
Kevin Bacon às voltas com a janela indiscreta

sábado, 16 de junho de 2018

Edição realmente especial de E O Vento Levou em Blu-ray


Alguns filmes até que bem óbvios demoro a adicionar à coleção. Como é o caso de E O Vento Levou (Gone Whit the Wind, 1939 de Victor Fleming) que no vídeo faço uma rápida avaliação da edição em Blu-ray especial de 70º aniversário.

Primeiro porque dinheiro não dá em árvore, não se pode ter tudo, é preciso priorizar alguns títulos deixando pra depois filmes famosos que serão eternamente relançados. Segundo porque desde o VHS saem tantas edições que simplesmente não sei qual escolher.

E O Vento Levou mesmo, ou são edições pobrinhas ou são coisas muito caras, com vários discos. Carece esperar o momento certo, como quando encontrei esta aí, numa loja física a um ótimo preço!

Lá fora (sim, eu sei!) esta mesma edição se chama Ultimate e possui dois discos a mais (CD com trilha sonora e um documentário sobre a MGM em DVD). Lá ainda houve uma outra, quando o filme completou 75 anos. Ano que vem (2019) fará 80 anos e obviamente podemos contar com uma nova edição, não é?

Bem, no vídeo eu mostro direitinho a de 70 anos lançada no Brasil e falo um pouco sobre o que acho do filme em si e porquê acho relevante incluí-lo na coleção, mesmo não morrendo de amores por ele. Como sempre, ajuda bastante se depois que assistir clicar em like e se inscrever no canal, caso ainda não o tenha feito.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

O malvado favorito de Vincent Price


Dono de uma filmografia repleta de vilões memoráveis, muitas vezes diabolicamente engraçados, Vincent Price nos faz pensar em qual gostamos mais. Ele mesmo tinha o seu favorito, que comento neste vídeo.

Creio que ele levou em conta a diversão. Uma das coisas mais legais nesses filmes com Vincent Price é exatamente observar o quanto ele está se divertindo em cena.

Para conhecer os 10 filmes de Vincent Price favoritos de sua filha assista este outro vídeo>> https://www.youtube.com/watch?v=dl0mS9TdTn8. Não faço minha lista por ficar absolutamente dividido!

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terça-feira, 12 de junho de 2018

Haji, a mais versátil das garotas de Russ Meyer

Descoberta por Russ Meyer em um clube de stripers, Haji foi mais do que um amuleto do diretor. Participou de cinco de seus filmes como atriz e acumulou outras funções, como recrutar colegas da antiga profissão para atuarem no cinema.

Sua estreia no cinema foi no iconográfico Faster, Pussycat! Kill! Kill! (1965 de Russ Meyer) integrando o trio central de garotas caratecas capitaneado por Tura Satana. Um grande filme sensacionalista, cheio de defeitos, mas também, perfeito em subverter a tradicional linguagem cinematográfica.
 Em uma entrevista, quando o diretor já era cult, revelou que ao receber o convite disse que não sabia nem o básico sobre atuar. “Não se preocupe baby, apenas fique comigo, eu vou te ensinar tudo” lhe acalmou Meyer, “Então, eu meio que fiz isso, não era ótimo, mas era divertido".

Seria logo alçada a protagonista no próximo filme: Motorpsycho (1965). Uma loucura envolvendo gangue de motoqueiros delinquentes que perambulam pelo deserto atrás de arruaça e garotas.
Perguntada sobre o motivo que achava pra Faster, Pussycat! Kill! Kill! ter sido um sucesso acreditava que Russ estava à frente de seu tempo, “você simplesmente não via mulheres dominando e espancando homens naquela época. Russ fez algo que ninguém mais tinha imaginação para fazer. “ Imaginação, talento e coragem, pode-se completar.

Haji havia sido colega de Tura Satana em uma casa de stripers chamada “The Losers”, onde tirava a roupa ao som de coisas como “Garota de Ipanema”. Era uma das únicas com quem Satana se dava bem naquele lugar, as outras tinham medo dela, “Ela era muito ruim, ninguém se atreveria a usar a maquiagem ou a escova de cabelo, ou emprestar qualquer coisa dela.”.
John Waters considera Haji a mais versátil das mulheres de Russ Meyer, “pode mudar de uma ninfa exóticas a uma vadia jogando canivete em um piscar de olhos”. Responsável pelo casting em vários filmes, Waters acha que “Haji é a prova viva de que as mulheres de Russ Meyer eram melhores do que tudo o que possa estar no Screen Actors Guild”.
Exageros à parte, ela nasceu no Canadá em 1946 como Barbarella Catton. De uma família meio inglesa, meio filipina, seu nome artístico Haji na verdade era um apelido de infância dado por um tio.

 Até falecer em 2013 aos 67 anos de idade ela continuou fazendo shows burlescos e esporádicas aparições em comédias, quase sempre em referência aos seus tempos de atriz de Russ Meyer. Ela nunca se casou e teve uma única filha aos 15 anos de idade.
Haji em 2010   oxnardlbc
Contava com orgulho que nunca fugiu de casa, era apenas selvagem. Isso porque, começou a trabalhar como bailarina em clubes noturnos aos 14 anos, mentindo a idade mesmo temendo ser presa.

Em sua filmografia ainda se destaca A Morte de um Bookmaker Chinês (The Killing of a Chinese Bookie) dirigido por John Cassavetes em 1976. Mas claro, será lembrada para sempre pelos trabalhos com Russ Meyer.

E não era fácil trabalhar com Russ Meyer. Ele as empilhava em um caminhão e iam acampar no deserto onde tinham que tomar banho em barril de água gelada, lavar seus figurinos e tomar cuidado com cobras e escorpiões.
Por muito tempo ela achava que isso era normal para qualquer atriz até que a Fox, um grande e tradicional estúdio de Hollywood, contratou Meyer para De Volta Ao Vale das Bonecas (Beyond the Valley of the Dolls, 1970). “oooh !. . . Eles fazem o seu cabelo e maquiagem, eles te alimentam, eles te vestem. Mas estou feliz por ter aprendido com a escola Russ Meyer.”


Veja também:
Tura Satana por Billy Wilder
Como vestir uma vixen do Russ Meyer
De sensual pinup 50’s a mulher de negócios
Russ Meyer por John Waters ( ricamente ilustrado!)

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Kika e Pérez Prado exclusivo para a Espanha


Quando fez Kika em 1993, Almodóvar já havia tretado com todos os compositores com que trabalhou, inclusive com Ennio Morricone. Abriu mão de composições próprias para usar músicas tradicionais que gostava.

No dia em que o filme saiu, ele foi promovido na Espanha com um longo trailer ao som do maestro cubano Perez Prado. Esse quase vídeo clip continuou inédito no resto do mundo, até a El Deseo, produtora do diretor, o publicar no YouTube. Assista no player abaixo.
Segundo a El Deseo, o próprio Almodóvar teria considerado uma grande colagem, um trailer como não se pode mais fazer hoje. A música é a contagiante Concierto Para Bongó, que também faz parte do filme, mas de forma bem mais discreta.

Perez Prado era habitué de trilhas sonoras, de Fellini a clássicos da Hammer, mas estava esquecido, ali, na primeira metade dos anos 90. Essa faixa mesmo apareceu em O Circo do Vampiro / A Cigana e O Vampiro (Vampire Circus, 1972 de Robert Young), conforme você pode ler mais a respeito clicando aqui.

Kika completa 25 anos em 2018. Pode ser considerado o final da primeira fase do diretor, com ele deixando estridente tudo pelo qual ele havia ficado conhecido.

Veja também:
Todos querem Morricone. Menos Almodóvar
Primeiro parceiro musical de Almodóvar à beira de um ataque de nervos

La Dolce Vita estreia vinhetas nas redes sociais


Se você frequenta este blog puramente pelo feed de notícias talvez não saiba que existem algumas novidades em suas redes socais. Um trailer na página do Facebook e outro para o seu canal de Youtube.

A intenção é de passar rapidamente um pouco do conceito nestes quase 16 anos de existência. A celebração do doce da vida, independente de qualquer segmento mercadológico ou temporal.

Abaixo a versão do Facebook, visualizado para todos na capa da página https://www.facebook.com/dolcevitablog/. Musica e ritmo confiando que seus seguidores estão mais inteirados com o conteúdo proposto.

Para o canal do Youtube, relativamente novo e com um público distinto, jovem, posterior a blogs, um pouco de agilidade a mais https://www.youtube.com/c/DolceVideo. Assista no player abaixo.

Para quem não acompanha no Facebook ou Youtube saiba que sempre rola conteúdo extra e exclusivo. A página do blog no Facebook (https://www.facebook.com/dolcevitablog/) não é mero depósito de links para cá, aliás, com o surgimento das redes sociais levei um tempão definindo o que deveria ser aqui ou lá.

sábado, 9 de junho de 2018

Bette Davis e Jean Harlow num mesmo box!


A Warner lançou quatro de seus principais clássicos de gangsteres num mesmo box em blu-ray. Neste vídeo avalio o produto e ainda comparo com o que a mesma empresa havia disponibilizado em DVD.

Enquanto a Universal levava monstros da literatura ao cinema, a Warner substituía seus westerns por contemporâneos fora da lei. Os EUA viviam a Grande Depressão e desgraça pouca era bobagem na vida e nas telas.

Essa caixa reúne os históricos principais títulos desse sub gênero. Ainda leva à alta definição o trabalho de astros e estrelas como Bette Davis, Jean Harlow, James Cagney, Humphrey Bogart e Edward G. Robinson, sem falar em diretores como Mervyn LeRoy e Raoul Walsh.

Lá fora (sempre lá fora) a Warner lançou esta caixa como “Ultimate Gangsters Collection: Classics”. Aqui é só “Coleção Gângsteres Clássicos”, menos pomposo, mas realista já que mesmo tendo arte da capa quase idênticas, há diferenças tristes no conteúdo.

Não deixe de clicar no joinha no vídeo no Youtube,  e claro, se inscreva no canal do blog! Isso é simples e ajuda bastante para que mais edições sejam feitas. https://www.youtube.com/c/DolceVideo


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