segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Revista tentou prever em 85 como Michael Jackson estaria em 2000

Em 1985 Michael Jackson se juntou a outras estrelas para lançar o hit "We Are The World", também resgatou o chipanzé Bubbles. Num legítimo “Expectativa Vs Realidade”, naquele mesmo ano a revista Ebony tentou prever como Michael Jackson estaria no ano 2000.

Na legenda na parte inferior da montagem (criada pelo artista Nathan Wright) lemos: “Aos 40, ele terá envelhecido graciosamente e terá um olhar bonito, mais maduro. Em número, seus fãs terão crescido dez vezes até o ano 2000”.

Nós o vimos como estava em 2000, com 42 anos de idade e bem diferente disso aí. Não dava pra prever que ele seria vítima de vitiligo, abuso de medicamentos controlados e as sucessivas cirurgias plásticas.
Em 2000 ele lançava a coletânea Millennium Collection e ostentava um cavanhaque! Isso é a coisa mais próximo que a previsão e 1985 chegou (o que dizer do corte quase Rachel?).

A materia da Ebony, publicada na íntegra pelo siteFlashback, se chamava “Blacks And The Future: Where Will We Be In The Year 2000” e incluía outros astros negros. A maioria desconhecidos no nosso país ou já esquecidos aqui no século XXI.

Aqui no Brasil fizeram apostas semelhantes na revista Sétimo Céu em 1971 com astros nacionais. Silvio Santos, Wanderléia e Francisco Cuoco em 2001 você vê clicando aqui.

Veja também:
Michael Jackson e Rock e Rock Hudson
Como Bela Lugosi salvou Thriller e mudou a história da música

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

O exorcismo de Dixie Carter


YouTube você sabe como é, né? Começa-se assistindo vídeo sobre a vida marinha em Galápagos e se termina com o Patolino rebolando travestido de Carmen Miranda.

Não sei como cheguei a este vídeo de Dixie Carter, atriz indicada ao Emmy por Desperate Housewives, mas cheguei! E esse vídeo tem bastantes views e cometários.

A coisa fica legal em 1’27’’. Todas as famosas e os famosos tiveram suas fitas de workout naquela época, mas Carter foi além na ginástica.

Mas muito mais do que uma encarnação 90’s da Linda Blair possuída, a gente aqui no blog já sabia do que se trata só de ver o tumb. Sim, sim! Bem aventurado este poço de cultura inútil! 
É uma posição yoga para melhorar o mau humor, veja clicando aqui, com vídeo demonstrativo e tudo. A mesma expressão bizarra que Peter Sellers usa em Um Convidado Bem Trapalhão (The Party, 1968 de Blake Edwards).
E nesses anos todos (o post é de 2013) nunca testei, até por que, geralmente quando percebemos que estamos de mau humor o estrago já está feito. É quanto já derrubamos um elefante na cabeça de quem só estava assobiando Tico Tico no Fubá.

Para mais celebridades exercitando o corpo das mais variadas formas em fitas de VHS, não deixe de conhecer este outro post aqui! Vamos malhar?!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Completo no YouTube: Drácula da Marvel em anime

 A versão de Drácula em quadrinhos (Tombo of Dracula) criada pela Marvel no começo dos anos 70 é bastante obscura para não aficionados no universo da editora. Sua adaptação em longa metragem pelos japoneses é igualmente desconhecida.

Dracula: Sovereign Of The Damned (Yami no Teio Kyuketsuki dorakyura, 1980 de Nagaoka Akinori e Minoru Okazaki) foi produzido pela tradicional Toei Animation e condensa toda a história vista nas bancas. Preserva ainda as cores berrantes dos quadrinhos de super heróis de antigamente.
Embora seja evidente que não é para criancinhas, o filme em si é uma viagem lisérgica ao som de sintetizadores com sabor de Sessão da Tarde. Assim como a HQ, conversa com os personagens criados por Bram Stoker, mas a ação se passa no presente, ou seja, no solar inicio da década de 80.

Em linhas gerais, Drácula num culto satanista pega para si uma virgem sacrificada. Dessa noitada nasce um filho, que ele passa a amar, disposto a uma nova vida!

 O que não imagina é que a tal virgem na verdade era para Satanás, que fica P da vida e decide cobrar pela ousadia. Drácula se torna assim um tipo de "persona no grata" entre todos os monstros que vagam pela Terra.
Do lado dos mocinhos está Quincy Harker, filho de Mina e Jonatha Harker, o idoso que vive numa cadeira de rodas sabe tudo sobre o impiedoso Conde da Transilvânia. A ele junta-se os jovens Rachel Van Helsing (neta de você sabe quem) e Frank Drake, descendente distante de Drácula.

No começo eles se estranham, mas logo juntam forças para combater as forças das trevas. Isso utilizando inclusive muitos golpes de kung fu, como convinha a todo filme de ação naquela época.

Divertido, incrivelmente kitsch e fiel ao espírito da época, a história humaniza bastante o personagem principal. Reconta num flashback sua trajetória nos Cárpatos de herói injustiçado a principal criatura a habitar pesadelos.
Ainda faz bom uso de todos os monstros que frequentavam os cinemas na época, inclusive os zumbis “made in Italy”.  Não é memorável, inesquecível, ou qualquer adjetivo do tipo, mas uma boa peça pop.

A cópia presente no YouTube está com legendas fixas em português do Brasil com qualidade. Caso você não consiga assistir no player abaixo, pode acessar direto no site clicando aqui.
Esta versão é a exibida no canal japonês Asahi, que difere em alguns pontos da versão recorrente nos EUA e tem  cerca de 10 minutos a mais. Bem raro, merece ser assistido e guardado por fãs de quadrinhos, cinema de horror e animes. 

Veja também:
Frankenstein em anime
Mais filmes completos e de graça no YouTube!

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Burt Reynolds quer ter um filho com você. Isso mesmo, com você!

 Que dona de casa não quer ter um filme com o mais másculo dos astros hollywoodianos? Hoje provavelmente nenhuma, ou pouquíssimas, mas Burt Reynolds já foi tão sexy que até as campanhas publicitárias de seus filmes apelavam para isso.
Pockets of sanity
O material para promover Paternidade (Paternity de David Steinberg) de 1981 é de um gosto tão duvidoso que impressiona. Ele aparece de casaco propositadamente mostrando o peito peludo enquanto (como o Tio Sam) aponta em nossa direção com os dizeres de que ele quer “ter um bebê com você”.

Deve ter dado certo porque foi reproduzido no mundo todo, inclusive aqui no Brasil. Com ”Ele quer você para ter um filho”, a arte praticamente era a mesma dos EUA
 .
Mercado Livre
 Burt Reynolds é um mistério. No inicio estrelava filmes de alto teor masculino com ação, pancadaria, corre, corre e ainda assim se tornou um dos principais sex-simbols das décadas de 70 e 80.

E ele nunca se vez de rogado. Posou para capa da Playgirl, lançou livro com fotos seminu com respostas a cartas picantes de donas de casa e até a célebre pôster central da Cosmopolitan onde está deitado num tapete tendo apenas a mão escondendo as partes baixas.
“Acho que a melhor coisa que você pode fazer quando a sua masculinidade está sendo constantemente exposta é apenas se divertir com isso” disse em sua biografia, e ele se divertiu como poucos. O macho objeto por vocação.

 Mas, como era de se esperar, seus fãs não são apenas mulheres. No alvorecer da indústria do cinema adulto Paul Barresi (que você vê abaixo) foi descoberto por um produtor enquanto trabalhava na construção civil para ser a versão gay pornô de Burt Reynolds.
Barresi trabalharia não só em filmes adultos gays, mas heteros e bissexuais. Seu maior feito no show buzines foi mesmo alimentar revistas de fofocas com supostas histórias de romances com astros como John Travolta.

Já o real Burt Reynolds acha Willie Nelson o homem mais bonito do planeta com que já trabalhou na vida. “Se eu fosse gay, ele teria me salvado milhões apenas porque teríamos tido um casamento muito feliz!”, se lamentou, provavelmente levando em conta a fortuna que perdeu na separação com a atriz Loni Anderson em 1994.
Salon
O ator Neil Patrick Harris (conhecido principalmente como o Barney do seriado How I Met Your Mother) revelou em sua biografia que foi um beijo na boca que recebeu de Burt Reynolds que o fez ter certeza que era gay.

Em 1989, aos 16 anos, ele participou de um episódio da série B.L. Stryker estrelada por Reynolds, que você pode assistir no Youtube, sem legendas em português. No final de uma cena o veterano ator brincando se inclinou e lhe beijou na boca, para seu desespero e divertimento de todos os que estavam no set.

“A equipe pensou que isso era muito engraçado, mas isso me deixou desconfortável. Desconfortável e, no final das contas, porque sou gay. O beijo de Burt Reynolds faz você ser gay.”.  E a partir daí Harris não teve mais duvida sobre quem era, despertado pelo beijo de Burt Reynolds.

Veja também:
Paul Barresi: De astro pornô a veneno de celebridades
Burt nu no museu de cera

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

"Piada" no Oscar quebrou boicote da imprensa

 É sem dúvida um dos momentos mais polêmicos e comentados entre as quase 90 noites de Oscar. Indicado ao prêmio de melhor ator em 1973, Marlon Brando mandou uma suposta índia em seu lugar, para discursar contra a exploração dos nativos norte-americanos por Hollywood.

A saia justa ficou estampada nos rostos de Roger Moore e Liv Ullmann. Assista ao momento no player abaixo ou clicando aqui.


Brando escreveu um discurso de 15 páginas para ela ler na hora, mas quando um produtor a viu com tudo isso a ameaçou fisicamente. Ou duraria 60 segundos ou ela sairia do palco presa pela polícia, portanto, tudo o que a moça discursa é de improviso.
"(...) Estou representando Marlon Brando esta noite. E ele me pediu para fazer um discurso muito longo, que não posso compartilhar, devido ao tempo, mas que compartilharei com a imprensa depois, que ele infelizmente, não pode aceitar este prêmio tão generoso. E o motivo é o tratamento dos índios americanos hoje na indústria cinematográfica... Perdão... E também pelos recentes acontecimentos em Wounded Knee. Espero não ter atrapalhado esta noite, e que nós iremos, no futuro, nossos corações e nossos entendimentos, se encontrarão com amor e generosidade. Obrigado a todos em nome de Marlon Brando."
Dalí por diante a vida dela nunca mais seria a mesma, devastada pela mídia no mundo todo. Seu nome é Sacheen Littlefeather, mas nasceu em 1946 como Marie Louise Cruz e sua descendência paterna é Apache, Yaqui  e Pueblo .

Aos 63 anos, a militante aparece no documentário Reel Injun (2009 de Neil Diamond e Catherine Bainbridge) dando sua versão de toda essa história que ficou para sempre no imaginário pop do século XX. Presente no cataloga da Netflix, Reel Injun, aliás, tenta mostrar do ponto de vista dos nativos como os índios são retratados por Hollywood desde seu início.  

Na década de 60 índios estavam na moda literalmente no visual dos hippies. Criada como nativa, Sacheen entrou em choque ao se mudar para a Califórnia e ser comparada com eles, garantindo que nem sabia o que era hippie.

Com sua beleza “exótica”, acabou trabalhando como modelo por um curto período, usando muitas vezes as roupas que os brancos julgavam típicas de seu povo. As pessoas emulavam o nativo norte-americano como criaturas livres, então, se vestir pretensamente como eles era uma forma de celebrá-los.
Broadly
Em casa, num dia qualquer, Sacheen, que faziam alguns trabalhos como atriz e radialista,  recebeu uma ligação de ninguém menos do que Marlon Brando. O lendário ator lhe disse que receberia o Oscar de melhor ator por O Poderoso Chefão (The Godfather, 1972 de Francis Ford Coppola), e perguntou se ela aceitaria representa-lo naquela noite.

“Me disse que seria uma oportunidade de explicar às pessoas os estereótipos dos nativos nos filmes e também da ocupação indígena em Wounded Knee na Dakota do sul”, relembrou a ativista. A cidade  de Wounded Knee estava ocupada por indígenas em protesto contra o governo federal que não honrava seus tratados com nações americanas nativas, sendo que até agente do FBI fortemente armado foi tenatar expulsá-los, num conflito sangrento que durou meses.

Brando e algumas outras celebridades como Jane Fonda e Johnny Cash foram até a cidade, numa tentativa de chamar a atenção dos EUA à causa desigual. Mesmo assim, nada disso era noticiado, ou recebia o devido foco.

O tapete vermelho foi estendido às 18 horas e só aí ela começou a se vestir nos bastidores com a roupa típica Apache enquanto tentava memorizar o texto, até ser surpreendida pelo tal produtor que a impediu de ler. E assim, foi lá recusar um sonhado Oscar e discursar para uma plateia embasbacada (que chegou a ensaiar uma vaia).

E conforme prometido, ela leu as 15 para a imprensa depois, naquele momento em que jornalistas recebem os recém agraciados pela Academia.

Depois disso Sacheen sofreu todo tipo de ataque na imprensa, numa tentativa de destruir suas intenções. Pelos registros de muitas enciclopédias e publicações especializadas em cinema ela nem é de origem indígena, mas apenas uma modelo que aceitou participar de uma farsa.

Chegaram a dizer que a roupa típica Apache que usou era uma fantasia alugada e, claro, desenterraram as fotos que ela havia feito como modelo anos antes, inclusive umas sem roupa. Mas nada se compara às ameaças de morte que recebeu, além de portas fechadas para trabalhar.  

São muitas destas informações de origem racista que sobreviveram ao tempo como mera curiosidade da história da Academia. O capricho de um grande astro tentando rir de todos, deslegitimando a manifestação. 

Na verdade, os índios que achavam que não sairiam vivos da ocupação em Wounded Knee se sentiram animados graças aquelas poucas palavras de 60 segundos. Mesmo com o conflito armado (dois morreram e pelo menos outros 13 ficaram feridos) a atenção dos jornais dos EUA não estava lá, num vergonhoso boicote aos pedidos de uma minoria. Até aquela noite do Oscar.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Curiosa homenagem ao Deus do Mangá em Jaspion

Tofugu
 Existe uma referência bastante óbvia a Osamu Tezuka em um episódio de Jaspion (Kyojū Tokusō Jasupion, 1985-1986). Claro que quando assistíamos ao seriado na TV Manchete em 1988 éramos ocidentais pequenos demais para manjar a citação.
No 13º episódio (A Investida dos Aliados Espaciais) Jaspion e sua turma conhecem um garoto que adora desenhar suas aventuras combatendo monstros. Satan Goss usa o talento da criança para dar vida a um desses monstros.
Só que, como o pequeno artista é muito fã de Jaspion, as criaturas sempre são derrotadas no final. E é aí que aparece MacGaren fantasiado como Osamu Tezuka para obriga-lo a criar uma história com um monstro invencível.
Tezuka é conhecido no Japão (e no mundo) como o pai do mangá moderno por ter criado vários dos conceitos usados até hoje em mangás. Ou ainda como “Manga no Kamisama”, o que significa nada menos do que "Deus do Mangá".

Você pode não conhecer seu nome, mas provavelmente conhece pelo menos um dos seus imortais personagens. E ele criou muitos, muitos mesmo!
Tezuka in English
Ele mesmo acabou se tornado personagem mitológico neste universo com sua aparência engraçada de boina e grande óculos. Claro que não poderia haver melhor disfarce para MacGaren se aproximar de uma criança que sonha em ser desenhista.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Ninguém tem dedo mais podre pra escolher filmes do que Sherilyn Fenn

Criada e produzida por David Lynch, a série Twin Peaks (1990) mostrou ao mundo as possibilidades de uma nova televisão.  Também mostrou algumas beldades, mas nenhuma como Sherilyn Fenn.

O rosto oficial da primeira metade da década de 90. Fenn estampou a capa de todas as revistas que interessavam.
De beleza clássica, pronta a se tornar um daqueles mitos que só Hollywood sabe criar. Mas... a moça parece que contratou um inimigo como agente e o que se viu foi uma sucessão de fiascos e filmes e telefilmes constrangedores.

Selecionei sete capinhas de VHS (VHS porque, né?) no MercadoLivre pra ninguém dizer que tô mentindo. Apenas sete de uma lista gigantesca, selecionados levando em conta o que assisti, vi nas revistas e jornais como lançamentos, etc. Todos, sem exceção, se tornaram irrelevantes e/ou obscuros.
Distração Fatal (Fatal Instinct, 1993 de Carl Reiner) – Uma daquelas comédias que filmes famosos. Claro que rir do que já é involuntariamente cômico nunca deu lá muito certo.

Além de Sherilyn Fenn ainda temos a atriz Sean Young. Parabéns a quem escolheu esse elenco zica, zica!
O Caso Kennedy – Uma Conspiração (Ruby , 1992 de John Mackenzie) – Década de 90 entrou no embalo do antigo cinema noir dos anos 40/50, assim como na década passada já haviam apontado para o clássico cinema de aventura e comédia maluca retrô.  Feen loira e parecida a Marilyn era o atrativo aqui.
Desejos Secretos no Motel Sunset (Desire and Hell at Sunset Motel, 1991 de Alien Castle) – Outro pseudo noir 90’s com a atriz. Não disse que ela tinha uma beleza clássica? Tem um filme que se passa nos anos 50/60? Chama a Sherilyn Fenn!

Primeiro e único trabalho do diretor Alien Castle. Tá na cara que isso é pseudônimo de alguém que ficou com vergonha de assinar este filme, mas não é.
As Amantes (Three of Hearts, 1993 de Yurek Bogayevicz) – Estamos falando do começo da década de 90, mesma época do colossal sucesso de Sharon Stone em Instinto Selvagem (Basic Instinct, 1992 de Paul Verhoeven).

Não estranhe todos esses filmes serem sobre sexo, sexo e mais sexo! No mesmo ano William Baldwin seria chamado a toque de caixa para rodar com Stone a bomba Invasão de Privacidade (Sliver de Phillip Noyce).
Encaixotando Helena (Boxing Helena, 1993 de Jennifer Lynch) – História bizarra e estreia na direção da filha de David Lynch elevou as expectativas. O resultado nada mais era do que um roteiro tolo filmado em tons de soft porn.
Um Toque de Sedução (Two Moon Junction, 1988 de Zalman King) - Sherilyn Fenn, veja só, loira, num noir moderno e... Sensualizando!

Esta tentativa de refazer de forma picante Férias de Amor (Picnic, 1955 de Joshua Logan) pelo diretor de Orquídea Selvagem (Wild Orchid, 1989) não é de se esperar muito. Teria passado incólume pelo Brasil se não fosse o sucesso da atriz em Twin Peaks anos depois.
Seduzida Pelo Horror (Meridian, 1990 de Charles Band) – Terror classe Z dirigido pelo rei dos trashes. Mais um caso de que só vimos a luz nas locadoras de VHS graças a seu nome no elenco.

Mezzo erótico, mezzo terror, hoje possuiu muito fãs que disputam raras cópias uncut. Existe uma sequencia de sexo da atriz com a criatura, coisa que Coppola incluiria em seu Drácula anos depois.

Mas nem tudo foram tropeços e mergulhos quando a moça finalmente alçou a fama. Ela foi escalada para a minissérie Liz: The Elizabeth Taylor Story em 1995.
Difícil existir outro nome para interpretar Elizabeth Taylor! Recentemente tivemos Lindsay Lohan e até Helena Bonham Carter, mas olha, garanto que Feen fez bem menos esforço para ficar parecida.

O trabalho repercutiu bastante, dano novo fôlego a seu nome. Aqui no Brasil, intitulada apenas como Liz, foi exibida em dois capítulos pela TV Globo.

Outro bom momento dela foi numa curta participação na série Friends em 1997, tanto que depois participou de sitcom muito parecida (Rude Awakening ) que até durou três temporadas Ela interpreta aquela garota que o Joey acidentalmente joga sua perna de madeira na lareira (referencia a Boxing Helena?).

Em 2017 parece que a sorte vai melhorar. Sherilyn Fenn repetirá o personagem Audrey Horne no revival de Twin Peaks.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Anos Incríveis nas boas lojas do ramo!

 A série queridinha de muita gente, Anos Incríveis (Wonder Years), finalmente em DVD no Brasil. A novidade é da Vinyx/Screan Vision que já disponibilizou as duas primeiras temporadas e agora em janeiro promete disponibilizar a terceira.

Ao todo foram seis temporadas (23 episódios) que a empresa promete colocar nas lojas mensalmente. Produzida nos EUA entre 1988 e 1993, Anos Incríveis foi exibida originalmente no nosso país pela TV Cultura de São Paulo a partir de 1991.
A primeira temporada, gentilmente enviada pela Vinyx a este blog, é um verdadeiro sonho de qualquer fã. Embalagem verdadeiramente luxuosa, para guardar para sempre!

Com arte que lembra muito um produto 80’s, a luva de excelente papelão duro preserva o estojo digipack contendo os dois discos. Cada disco contém três episódios, incluindo aí o piloto homônimo ao programa.
A sensação de abri-lo é muito parecida a de se manusear um álbum de família. Nada mais apropriado a personagens tão saudosistas. 

Qualidade de imagem boa, não compromete em nada a experiência da memória afetiva em comparação ao que assistíamos na época. Ainda traz a dublagem ouvida na televisão, ou seja, a chance de ouvir a voz original do ator Kevin Arnold ou aquela estranhamente feminina em português que estamos acostumados.
O bônus da primeira temporada é nada menos do que a consagrada trilha sonora, contendo 25 faixas! Em um CD que imita um vinil tão fofo que ainda não tirei do celofane (#SouDesses).

Quando eu postei alguns meses atrás nas minhas redes sociais assim que os Correios me entregaram, várias pessoas perguntaram onde vendia. Agora sim, as duas primeiras temporadas de Anos Incríveis estão à venda em conhecidas lojas virtuais e reais.
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