quinta-feira, 30 de novembro de 2017

As 10 regras de Bruce Lee para uma vida melhor



  1. Você nunca obterá mais da vida do que espera
  2.  Mantenha em sua mente as coisas que deseja e fora dela aquelas que você não quer
  3.  As coisas vivem movendo-se e ganham força à medida que fazem isso
  4.  Seja um espectador calmo do que está acontecendo ao seu redor
  5.  Há uma diferença entre a) o mundo b) nossa reação a ele
  6.  Esteja atento ao nosso condicionamento! Solte e dissolva o bloqueio interno
  7.  Interior para o exterior  ~~~ começamos por dissolver a nossa atitude não alterando a condição externa
  8. Veja que não há ninguém com quem lutar, apenas uma ilusão que você vê através
  9. Ninguém pode machucá-lo, a menos que você o permita
  10. Internamente, psicologicamente, não seja ninguém


Tudo facinho, né? E se tá na internet é verdade! O Anorak publicou sem nenhuma fonte, apenas com esse título mesmo:  As 10 regras de Bruce Lee para uma vida melhor

Googlando pra descobrir a origem uma surpresa! Há não mil vezes dez dicas preciosas do Bruce Lee!!!

Às vezes são 20 e incluem coisas como “seja como árvore que o vento tenta entortar, mas continua em pé” ou “corte a gordura”. Depende do foco do site.
Ele não treinava pra chuchu, decorava texto, não fazia outra coisa além de criar seus “minutos de sabedoria”. Ele é uma espécie de Luís Fernando Veríssimo das Artes Marciais.

Não digo que ele não tenha falado algumas coisas destas, mas se falou tudo o que está na internet, não fez outra coisa na vida além de falar coisas edificantes. Ou seja, não teria sido o “Grande Dragão”.

Veja também:

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Cinemagia, o troféu dos nossos sonhos

Ontem (28) fui assistir ao filme de estréia do Alan Oliveira, CineMagia - A História das Videolocadoras de São Paulo, que foi exibido aqui na cidade de Santos (SP) após duas gloriosas semanas em cartaz no Belas Artes em São Paulo.

Não se faz um filme de um dia para o outro e uma produção totalmente independente aí é que não mesmo. Acompanhei por Whatsapp desde que ele teve o lampejo do projeto muitos anos atrás, mais precisamente em 2014.

Mais precisamente quando ele conheceu uma senhorinha que tinha na sala de sua casa milhares de filmes à venda depois que sua videolocadora (como tantas outras) teve que baixar as portas.

Difícil me manter imparcial com o longa, não só por todo o apreço ao diretor, ao seu esforço e, claro, pelo tema, mas é um trabalho tão apaixonado quanto apaixonante. Um filme necessário como registro da era de ouro do home vídeo nacional, uma história que, graças aos cinéfilos, teima em não ter fim.

O subtítulo ainda é "história das videolocadoras de São Paulo", mas na verdade é do país, visto que a cidade foi o berço do VHS no Brasil, assim como o nosso conceito de videolocadora. Mas nãos e engane com tudo isso, sua matéria prima não são as indas e vindas do mercado, mídia ultrapassada, hits cinematográficos 80's, mas sobre pessoas que lidaram ou lidam com tudo isso.

Bem, assista quando puder! Conheça rostos e nomes que foram importantes na nossa formação cultural, incógnitos do grande público, e até balconistas de locadoras de bairro que foram importantes para muita gente.
Cinemagia deve ser exibido em  outras cidades e depois distribuído nas principais plataformas VOD/streaming e DVD (mídia física sim!!!).

PS: Achei muito bacana que antes de estrear algumas pessoas me recomendaram o filme nas redes sociais, inclusive leitores daqui do blog via e-mail. Associaram comigo sem saber da minha amizade com o Alan (que cacete, só descobri no debate antes da sessão que seu nome se pronuncia Álan, não Alãn, como o chamei a vida toda. Çokorru!!!), o que achei lisonjeador.

Outra coisa, eu todo emocionado ao final (é uma história bem  emocionante!), lendo os créditos finais e por um segundo pensei: "...olha, alguém com um nome igualzinho ao meu...". Eita! Sou eu mesmo!!! Hahahah!!! 🤤

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Conheça a mais bucólica capa de Garganta Profunda em DVD


Garganta Profunda (Deep Throat, 1971 de Gerard Damiano) você sabe. O filme X-Rated que se tornou um fenômeno cultural e ainda catapultou toda a indústria do cinema adulto.

Lendário, ele levou esse tipo de filme a salas de cinema comuns, não apenas os muquifos dos grandes centros. Do mesmo jeito agora tropecei numa edição dele em DVD no Mercado Livre, lançado por uma distribuidora de cinema não pornográfico.
Talvez por isso a capa seja tão estranha. Lembra quase nada a trajetória da pobre moça que fascinou o mundo ao descobrir o motivo pelo qual não sentia prazer: Seu clitóris fica na garganta!

Quem vê a capa da Magnus Opus pode até pensar em se tratar numa poética película dos idos do flower power. Isso, claro, se nunca ouviu falar em Linda Lovelace ou Deep Throat (o que deve ser bem difícil, mas não impossível, né?).

Anteriormente ele foi vendido em bancas pela Planet Sex (aí sim, especializada em produções do tipo) numa autoproclamada “Edição Especial limitada”. A arte da capa reproduzia o grande X com película e fotos de Lovelace, muito parecida a edições gringas.

Na época de sua estreia nos cinemas o Brasil estava em plena ditadura. Obvio que os felizardos que podiam viajar para foro do país incluíam exibições de Garganta Profunda em seu roteiro turístico.

Tempos depois a mesma indústria ajudaria a popularizar o videocassete. E foi no conforto dos lares que Garganta Profunda finalmente seria assistido a contento por brasileiros.

Por coincidência, ontem fui conhecer a Vídeo Paradiso, uma das mais antigas videolocadoras ainda em atividade no Brasil. Eles alugam Blu-ray, DVD e ainda, por incrível que pareça, VHS!

E fuça o acervo daqui, fuça dali, encontrei a fita de Garganta Profunda distribuído pela Zyon. Claro que encontrei muitas outras interessantes que fotografei a capa, mas que não vem ao caso agora.
Não é todo dia que se tem a oportunidade de se fotografar com um pedaço de história em fita magnética... Que sorte danada!

sábado, 25 de novembro de 2017

O que você precisa saber sobre óculos de realidade virtual

Óculos de realidade virtual (VR) já estão ao alcance da grande maioria. O Dolce Video 13 busca esclarecer algumas dúvidas que eu sempre tive e minhas primeiras impressões.

Ainda dou umas dicas de aplicativos que tenho usado com seus devidos links na descrição do vídeo. Tecnologia que, aliás, sempre alimentou a imaginação de fãs de ficção científica.

Como sempre, não deixe de dar seu like no vídeo para ajudar que mais gente o assista e se inscreva no canal. Sinta-se a vontade para comentar com alguma dúvida, correção ou com alguma informação complementar.

Para outros vídeos acesse o nosso canal.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Trilha sonora de Jason guarda um segredo


Um dos motivos para a cine série Sexta-Feira 13 (Friday the 13th) é a trilha sonora, marcada por cordas e um efeito sonoro bem típico que todo mundo sabe reproduzir vocalmente. Algo como “ma ma ma ki ki ki ki!”.

Relembre ouvindo no player abaixo. O efeito aparece pela primeira vez exatamente aos 16 segundos.

O compositor Harry Manfredini, fortemente inspirado por Bernard Herrmann, foi responsável por todas as trilhas do Jason na década de 80. No documentário Crystal Lake Memories: The Complete History of Friday the 13th (2013 de Daniel Farrands) ele revela a origem do “ma ma ma ki ki ki ki!”.

Antes de trabalhar ele assistiu ao filme todo de 1981 e prestou atenção ao close na boca da Betsy Palmer no final, quando se revela que ela é o psicopata e fica reproduzindo a voz de Jason o filho morto que ordena: “Kill Her, Mommy! Kill Her, Mommy!”.
Manfredini então gravou sua voz num sintetizador Echoplex (popular no final dos anos 70 e começo dos 80) com as vogais K e M. E assim descobriu como marcar todas as sequencias com o assassino misterioso que apareceu durante todo o filme apenas em seu ponto de vista.

Seria o que a psicopata estava pensando antes de cometer os crimes, a voz do seu filho morto! Caso você não lembre, no primeiro filme não há o Jason, mas alguém que teremos que desvendar a identidade.

O recurso na trilha é bem interessante não só pela sacada inteligente, mas por ser uma boa pista sobre quem estaria matando os adolescentes do acampamento. Bem, e sobrevivemos até agora sem saber disso!

Veja também:
A verdadeira mãe do Assassino da Encruzilhada
Jason da vida real ainda é um mistério
Diga olá pra mamãe do Jason
Jason encontra Mario Bava (e muito mais gente!)

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Quem é o verdadeiro Elvis falso da Marilyn


Uma série de fotos com Marilyn Monroe abraçada com este rapaz pularam no meu feed do Facebook outro dia. Prestei atenção porque a figura dela tem servido para várias causos e meias verdades também nas redes sociais.

Dessa vez não era nada demais!  A legenda dizia em inglês: “Marilyn Monroe e John Gatti, o ator novato que interpreta Elvis Presley no número de "Specialization" do filme, no set de Let’s Make Love.”.

Tanto Elvis quanto Marilyn são dois ícones muito lembrados quando se fala na década de 50 e tantas montagens toscas com os dois pululam o mundo. Tem lá sua graça esse número de Adorável Pecadora (1960 de George Cukor) com ambos e Gatti realmente se assemelha com o Rei do início da carreira (assista no player abaixo!).


No filme Marilyn é a jovem atriz que participa de um musical que satirizará celebridades da época. Inclusive um milionário (interpretado por Yves Montand) que se mistura aos sósias do elenco e acaba interpretando secretamente ele mesmo.

Agora, estranho que este Elvis fake (não creditado no filme) está no IMDB constando como trabalho de estreia como ator do guitarrista Dick Dale e não há nem sinal de quem foi o tal John Gatti.


 Dick voltou a ficar muito popular a partir de 1994 graças à trilha de Pulp Fiction (de Quentin Tarantino). O hit Misirlou foi lançado originalmente em 1962.

Pra você ligar o nome à pessoa! ...Ou melhor, à música.

Só que a aparência do guitarrista nesta época das filmagens de Adorável Pecadora era esta.

Acho assombrosamente diferente do “Elvis” que contracena com Marilyn. Sou um péssimo fisionomista, mas está gritante pra mim neste caso.
O guitarrista participou realmente de alguns filmes no começo da década de 60, inclusive A Praia dos Amores (Beach Party, 1963 de William Asher) com Annette Funicello e Frankie Avalon, mas impossível ter mudado tanto em tão pouco tempo.

Alguns livros indicam também que se trata do tal John Gatti. Cheguei a cogitar ser o Dick Dale mesmo e o moço da foto só um fã nos bastidores, mas revendo o filme parece claro ser mais uma confusão do IMDB.

Gatti, aliás,  tinha toda panca de modelo da AMG, mas ao que parece hoje ninguém sabe ninguém viu. 

Veja também:
As muitas aparições de Ed Fury

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Pode haver mais coisas em comum entre Leatherface e Drácula do que imaginamos

O blogueiro Jorge Bertran  (do Las Novias de Gwangi) assistiu a uma palestra com o diretor Tobe Hooper em Madri e saiu cheio de ideias fervilhantes. Entre elas a estreita relação ente O Masscare da Serra Elétrica (The Texas Chain Saw Massacre, 1974 de Tobe Hooper) e Drácula, O Príncipe das Trevas (Dracula: Prince of Darkness, 1966 de Terence Fisher).

Hooper, que faleceu em agosto, disse que no começo de sua trajetória foi fortemente influenciado pelos filmes da produtora britânica Hammer. Tal afirmação a principio causa estranheza porque ele era de extrema crueza, enquanto as produções da Hammer primavam pela elegância.

Se pensarmos um pouco, conforme Bertan apontou, não é bem assim. Tanto “O Massacre..” e o Drácula de 1966 (o segundo com Christopher Lee) tem muitos elementos referentes, provavelmente involuntários.
A começar pelo mote principal: Grupo de burgueses adentra a floresta inadvertidamente indo ao encontro do mal. O mal que existe ali espera presas chegarem até ele e receberá dois casais em ambos os filmes, por uma carruagem e uma van.

No da década de 70 há um casarão aos pedaços que pode ser um contraponto ao castelo da década de 60, embora o castelo tem uma aparência mil vezes melhor, mesmo sem deixar de ser assustador de forma igual.
Leatherface é tão herdeiro de Drácula, os vilões principais, que os dois não possuem qualquer linha de texto. São gigantes do medo, que antes de agir, assustam pela altura e o ódio primitivo.

Outro detalhe a se notar são as sequencias mais chocantes nos dois filmes: Os mortos pendurados em ganchos! No de Hooper, evidente, é mais explicito e brutal, mas o de Fisher também deve ter deixado a plateia assombrada quase dez anos antes.
Nos dois jeitos a intenção era recolher o sangue das vítimas. Em Drácula o motivo fica mais claro, reviver o conde que havia virado pó no último filme.
Coincidências ou inspirações, a produção de 1966 assim como de 1974 foram marcos cada qual à sua maneira de um gênero que sempre se renova. Elegante ou deliciosamente grotesco.

Veja também:

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Dolce Video traz resenha da nova edição de Akira


Após mais de 20 anos uma edição em português de Akira respeitando a origem japonesa chegou ao Brasil. No 12º Dolce Vídeo você conhece detalhes deste lançamento da editora JBC e não só!

Impossível falar de Akira sem relembrar todo o fenômeno cultural, do mangá ao animé, passando pelas versões em home video.  Além, claro, a iconográfica trilha sonora.

Bom, eu me empolgo mesmo quando o assunto é Akira, este é o vídeo mais longo do canal até aqui. Se quiser assistir apenas a resenha da edição da JBC, pule para os 14:38.

Por favor, não se esqueça de deixar o seu “like” e de se inscrever no canal caso ainda não o tenha feito. Para outros vídeos, clique aqui.
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