quarta-feira, 27 de julho de 2016

Só no Brasil: Jem e As Hologramas teve embate de divas da discoteque

Sucesso em todo mundo, a animação musical Jem e As Hologramas teve algo especial quando foi exibida no Brasil pelo SBT em 1988. Enquanto cantavam, as vozes da protagonista e de sua rival foram feitas por Sarah Regina e Lady Zu.

As duas foram representares da disco music brasileira que conquistaram alguns hits nos anos 70, mas na época do desenho new wave eram pouco lembradas do grande público. Assista à abertura do programa com a versão nacional abaixo ou clicando aqui.


Lady Zu (Urânia, líder das desajustadas) emplacou nas pistas em 1977 com o hit “A Noite Vai Chegar”, musica da trilha sonora da novela Sem Lenço, Sem Documento (de Mario Prata). Seu compacto teria vendido nada menos do que 1 milhão de cópias.

Do dia para a noite passou a ser chamada de Donna Summer Brasileira. No player abaixo você assiste a um medley para a TV em seu auge (com ótima qualidade de áudio e vídeo).


Sarah Regina (Jem) tem uma trajetória curiosa e (acredite!) você já a ouviu e a ouve muitas vezes. Seu primeiro disco de 1978 se chamava "A última dança" e vinha com versões em português de sucessos internacionais, produto bem comum na época.

No ano seguinte estouraria com “O Estranho” e “Amor Bandido” para arrasar nas discoteques do país. Assista a uma apresentação da contagiante “Amor Bandido” no programa de Carlos Imperial.

Só que a música disco chegaria ao fim como tudo. O último capítulo da novela Dancin Days em 1979 (que havia inflado a moda no ano anterior) já apontava para a melancolia que viria.

Sarah Regina se casou com Mário Lúcio de Freitas, compositor, produtor musical e diretor de dublagem que trabalhava na TVS, atual SBT. Assim a cantora emplacou a dramática “Sombras” tema de abertura da novela mexicana Os Ricos Também Choram, exibida em 1982.

Sarah gravando temas do longa da Sakura CardCaptors 
E a parceria profissional continuou nas trilhas das novelas Chispirita, A Leoa e outras. Assim ela emprestou a voz também para temas de seriados e desenhos da emissora de Silvio Santos como Punky, a Levada da Breca e Jem e As Hologramas, que ainda tinham as versões das músicas em português assinadas por seu então marido.

O boom dos animes na TV brasileira do começo da década de 90 fez surgir a empresa de dublagem Gota Mágica, de propriedade do mesmo Mário Lúcio de Freitas. E Sarah Regina pôde ser ouvida até na TV Manchete cantando na abertura da primeira temporada de Sailor Moon, considerada a melhor versão.

Além das “Marinheiras da Lua”, Sarah esteve nas trilhas sonora de Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball, Guerreiras Mágicas de Rayearth e tudo mais que passou pela Gota Mágica. Ela pode não ser mais conhecida do grande público, mas é por fãs de animes, que provavelmente desconhecem seu passado na discoteca.

Atualmente Sarah Regina continua fazendo  backing vocal de estúdio, dublagens, locuções e trabalhos vocais para diversos produtos. Lady Zu se apresenta em casas noturnas, principalmente em noites que tentam reviver os frenéticos dancin days.

Veja também:
Jem: Do lurex ao popeline

sexta-feira, 22 de julho de 2016

4 vezes Butterfly McQueen

 Com Vivien Leigh em ...E O Vento Levou (Gone with the Wind, 1939 de Victor Fleming)
Com Joan Crawford em Alma em Suplício (Mildred Pierce, 1945 de Michael Curtiz)
Com Jennifer Jones em Duelo ao Sol (Duel in the Sun, 1946 de King Vidor)
Em A Costa do Mosquito (The Mosquito Coast, 1986 de Peter Weir)

Mesmo com um papel diminuto, o jeito único de interpretar fez com que Butterfly McQueen chamasse a atenção em ...E O Vento Levou. Foi a válvula de escape humorístico no meio de todo aquele dramalhão.

Classic Cinema
Butterfly, aos 28 anos, começava no cinema naquele ano e com o pé direito. Seu nome artístico veio de uma apresentação de Sonho de uma Noite de Verão onde representou uma borboleta, palavra que pra ela soava bem melhor que seu nome de batismo: Thelma.

Das filmagens de seu mais famoso filme lembrava de ter pedido que Prissy, a ajudante irresponsável de Scarlett O’hara não apanhasse no rosto. Também se recusou a aparecer comendo melancia ou qualquer outro estereótipo que remetesse aos escravos.

Sua colega de elenco Hattie McDaniel, a Mammy, lhe alertou que eles nunca mais a chamariam para trabalhar de novo porque Butterfly reclamava demais. Isso, claro não aconteceu.

Apareceu numa série de outros filmes, inclusive em Duelo ao Sol, produção do mesmo David O. Selznick que pretendia repetir o sucesso de ...E O Vento Levou. Dessa vez ela teve muito mais texto, mas não deixou de ser a serviçal da mocinha.

Cansada de receber apenas o mesmo tipo de papel abandonou as telas em 1947, ressurgindo na TV alguns anos depois. De opiniões fortes, politizada, nunca escondeu ser ateia, comparando às vezes a religião com a escravidão de seus antepassados.

AIP
Nos anos sessenta ela parou de trabalhar como atriz voltando a aparecer esporadicamente na TV na década de 70. No período se dedicou aos estudos, conquistando graduação em Ciências Políticas quando já estava com 64 anos.

Butterfly se envolveu numa situação terrível ao ser confundida numa estação e ônibus com uma batedora de carteiras em 1980. Um guarda a jogou contra um banco, o que lhe fez faturar várias costela.

Como não podia deixar de ser, a atriz processou a empresa, e após anos recebeu US $ 60.000 de indenização. Com o valor ela se mudou para uma pequena cidade, onde voltou a usar o nome Thelma para não ser reconhecida pelos vizinhos.

E assim viveu anonimamente com muitos gatos até 1995, quando foi encontrada pelos bombeiros desacordada em meio ás chamas de sua casa. Foi levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo sua vontade, seu corpo foi doado para estudos médicos. Seus bens foram para a Freedom From Religion Foundation, ONG que defende os não teístas além de lutar pela separação da religião e o Estado. 

quarta-feira, 20 de julho de 2016

O estranho caso do navio fake em Marnie

Com os avanços da computação gráfica no cinema é cada vez mais difícil ser tolerante com resultados artificiais. Com filmes clássicos e antigos aceitamos com mais facilidade quando os pegamos mentindo.

Acho que qualquer um que tenha assistido Marnie, Confissões de Uma Ladra (Marnie, 1964 de Alfred Hitchcock) comenta sobre o navio ao fundo da rua em que a protagonista cresceu. Talvez por ser no filme de um diretor tão perfeccionista.

Incomoda, mas não tanto quanto aquele dedão de plástico em Disque M Para Matar (Dial M for Murder, 1957). Mas, né? Vamos focar agora no navio mal feito de Marnie.
No livro “Hitchcock and the Making of Marnie”, o autor Tommy Lee Moral aposta que o navio foi proposital ao conversar com o pintor Albert Whitlock e outros. Mesmo com proporção, luz e perspectivas errados, Hitchcock “quis esta imagem ameaçadora porque era uma memória muito importante de sua infância".

Outro livro que discute o navio estranho de Marnie é  "The Wrong House: The Architecture of Alfred Hitchcock" de Steven Jacobs.  Nele o designer Robert Boyle também aposta na intencionalidade: "Hitchcock estava tentando chegar a algo que você não pode ver. Ele estava tentando contar uma história de coisas que não são totalmente evidentes... Ele estava tentando realmente cavar a psique de uma mulher ".

Hitchcock se recusou a ir até Baltimore filmar um navio de verdade atracado, ele detestava locações. A solução foi trabalhar com backdrop, uma pintura gigantesca de fundo, técnica muito comum no cinema, no caso, trabalho do artista Whitlock.
Não pense que por ser um filme de 1964 eles acharam que estava natural. No documentário The Trouble with Marnie (2000 de Laurent Bouzereau) consta que a equipe reclamou assim que assistiu as provas do que havia sido filmado naquele dia, mas o diretor disse que tinha que ser assim, estava bem do jeito que estava.

Apenas muito mais tarde Hitchcock reconheceu que não estava bom, segundo o produtor Hilton A. Green em entrevista. Ainda conforme as memórias dele as pessoas ridicularizaram aquilo, considerando um recurso ultrapassado, mas pessoalmente ele acha que o diretor estava preocupado com outras coisas no filme.

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terça-feira, 19 de julho de 2016

Sean Young fez tudo para ser a Mulher Gato

Algumas atrizes querem muito um papel que consideram ser o “de sua vida”. Mas pouquíssimas foram tão longe quanto Sean Young para conquistar a Mulher Gato.

Imortalizada como a replicante que não sabia de sua condição em Blade Runner (1982 de Ridley Scott), a atriz era um nome quente quando o Batman dirigido por Tim Burton entrou em produção em 1989. Então ela foi convidada para ser Vicki Vale, o interesse amoroso do herói.

Só que Sean Young fraturou o braço na fase dos ensaios e imediatamente foi substituída por Kim Basinger. Para Young, em entrevista recente ao The Hollywood Reporter, seu acidente foi mero pretexto para ser trocada por Basinger já que poderiam esperar um pouco se realmente a quisessem, “Fiquei magoada, mas isso é o show bussiness”.

Mas enfim, o filme saiu e foi o tremendo sucesso que todos nós sabemos. Assim que começaram a pipocar notícias de que haveria sequencia e que a Mulher Gato seria a vilã, Sean Young se achou a melhor escolha para o papel e deixou que todo mundo soubesse disso.

Em 1991 ela foi ao programa de entrevistas de Joan Rivers vestida de Mulher Gato como parte da estratégia de chamar atenção dos produtores! Assista a esse momento embaraçoso no player abaixo ou clicando aqui.


O visual dela lembra um pouco o de Julie Newmar na série 60’s do Batman. Mas não parou por aí, a própria tem subido vídeos caseiros para o YouTube, e entre eles um arquivo que contém os bastidores da participação no programa da Joan Rivers e umas imagens dela andando numa praça como Mulher Gato, assista no player abaixo ou clicando aqui.

A descrição do vídeo é: “A minha brilhante ideia no Joan Rivers Show como Catwoman. Na época, eu não tinha percebido o quão maus humorados executivos do estúdio podem ser”.

Depois, e isso não é novidade, foi noticiado como fofoca e agora confirmado por Sean Young na entrevista ao Hollywood Reporter, invadiu a Warner Bros. vestindo os trajes da personagem. Sua intenção era exigir que Tim Burton fizesse um teste com ela já que havia sido convidada para o outro filme e não pode fazer.

Mandaram dizer que o diretor não estava, mas ela suspeita que se escondeu no banheiro. O papel foi para Annette Bening que abandonou o projeto ao ficar grávida, indo parar nas mãos de Michelle Pfeiffer.

E agora ela desistiu? Aos 57 anos de idade se diz ainda disposta a ser a Mulher Gato!
Celebrities Pics
Isso se “esses executivos da Warner fossem realmente bons empresários”.  Mas eles são burros para se arriscarem, segundo a atriz.

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Os polaroides de Sean Young em Blade Runner
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sexta-feira, 15 de julho de 2016

A melhor coisa de Fim dos Tempos, nova atração da Netflix

 Fim dos Tempos (The Happening), filme dirigido por M. Night Shyamalan em 2008, entrou para o catálogo da Netflix hoje (15). A melhor coisa é a oportunidade de ver Mara Hobel adulta, aos 37 anos de idade!!!

Sim! Ela mesma. A Christina Crawford criança de Mamãezinha Querida (Mommie Dearest, 1981 de Frank Perry).

Ela aparecia no trailer de Fim dos Tempos, o que fez com que fãs de Joan Crawford ficassem curiosos pelo filme.  É quase figuração, tem duas falas (pelo menos) e seu personagem está nominado nos créditos como “Mulher com as mãos nas orelhas”.

Mara Hobel não desistiu da carreira depois da desastrosa adaptação do livro da mal amada filha da Joan Crawford.  E olha que com apenas 10 anos recebeu duas indicações ao Framboesa de Ouro daquele ano pelo filme: Pior Revelação e Pior Atriz Coadjuvante.

Seguiu fazendo participações quase sempre pequenas em filmes e episódios de séries de TV. Mas nunca será esquecida justamente pela sofrida Christina, aquela dos cabides de arame.


E quanto ao filme de M. Night Shyamalan, não é tão ruim assim se você não esperar um novo Sexto Sentido (The Sixth Sense, 1999). Há coisas bem mais bobocas sendo incensadas por aí, viu?

quarta-feira, 13 de julho de 2016

O avesso da cena: O Iluminado em movimento


O que seria de O Iluminado (The Shining, 1980 de Stanley Kubrick) sem Steadicam e o que seria da Steadicam sem O Iluminado... O equipamento já vinha sendo utilizado no cinema desde 1976, mas apenas ali ele se tornaria popularmente conhecido, além de ganhar novos recursos utilizados até hoje.

Explicando de forma simples, Steadicam permite que seu operador se movimente com a câmera sem trepidações bruscas, com a mesma qualidade de um tripé estático. Diferente do trilho (ou Dolly, que também foi utilizado Kubrick) a câmera ainda pode passear pelo cenário como é possível observar no segundo gif, em que ela passa por dois pequenos sofás.

Para atender aos pedidos do diretor para que a câmera deslizasse pouco acima do chão (como nas sequencias em que o menino Danny anda de triciclo) foi criado o "low mode", assim ela pode ser manobrada com tranquilidade em ângulos baixos, sendo que antes só era possível na altura da cintura do operador. O "low mode" continua presente nos modelos atuais da ferramenta.

Steadicam não era novidade quando apareceu em O Iluminado, mas nunca tinha sido utilizado com tanta inteligencia. Como todo bom uso de tecnologias, foi utilizado para ajudar a contar a história, não a história uma mera desculpa para exibir a inovação.

Aqui no Brasil o Steadicam foi primeiramente visto de forma notável na minissérie Boca do Lixo, produção da TV Globo de 1990. Após uma década, mas devia ser algo tão caro e requintado que até seu operador mereceu destaque nos créditos iniciais, logo depois do elenco, antes da equipe técnica.
Trinta e seis anos depois de Kubrick é possível encontrar o equipamento á venda em sites como o Mercado Livre. De versões sofisticadas para câmeras robustas por cerca de R$ 9.000 a simples, para câmeras DSLR por R$ 180,00.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Holly Golightly decidida a morar no Brasil

Após fisgar um magnata brasileiro Holly Golightly decide morar no Brasil numa das cenas finais de Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany's, 1961 de Blake Edwards). Empolgada, redecora seu apartamento em Manhattan no espírito latino.

Para isso ela colocou na parede dois pôsteres referentes ao país, um deles dedicada apenas à Bahia. As mesmas gravuras foram utilizadas como peças publicitárias da Varig, principal empresa aérea nacional extinta em 2006.
São muito parecidas as que vemos no filme de Blake Edwards, mas sem a marca Varig. Foram transformados em objetos de decoração, não estavam ali fazendo merchandising.

Em alguns lugares da internet as peças com o logo da companhia aérea consta como sendo e 1965, posterior ao filme. Pode ser que fossem artes decorativas transformadas em cartazes de propaganda.

Outra item adicionada nessa parte da história é a grande cabeça de boi. Aí é provável que seja pela confusão eterna de misturar Brasil com América do Sul, Argentina, Espanha, etc.  Ninguém é perfeito.

Além de decorar o apê, a garota também tenta aprender a língua nativa. Logo descobre que não é fácil.
Para aprender ela utiliza o Linguaphone, método tradicional de aprendizado de línguas criado na Inglaterra em 1901. Na década de 60, como vemos em Bonequinha de Luxo, usavam discos de vinil, hoje (a empresa aindaexiste!) é por meio de MP3.

Ouve-se as aulas em português de Portugal: “A s’nhora Magalhães é mulher do s’nhor Magalhães”. É possível encontrar antigos discos de Linguaphone na internet, mas esses de português são raríssimos.
E José da Silva Pereira, o magnata brasileiro do ramo das pedras preciosas? O ator José Luis de Vilallonga era espanhol, estreava em Hollywood nesse filme.
Aristocrata, possuía o título de 9º Marqués de Castellvell. Além de atuar era jornalista, ficando conhecido em seu país como autor de livros como biografia do rei Juan Carlos de Borbón, lançada em 1993.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Quando "Pantera" era elogio - Parte 2

E continuando o outro post, pantera por pantera, o cume mesmo era ser coroada Panterado ano. Para isso o promoter carioca Ricardo Amaral criou o concurso que sagrava a mais bela Pantera do ano.

Criado no carnaval de 1981, o evento durou até meados dos anos 2000. Diferente de muitos concursos de beleza, inclusive o Miss Brasil a partir dos anos 80, sair vitoriosa era o passaporte para a fama.
A primeira vencedora foi ninguém menos do que Xuxa, mas de lá saíram também as modelos Marcia Porto, Andrea Guerra e Viviane Araújo e tantas outras. Era um bom passo para virar capa da Playboy e conquistar os holofotes.

No player abaixo (ou aqui) você assiste na íntegra à edição de 1993 em que Nubia Oliveira (futura Oliver, Olivii, whatever!) conquistou o título junto com Kelly Cristina. Ela recebe a faixa de Cristina Mortágua.

No Youtube há vídeos de varias outras edições. Dá pra ficar assistindo hipnoticamente por horas!

Ou você já viu algum evento com coreografias tão bacanas? Olha essa!

E mais essas aqui!!!


Vê só se a Núbia já não tinha carinha de campeã. Grrrrr!
As coreografias tão sensuais, assim como a coordenação do concurso, ficavam a cargo do bailarino José Reynaldo. Que claro, as vezes também participava do espetáculo.

Mais tarde surgiria o concurso Felina sem relação direta ao clássico concurso das panteras. A futura BBB Maria Mellilo venceu este concurso em 2002. 

A última Felina foi a modelo Paula Galvão em 2008. No ano seguinte ela estrelaria o vídeo A Felina do Pornô da produtora Sexxxy World. 

Veja também:
Quando "Pantera" era elogio - Parte 2
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