quinta-feira, 24 de maio de 2018

Monstros da Universal em Blu-ray são assombrosos

Um rápido “unboxing” da Monsters Essencial Collection, caixa que reúne todos os filmes de horror da primeira grande fase da Universal. Volta e meia ela está à venda por um bom preço, vale assistir a esta avaliação.

 Originalmente este vídeo fazia parte do Dolce Vídeo 09, publicado a cerca de um ano atrás. Por acreditar que seja mais prático ficar sozinho, não atrelado a outros assuntos, o republico agora.

Fiz também uma playlist para vídeos como este. Assista, deixe seu like e se inscreva no canal!

quarta-feira, 23 de maio de 2018

A maldição de O Exorcista e das línguas de trapo

Tai um tema que alimenta rodas de cinéfilos e curiosos desde o lançamento do filme em 1973: Existiria uma maldição no filme O Exorcista? Com a internet e a profusão de infos disponíveis nestes tempos tudo poderia ser esclarecido, mas muito pelo contrário!

Uma busca pelo assunto no Google gera milhares de resultados mostrando tudo de ruim que envolveu o filme dirigido por William Friedkin. E não seria a Warner a desmentir nada, afinal, não deve haver melhor promoção para um filme de horror do que a propagação de uma maldição demoníaca.

Tudo teria começado com um o incêndio que destruiu alguns sets antes das filmagens começarem. A atriz Ellen Burstyn se machucou filmando a cena em que cai de costas, dois atores morreram assim como o irmão do ator Max von Sydow.

A veterana atriz Mercedes McCambrige que faz a voz de Pazuzu não teve seu trabalho creditado e processou a Warner. Em 1987 seu filho assassinou sua nora e neto e cometeu o suicídio (Vish, isso é sério?).

E te aquele clássico sobre “a menina do filme que ao se ver na tela ficou tão horrorizada que ficou muda e louca”. Linda Blair fez bastante trash após O Exorcista, seria isso um sinal de loucura e maldição?
E assim por diante! Bem, não querendo fazer o Padre Quevedo, e já sendo, isso NON ECZISTE! Incêndio no set? Não faz muito tempo rolou incêndio no set da novela da Globo e em qualquer  outro set ao redor do mundo em que exista a combinação de material inflamável e muita fiação elétrica: Ou seja, qualquer set está sujeito a isso.

Acidentes em filmagens acontecem e velhinhos morrendo também! Vasiliki Maliaros, a mãe do padre, havia nascido em 1883!  Pessoas morrem todos os dias, né? Descansou aos 90 anos de idade.


Vários outros filmes de terror carregam não maldições, mas boatos. Já vimos aqui no blog sobre o diretor que morreu de soluções em plena rodagem de um dos filmes de múmia da Hammer.
A Profecia (The Omen) de 1976 é outro que carrega um monte desses trágicos eventos. E sempre fico com o esclarecimento de seu diretor Richard Donner, que não vê nada de terrível ou diabólico a mais ou a menos, já trabalhou em vários sets, com vários elencos e sempre acontecem imprevistos, só que ninguém dá bola a eles a ponto de lista-los se não for um filme de terror.

Veja também:
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Uma nova chance à Condessa Drácula, a mais sanguinária das serial killers
Amityville: Os vivos se divertem?

terça-feira, 22 de maio de 2018

Vídeo traz fumaça, glamour e controvérsias

Um inimigo público no Dolce Vídeo desta semana! Da boca de amantes a baforadas maldosas de vilões na tela, o cigarro esteve presente em boa parte do que foi culturalmente produzido no século XX.

Antes de ser banido e maldito, o cigarro foi um elemento forte por décadas. Após servir como elemento dramático ou característica de alguns personagens no cinema e na TV, o pequeno cilindro incandescente não caiu em maldição de uma hora para outra.

No vídeo veremos um pouco desta longa e tortuosa trajetória. E óbvio que não deixei de citar Bette Davis nesta historia! Como sempre, colabore deixando o seu like para que mais pessoas possam assistir e se inscreva no canal, caso ainda não o tenha feito. https://www.youtube.com/c/DolceVideo

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Tippi Hedren, octogenária, é a nova cara da Gucci

 A marca italiana Gucci contratou Tippi Hedren, aos 88 anos de idade, para estrelar sua mais nova campanha.  A ex modelo foi imortalizada graças a Alfred Hitchcock que a transformou em atriz em Os Pássaros (The Birds, 1963) e Marnie, Confissões de Uma Ladra (Marnie, 1964).

Nos filmetes dirigidos por Colin Dodgson ela é uma vidente, forrada, evidentemente, como joias, roupas e relógios da grife. Assista a um deles no player abaixo.

A Gucci já havia usado a atriz Dakota Johnson, neta de Hedren, em anúncio de perfume. Além do tom inclusivo cada vez mais presente em campanhas do tipo (conforme explicou matéria da Elle, recomendada pelo Buturi Artero lá na página deste blog no Facebook), a empresa busca se aproximar de um universo familiar.

Tippi Hedren, ou ‘Tippi’, conforme Hitchcock gostava de grafar, teria sido descoberta pelo diretor justamente em um anuncio de TV. Sua carreira não foi adiante por ter se recusado a ceder ao assédio do diretor, mas acho que isso todo mundo já sabe, até porque, volta e meia ela ressurge falando sobre isso e a imprensa insiste em relembrar (Até nessa matéria da ELLE atual sobre a Gucci - Aqui no blog há um post a respeito datado de 2008!).
No ano passado (2017), em meio às denuncias contra o produtor Harvey Weinstein, ela foi ao Twitter reforçar que isso não é nada novo, mascomum e que Hitchcock não foi o primeiro assediador em sua vida. Encerrou celebrando o levante feminino contra isso, que depois de 50 anos já era tempo de acontecer.

Veja também:
Aquela que comeu o pão que Hitchcock amassou
"A Nova Grace Kelly"
Espancando ‘Tippi’

terça-feira, 15 de maio de 2018

Les Baxter diabolicamente versátil e jovem

Dizer que Lex Baxter compôs de trilhas sonoras de um jeito que não existe mais parece força de expressão, mas não é. Suas músicas embalaram filmes de  diversos gêneros, em estilos musicais igualmente díspares.

Ouça no player abaixo o que ele fez para o famigerado Hells Belles (1969 de Maury Dexter). Se colocando naquela época, dá pra dizer que é coisa de um senhor de 47 anos, o mesmo que ficou célebre acompanhando o romântico Mel Tomé?

O filme é uma produção da American International Picturen (AIP) do Roger Corman, com quem teve uma excelente pareceria na década de 60. Claro, muito se deve à sua versatilidade, ideal tanto para uma história de gangue juvenil quanto para um horror gótico passado nos porões de um castelo britânico medieval.

E o trabalho dele em si era refinadíssimo como em, por exemplo, The Poor People of Paris, música com que disputou as paradas de sucesso em 1956. Alcançou a sexta posição anual da Bilboard logo atrás de Doris Day com o Hitchcockiano “Que Será Será” que por sua vez, ficou atrás de Elvis Prestley com Hound Dog na terceira posição.

Você confere toda a lista clicando aqui. Bom para ver como Baxter era popular e famoso em um estilo absolutamente diferente, muito além de trilhas de filmes de terror e ação.

Não quero citar nomes (certeza que a contas deles estão pagas), mas tem gente que ia muito bem, compôs uma maravilha do medo aquático, musicou voo do homem, esteve numa galáxia distante e dali por diante tudo parece a mesma coisa. Até hoje, em 2018! #Indiretas

Mas não é só ele não. O que menos falta são compositores que são apáticos, genéricos ou que são contratados pra serem eles mesmos infinitamente ao ponto de serem identificáveis não por algum malabarismo de seu estilo, mas pela repetição.


Veja também:
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Ennio Morricone em primeira pessoa
Max Steiner  para Bette Davis
Lado sombrio de John Williams

Tudo sobre Alfred Hitchcock – A Obra Prima em Blu-ray


Aí está o unboxing da caixa do Hitchcock em Blu-ray.  Eu havia prometido esse vídeo no 27º DolceVideo, lembra?

Aliás, caso você não tenha assistido ainda ao que foi postado ontem e caiu aqui, acho que valeria vê-lo também (www.youtube.com/watch?v=Odr7ZEhC8xM). Lá comento sobre a qualidade dos filmes em si, pelo menos as restaurações mais polêmicas que são as de Um Corpo Que Cai (Vertigo, 1957) e Os Pássaros (The Birds, 1962).

Como absurdamente o valor do box agora foi parar lá nas alturas, essa avaliação de hoje pode ajudar caso você decida comprar. Vá que você seja magnata.

Como pagar caro e depois encontrar a preço de amendoim torradinho é péssimo, minha dica ficar na moita. Filmes famosos, populares, sempre voltarão à venda, pelo menos se você estiver interessado no filme em si, não e uma edição mega, blaster limitada.

Espero o preço ficar apetitoso, ou o dinheiro estar (pelo menos) mais folgado. Isso às vezes demora, mas a sensação de conseguir é bem melhor, além de não agredir o bolso.

Assista ao vídeo, deixe seu like e se inscreva no canal. Isso ajuda bastante até a incentivar a produção e mais conteúdo. https://www.youtube.com/c/DolceVideo

Veja também:
Quando a restauração dá ruim
Um Corpo Que Cai - Qual edição em DVD comprar?

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Faleceu Margot Kidder, a Lois Lane

A atriz Margot Kidder faleceu ontem, 13 de maio, aos 69 anos de idade de causa ainda não informada. Kidder para todo sempre será lembrada como a Lois Lane dos filmes do Superman estrelados por Christopher Reeve.

Ao todo interpretou a intrépida repórter apaixonada em quatro filmes, entre 1978 e 1987. A canadense radicada nos EUA jamais foi tão popular quanto nestes filmes, mas sua carreira possui algumas gemas.

 A parceria com o então namorado Brian de Palma rendeu o bizarro Irmãs Diabólicas (Sisters, 1972). Ao lado de Olivia Hussey (outro rostinho 70’s bem marcante) esteve em Noite do Terror (Black Christmas, 1974 de Bob Clark), um dos precursores dos slashers que assolariam os cinemas na próxima década.
Em 1979, um ano após Superman, interpretou a dona de casa à volta com espíritos no blockbuster sobrenatural Horror em Amityville (The Amityville Horror de Stuart Rosenberg).  Ela voltaria a trabalhar com Superman (e a ser notícia) na série Smallville, por dois episódios em 2004.

Em 2015 ela conseguiu ganhar um Emmy por sua participação na série de terror e mistério infanto-juvenil A Hora do Arrepio (R.L. Stine's The Haunting Hour). Foi uma excelente notícia após um período turbulento.

Durante os anos 90 pipocaram muitas notícias de que ela estava com problemas sérios mentais. Até hoje, no material sobre seu falecimento, a imprensa não entra num consenso sobre o que havia acontecido lhe atribuindo na maioria das vezes transtornos decorrentes da bipolaridade.
Esse época coincidiu com os problemas que Christopher Reeve enfrentou após o acidente que o deixou tetraplégico. O que foi prato cheio para jornais e revistas apontarem certa maldição envolvendo o mais famoso filho de Kripton.


Quando restauração do filme dá ruim

Uma nova edição de um filme em DVD, Bluray ou até mesmo em streaming nem sempre representam melhorias. Muito pelo contrário!

No Dolce Vídeo desta semana alguns exemplos desastrosos de filmes estragados por restaurações. Se engana quem acha que isso só acontece com produções obscuras e distribuidoras pequenas.

Isso acontece de Disney a obras do Hitchcock e Coppola.  Mas também há ótimos exemplos, claro.

Há mais Dona Cecílias (aquela que restaurou o Ecce Homo) do que a gente pensa. Uma nova edição rodando no mercado é sempre uma surpresa.

Assista! Não esqueça de deixar seu like e se inscrever no canal Dolce Videos! ;)

Veja também:
As muitas restaurações de Evil Dead
Tudo sobre Alfred Hitchcock – A Obra Prima em Blu-ray

terça-feira, 8 de maio de 2018

Hit levou atriz de filmes adultos às pistas de discoteca e trilhas de novelas


Em Almondegas (MeatBalls, 1972)
Andrea True é um dos raríssimos casos de atriz de cinema adulto a conseguir com sucesso seguir carreira no entretenimento comum. No olho do furacão do surgimento da indústria pornô, esteve em Almôndegas (1972), estreia na direção de Gerard Damiano, o mesmo de Garganta Profunda (Deep Throat).

Ao lado de Linda Lovelace participou de Garganta Profunda II, inevitável sequencia do estrondoso êxito x-rated de 1974. Andrea True já era bastante conhecida, embora às vezes mudasse de nome para coisas como Sandra Lips.
Em Garganta Profunda II (Deep Throat II, 1974)
Paralelamente seguiu carreira de modelo de comerciais numa tentativa de não deixar de lado sua vocação e atriz. Foi assim que em 1976 foi parar na Jamaica, a fim de estrelar serie de anúncios de televisão de uma imobiliária.

Após o fim do trabalho foi informada que as leis daquele país haviam mudado e eles não permitiam que estrangeiros saíssem de lá levando o dinheiro ganho localmente. Ou gastaria o caché ou perderia o dinheiro ao voltar para os Estados Unidos.

Com incrível senso de oportunidade ela teve a ideia de contatar o amigo e produtor musical Greg Diammond nos EUA e lhe pedir que trouxesse uma canção. Em pouco tempo ele chegou à Jamaica trazendo uma base instrumental e com ajuda de artistas locais finalizaram “More, More, More”.

A música foi um grande hit no mundo todo chegando ao incrível 4º lugar do Hot 100 da Bilboard. Assista ao clipe de More, More, More no player abaixo.

Logo Andrea True lançaria o LP Conection e sua voz ecoaria em qualquer discoteque que se presava. Embora existam alguns filmes datados do período, ela declarou que preferia “ser garçonete ou datilógrafa a fazer outro filme adulto", dando a entender estrar cansada da antiga carreira, a qual não escondia.

Ainda em 1976 a canção “Call Me” apareceria na trilha sonora da telenovela brasileira O Casarão, escrita por Lauro Cesar Munis e produzida pela TV Globo. Em 1978 a canção “N.Y. You Got Me Dancing” foi parar como tema de personagens da telenovela Locomotivas, de Cassiano Gabus Mendes, também da TV Globo.

A música de Locomotivas havia sido o primeiro single do segundo LP de Andrea True, "White Witch" de 1977. Mais uma vez ela frequentou as paradas da Bilboard e outras listas das mais tocadas.

Em 1980, com a onda disco cada vez mais distante, ela apareceria com um terceiro álbum que passaria despercebido pelas rádios e boates. Sem contrato com gravadora ela se viu obrigada a retornar aos filmes pornográficos, embora este ramo já não era mais como antes com a chegada do VHS e sua velocidade em produzir e descartar profissionais.

Isso e a chegada de mais idade a fizeram sair do mercado. Ao mesmo tempo descobriu um câncer na garganta que lhe obrigou também a abandonar os palcos onde ainda fazia shows.

No anonimato passou a trabalhar como astróloga e voluntária em centros de reabilitação de viciados em tóxicos. Em 2002 reapareceu em documentário do canal VH1 sobre Disco Divas e disse que sua principal fonte de renda eram os direitos autorais da canção “More, More, More”.

Pra gente ter uma ideia hoje da força que esta canção teve, em 1976 mesmo, ano em que Andrea True a gravou na Jamaica, aqui no Brasil a Evinha (aquela do Trio Esperança) a regravou em inglês mesmo. A faxia (que continha na capa o nome da americana) pertenceu ao terceiro volume da coletânea lançada pela famosa Discoteca Hippopotamus e, conforme vemos no vídeo abaixo, chegou ao segundo lugar do Globo de Ouro.

Na década de 90 ela ainda seria lembrada quando a banda canadense Len (lembra?), samplearam “More, More, More” em um de seus singles. Bem e a musica nunca parou de ser tocada em trilha sonoras ou regravada, sendo a mais recente em 2017, pela norueguesa Dagny.

 Andrea True faleceu aos 68 anos de idade por insuficiência cardíaca em um hospital de Nova York em 2011. Sua ideia ao ser obrigada a gastar o caché abriu as portas para que tantos outros colegas atores e atrizes do cinema pornô seguissem os mesmos passos.

De Cicciolina a Marilyn Chambers, passando por Traci Lords a Dennis Parker, aproveitar a fama no cinema adulto para virar cantor parecia ser um caminho natural a trilhar. Claro que aí a ser bem sucedido é uma outra história.

Veja também;
Marilyn Chambers atrás do microfone
Cicciolina Vs. Debbie Harry

Dennis Parker like a eagle
Tal qual Hitchcock, diretor de Garganta Profunda apareceu em vários de seus filmes. Veja!

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Bela Lugosi surpreende ao vivo na TV

O tradicional programa do comediante Red Skelton teve uma noite de terror em junho de 1954. Recebeu no mesmo palco Bela Lugosi, Lon Chaney Jr. (respectivamente Drácula e Lobisomem dos filmes 30’s da Universal) e Maila Nurmi a Vampira.

Como o entretenimento é coisa séria nos EUA, o episódio existe ainda hoje com ótima qualidade. E algum anjo ainda upou ao Youtube, e você pode assistir na íntegra no player abaixo.

Os monstros aparecem a partir de 8’30’’, então, vá direto a eles se você não manja de inglês, mas quer dar só uma olhadinha. Ainda é bem bacana a oportunidade de ver como era um programa de variedades daquela época (além do manjado I Love Lucy).

The Red Skelton Show é considerado uma instituição da TV norte americana, ficando no ar de 1951 a 1971. O comediante Skelton havia participado de alguns filmes da MGM na década anterior, é lembrado principalmente pelos musicais “aquáticos” da Esther Williams e foi um dos primeiros a migrar para o novo veículo e ser bem sucedido.
O episódio com os astros de terror é lendário. Por muito tempo havia dúvidas se era de 1953 ou 1954, até Maila (falecida em 2008) garantir que é “de cerca de 1954”. Com a disponibilidade online dos arquivos do jornal New York Times a data exata ficou garantida como sendo 15 de junho de 1954.
Blog Bela Lugosi

Olha que interessante o mote da notinha ser a presença da Vampira, não do Bela Lugosi ou Lon Chaney Jr. Vampira era a “nova sensação” graças ao programa que tinha na TV onde apresentava velhos filmes de terror, feito que chamou tanta atenção (mesmo sendo apenas para a Costa Oeste) que ela mereceu uma notinha também aqui no Brasil, no jornal Folha de São Paulo em 1955,conforme visto aqui neste blog antes.
Em seus últimos anos Bela Lugosi viveu momentos difíceis financeiramente e de saúde. Conseguiu esta apresentação na TV enquanto fazia filmes infames ao lado de Ed Wood, considerado o pior cineasta de todos os tempos.

Lugosi e Maila Nurmi, A Vampria, trabalhariam juntos em Plan 9 From Outer Space em 1959 sob a batuta de Wood quando ela entrou em desgraça. Juntos forma de dizer já que o ator morreu pouco antes das filmagens e foi substituído por um sósia que simplesmente não tinha nada parecido com ele.

Por último, voltando ao Red Skelton Show, o episódio disponível quebra algumas lendas propagadas durante anos sobre este momento da carreira do eterno Drácula. Ele está trabalhando muito bem, parece estar se divertindo.

Dizia-se que ele não decorou o texto, tropeçou em cena e se irritou com os improvisos do dono do programa. Inclusive no filme sobre Ed Wood dirigido por Tim Burton em 1994, este é um dos momentos mais constrangedores.
Frame do filme Ed Wood de 1994 reproduzindo a mesma apresentação na TV de 1954
No filme de Burton não é claro de que se trata do programa do Red Skelton, provavelmente por razões de direitos, mas a interpretação do ator cômico e o período retratado da vida dos biografados só pode ser em 1954. O Lugosi de Martin Landau simplesmente não consegue se lembrar do texto para continuar o sketch, o que não poderia ser mais mentiroso.

Ainda assim, no livro “Bela Lugosi and Boris Karloff: TheExpanded Story of a Haunting” de Gregory W Mank, publicado pela primeira vez em 1990, Alex Gordon, amigo de Bela Lugosi e produtor, considera esta participação televisiva como “uma experiência terrível”. Lugosi estava preocupado com os famosos improvisos de Red Skelton e temeu não conseguir acompanhar, chegando a sair do palco chorando, segundo a publicação.
Outro frame do filme dirigido por Tim Burton
Talvez o roteiro filmado por Tim Burton tenha tido a liberdade poética de concretizar esse temor relatado num livro que erroneamente ainda indica Peter Lorre como fazendo parte do elenco do episódio. Na real, qualquer problema em cena foi preenchido por Skelton sem que nada tivesse transparecido além da diversão de todos como agora podemos assistir.


Veja também:
Vampira na Folha de São Paulo
Vampira na Turma do Pica-Pau e em outras reencarnações
O palavrão da discórdia
Filho de Lugosi foi o melhor amiguinho dos monstros
Bela Lugosi como você nunca viu: COLORIDO!
Como Bela Lugosi salvou Thriller e mudou a história da música

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