quarta-feira, 22 de maio de 2019

Encontro de lendas: Pink Lady e Robby, o Robô

Apresentado pelo comediante norte americano Jeff Altman e o duo musical japonês Mie e Kei (as Pink Lady), Pink Lady foi produzido em 1980 e é considerado uma das piores coisas que a TV já exibiu. Durou apenas seis episódios que assistidos hoje têm lá seus méritos.

Principalmente por resgatar em alta qualidade apresentações das garotas numa era pré videoclipe. No vídeo abaixo, por exemplo, elas abrem com Monster, tentativa obvia de reviver o hit U.F.O. de 1978.
O programa recebeu inúmeros convidados como o ilustre ator de lata Robby, o Robô. Um dos robôs mais famosos do cinema, com filmografia de verdade, com direito a página no IMDB e tudo, foi ao show anunciar os convidados da noite: Red Button, Alice Cooper e Jerry Lewis.

Para sorte de Robby essa presença “como ele mesmo” ainda não está registrada no IMDB. Aqui no blog falamos sobre ele neste post de 2015. Ele continua aposentado da tela grande desde 2003, desde que apareceu Looney Tunes: De Volta à Ação (Looney Tunes: Back in Action de Joe Dante).
Robby estreou no clássico O Planeta Proibido (Forbidden Planet, 1956 de Fred M. Wilcox )
Já Pink Ladys, a dupla havia aportado na América após um estrondoso sucesso em seu país e em vários outros da Ásia (alcançando as paradas inclusive do rival Coreia do Sul!). Estreou em um show de Las Vegas com relativo sucesso.

Elas guardam até hoje o título de um dos dois únicos artistas do Japão a irem parar no Top 40 da Bilboard, alcançando a 37ª posição com o hit "Kiss in the Dark" em 1979. O outro foi ninguém menos do que Kyu Sakamoto e seu imortal hit Sukiyaki vertido à língua inglesa 16 anos antes.
Sem falar ou entender uma palavra que seja em inglês, Mie e Kei apenas decoravam foneticamente as frases do roteiro do programa de TV da NBC. Se o seu público no país de origem era quase todo de crianças e jovens, nos Estados Unidos elas se viram ás voltas com piadinhas muitas vezes misóginas, de subtexto sexual e/ou racistas.

O fiasco do programa de televisão na América após se dedicarem cerca de dois anos ao país e o fim da Era Disco fez com que as Pink Lady tivessem dificuldades para voltar a emplacar inclusive no Japão. Se separariam logo em 1981, mas as vezes ressurgem com coletâneas de sucessos e programas de TV saudosistas.

Veja também:
4 trabalhos de Robby, O Robô
Pink Ladys, maiores que Godzilla
Uma das primeiras celebridades nipo-brasileiras

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Tudo o que um DVD deveria ser

Hoje pra valer a pena a aquisição e um filme em DVD ou Blu-ray é preciso valer bem a pena. Isso, claro, se você for um colecionador de filmes, não de disquinhos plásticos.

Esta edição de Laura, a obra prima de Otto Preminger de 1944 é um bom exemplo.  Para um filme em mídia física ainda valer a pena não precisa nem de brindinhos ou embalagens rococós.

No vídeo a explicação porque considero esta uma das edições mais bacanas e o ideal básico para a compra de um filme. Claro que nem sempre, ou quase nunca temos um produto assim, mas fica a esperança.

Como sempre, fico agradecido pelo seu like no Youtube e a inscrição no canal para mais atualizações como esta. https://www.youtube.com/c/DolceVideo

sexta-feira, 17 de maio de 2019

A playlist da festa de Margo Channing

Ninguém dá festas em sua casa como a estrela Margo Channing! Não basta espalhar cinzeiro e isqueiros pela sala, tem que ter um pianista tocando conforme o espírito da anfitriã.

Sem dúvida o momento da festa é um ponto alto da obra máxima do cinema A Malvada (All About Eve, 1950 de Joseph L. Mankiewicz). Ouve-se um apanhado de hits dos anos anteriores a 1950.
O IMDB tem a lista te todas elas, especificando o momento em que tocam. Selecionei as principais faixas disponíveis no Youtube, não, evidente, as versões que tocam no filme que são apenas ao piano.

 Vale a pena baforar nessa playlist!
Thou Swell (1927) – Música de Richard Rodgers
Toca naquele momento iconográfico onde Bette Davis diz para os convidados apertarem os cintos, que vai ser uma noite daquelas! Segue quando Margo caminha pelos convidados e um francês vai puxar seu saco e ela simplesmente diz “Echanté for you too!”.

Liebestraum (1850) – Música de Franz Liszt
Particularmente acho a mais marcante. Até por tocar também no carro quando Margo e Karen ficam presas na estrada e na festa ter outra frase famosa do filme, quando a competente Birdie diz que “os convidados estão perguntando quando é que vai sair o enterro”.

Manhattan (1925) – Música de Richard Rodgers
Ouve-se o final dela quando Margot e Max estão na cozinha.

Blue Moon (1924) – Música de Richard Rodgers
Ainda na cozinha a música troca para este grande hit da musica popular também de Rodgers, que seria regravado até pelo Elvis.

How About You? (1941) - Burton Lane
A fabulosa sequencia do elenco na escada! A analogia obvia e perfeita com o sobe e desce no mundo do show buzines ironicamente ainda com Marilyn Monroe no degrau mais baixo. Mágico!

Stormy Weather (Keeps Rainin' All the Time) (1933) – Música de Harold Arlen
Margo já disse tudo o que tinha pra dizer e se retira. Fim de festa, tchau!

Veja também:
Bette Davis e a música de Alfred Newman
Tudo sobre a verdadeira Margo e Eve
Quando Anne Baxter ameaçou Bette Davis (na vida real!)
Bette Davis como Sarah Siddons, a Musa Trágica

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Conheça o mais desastroso calendário sensual


Daqueles causos que a gente escuta e pensa: Como uma história dessas ainda não virou filme? Um grupo de donas de casa em um vilarejo, preocupadas com a escola dos filhos resolveu fazer um calendário sensual para angariar fundos.

A boa intenção teve como resposta um imbróglio que culminou em dívida milionária para as senhoras! Com egos inflados e uma reviravolta final, poderia virar um filme tanto de drama quanto de comédia.

Conto com seu like no vídeo no YouTube e se inscreva no canal caso ainda não tenha feito. E obrigado por assistir! https://www.youtube.com/c/DolceVideo

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Suzy Rêgo com a bola toda!

É consenso de que segundo lugar é só segundo lugar. Não se ganha em segundo lugar, mas se perde, porém, Suzy Rêgo é a exceção à regra.

Ou alguém, que não seja fanático por concursos de beleza, sabe hoje quem é Ana Elisa? Ana Elisa é aquela pra quem Suzy Rêgo “perdeu” por pouco o concurso Miss Brasil 1984!
Na edição do concurso daquele ano, que pode ser assistido naíntegra clicando aqui, as pontuações dos juízes eram lidas uma a uma por Silvio Santos. Um ponto tirou a vitória da garota Suzy Sheila (!!!) Rego, representante da Ilha de Itamaracá - Pernambuco .

Antes de querer ser ex-BBB e quem sabe se tornar a nova Grazi Massafera, as moças sonhavam em ser Miss Brasil e se tronar uma nova Martha Rocha ou Terezinha Morango. Mas afinal, qual miss ficou famosa além do título em si, da década de 70 pra cá?

Suzy Rêgo, muito desenvolta como sempre, saiu trabalhando como modelo. E quando eu falo saiu trabalhando como modelo é modelo mesmo, não “modelo”, com estas aspas.

Assim como o concurso de Miss Brasil 1984 está na íntegra no Youtube, é possível achar a íntegra desse intervalo comercial da sessão Supercine da Globo de julho 1986. E surpresa!!! 

Suzy, uma anônima após dois anos do concurso, está em nada menos do que dois comerciais de produtos diferentes! Ainda mais nessa época, acho que só a Xuxa apareceria em mais de uma propaganda diferente num mesmo intervalo e isso por ser a Xuxa!
Aos 1:19 ela é a parte feminina do casal caretinha jurando que é mais moderno que os punks que não usam roupas Pool.
E aos 2:34 lá está ela de novo, mas agora é para o futurista Sistema de Som Bosch. Agora o ~ casal classe média hetero normativo cis branco ~ se distingue dos demais por ter comprado um toca fitas. Uau!

⇢ Uma necessária pausa ao post sobre a Suzy Rêgo: Perceba que além da modelo, o tema é quase o mesmo em ambas as propagandas. Ainda ficamos pensando o porquê de estarmos faz tempo no século XXI e tantos insistirem em replicar o estilo  ~ casal classe média hetero normativo cis branco ~  como o único correto.

Por décadas fomos condicionados a acreditar que este era o ideal. Comprávamos até toca fitas acreditando que isso nos faria ser feliz como ~ casal classe média hetero normativo cis branco ~.

Bom, voltando à Suzy Rego, seu nome só se tornaria nacionalmente conhecido ao trabalhar como atriz na novela O Salvador da Pátria (1989 de Lauro César Muniz). Seu jeitão descolado serviu como luva para interpretar Alice, a filha de Marina Sintra (Betty Faria).

De lá pra cá foram muitos papéis em novelas em várias emissoras de televisão. Geralmente não a colocam em papeis de principais, mas isso não parece importar, já que ela sempre acaba por se destacar.
Tai alguém que sabe fazer isso como pouquíssimos no mundo! Afinal, estamos aqui em 2019 falando da mocinha que ficou em segundo lugar lá no Miss Brasil 1984.

Perceba que consegui escrever um post sobre a Suzy Rego sem citar ou fazer qualquer piadinha do seu relacionamento com o ator Paulo César Grande. Isso é ser uma pessoa madura pra chuchu!

terça-feira, 14 de maio de 2019

Filho de Ryan O'Neal matou filho de Coppola em tragédia similar a que interpretou em slasher 80's

Logo no começo de A Noite das Brincadeiras Mortais (April Fool's Day, 1986 de Fred Walton) o jovem ator Griffin O'Neal se envolve num suposto acidente numa embarcação. No ano seguinte, O’Neal foi acusado pelo acidente com embarcações que matou Gian-Carlo Coppola, filho de Francis Ford Coppola de 22 anos de idade.

Na ocasião O’Neal, de 23 anos, trabalhava em Jardins de Pedra (Gardens of Stone) filme dirigido por Francis Ford Coppola que teve cenas rodadas na região do acidente. Gian-Carlo havia trabalhado como ator para seu pai em O Selvagem da Motocicleta (Rumble Fish, 1953) e tinha um relacionamento com a futura figurinista Jaqueline De La Fontaine, que na ocasião estava grávida de dois meses.
Os Coppola em 78: Francis cercado pelos filhos Roman, Gian-Carlo (o mais alto) e Sofia
O Juiz condenou Griffin O’Neal por condução negligente e homicídio culposo (ele tentou passar com o barco entre dois outros barcos sem perceber que estavam interligados por um cabo). No começo de 1987 ele recebeu 18 meses de liberdade condicional e multa de US$ 200.

Filho do ator Ryan O'Neal (indicado ao Oscar por Love Story) e irmão da prodigiosa ex atriz mirim Tatum, Griffin mantém com seu pai um dos relacionamentos familiares mais tempestuosos que Hollywood já viu. O rapaz declarou à mídia que quem lhe apresentou a cocaína foi seu pai, quando ele tinha apenas 11 anos de idade.

“Meu pai é um psicopata muito abusivo e narcisista. Ele fica tão bravo que não consegue que perde o controle do que está fazendo”, revelou à revista Variety. A primeira vez que Griffin denunciou o pai às autoridades foi em 1983, dizendo que havia perdido dois dentes ao ser esmurrado, mas não registrou queixa.

Em 2007 Ryan O'Neal alegou legítima defesa quando foi detido por atirar no próprio filho. Griffin, que retirou as acusações do pai, mais tarde disse a uma revista: “ele atirou em mim porque eu estava tentando ajudar seu filho (Redmond) a ficar sóbrio, então não falo com ele há nove anos".
Griffin com o pai Ryan e a madrasta Farrah Fawcett
Redmond O’Neal, seu meio irmão, é filho do casamento de Ryan com a lendária Pantera Farrah Fawcett que faleceu em 2009. Ryan foi o segundo marido de Farrah e estiveram casados de 1979 a 1997 e depois de 2001 até a morte da atriz.

Griffin foi proibido de ir ao velório da madrasta e ele lamentou indo à CNN denunciar que Farrah viveu um relacionamento um relacionamento abusivo com muita infidelidade do marido, inclusive no velório, onde seu pai teria flertado com meio mundo. Do meio irmão Redmond (que foi preso em 2015 por posse de heroína e em 2018 por assaltar lojinha de conveniência) disse ser uma pessoa incrível, que precisa encontrar o “amor próprio”.


segunda-feira, 13 de maio de 2019

Veja a estreia da Xuxa em quadrinhos

Atacando em absolutamente todos os subprodutos imagináveis, Xuxa lançou sua revistinha apenas em 1988. Depois dela outros apresentadores infantis também teriam as suas versões em desenho nas bancas.

Neste vídeo vemos a histórica número zero, que apresentava o universo da loira agora em quadrinhos. Junto, claro, um bate papo que vai além do gibi.

Conto com seu like no Youtube e se inscreva no canal. Assim você é alertado quando rolarem outras atualizações e ainda informa automaticamente ao Youtube que o conteúdo é legal, pra que ele mostre a mais gente.

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E Doris Day alcançou o infinito

Merecedora do título de lenda hollywoodiana, Doris Day morreu na manhã de hoje, 13, aos 97 anos de idade. A Marilyn com mais açúcar, dona da virgindade a prova de bala, piadas que se contavam enquanto ela arrastava milhões às bilheterias principalmente em comédias fofas nos anos 50 e 60.

Aposentada há muitos anos, vivia isolada cuidando de animais abandonados e filantropia. Sua gloriosa vida teve alguns momentos dolorosos que contrastaram a imagem extremamente doce da atriz e cantora.

Foi Loira de Hitchcock uma vez. Ao cantar em cena a música chave no remake de O Homem Que Sabia Demais (The Man Who Knew Too Much, 1956 de Alfred Hitchcock) revolucionou a indústria fonográfica, num tempo em que não era comum haver um hit que impulsionasse as vendas de uma trilha sonora de um filme não musical.
Com James Stewart sob direção de Alfred Hitchcock
"Que Sera, Sera (Whatever Will Be, Will Be)" chegou ao topo das paradas em vários países e anda levou o Oscar daquele ano. É até hoje um exemplo excelente do uso de uma canção na trama de um filme.

Doris Day alcançaria a teu sonhada indicação ao Oscar em 1960, pela comédia Confissões à Meia Noite (Pillow Talke, 1959 de Michael Gordon) . No filme ela é a decoradora solteirona que por erro da companhia telefônica tem a linha divida com um vizinho galanteador interpretado por Rock Hudson.
Ouvindo o vizinho fanfarrão Rock Hudson em Confissões à Meia Noite
Ela passa a odiá-lo sem nunca ver seu rosto, só de ouvir os papos melosos que ele tem o dia todo ao telefone com várias moças. Até que se conhecem pessoalmente, mas só ele a reconhece o que faz com que finja ser gay, a ironia máxima um ator gay que fingia ser hétero interpretar um homem hétero que finge ser gay.

Se a indicação da Academia apontava anos dourados para a atriz na década de 60, o destino lhe pregou uma peça. O terceiro casamento chegou ao fim e Doris Day teve a amarga surpresa em descobrir que o marido, que também era seu empresário, a deixou sem um tostão na conta.

Isso quando a revolução sexual havia deixado bem demodé uma figura como ela, com ar virginal sob qualquer circunstancia, típica da década de 50. Mas o show não pode parar e ela reconquistou seu lugar trabalhando como nunca em shows e no cinema, até em produções polêmicas, como quando a Fox resolveu retomar o filme que Marilyn Monroe havia deixado inacabado.
Eu, Ela e a Outra, papel que muitas recusaram acreditando não ser ético com Marilyn
O pior ainda estava por vir, acredite! Conforme relembrado por Ruy Castro no livro Saudades do Século XX, em 1969 seu nome apareceria envolvido na tragédia macabra do assassinato da atriz Sharon Tate, assunto do próximo filme de Quentin Tarantino.

A mansão que aconteceu o massacre pertencia a Terry Melcher, seu filho, o executivo de uma gravadora. Como ele procurava novos talentos haviam lhe dito que um grupo de hippies que morava em restos de cenários de faroeste abandonados faziam um som legal.

Ele foi até lá, ouviu, não gostou, deu uma nota qualquer e foi embora. Liderados por Charles Manson, o grupo jurou que houve a proposta de um contrato e foram até a mansão cobrar a dívida com sangue.
                                Com o filho Terry Melcher nos anos 70                                 gettyimages

Melcher, filho de Doris Day não morava mais lá, havia alugado a residência ao jovem casal formado por Roman Polanski e Sharon Tate, com 26 anos e grávida de nove meses. Polanski estava em Londres a trabalho, mas junto a Tate havia um grupo de amigos lhe fazendo companhia, todos brutalmente assassinados.

Evidente que Doris Day ou seu filho não tiveram a menor responsabilidade no caso, porém, explorar seu nome foi um tempero utilizado por alguns órgãos da imprensa que noticiaram a tragédia por muito tempo. Uma estupidez.

Ela não apareceria mais em nenhum filme depois de Tem um Homem na Cama da Mamãe (With Six You Get Eggrol, 1968 de Howard Morris). Na TV estrelou o sitcom The Doris Day Show entre 1968 e 1973 seguindo a formula de interpretar um personagem muito parecido com ela, inclusive com o mesmo nome, conforme Lucille Ball havia sido muito bem sucedida em I Love Lucy.
Novamente com o amigo Rock Hudson no primeiro episódio do programa de 1985
Na década de 80 faria história na TV americana com o programa Doris Day's Best Friends. No show ela recebia em seu rancho seus melhores amigos para um emocionante bate papo, entre eles Rock Hudson, o antigo colega e primeiro grande astro a contrair HIV, então já com a saúde debilitada.

Doris Days havia se tornado reclusa desde o falecimento de seu filho em 2004, se dedicando completamente a sua fundação para o bem estar animal. Será eternamente lembrada por fãs e milhares de trilhas sonoras que sempre utilizarão suas canções.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Amor entre monstros: As palavras de Christopher Lee para Boris Karloff

Tanto Boris Karloff quanto Christopher Lee ficaram internacionalmente conhecidos interpretando o Monstro de Frankenstein. O primeiro em 1931 para a Universal Studios e o segundo em 1957, para a Hammer Films, mas pareciam conectados pelo cosmos.

Eles também tinham em comum terem interpretado múmias e os maquiavélicos Fu Manchu  e Rasputim. Ambos se tornaram lendas do cinema de horror, embora Lee tenha ficado bem mais marcado pelo personagem Drácula, que também interpretou na Hammer algumas vezes.
O blog “Star and Letters” (uma cortesia Heritage Auctions) publicou a emocionante carta que Lee enviou a Evelyn Karloff, quinta esposa de Boris, três dias após ficar viúva em 5 de fevereiro de 1969. Leia abaixo a transcrição traduzida do manuscrito e perceba o pleno respeito e admiração que Christopher Lee sentia.
45 Cadogan Square
5 de fevereiro
Minha querida Evie.
Eu sei que palavras e frases são de alguma forma inadequadas para expressar meus sentimentos.
O carinho e a admiração que senti por Boris foram e sempre serão ilimitados.
Desde os dias em que eu era um garotinho, ele sempre foi o meu favorito e sempre continuou sendo. Nunca pensei que um dia eu realmente iria encontrá-lo, muito menos trabalhar com ele. O fato de que eu fiz essas duas coisas sempre será um destaque da minha vida em todos os sentidos. Ele foi maravilhosamente gentil comigo e sempre estará muito em meu coração. Como o mundo sabe, ele era um excelente ator - e aqueles de nós que o conheceram sentiram por si mesmos sua bondade, gentileza e humor sempre serão muito privilegiados. Oro a Deus que eu possa seguir o seu exemplo.
Por favor, entre em contato comigo se precisar de alguma coisa.
Meu amor por você
Christopher
Christopher Lee em A Maldição do Altar Escarlate 
Havia uma diferença de 35 anos entre eles, o que visto agora nem é tanta coisa assim, mas cada um teve impacto para gerações diferentes em seus auges. Trabalharam juntos em duas ocasiões: em Corredores de Sangue (Corridors of Blood, 1958 de Robert Day) e dez anos depois, em A Maldição do Altar Escarlate (Curse of the Crimson Altar, 1968 de Vernon Sewell).

Veja também:
Sarah Karloff como Monstro de Frankenstein
A cozinha maravilhosa de Boris Karloff

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