sexta-feira, 19 de julho de 2019

20 anos de Tudo Sobre Minha Mãe: conheça outros títulos com Bette Davis em espanhol

 Se nós achamos estranhos muitos títulos que os filmes ganham no Brasil, na Espanha não é diferente. Tem aquele diálogo de Tudo Sobre Minha Mãe (Todo sobre mi madre,1999, Pedro Almóvar) que não me deixa mentir.
 - Mamãe, o filme vai começar!
-Tô indo!
-“Eva Al Desnudo” (Desnudando Eva)
-Que Mania de trocar títulos. “All About Eve” quer dizer “Tudo sobre Eva”.
              - “Tudo sobre Eva” parece errado.

Fui à cata de outros filmes de Bette Davis cujos títulos em espanhol são bem diferentes tanto dos nossos quanto dos originais. Bem, já sabemos como "A Malvada" ficou lá.

“La solterona” é quase uma intepretação do original The Old Maid, dirigido por Edmund Goulding em 1939. No Brasil ficou “Eu Soube Amar”, bem mais suave.

"La Egoista" aqui é Depois da Tormenta. O título original é Payment on Demand, dirigido por Curtis Bernhardt em 1951. “La Egoista” poderia ser uma tentativa de repetira “A Malvada”, mas sabemos que “All About Eve” teve outro título lá...

 “El favorito de la reina” é a versão hispânica de “The Virgin Queen” (1955 de Henry Koster) e aqui foi “A Rainha Tirana”. Incrível como amávamos dar citações bíblicas referentes a pecado nos títulos (A Mundana, Adorável Pecadora, etc.), mas ninguém mexeu com a virgindade.

“Calmate, Dulce Carlota” é “Hush...Hush, Sweet Charlotte” (1964 de Robert Aldrich) que em espanhol ficou bem mais engraçadinho. O “Com a Maldade na Alma” em português no Brasil soa bem mais forte.

“Su propia victima” é tão enigmático quanto o nosso “Alguém Morreu em Meu Lugar”. “Dead Ringer” dirigido por  Paul Henreid em 1964 é sobre a velha e boa história de gêmeas que trocam de papel, mas em se tratando de Bette Davis não há a bozinha e a mázinha, lógico.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Bizarras VHS de ginástica com famosos 80s

Se hoje temos uma academia em cada esquina, nos anos 80 a febre fitness era na sala de casa mesmo! Fitas de vídeo com celebridades ensinando a malhar em casa mesmo foram uma verdadeira coqueluche.

A mais bem sucedida foi Jane Fonda, cujas fitas de exercícios são apontadas como um dos motivos para o boom dos videocassetes no começo daquela década. Mas absolutamente qualquer famoso de certa idade e corpo em evidência parecia poder ter a sua própria VHS.

Inclusive no Brasil tivemos alguns exemplos, obvio, que de forma mais modesta do que nos EUA. Videocassetes eram muito caros, demoramos a popularizar sempre às voltas com a hiper inflação.

No vídeo desta semana vamos até essa época ver algumas destas fitas que agora parecem bem bizarras. Mas temos que levar em conta que se hoje temos uma academia a cada esquina, é porque os anos 80 foram gloriosos em nos convencer de que temos que nos exercitar.

Eu já publiquei um post há alguns anos sobre o mesmo tema, porém, compreenda este vídeo como uma versão revisada e ampliada dele. Como sempre, não se esqueça de deixar o seu like no Youtube e se inscrever no canal para receber notificações das próximas atualizações.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Também existiram Drealmanders mirins

Dreamlanders são como são chamados os atores e equipe que trabalharam costumeiramente com John Waters. Alguns lembramos facilmente como Divine, Mink Stole, Edith Massey e Mary Vivian Pearce.

Alguns sempre estiveram lá e demoramos a perceber ou dar bola. Como é o caso de Brook Yeaton, que, acompanhando a filmografia de Waters, o vimos literalmente crescer.
Ele estreou em Desperate Living de 1977 com apenas nove anos de idade. Interpretou Bosley Jr., o filho da histérica Mink Stole.

Aquele que depois de quebrar a vidraça aparece brincando de médico no porão. E para quem se pergunta como algum pai permitiu seu filho pequeno trabalhar com aqueles hippies doidos, a resposta é simples:  Brook Yeaton é filho de Pat Moran, uma das mais antigas Dreamlanders, desde Mondo Trasho de 1969.
Pat Moran trabalhou como atriz até Desperate Living, onde aparece interpretando “A Pervertida do Banheiro”, mas seguiu nos filmes de John Waters até o último O Clube dos Pervertidos (A Dirth Shame, 2004) desempenhando várias funções. Foi creditada  principalmente como diretora de elenco e produtora associada.
Hoje ela tem nada menos do que 3 Emmys (e um monte de indicações) por trabalhos para outras pessoas. É a principal descobridora de talentos do Estado de Mariland, quando Hollywood produz filmes com locações por lá.

Seu filho Yeaton seguiu caminho parecido, trabalhando como ator para John Waters até Hairspray de 1988, mas com o departamento de arte (aderecista) em seus filmes até 2004.  E foi essa carreira profissional que ele seguiu, começada no cinema underground de Baltimore.
Brook Yeaton no documentário It Came from... Baltimore!! de 2005
E em 1990 ele se casou com a musa  Traci Lords após terem se conhecido nas filmagens de Cry Baby. No filme, primeiro Waters para um grande estúdio de Hollywood, ele trabalhou como aderecista e ela tentava entrar para o cinema sério após ter se tornado nos anos 80 uma sensação da industria pornô.
O casal na estreia de Cry Baby. Traci disse que entre os Dreamlanders sentiu que finalmente tinha família
Ambos estavam com 21 anos naquela época, e a estrela era perseguida pelo FBI por ter usado documentos falsos. Lords causou um escândalo quando ao atingir a maioridade revelou que havia participado de filmes adultos a partir dos 15 anos e que, portanto, todos aqueles videos muito famosos se tornaram proibidos legalmente (leia mais clicando aqui).
Traci, Brook e Pat fotografados por John Waters em 1992
Não é incrível o menininho de Desperate Living ter sido o primeiro marido de Traci Lords? Com as bençãos do Papa do Trash.

Veja também:


segunda-feira, 15 de julho de 2019

Edição tripla de Evil Dead. Vem ver!!!


Quantas vezes já não disse aqui que acho A Morte do Demônio (The Evil Dead, 1981 de Sam Raimi) o suprassumo do horror? Então idealiza o quão feliz fiquei diante de uma super edição deste filme.

Neste vídeo vamos ver a “Ultimate Edition” lançada pela Anchor Bay há alguns anos. São nada menos do que três discos!

No vídeo eu cito o Dolce Video 8, caso você queira assistir depois é este aqui: https://www.youtube.com/watch?v=BX_wcxlowgE

Por favor, não se esqueça de deixar os eu like e se inscrever no canal, caso ainda não o tenha feito! https://www.youtube.com/c/DolceVideo

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Marvel na estradinha dos tijolos amarelos

Paxton Holley
Peculiar anúncio da Star Comics na década de 80 com suas principais estrelas! A referência, óbvia, é à famosa frase de O Mágico de Oz (The Wizard of Oz, 1939): “Lions and Tigers and Bears, Oh My!”
Star Comics foi um selo que a Marvel criou na década de 80 para publicar histórias em quadrinhos para um público mais infantil, com adaptações dos grandes sucessos dos desenhos animados da época. No Brasil foi chamado de Quadrinhos Star e pertenceu à editora Abril a partir de 1985.

Entre seus títulos estava Thundercats, Ursinhos Carinhosos, Defensores da Terra e coisas que o valham. Não originário da TV estavam as aventuras da Misty, uma colegial que apaixonada pelo galã Flávio Júnior se torna atriz de telenovelas a´pós ganhar um concurso de talentos.
Criada pela lendária Trina Robbins (a primeira mulher a desenhar a Mulher Maravilha!), Misty nos EUA foi uma série de apenas 5 edições. A editora brasileira estendeu a série até o número 9 com artistas brasileiros seguindo a história.

A primeira vez que falei da Misty aqui no blog atraiu uma fã dos EUA que me enviou alguns e-mails.  Qual não foi minha surpresa/carão, ao descobrir que ela entrou em contato com a autora e ela lhe disse que não fazia a menor ideia que sua personagem havia tido outros números no Brasil. Trina Robbins nunca tinha sido comunicada pela Marvel e, obviamente, não recebeu royalties por isso!

É isso! La Dolce Vita as vezes também descamba para o Cidade Alerta...

Veja também:

quinta-feira, 11 de julho de 2019

30 anos de A Princesa Xuxa e Os Trapalhões

30 anos de um filme que levou multidões aos cinemas! A Princesa Xuxa e Os Trapalhões (1989 de José Alvarenga Junior) juntou a maior celebridade do momento aos reis da bilheteria e o resultado não poderia ser diferente.

Além de ser ficção científica, gênero pouco usual no cinema brasileiro, ele tinha uma produção acima da média para enfrentar os costumeiros blockbusters hollywoodianos. Um ano antes Xuxa havia estreado sozinha na tela grande com Super Xuxa Contra o Baixo Astral e bateu de frente a Mestres do Universo (Masters of the Universe, 1987 de Gary Goddard).

Devem ter pensado: É por aí o caminho para a molecada de hoje! Se agora a tecnologia facilita as coisas, embora não existam mais muitas produções brasileiras de cinema fantástico para o público infantil, naquela época até a nossa iluminação destoava.

 No vídeo desta semana conversamos mais sobre os 30 anos de A Princesa Xuxa e Os Trapalhões e claro, sobre cinema aquele período. Como sempre, deixe seu like e se inscreva no canal!

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Roolynhas do Coronel também em disco e fita K7

O girl group mais inusitado da musica popular brasileira! As Rolinhas do Coronel Arthur da Tapitanga da novela Tieta (1989/1990) apareceram em um compacto que hoje é absurdamente raro!

Pelo título das músicas na contracapa, as moças cantavam música regional nordestina, bem ao estilo da trama. Mas assumiram o nome As Roolynhas, acho que pra não cair na infração de direitos autorais da Globo, afinal, é um disco Top Tape, não da Som Livre.
Mercado Livre
Lançar disco (sabendo cantar ou não) era um caminho óbvio de todo mundo que virava celebridade e queria estender a fama um tiquinho mais. Moças ainda podiam também sair peladas na Playboy, mas aí não foi o caso.

As Rolinhas por muitos capítulos foram moças aleatórias, sem texto nem nada e no desenrolar da trama ganhavam destaque, principalmente após a chegada da Imaculada (Luciana Braga). Um estranho caso de pedofilia mostrada na TV tanto como sendo uma coisa monstruosa como com bom humor.
Tássia Camargo e As Roolynhas na festa de encerramento da novela / Tudo Isso é TV
 Elas foram interpretadas por Concy Maduro, Luciene Campos, Maria de Médicis, Patricia Alencar, Rosane Salles e Suzanne Seixas. Por quem?

Bom, tem uma que já havia aparecido na abertura da Brega e Chique de 1987 como dona de casa. Dois anos antes!
... Ou seja, pelo menos uma ali tinha faixa etária bem acima da média de preferência do coronel. Não tenho certeza quem é ela (Suzanne Seixas?), mas provável que alguma noveleira que esteja nos lendo sabe (sim, sei que a Dóris Giesse também aparece aí além do bumbum do Vinicius Manne).
Agora, a parte das voltas, mas voltas mesmo que o mundo dá cabe à Rolinha Maria de Médicis. Virou diretora geral de novelas da TV Globo!
Ela dirigiu sucessos como Cheias de Charme (2012) e comorou 25 anos de profissão em 2018, quando dirigiu O Segundo Sol, novela das 9.  A Rolinha que melhor aprendeu o beabá, né?


Veja também:
Duelo de Tietas: Betty Faria Vs. Sonia Braga
Quando Master System chegou a Santana do Agreste
Jorge Amado e as adaptações de sua obra

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Edição especial com 5 versões parece confusa, mas não é bem assim

Blade Runner é daqueles filmes que têm inúmeras edições lançadas em VHS, DVD e Blu-ray. No caso, o próprio filme em si recebeu várias montagens.

Esta edição em Blu-ray reuniu nada menos do que 5 delas, incluindo a última, com retoques digitais que pretendiam consertar falhas do que foi assistido a partir de 1992. No vídeo desta segunda mostro os prós e contras.  

Ainda palpito sobre quais dessas versões merecem ser assistidas logo de cara. Duvida que sempre tive e acho que já sanei.

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