terça-feira, 22 de abril de 2014

As Panteras em cartoon

 
Os Anjos de Charlie, ou As Panteras (Charlie's Angels) fazem esta aparição animada em Scooby-Doo em Hollywood (Scooby-Doo Goes Hollywood, 1979 de Ray Patterson). Uma encarnação muito mais fiel do que a paródia oficial Capitão Caverna e as Panterinhas.

O cartoon foi a estreia de Scooby Doo e sua turma em longa metragem e em horário nobre. Por coincidência (?) o mote é similar à estreia dos Muppets em filme, lançado naquele mesmo ano de 1979.

Salsicha e o inseparável dog alemão estão cansados de correr atrás de monstros e não serem levados a sério como ator. Partem para Hollywood com vários projetos para TV e cinema a fim de darem novo rumo à carreira.

É a desculpa para tudo o que era sucesso naquele tempo ser satirizado, de western spaghetti ao John Travolta (Grease virou Groove). Dá pra chutar perfeitamente o ano em que foi produzido: 1979!

Até porque, a coisa mais recente que cita é Superman (1978 de Richard Donner), então, basta calcular um ano a mais. O desenho tem nem 50 minutos, animação econômica da Hanna-Barbera, não deve ter demorado muito mais que isso pra ficar pronto.

Em “As Panteras do Scooby” o cabelo da Sabrina Duncan está alaranjado muito provavelmente para dar uma disfarçada, para o caso de acusações de plágio. Pelo penteado a loira é a Farrah Fawcett, não Cheryl Ladd, a que estava em atividade.

Elas estão de tocaia na frente de um local repleto de avisos do tipo “Esconderijo dos bandidos”. Sabrina diz que encontraram o esconderijo dos bandidos e Jill comenta que a amiga é sempre a mais inteligente pra descobrir essas coisas.

Veja também:
Scooby-Doo encontra Mama Cass (de dieta!)
Dose de terror pela manhã

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Dancin’ Days: A atriz que não estava lá


Atualmente no ar no Canal Viva, a novela Dancin’ Days trouxe uma bizarra sequência no capítulo 06 ( segunda-feira, 07). Joana Fomm sai pra levar a sobrinha ao balé e na próxima cena, dentro do carro percebe-se, inclusive pela voz, que em seu lugar está a atriz Norma Bengell.

Isso porque, Bengell que seria a vilã Yolanda Pratini, já tinha gravado conteúdo para semanas quando se desentendeu com o diretor Daniel Filho e pulou fora da novela, pouquíssimo tempo antes da estreia. Entre as hipóteses, a mais amena é que ela, já uma estrela internacional de cinema, não se acostumou ao ritmo televisivo, mas o próprio elenco falava outra coisa naquela época, conforme veremos logo mais.

O "erro" foi comentado nas redes sociais quando foi ao ar agora, mas era de conhecimento que ele existia muito antes. Meu amigo David já havia comentado que Norma Bengell ainda aparecia "acidentalmente" em alguns momentos quando este folhetim saiu em DVD (de forma bem resumida), mas isso não consta na edição da GloboMarcas.

Joana Fomm originalmente seria Neide, a ambiciosa empregada da casa de Celina (Beatriz Segall), papel muito menor, mas que ganha destaque na segunda metade da trama. Com a mudança, tiveram obviamente que regravar todas as sequências com a vilã num curto espaço de tempo, além das com a empregada.

 Na biografia “Minha História é Viver” escrita por Vilmar Ledesma, Fomm recorda que foram refeitas cenas de dezesseis capítulos em uma semana. Ao assumir o desafio teve que tratar os cabelos (antes propositalmente mal cuidados) e pinta-los com tons acobreados, muito provavelmente para o reaproveitamento de externas como a do capítulo 6.

No livro diz também que a colega Sonia Braga (a rival irmã Julia) foi um anjo. Eram tantas cenas e diálogos tão grandes que na metade às vezes ela não sabia nem em que país estava, cabendo a Braga dar a volta no texto até lhe reentregar suas deixas.

 É provável que em 1978, quando a novela foi exibida pela primeira vez, a troca repentina entre uma tomada e outra nem tenha sido muito notada. Lembrando que a qualidade da transmissão, assim como os aparelhos televisores daquela época eram diferentes dos atuais.

Revi no mesmo canal Viva a novela Rainha da Sucata (1991) e agora eram visíveis pregos nas paredes de pseudo mármore na mansão de Laurinha Figueroa. É claro que a diferença de tamanho das madeixas das atrizes é algo muito mais gritante, até pra quem assistia TV com Bombril enrolado na antena.

A Folha de São Paulo citou a troca das atrizes apenas na matéria (11 de julho de 1978) sobre o encontro dos atores com jornalistas para o lançamento da novela, mas nada sobre o “erro” que foi ao ao ar. José Lewgoy comentou à jornalista Helena Silveira sobre a postura “pouco profissional e de extremado estrelismo de Norma Bengell que teria causado um massacre no elenco, uma vez que dezoito capítulos tiveram que ser regravados em ritmo de ‘é pra amanhã’”.

Por isso, os atores que regravavam (incluindo a adolescente Gloria Pires) não puderam comparecer ao evento. Indagada porque Bengell saiu, Beatriz Segall disse que não sabia e que ela era “uma força da natureza”, enfatizando: "O elenco todo com os ausentes é sensacional. Trabalhar com a gentileza, cordialidade, ensinamentos contínuos de Daniel Filho, é um privilégio. Sônia Braga no convívio é a anti-estrela. Todos os colegas são unidos, discute-se o enredo e a personagem de cada um. Ao contrário do que se pensado "monstro Globo, Daniel cria um ótimo relacionamento entre a equipe.".

Há casos semelhantes no cinema, quando uma atriz substituiu a outra e sobraram pedaços com a primeira na edição. Um dos mais famosos é No caminho dos Elefantes (Elephant Walk , 1954 de William Dieterle) quando Elizabeth Taylor assumiu o papel que Viven Leigh desistiu durante as filmagens.

Veja também:
Valia tudo nos dias dançantes
Sonia Braga Vs. Joan Crawford
A sala de estar de Ubirajara
Lídia Brondi sabia escolher as amizades

Ouça a versão italiana de Dancin’ Days (sem As Frenéticas!)

terça-feira, 15 de abril de 2014

Fascinação pelo desconhecido

A Cosmopolitan em janeiro de 1960 apelando para o ocultismo. Assim como geralmente as revistas fazem no primeiro mês de cada ano.

Não poderia haver foto melhor para ilustrar a edição do que a Lucille Ball toda arregalada... Espíritos, sonhos, aparições e drogas!

Caiu em desuso (para a maioria), mas até celebridades apelavam para entorpecentes como maconha e LSD como forma de obter respostas da mente aberta. De Cary Grant a Federico Fellini, todos buscaram experiências extrassensoriais através de ácido lisérgico.

Mas ainda havia espaço ao dócil horóscopo: “O que dizem as estrelas para você sobre 1960”. Pelo menos para Lucy, elas devem ter dito coisas terríveis!!!

Foi em 1960 que ela se separou de Desi Arnaz, após descobrir que ele dormiu com meio mundo em Hollywood, além do rombo nas contas da bem sucedida empresa de ambos, a Desilu Productions. E se as estrelas não contaram, os consultores financeiros a deixaram a par...

A primeira imagem é um oferecimento Steve Scott

Veja também:
Do quê Lucy tinha medo?
Na cama com (recato) e Lucy

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Maldição do estrelato adolescente

Fã extremo nível segurar plaquinha com “amor forever” de filme sensacionalista sobre os bastidores da indústria cultural teen. Desde O Vale Das Bonecas (Valley of the Dolls, 1967 de Mark Robson)!!!

Se for asiático e de terror, triplique esse amor! White, The Melody of Curse (Hwa-i-teu: Jeo-woo-eui Mel-lo-di, 2011 de Gok Kim, Sun Kim) é sobre um daqueles grupos pop formados por meninas sul-coreanas que levam multidões aos shows.

Coisas estranhas acontecem quando elas resolvem roubar e regravar um hit encontrado numa velha fita VHS. Encontrado, aliás, num antigo estúdio onde 15 anos antes ocorreu um trágico incêndio com muitas vítimas fatais.

Aí vai ter um fantasma de cabelo no rosto, um mistério que não dá pra entender direito, mas isso não importa! É um universo delicioso de recalques e intriguinhas, onde vale até envenenar a maquiagem das inimigas ou cometer suicídio tomando produto de limpeza de chão.

Maquiagem tóxica!!!
Não que a parte violenta seja pouco criativa, com atentados e mortes brilhantes e realistas, por mais absurdas que sejam. Ainda há a tal música da maldição (ouça clicando aqui) que gruda com o refrão “há, há, há” ( uma mensagem cifrada pra “hot, hot, hot”, com as garotas ardendo sabe-se lá onde?).

Por trás de tudo uma crítica cruel (muito cruel!) a esse típico de mídia, devoradora de meninas ambiciosas. A protagonista é a gracinha pop star Eun-jeong Ham, uma real espécie de Sandra Dee daqueles lados do planeta, o que emprega autenticidade ao personagem.

Atenção com carinho ao hilário e apoteótico final, quase copiado quadro a quadro de Carrie, A Estranha (1976 de Brian de Palma), uma referência presente também no nome da fantasminha White (sobrenome da Sissy Spacek no filme 70's). Fãs ensandecidas podem ser mais perigosas que qualquer maldição.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

O que terá ou o que aconteceu com Baby Jane?

VHS 1989
DVD (2001) e Blu-Ray (2012)
Uma dúvida pertinente: Afinal o título correto de "What Ever Happened to Baby Jane?" (1962 de Robert Aldrich) no Brasil é “O Que Terá Acontecido a Baby Jane?” ou “O Que Aconteceu com Baby Jane?”? As duas coisas!

Ele foi distribuído nos cinemas daqui apenas em 1964 como “O Que Terá Acontecido a Baby Jane?”. E a Warner preservou este título ao lançá-lo em VHS em 1989, DVD em 2001 e em Blu-Ray em 2012.

 “O Que Aconteceu com Baby Jane?” foi o nome que a TV Globo usou ao exibi-lo pela primeira vez em 1973. E o preservou nas sucessivas reprises do filme em suas madrugadas.

Em 2012 o canal pago TCM o exibiu com o mesmo título dos cinemas e das edições de home vídeo. Ou seja, “O Que Terá”, passou a ser também um nome de exibição na TV.


O áudio em português foi da Herbert Richers e o narrador traduz o letreiro dos créditos como “O Que Terá Acontecido a Baby Jane?”. Se for a dublagem 70's , deve ter sido bem confuso a Globo anunciar uma coisa nas chamadas e durante o filme falarem outra.

A partir da década de 90 o SBT passou a exibi-lo intitulado como no cinema. Há a possibilidade desta dublagem ser do período, já que a voz da Bette Davis não é a tradicional feita pela Ida Gomes, e sim da Glória Ladany .

Quando ele estreou nas telas do Brasil, com atraso de dois anos, o filme já tinha se tornado um fenômeno. Antes, a imprensa já falava dele, inclusive noticiando que Robert Aldrich reuniria novamente Bette Davis e Joan Crawford em Hush...Hush, Sweet Charlotte, que viria a se chamar aqui “Com A Maldade na Alma”.

Nesse tempo as matérias se referiam ao filme ainda inédito como sendo “O Que Aconteceu com Baby Jane?”. Provável que algum “press kit” o tenha “erroneamente” mencionado assim, que depois foi utilizado pela televisão.

Veja também:Nomes de filmes no Brasil e em Portugal
Casa da Mãe Joana de títulos. Até quando?
Alhos e bugalhos
Tão parecidos e tão diferentes da gente

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Look do dia: Lu-lu Fishpaw


“Cansei de ser gato”, vou me travestir de ~blogueira de moda~. Vou finalmente ganhar dinheiro! Hahahahaha!

O look de hoje é o da Lu-lu, a adolescente, com cabelo quase pigmaleão que ganha uns trocados nos intervalos da escola dançando pros rapazes no filme Polyester (1981 de John Waters). Foi pinçado pelo blog Macy Marie.
Todas as peças foram encontradas em lojas como Hermes, American Apparel e Jimmy Choo. Ponto! Pode sair com os amigos punks pra fazer arruaça pelas ruas.

 Mas sem engravidar! Caso contrário, um tratamento com as freiras sádicas, até ficar curada pelo crochê.

terça-feira, 8 de abril de 2014

No ritmo da conspiração internacional


The Cass Carnaby Five foi uma banda que conquistou bastante sucesso na metade da década de 60. Ela entrou em desgraça quando descobriram que sua música escondia um código que derrubava aviões!!!

Ouça no player abaixo, ou clicando aqui, três versões do hit explosivo Danger Game. Com o volume baixinho para não causar desastres aéreos.

Na verdade a The Cass Carnaby Five apareceu em “The Cham-Cham”, 25º episódio da primeira temporada de Thunderbirds. Produzido em 1965, é considerado um dos melhores da série, artístico e tecnicamente.

A música com levada latina que derruba aviões é de autoria de Barry Gray. Compositor de toda a série, teve aqui a oportunidade de se mostrar mais pop.

Com algumas sequências transcorridas num night club, há até espaço para Lady Penélope ter um número musical. omo Wanda Lamour, a loira disfarçada canta com sotaque que lembra Marlene Dietrich (a última versão presente no player do post).

Há muitas referências aos filmes de espionagem 60’s e claro, a paranoia causada pela Guerra Fria, quando qualquer influencia externa era motivo de atenção. Não importava se fosse apenas uma bandinha, aparentemente para balançar a franja.

Veja também:
Captain Scarlet em ritmo de aventura
Thunderbirds are go!

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Zumbis, hard rock e um pelado



Pense num filme ruim! Zumbis do Hard Rock (Hard Rock Zombies) dirigido por Krishna Shah em 1985 é pior do que qualquer coisa que você tenha imaginado.

Uma total falta de talento no roteiro, fotografia, interpretações, direção e edição. Consta que ele seria um média metragem para ser exibido junto a American Drive-In do mesmo ano, no meio do projeto resolveram injetar grana e transformá-lo num longa.

Resolveram injetar só uns caraminguás a mais, porque a coisa é franciscana! E na metade do filme continuou o final de quando ele era média metragem, com a bandinha zumbificada se pirulitando da cidadezinha.

Mas a historia continua sem pé nem cabeça, com anões vestidos de seguidores de Hitler, uma velha lobisomem e mais uma bagunça suficiente para ficar cansativo. Ajuda ao tempo demorar pra passar os incontáveis clipes de música ruim que interpelam várias veze a trama.

Isso não significa muita coisa, mas o mocinho, vocalista da banda no filme, realmente curte rock. Sua página no Facebook é cheia de referências ao ritmo do diabo.


Outra informação ~relevante~ a respeito do astro de Zumbis do Hard Rock é que ele trocou de nome depois do filme. E.J. Curcio, virou E.J. Curse e foi com esse nome que apareceu como veio ao mundo nas páginas da Playgirl em 1996.


Nessa edição o garoto da capa foi o modelo brasileiro Marcello Morgilli, ex Casa dos Artistas como Marco Mastronelli. O roqueiro zumbi estava nas páginas centrais do número, inclusive no pôster.

Tanto Zumbis do Hard Rock quanto American Drive-In foram exibidos na Band (na época Bandeirantes) e distribuídos em VHS no Brasil. Por quê?

Para Veja, faltava sorte a Ingrid Pitt

  Segue a notinha da coluna “Gente”, publicada na revista Veja em 1977:
“Versatilidade não lhe falta. Nascida na Alemanha, fala seis línguas, pratica uma infinidade de esportes e já rodou o mundo trabalhando em teatro, TV e cinema. O que, possivelmente faltou à atriz Ingrid Pitt, 36 anos, foi sorte na escolha dos temas: Especializou-se em filmes de terror. Há cerca de um mês, no entanto, ela foi convidada para fazer o cobiçado papel de Evita Perón, numa versão de sua vida para o cinema, a ser filmada no início do próximo ano, ao lado de ninguém menos que Anthony Quinn, que, claro, interpretará Juan Domingo Perón. As duvidosas declarações de Pitt, de que "nada político haverá neste filme", não convenceram o governo argentino, pois as filmagens em Buenos Aires só serão permitidas depois que o Instituto Cinematográfico Argentino (ICA) aprovar o script. As cenas serão rodadas provavelmente no Uruguai.”


Começa pelo tradicional preconceito com filmes de terror, como se fossem motivo de azar, obras menores. Ingrid Pitt, como se sabe hoje, na verdade teve a sorte de participar de clássicos como Condessa Drácula (Countess Dracula, 1971 de Peter Sasdy) e O Homem de Palha (The Wicker Man, 1973 de Robin Hardy).

Tantas outras atrizes “sortudas” que se dedicaram a filmes dramáticos que agora são esquecidas. Sem um terço da popularidade que Pitt tem, exatamente por estes filmes de terror...

Ela faleceu em 2010 autora de alguns livros sobre a era de ouro do cinema britânico de horror, do qual fez parte, e querida por uma legião de fãs. Uma vitoriosa atriz que sobreviveu ao tempo como uma vampira sexy em filmes elegantemente góticos.

Mas sua maior sorte mesmo foi ter escapado de um campo de concentração nazista, onde viveu por três anos. Outro erro da nota é que ela é polonesa, não alemã!

Quanto a Evita, esse filme nunca aconteceu. Pelo menos ele não existe na filmografia de Ingrid Pitt nem na do ator Anthony Quinn, dedicado a produções de temas católicos na época.

A biografia de Eva Perón mais antiga que existe no IMDB é um telefilme estrelado por Faye Dunaway em 1981. Que, aliás, foi exibido nos cinemas do Brasil, simultaneamente a Mamãezinha Querida (Mommie Dearest, 1981 de Frank Perry).

Curioso como os produtores costumam pensar em interpretes para Evita popularmente conhecidas por sua sensualidade. Depois de Ingrid Pitt, causou barulho a escolha de Madonna para o mesmo papel na década de 90.

Veja também:
Ingrid Pitt R.I.P.
A Condessa Drácula
Eternas rainhas da Hammer

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Sons do tempo e espaço

Pessoal do Universo Who disponibilizou o LP “BBC Sound Effects No. 19: Doctor Who Sound Effects”. Uma raridade preciosa, lançado originalmente em 1978.

O disco faz parte da série de discos da BBC com os mais variados sons efeitos. O 19º foi este, com os sons até aquela data, com ênfase no que se ouve nos arcos do quarto Doctor.
A questão é que não se trata de uma trilha sonora, o que teria interesse apenas para fãs do programa. A emissora é referência no mundo desde os tempos de rádio, o que faz com que esta série de discos seja utilizada por produtores de todo o planeta.

Ou seja, muito do que fez parte dos ruídos e atmosfera de Doctor Who também fez de incontáveis outros programas, desenhos e filmes de ficção científica retrô. Barulhos de portas automáticas abrindo e fechando, osciloscópios, revolveres lasers...

Na década de 90 consegui comprar um destes discos da BBC Radiophonic Workshop em CD, o 13º com “Death and Horror”. Conforme já disse antes (Leia clicando aqui) percebi o reaproveitado destes efeitos até em novelas da TV Globo.

Se além de fã de sci-fi você for do programa, aviso que o tradicional som da TARDIS não faz parte da compilação. Ele é considerado uma música, não um mero efeito sonoro, ao contrário da também iconográfica "Chave de Fenda Sônica".

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Incrível catálogo Glasslite 1986!

  Olha aí, minha gente!!! Pra quem duvida que os anos 80 existiram, o blog Galeria dos Brinquedos postou um catálogo de lançamentos da Glasslite de 86!


Muito subproduto de seriado que a TVS (depois SBT) exibia. Aliás, a maioria dos brinquedos da Glasslite era do que víamos na TVS, sabe-se lá por que.

Trovão Azul (Blue Thunder), Esquadrão Classe A (The A-Team)... E eu simplesmente não lembrava de Duro na Queda (The Fall Guy), uma exceção exibida pela TV Globo.

Era comum de a fábrica desenvolver por conta própria uma linha por programa, mesmo se o item não aparecesse ou tivesse importância na série. Por exemplo, além da além do carro da SuperMáquina (Knight Rider) propriamente dita, havia o caminhão, helicópteros e qualquer outro veículo .

Outra prática habitual era os carrinhos serem os mesmos, independente da série. Eles só retocavam, ou trocavam os adesivos para os logos relativos ao que estava escrito na caixa.

O mesmo motoqueiro do seriado Moto Laser (Street Hawk, outro da Globo) anos depois foi repintado. Branco com alguns detalhes vermelhos virou o Jaspion, mesmo com o veículo para criancinhas mais atentas lembrar muito pouco a Allan Moto Space do japonês.

Neste catálogo de 1986, o carinha da moto, mesmo sem capacete podia tanto ser o David Hasselhoff de Supermáquina, quanto o Lee Majors de Duro na Queda. Isso porque o Lee Majors nem usava mulet...

Bem, era um tempo em que a molecada tinha que exercitar a imaginação para brincar. Se nos videogames um quadradinho virava uma bola que comia pílulas, nos brinquedos físicos não era diferente.
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