terça-feira, 10 de outubro de 2017

A incrível aventura de Las Grecas na Guerra dos Planetas

Las Grecas é aquele duo de Flamenco Pop do começo da década de 70 que ficou tão famoso na Espanha que gerou uma infinidade de cópias. “Te estoy amando locamente”, o primeiro hit, chegou até as galáxias distantes e você DEVE assistir no player abaixo!
É um nível de ruindade e maravilhosidade tão extrema que sei que não atualizava aqui faz alguns dias, mas eu TINHA que compartilhar! Prioridades, amigo, prioridades...

Reconfortante ler os comentários que este vídeo recebeu no YouTube e ver que absolutamente todos ficaram embasbacados. Um apocalipse gitano que nem os sonhos mais lisérgicos de George Lucas fabricariam!

Formado pelas irmãs Carmen Muñoz Barrull e Edelina Muñoz Barrull (Carmela e Tina), Las Grecas esteve em atividade entre 1973 e 1979 pela gravadora CBS espanhola.  Suas bases musicais iam de Jimi Hendrix, George Benson, ao brasileiro Caetano Veloso.

Mesmo sem a temática Star Wars elas são fabulosas. Cata só o clipe de "Ilusionada" (1976), que desbunde de cores e todos os efeitos possíveis nos primórdios do videotape.
Em 1983 Tina foi diagnosticada com esquizofrenia paranoide complicada e toxicomania, chegando a esfaquear a irmã numa das crises. Presa e depois internada, fugia de todas as clínicas, quando foi viver em situação de rua pelo centro de Madri. 

Em 1995 havia sido por uma casa de acolhimento quando faleceu de desnutrição e outros problemas acarretados por sua enfermidade. Tinha apenas 38 anos de idade
Carmela (à esquerda no gif acima) tentou resgatar a dupla com outras parceiras, inclusive com uma das filhas de Tina sem nunca mais alcançar o mesmo sucesso dos tempos do primeiro disco Gipsy Rock (1974). Graças a um descuido com o registro do nome, desde 2007 Las Grecas possuem uma polêmica formação sem relação alguma com Carmela e Tina.

Veja também:
As eletrizantes Pink Ladys
Amendoim Japonês

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Sentinela da TV: Chef & My Fridge

 Sabe quando você tá na cama a fim de assistir a alguma coisinha, mas não quer nada como um filme (você sabe que dormirá logo), além da tela diminuta dar preguiça?! Nessas horas Chef & My Fridge cai muito bem!

Também conhecido no ocidente como “Please Take Care of My Refrigerator “, é uma produção da TV sul-coreana (desde 2014) com um formato inovador que mistura talk show, reality e competição culinária. Dois apresentadores comandam uma bancada com alguns chefs fixos e recebem a cada episódio duas celebridades com suas respectivas geladeiras conforme estavam em casa.

Sim! Conforme estavam em casa, com potinhos plásticos de comida misteriosa/nojenta, coisas bizarras de todo tipo, congelados de mãe, porcaria de lojinha de conveniência, quase vazia, etc.  Abrir a geladeira (devidamente lacrada e com rótulos de marcas escondidos pela produção) é  um dos grandes momentos do programa com muita graça e constrangimento.
 Depois, dois dos chefs fixos terão 15 minutos para preparar um prato com o que está ali e conforme o estilo escolhido pelo convidado, dono da geladeira.  O melhor dos dois pratos gera uma estrelinha para o chef, que vão se somando conforme a temporada transcorre. 

Não cheguei ainda até o final de temporada pra saber o que acontece, mas isso é o que menos importa. Acredite, apesar dos pesares conseguem muitas vezes executar pratos incríveis!

Falando assim parece tudo muito simples, mas o humor afiado e inquieto dos apresentadores faz toda a diferença. Mesmo sendo um programa coreano é bem engraçado, espontâneo e faz sentido aqui no ocidente!

Sem limites, fazem questão de mostrar produtos vencidos guardados pelas celebridades na geladeira e comentam quando algo tem mau cheiro ou aparência suspeita. Já encontraram de tudo! De pares de luvas de látex a relaxante para quem usa salto alto na geladeira de um galã). 
Os chefs candidatos também são alvos recorrentes, nervosos em preparar alta gastronomia em pouquíssimo tempo com ingredientes tão limitados, ainda escutando duvidas e chacotas sobre suas capacidades culinárias.

Chef & My Fridge está presente no catálogo brasileiro da Netflix com episódios separados em duas levas: Os melhores episódios 2014-2016 e temporada atual, 2017. Semanalmente estreiam novos.

Um dos porens que faço cabe à Netflix que, como a edição usa muitos recursos gráficos e texto em coreano, coloca a legenda em português quase no meio da tela, cobrindo o rosto das pessoas na maior parte do tempo. Não atrapalha, mas incomoda.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

A experiência de Fellini com LSD

 Federico Fellini leva o espectador a seus sonhos, muitas vezes com fina psicodelia. Na real ele buscou o efeito das drogas sintéticas para uso recreativo apenas uma vez, quando experimentou ácido lisérgico (LSD).

Como homem criativo ele sentia a obrigação de provar a possibilidade de se expandir. Leitor de Carlos Castaneda, tomou o autor como inspiração, mas lamentou não ter acesso às incríveis drogas indígenas que o peruano tinha acesso e descrevia seus efeitos.
Ciente que havia histórico de problemas cardíacos na família fez uma bateria de exames antes e estava tudo bem. Manteve um médico por perto, assim como um taquigrafo que registraria tudo que ocorresse.

Fellini disse à biografa Charlotte Chandler ( de Eu, Fellini – Editora Record, 1993)que nunca teve controle nenhum em sua vida, ao contrário dos seus sets. “Para mim, o autocontrole sempre foi importante e achava que o perderia por completo neste caso”, também temia o risco de um dano permanente não em seu físico, mas em sua força criativa.
Mas a curiosidade sobre o efeito de LSD que tanto havia lido era mais forte, além, claro, a mescalina de Castaneda. Confessou que assim que os preparativos para a experiência terminaram o diretor não estava mais a fim de nada (“E se eu perco meus sonhos?”), mas temeu ser considerado um covarde.

Após o efeito passar não se lembrou de absolutamente nada, nem se sentiu melhor, mais excitado ou diferente em qualquer coisa. Estava com uma leve dor de cabeça e muito cansado, depois lhe explicaram que foi por ter andando de um lado pro outro e falado sem parar por horas.
Também contaram que ele era uma pessoa cujos pensamentos nunca descansam. Sob a influência do LSD seu corpo explorou sua atividade intelectual, “Mas já sabia, antes, que minha mente estava sempre em ação” concluiu Fellini.

Segundo o mesmo, foi um domingo desperdiçado, mas tentou não lamentar o tempo que perdeu. “Só há uma droga na qual sou viciado: rodar filmes. E ela é cara” e encerrou o assunto.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Quando Master System chegou a Santana do Agreste

Ninguém tem uma tia tão boazinha quanto Tieta. A senhora regalou o menino Peto com nada mais, nada menos do que um Master System, aquele videogame revolucionário da Sega de 8-bits.

E era um presentão mesmo! O aparelho tinha acabado de chegar oficialmente no Brasil em setembro de 1989 e, acompanhado de dois cartuchos, custava, pasme, 1500 cruzados novos. Em 2013 o UOL calculou que seu valor seria agora de 2800 reais!

 Quem acompanha a novela Tieta (em exibição no Viva) já viu que ele tem bem mais do que dois jogos. E mais! Peto ainda se diverte com a pistola de luz Light Phaser e dois óculos 3D, que juntos custavam 680 cruzados novos. Uma riqueza sem fim!

Atente que apenas o aparelho existente em Santana do Agreste tem o nome Master System escrito bem grande. A empresa não seria burra de deixar de dar destaque ao nome do produto (que aliás, nenhum personagem fala!).


E se levarmos em conta que até pouco tempo atrás a sua cidade Santana do Agreste não tinha nem luz elétrica o console fabricado no Brasil pela Tec Toy é ainda um pequeno milagre. Pequeno milagre do merchandising!

O Videogame rende caché extra pra todo mundo.  Ao contrário de produtos como cerveja (no bar do Seu Chalita só tem Antárctica) que apenas quatro ou cinco personagens aparecem consumindo, o garoto simplesmente passeia por vários cenários (Há mais de um mês!) com o Master System debaixo do braço, convidando qualquer personagem a jogar.


Não há unzinho cidadão de Santana do Agreste que reclame de qualquer dificuldade em manusear o controle. Todos são gamers natos!

Pelo menos em uma ocasião o console teve relativa importância à trama, quando o pastor de cabras Osnar e o prestamista Gladstone disputaram uma partida de futebol com o beijo da solteirona Carmosina como prêmio. A sequência chegou a encerrar o capítulo, como gancho para o do dia seguinte.


Assim que a energia elétrica chegou, Perpétua, mãe de Peto, correu dizer que na casa dela não entraria televisão, uma sem vergonhice. Nossa Senhora do Merchan é mais forte! O aparelho televisor apareceu num cômodo da casa da beata, exatamente para o garoto poder mostrar aos amiguinhos o presente que ganhou de Tieta. 

Pra paquerar Letícia lá foi Peto a até a casa do Seu Modesto Pires com o console debaixo do braço. Quem foi criança na década de 80 sabe que videogame na casa dos coleguinhas à tarde rendia, né?

Outro diferencial que não dá pra não entender perto do que vivenciávamos: Menino instala e desinstala na casa de todo mundo e não tem uma véia que reclame que aquilo vai estragar a televisão...

Nem dona Milu! Que aliás, diria: Mistério...

Veja também:


terça-feira, 5 de setembro de 2017

Elenco de O Último Americano Virgem tanto tempo depois

 
No começo da década de 80 o sexplotation (as pornochanchadas gringas) descobriu a juventude. Comédias bobas com leve apelo sexual tomaram em assalto os cinemas e locadoras e posteriormente as TVs.

O mais famoso desses filmes talvez seja Porky's - A Casa do Amor  (1981 de Bob Clark), exibido pela TV Globo algumas vezes. Assim como os similares,  trama bobinha que valia a pena esperar pra ver um par de peitinhos ali, uma piroca de relance acolá.
TVS/SBT contra-atacou com muitos outros títulos, sendo os mais emblemáticos Férias do Barulho (Private Resort, 1986 de George Bowers), que contava com um certo Johnny Depp a um passo de se tornar famoso com a série Anjos da Lei, e O Último Americano Virgem (The Last American Virgin, 1982 de Boaz Davidson). "O Último Americano..." é um dos melhores pelo argumento dramático e algumas sequencias verdadeiramente engraçadas.
Ninguém do elenco jovem alcançou status de astro nem nada. Com o passar dos anos conquistaram muitos fãs, aqueles que foram moleques e que assistiram e tiveram que esperar pra ver um par de peitinhos ali, uma piroca de relance acolá.

Após tanto tempo (36 anos!), os quatro atores principais ainda são amigos de Facebook (todas estas imagens pessoais abaixo são de lá!). Vivem se marcando, ou sendo marcados em fotos antigas. 

A mocinha Diane Franklin, com uma beleza similar à da Jennifer Connelly, estrelaria Terror em Amityville (Amityville II: The Possession, de Damiano Damiani) no mesmo ano e seguiu carreira exceto por uma pausa na década de 90. É a mais dedicada a dar atenção aos admiradores.
Steve Antin, que interpretou o amigo bonitão e mau caráter Rick, depois participaria dos sucessos Os Goonies (1985 de Richard Donner) e o oscarizado Acusados (The Accused, 1988 de Jonathan Kaplan), estreando na direção de cinema em 2010 com Burlesque, aquele musical que juntou Cher e Christina Aguilera. Abertamente gay, foi namorado do magnata de entretenimento David Geffen.
Joe Rubbo participaria de outro filme picante Férias Ardentes (Hot Chilli, 1985 de William Sachs). Ultimamente ele é produtor de um canal de TV local do sul da Califórnia.
O pobre rapaz virgem Gary foi interpretado por Lawrence Monoson. O ator tem uma extensa carreira em séries de TV, inclusive em programas bem sucedidos como Barrados no Baile, CSI NY, Plantão Médico (ER) e 24 Horas e no cinema sua aparição mais memorável foi em Sexta-Feira 13 Parte IV - Capítulo Final (Friday the 13th: The Final Chapter, 1984 de Joseph Zito).
Entre todos os colegas dá pra dizer que foi o que mais mudou fisicamente.
EITA! Mudou bastante, aliás... 

Monoson e Franklin se reencontraram algumas vezes nos últimos anos em eventos. Essa foto é de 2010, mas existem muitas outras.
Os fãs, claro, suspiram pelo tão sonhado final feliz que nunca aconteceu.... 

O Último Americano Virgem é o Casablanca dos sexplotations juvenis.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Ouça agora! Audio book de Joan Crawford lido pela própria na íntegra


Publicado em 1971, o livro My Way Of Life é considerado a bíblia Crawford. Nele a estrela Joan Crawford fala sobre sua vida, dá dicas domésticas, além de um pouquinho de autoajuda.

Se liga na descrição em uma das edições:

 “De "Grande Hotel" a "O Que Terá Acontecido a Baby Jane", Joan Crawford interpretou algumas das melhores personagens que Hollywood tinha para oferecer, estabelecendo uma reputação como a diva mais espetacular da tela prateada. Mesmo quando as câmeras pararam de rolar, sua vida nunca deixou de ser superior. Em "My Way of Life", um clássico cult desde que foi publicado pela primeira vez no início da década de 1970, Crawford compartilha seus segredos. Parte memórias, parte do livro de autoajuda, guia parcial para ser fabuloso, "My Way of Life" aconselha o leitor sobre tudo, desde lançar um pequeno jantar para 18 a tirar o máximo proveito de um casamento. Apresentando dicas sobre moda, maquiagem, etiqueta e tudo o resto, é um olhar irresistível de uma era passada, quando as estrelas de cinema eram classe pura e Crawford estava no topo delas.”

Não conheço melhor pessoa que ela para lhe ensinar a ser uma mulher de sucesso. Tão precioso que já encontrei à venda no Ebay numa espécie de altarzinho.
Além da versão impressa saiu a versão áudio book, narrado pela própria Joan Crawford! E alguém fez o favorzão à humanidade de publicá-lo no Youtube e você pode ouvir no player abaixo!

São nada menos do que cinco horas onde ela lê forte e confiante, como não poderia deixar de ser, sobre seu obstinado universo. Claro, bem longe de mexericos e qualquer assunto desagradável.

Deve ser bem bom pra ouvir na hora de dormir... Sim! E periga ainda acordar como uma super diva hollywoodiana com predileção por vodca e ojeriza a cabides de arame.
Bem, pelo menos foi isso que aconteceu quando o Chandler trocou as fitas de hipnose para deixar de fumar  com as da Rachel, para desenvolver a deusa Interior (ou coisa que o valha). 

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Terríveis Gremlins (falsos) no Dolce Vídeo 11


Para a multiplicação de genéricos de Gremlins não foi preciso quebrar três regras, bastou apenas que o original ser um enorme sucesso! O vídeo novo do nosso canal lista cinco entre os mais infames.

Muitos outros ficaram de fora e você provavelmente sabe qual e tem os eu favorito. Se o filme for realmente ruim ele é inesquecível.

Ainda, claro, umas rápidas palavras sobre o fenômeno Gremlins no começo da década de 80 e o que foi (e o que não foi) distribuído no Brasil em VHS, DVD e Blu-ray. Tudo isso em pouco mais de nove minutos que passam correndo!

Para outras edições acesse o canal Dolce Videos. Também colabore se inscrevendo, deixando seu like e comentando.

domingo, 27 de agosto de 2017

Morreu Tobe Hooper "da Serra Elétrica"

 Tobe Hooper faleceu neste sábado (26) aos 76 anos de idade de causas ainda não reveladas. Aos 28 anos, em 1974, ele ajudou a revolucionar o cinema independente de horror dirigindo O Massacre da Serra Elétrica (The Texas Chainsaw Massacre).

Usando como base a história verídica sobre o serial killer Ed Gein (o mesmo que já havia inspirado Psicose de Alfred Hitchcock em 1960), o filme foi banido em muitos países o que o ajudou a se tornar uma lenda. No Brasil só seria assistido mais de uma década depois de seu lançamento, direto em VHS.

Junto a Halloween (1978 de John Carpenter), “O Massacre” abriu as portas para a onda splatter que invadiria os cinemas nos anos seguintes. Hooper voltaria à chacina motorizada de Leatherface numa sequencia bem mais leve de 1986.
Antes disso ele abraçou o cinemão Hollywoodiano ao assinar Poltergeist – O Fenômeno em 1982, escrito e produzido por Steven Spielberg. Sempre se soube que a mão do produtor pesou muito mais do que a do diretor, ainda assim, um enorme sucesso popular.

Outros título bem lembrado de Tobe Hooper é Pague Para Entrar, Reze Para Sair (Funhouse de 1981) com muitas reprises na TV da década de 80. Produzido pela Universal Pictures, sempre cuidadosa com seu legado de monstros, permitiu mascarar o monstro com o rosto clássico da criatura de Frankenstein conforme a obra de James Whale de 1931.
Foi uma das últimas aparições oficiais no cinema do célebre visual criado por Jack P. Pierce e imortalizada na pele de Boris Karloff. Muito explorada por décadas em derivações e sátiras, estava de volta ao horror!

Na cola da febre mercadológica que a passagem do Halley causou, nos deu aliens adormecidos no cometa sna ficção científica Força Sinistra (1985). Reprises dessa mistura meio Alien, O 8º Passageiro, meio Invasores de Corpos era muito aguardado inclusive pela nudez dos corpos dos alienígenas.
Ele seguiu trabalhando principalmente em produções televisivas até Djin, seu último filme, em 2013. Em janeiro deste ano (2017) Hooper virou notícia em sites de fofoca como o infame TMZ por expor seu rosto, supostamente agredido pela namorada 38 anos mais jovem.

Nunca mais foi tão feliz quanto em O Massacre da Serra Elétrica, é inegável e essa percepção não é de hoje. Em 1981, ao ser entrevistado sobre os filmes que gostaria de ter na sua coleção de VHS, John Waters citou O Massacre da Serra Elétrica, “O mais assustador filme já feito e o maior sucesso nas festas de aniversário do filho de um amigo.”.

“Se o diretor Tobe Hooper pudesse ver todos os pequenos de nove anos de idade vestidos com bonitas roupinhas e chapéus de aniversário correndo pela sala gritando de terror como aparece no filme ele voltaria a fazer o que de melhor fez – horror puro. (...) Nada poderia ser mais top do que Serra Elétrica em suas mentes ou na minha.” , justificou Waters, o Papa do Trash. Horror puro!
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