9 de novembro de 2009

Mondo kani


Universo super segmentado, para cada estilo de leitor, há um mangá diferente. Os mais comuns são shounen e shoujo, para meninos e meninas respectivamente.

Lindos graficamente a começar pelas capas. Visual poluído, mas bonitos o suficiente pra prender nossa atenção mesmo sem entender patavina do que está escrito.

Shoujo são mais divertidos porque (generalizando) mostram o cotidiano do Japão. Mesmo em animé, quanto mais coisa de menininha mais mostra café da manhã, escola, lojas, etc.

Veja também:
Japão pop show
Heidi A garota dos Alpes


[Ouvindo: O Último Blues – Claudia Ohana]

8 de novembro de 2009

O Amor! O amor como só se faz no Caribe

A Caravana Rolidei apresenta sua principal artista. A estrela do momento, a internacional Salomé, A Rainha da Rumba!

Betty Faria, José Wilker e (até) Fábio Júnior no brilhante Bye Bye Brazil (1978). E Cacá Diegues nunca mais foi tão feliz.

[Ouvindo: Lady Penelope – The Shadows]

A perseguida

E a bomba (BOMBA! BOMBA!) do fim de semana foi a tal Uniban expulsar a guria, vítima da ignorância dos que são aprovados em seu vestibular. Não basta ser chinfrim, tem que passar atestado disso...

Atitude lamentavelmente miserável. No site deles está o anúncio de vagas abertas para 2010, e você, pai que ama sua filha, sabe exatamente aonde ela não deve estudar.

Pra gente, resta-nos olhar com mais cuidado de onde é o diploma de quem contratarmos. É o mínimo que se pode fazer contra estabelecimento educacionais suspeitos.

Depois quando eu falo aqui que mulher ainda é considerada criatura de segunda linha, ainda há quem duvide. Com tantos avanços científicos e tecnológicos o ser humano continua sendo a mais cretina das criaturas.

PS - 08/11/09 19h04: Vale a pena incluir neste post uma tuitada da Rosana Hermann (@rosana) >> "Uniban teve 11 cursos com nota 2 em 2008 - Vergonha é isso - http://migre.me/b0wU"

[Ouvindo: Piano in Transit – Francis Coppieters]

6 de novembro de 2009

Sétimo Usher

Imagina o luxo! Vai-se até a banca comprar nossa revista favorita de cinema e nos deparamos com Vincent Price na capa!!!

E não foram poucas vezes em que ele ilustrou a Famous Monsters. Diria até que Vincent Price está para a Famous Monsters como a Mulher Melancia para a Playboy brasileira de hoje em dia.

Com esse vermelho todo, de supetão, pensei que nesta edição falassem de A Máscara Rubra da Morte/A Orgia da Morte (The Mask of Read Death, 1964). O conteúdo é sobre O Solar Maldito (House of Usher, 1960), primeira das seis adaptações de Edgar Allan Poe que participou, todas feitas por Roger Corman.

Veja também:
Todas as adaptações de Roger Coman para Poe
Happy Birthday, Vincent Price!
Elenco dos sonhos


[Ouvindo: A Whistling Tune – Elvis Presley]

Adivinha quem é?

Um filme chamado Meias de Seda (Silk Stockings, 1957) tinha que ser estrelado por quem? Justiça foi feita, isso é metier da Cyd Charisse.

Veja também:
Pernas pra quê te querem


[Ouvindo: João e Maria – Chico Buarque]

As Certinhas do La Dolce

Elsa Lanchester

Viva.


[Ouvindo: I Want You To Be My Girl – The Teeners]

5 de novembro de 2009

Product of Skull Island

Reza a lenda cinematográfica de Star Wars de 1977 foi o primeiro filme evento da história. Mas não deve ser verdade perto da quantidade de artigos que ainda se encontra com o King Kong de 1976 estampado.

Filme evento são aqueles que junto ao seu lançamento vem uma enxurrada de subprodutos. Cuequinhas, doces, brinquedos, camisetas... Qualquer coisa mesmo!

Divulgam e ainda geram receita. Melhor impossível, tanto que George Lucas teria aberto mão do salário do estúdio em troca da grana arrecada com os cacarecos relacionados ao filme.

O sujeito mais ingênuo acaba acreditando que está diante de algo vital à sua vida. Ou corre ao cinema pra assistir ou não é ninguém nesse mundo.

Um oferecimento Jason Liebig

Veja também:
Identificando pirataria com Star Wars
King Kong em livro
Refrigerante Os Simpsons
Pepsi Star Wars


[Ouvindo: This Is My Life – Shirley Bassey]

Luxúria de quinta

Todo dia é dia de sexo, poder e cobiça! Quase uma ode ao “100% poliéster”.

Um oferecimento Hey Okay

[Ouvindo: Brazilian Nocturne – Charles Magnante]

Pausa para nossos comerciais


Do aeroporto "decolam" estes sucessos nacionais– Canal 7 TV Record

Olha o poderio da programação da TV Record na metade da década de 60! A emissora tinha em seu cast Elizeth Cardoso, Elis Regina, Ronald Golias e Roberto Carlos.

Todos continuaram reconhecidos na posteridade. Nem rola comparar o que era a emissora e do que é após a compra pelo bispo Edir Macedo.

Se bem que quando a conheci (primeira metade dos 80) era patrimônio do Silvio Santos. Passava aos domingos o programa do Homem do Baú simultaneamente á TVS (hoje SBT).

Durante a semana preenchiam a programação com filmes de faroeste e terror do estúdio inglês Hammer, ainda sem a aura cult de agora. Tão tosco que as chamadas utilizavam apenas fotos estáticas.

Nesse período, os únicos anunciantes eram Caninha Jamel e Fábrica de Móveis Brasil. Gretchen cantava o inesquecível jingle: “Só na Fábrica de Móveis Brasil, ta?”.

[Ouvindo: Dance Macabre - Franz Waxman]

4 de novembro de 2009

Maitê Nua da Silva Proença

A primeira edição da Playboy com Maitê Proença é histórica! Não só no recorde de vendas, só batido 9 anos depois com a Adriane Galisteu passando Gilette na perseguida.

Esperta, soube negociar o cachê como poucas! Fez doce por anos, confiando no hype de ser a certinha do Brasil 80’s.

Conseguiu não só aquela bufunfa, mas que a revista fizesse pela primeira vez um suplemento. Dessa forma, a nudez de madame Maitê não se misturou à de outras peladonas.

Nos 90 voltou a tirar a roupa, cercada por velhinhos italianos. Resultado de gosto discutível e duvidoso.

Veja as cobiçadas fotos de 87 no blog totalmente dedicado a ela. Sim, sim! Ela ainda tem um fã dedicado!

Veja também:
Ostentação em asa delta
A garota da tela


[Ouvindo: Six Feet Under Main Theme – Photek Remix]

Ladies and gentlemen:

Tédio? Faça como este milionário! Passe o tempo dando “Pow!” em todos os malfeitores de sua cidade.

[Ouvindo: Qüenda – Marcus Viana]

Construindo pinups

A arte de pessoas como Gil Elvgren tornou-se tão popular como marca dos EUA (idealizado) 50’s que é sinônimo de pin-up. Associamos o termo a estas pinturas muito mais do que as streapers de carne e osso.

Mais do que uma necessidade técnica do que um estilo artístico, a profissão de modelo consistia em posar por horas a fio. Muitas atrizes começaram assim, inclusive Marilyn Monroe, recordista de capaz de revista antes de ir fazer ponta no cinema.

Segundo Nistagno, que nos ofereceu a galeria que você vê, pelo pincel de Elvgren passaram Myrna Loy, Arlene Dahl, e Kim Novak! Primeiro degrau para produtores de Hollywood conhecerem possíveis starlets.

Literalmente, minha mãe é uma sereia! Incontáveis trabalhos com a modelo Janet Rae podem ser conferidos no Flickr de seu filho.

Veja também:
Benício, o homem dos milagres
Rainhas do striptease em ação


[Ouvindo: Supermarket Sweep – Clint Mansell & Kronos Quartet]

3 de novembro de 2009

Peça pelo número

Nem parece que é um Ronald McDonald oficial. Esse cartão foi distribuído na cadeia de restaurantes nos EUA durante as décadas de 60-70.

Mas que peruca assustadora! Lembra aquelas tiazinhas que botam a peruca de qualquer jeito só pra ir ali na quitanda.

Um oferecimento JasonLiebig

Veja também
Blog do desenhista das toalhinhas do McDonalds
O dono do sobrenome McDonald


[Ouvindo: Goldfinger – Shirley Bassey]

2 de novembro de 2009

Maldades também para criancinhas

É pra ter vergonha? A princípio, este A Madrasta (Wicked Stepmother, 1989) era o único filme da Bette Davis que eu conhecia.

Seu último trabalho, velhinha, segurando um cigarrão no canto da boca! Pertence ao subgênero “inédito na Sessão da Tarde”.

Super reprisado, não suspeitava da “grife” que ele carrega. É dirigido pelo especialista em B Larry Cohen, de Nasce Um Monstro (It’s Alive, 1974), A Coisa (The Stuff, 1975) e muitos outros.

Logicamente Bette Davis não topou a parada porque estava precisando de grana. Operária da 7ª Arte, a própria se orgulhava da vivacidade que lhe era natural.

Historicamente, Davis alegou ter ficado enojada com a qualidade do roteiro. Quando os roteiristas se recusaram a alterá-lo, abandonou as filmagens.

Segundo o IMDB, Cohen nega ser este o motivo. Ela teria ido cuidar da saúde em Nova York, e com medo de não conseguir mais emprego se soubessem estar doente, saiu falando que a culpa foi do texto.

A solução não podia ser mais estapafúrdia. Ao invés de regravarem as cenas com outra atriz, a bruxa se transforma na gostosona Barbara Carrera!

A foto menor é um oferecimento Fancast

Veja também
Bette Davis para Hammer Films


[Ouvindo: Meu Refrão – Chico Buarque]

A Dança da Múmia

No meu mundo ideal, seria a nova macarena, e ainda vai muito bem em El Día de los Muertos. Aumente o som e dance! Dance! Dance!

Este trecho de A Festa do Monstro Maluco (Mad Monster Party? 1967) que subi ao You Tube, está com o áudio original legendado em português, para preservar a voz do Boris Karloff. Perceba logo no começo do vídeo.

Clássico do stop motion produzido pela Rankin/Bass (A mesma de A Rena de Nariz Vermelho),teria servido de inspiração a Tim Burton para O Estranho Mundo de Jack (The Nightmare Before Christmas, 1993). Um dos melhores a parodiar os monstros da era de ouro da Universal.

Clique na imagem para assistir.

[Ouvindo: Karma Cameleon – Culture Club]

Pânico na festa da praia

E o mar não está pra peixe! Um dos mais arrepiantes momentos de Horror of the Beach Party, de 1967.

Belezuras que vão dar sopa em praias frequentadas por monstros de borracha que se cuidem. Biquínis selvagens são como imã para criaturas vindas das profundezas do oceano!

Um oferecimento Jello Kitty

[Ouvindo: Parachute – Sean Lennon]

1 de novembro de 2009

Let's go!

O encontro dos lendários Joey Stefano e Jon Vincent. Eles teriam se relacionado também fora das telas.

Conhecido por seu comportamento autoritário e autodestrutivo, Vincent sucumbiu ao consumo de heroína em 2000. Embora tenha participado de (relativamente) poucos vídeos, entrou para a escassa galeria de mitos do gênero.

Stefano, após incontáveis atuações X-Rated, ficou conhecido fora do meio ao ter sua bunda lambida por Madonna no livro de fotos Sex. Isso pouco antes de falecer em 1994, pela mesma causa de Jon.

Foi citado antes aqui no post Caçando celebridades no Flickr. Leia!

Veja também
Al Parker - Santa coincidência
Sam Jones - Numa galáxia nem tão distante assim
A grande chance de Bill Cable
Memorável Jack Wrangler


[Ouvindo: Cassie's Song – Paul Sabu]

Perseverança, teu nome é Hebe

Sempre pipocam notícias de que o ibope da Hebe está lá embaixo, e que a renovação com o SBT atrasou. Sem exageros, isso acontece há décadas!

Lembro da lição que Silvio de Abreu aprendeu com a loira, segundo contou em sua biografia “Um Homem de Sorte”. Abreu foi redator dela quando era contratada da Bandeirantes (atual Band).

Época de vacas magérrimas, quando o programa com o sofá mais célebre do Brasil não passava de traço. Nem por isso a apresentadora deixava se abater com os números.

Ficava horas se preparando no camarim, e chegava ao palco com a alegria esfuziante de como quem está sendo assistido por milhões de pessoas. Nem no Oscar, em cadeia mundial, vê-se algo semelhante!

Tudo em respeito à meia dúzia de gatos pingados na frente da TV que não tem nada a ver com rankings. O autor da próxima novela das 8 tem essa vibração em mente pra sobreviver às rejeições que seus trabalhos, embora os melhores do Brasil, quase sempre sofrem.

E a gente pode descer o sarrafo na Hebe por incontáveis motivos: Políticos, culturais, sociais... Mas muito tonto quem acredita que alguém sobrevive por 1500 anos na TV à toa!

A imagem é um oferecimento do portal Abril

Veja também
Clô-tergeist, o fenômeno
A voz da experiência


[Ouvindo: Clarice – Vince Giordano And The Nighthawks]

31 de outubro de 2009

Flor de laranjeira

Não há mais motivo pras mocinhas invejarem o sexo masculino que lê jornal! Jornal das Moças é totalmente feito pra elas!

Só fofoca de artistas, moldes de corte e costura, dicas de boas maneiras, conselhos sentimentais e astrológicos e mais algumas outras coisas que interessam apenas às garotas. E isso deveria significar um avanço daqueles na empresa.

Lembro que até pouco tempo o Estadão publicava o Caderno Feminino, pra que a dona de casa não esquente a cabeça com esportes, cultura ou política. Aliás, acho que esse suplemento não existe mais em 2009, né?

[Ouvindo: C.C. & O. Blues – Pink Anderson & Simmie Dooley]

A tripulante menos famosa da Júpiter 2

Coitada da Debbie, a Blooper, foi tirada de seu habitat natural e nem um dos Robinson é considerada! Enquanto isso, o pequeno Will não se cansa de exaltar os sentimentos do Robô (aka Lata de Sardinha), e que isso o faz membro da família.

No mínimo, a pentelhinha da Penny encheu o saco da mãe pra levar o bicho pra dentro da nave pra depois não dar pelota! Humpf!

[Ouvindo: Jaan Pehechaan Ho – Mohammed Rafi]

As tais boas casas do ramo

E a gente reclama, reclama que no Brasil nunca lançam nada decente em comparação a outros mercados abastados, mas há lá suas vantagens. Lá fora, qualquer porcaria é lançada em DVD em edições comemorativas de cinco em cinco anos e faturam bem.

Super Xuxa Contra o Baixo Astral, um baita sucesso, fez 20 anos em 2008 e fomos poupados de uma edição especial em DVD. E dá medo até em falar tal coisa, porque vai que alguém aposte tardiamente na idéia?

Com uma boa campanha de marketing, despertando o saudosismo da galera, iria vender bem. Nos EUA, o filme que deve ter tido bilheteria inferior a Plan 9 From Outer Space, recebeu dois nomes: Super Xuxa Against the Bad Vibes e Super Xuxa versus Satan.

Ano que vem, 2010, é a vez de Lua de Cristal comemorar duas décadas de lançamento. Época em que eu (e meu gosto infantil podre) infelizmente já tinha idade para ir ao cinema sozinho.

[Ouvindo: Teenage Zombies (Main Theme) – Jerry Warren]