quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Xuxa faria remake de I Love Lucy!

Em 1997 os jornais davam como certo que o canal CBS dos Estados Unidos produziria remake da serie I Love Lucy em espanhol. Estrelado pela brasileira Xuxa no papel que havia sido de Lucille Ball!

Para o marido Rick Ricardo seriam feitos dois pilotos com atores diferentes para a escolha do que alcançasse mais química. As matérias são um resgate do Xuper Blog que as reproduziu na íntegra.

Segundo a Folha em maio daquele ano, as gravações do piloto de “Te Quiero Xuxa” aconteceriam dentro de poucos meses na Espanha. A própria apresentadora decidiu pelo país pela altitude e pra ficar perto da mãe que morava lá, a outra opção era o México.

Xuxa se dizia fã incondicional de Lucille Ball, tanto que quando a CBS ficou de lhe enviar as fitas ela disse que não precisava, já tinha quase todos os episódios. Muitos anos depois, em 2013,  ela relembrou  ao VideoShow quando quase foi a Lucy. Assista no player abaixo ou clicando aqui.

No vídeo ela diz que seria uma loucura conciliar todas as gravações que tinha na ocasião em vários países com as gravações do “Te Quiero Xuxa”, mas me parece que as datas não batem. O programa nos EUA tinha acontecido em 1993, ano em que também acabou o argentino...

 No Brasil ela apresentava Xuxa Park e Planeta Xuxa. Em dezembro de 1997 Xuxa anunciou a gravidez, o que deve ter ajudado a colocar a pá de cal no projeto.

O jornal O Globo de setembro daquele ano trouxe uma curiosa nota a respeito do remake. Silvio Santos, que na época tinha muitos negócios com a CBS (até exibia seus telejornais) ofereceu os estúdios da Anhanguera para as gravações do seriado, assim Xuxa não precisaria voar para trabalhar (e finalmente ele a teria no cast do SBT?).

Segundo o canal norte americano afirmou, a escolha de seu nome se devia a pesquisas feitas na Espanha, México e Argentina. Em 1991 Xuxa estrelou uma espécie de sitcom no Brasil chamada Xuper Star que não foi além do episódio piloto.

A escolha de Xuxa para reinterpretar Lucy parece ser bastante bizarra porque a ex-modelo e apresentadora nunca foi reconhecida como boa atriz. I Love Lucy não era apenas um texto engraçado, mas o trabalho de uma atriz bastante completa.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Jackie e Joan Collins na batalha dos spots

 Não se pode ver duas irmãs famosas sem imaginar no cliché da rivalidade entre elas. E com Jackie e Joan Collins provavelmente existe mesmo!

Uma é atriz cheia com tantos altos e baixos na carreira quanto números de casamentos, a outra é uma das mais bem sucedidas romancistas do mundo. Algumas vezes tentaram investir no terreno profissional da outra.

Filhas do agente teatral inglês Joe Collins que mais tarde agenciaria nomes como Shirley Bassey, The Beatles e Tom Jones, não poderiam escapar da sina artística. Joan nasceu em 1933 tão graciosa que mamãe teve que pendurar no berço o aviso “não em beije”.

Jackie veio quatro anos depois. Ambas tiveram uma educação rígida paterna, mas Joan foi quem teve um relacionamento mais complicado com o pai duro, frio e machista.

Ela crê que este foi o motivo para ter perseguido a vida inteira homens difíceis, na esperança de resgatar o pai. Também se esforçou muito para brilhar no mundo do showbuzines, ao contrário de Jackie, que pretendia ser jornalista.

Por isso a carreira de Joan deslanchou primeiro. Jackie resolveu ir morar com a irmã em Nova York. Temendo o risco de ser conhecida apenas como “a irmã de Joan Collins”, mudou o nome para Lynn Curtis, mas voltaria atrás logo depois.

Recebida de braços abertos, Joan apresentou-lhe muitos contatos, incluindo Marlon Brando. Sua carreira de atriz nunca deu muito certo, em compensação, o circulo que frequentou neste período serviu de fonte inesgotável para seus romances picantes.

Enquanto Joan tinha uma carreira em banho-maria, Jackie se transformou numa bem sucedida autora de literatura barata, daquelas de letras grandes e palavras fáceis. Seus 32 livros publicados invariavelmente aparecem na lista de best-sellers do New York Times.

Estima-se que foram vendidos 500 milhões (MILHÕES!) de cópias e traduzidos em 40 idiomas. Inclusive no Brasil onde foram publicados títulos audaciosos como Homens Casados, Gigolô de Luxo, Amantes Profissionais e Vendetta do Sexo.

Joan passou a ser a irmã de Jackie Collins, até voltara a ser um nome famoso de primeira grandeza na década de 80, com a soap opera Dinastia. Jackie que se sentiu ofuscada por muito tempo achou que a irmã devia-lhe mais crédito por ter reavivado sua carreira, enquanto a outra achava o oposto pelas circunstâncias iniciais.

Aproveitando os holofotes da TV, Joan resolveu lançar sua primeira biografia “Passado Imperfeito” e foi muito bem recebida nas livrarias. Logo depois veio a ideia de escrever um romance transcorrido nos bastidores de um programa como Dinastia, no Brasil lançado como Horário Nobre.

Quando Jackie reclamou publicamente que Joan estava invadindo seu território como romancista, Joan respondeu: "Deixe disso! Você começou sua carreira atuando quando eu já estava fazendo isso, então por que eu não poderia ter um best-seller?".

Mas elas sempre negaram qualquer rusga mais profunda. Jackie chegou a declarar que se dão bem, mas uma não é de frequentar a casa da outra, Joan em compensação lembrava que se pode escolher seus amigos, mas sua família não.

Uma fonte próxima a ambas (elas compartilharam até editor) garante que "Joan e Jackie realmente detestam uma a outra. Joan tem inveja de Jackie porque é muito mais rica do que ela". Na lista dos artistas mais ricos publicada pelo  Sunday Times em 2004, Jackie apareceu em 16º enquanto Joan nem era citada.


Em 2011 foi a vez do Sunday Times aponta-la como a quinta autora mais rica do Reino Unido. "Ambos são grandes empreendedoras, ambiciosas e rivais não declaradas, mas diferentes como giz e queijo. Ambas são tão competitivas como gladiadores.", definiu um dos biógrafos de Joan.

Primeira imagem e algumas informações são um oferecimento Daily Mail

terça-feira, 1 de setembro de 2015

O logo mais politicamente incorreto de Hollywood


Achou estranhas essas bolas no logo da produtora SonoArt-World Wide Pictures? Espere só até as ver rodando no gif abaixo!

Rir disso é aquela coisa meio quarta-série, mas é irresistível! A obsessão americana com peitos gigantes não vem de hoje.

A empresa durou de 1928 a 1933, quando se fundiu com a Rayart dando origem à Monogram Pictures. Monogram hoje é mais lembrada pela serie de filmes de baixíssimo orçamento que Bela Lugosi trabalhou quando resolveu não renovar com a Universal Pictures.

E nem sempre contava com a mocinha de bolas gigantes. O logo assim só é encontrado  no western O Fantasma do Desfiladeiro (Tombstone Canyon, 1932 de Alan James).

Alguns filmes da distribuidora são dados como desaparecidos, portanto, não é possível afirmar em quantos isso apareceu. Ela também pode ter sido removida por sensores, pois logo depois o Código de Moral e Conduta (Hays Code) apertaria o cerco a qualquer possível saliência.

Mas o logo também já foi estilizado, com uma esfinge tipo grega segurando os dois globos. Até que alguém deve ter tido a ideia de usar uma modelo de verdade...
Bem sem graça. A garota das bolas é tida como sendo a atriz Claudia Dell, o que não faz muito sentido, já que segunda a lenda, ela seria a fonte de inspiração para outra mocinha de logo famoso, a da Columbia Pictures.

Por falar na Columbia, seu célebre logo com a garota segurando a tocha é mais antigo, de 1924, mas passou a ter aspecto mais realista quatro anos depois, apenas a partir de 1936. Também é muito mais sisuda que a da Sono Art-World Wide.

Veja também:
As muitas vidas de Leo, O Leão da Metro
A Mocinha da Columbia
Columbia girl em momento periguete

King Kong vai à discotheque

E alguém duvidaria que logo King Kong passasse ileso da onda disco?  O remake dirigido por John Guillermin 1976 teve uma campanha de marketing furiosa em plena era das discotecas.

Em 1977 o grupo The Vast Majority lançou o LP Kongmania pra levar o colossal selvagem às pistas de dança. Das nove faixas, duas faziam referência direta ao macaco.

“King Kong's Back In Town” e “King Kong Hustle” abriam o lado A com a cara de pau que geralmente esses trabalhos de produtores musicais tinham. Um tema famoso, alguns remixes e ponto! Disco novo nas lojas.

 “King Kong's Back In Town” ainda tem um refrão que se assemelha em muito a uma das canções de The Rocky Horror Picture Show. Ouça no player abaixo ou clicando aqui.

Evidente que existira muitos outros discos dançantes no embalo de King Kong. O próprio tema do filme, de Barry White, já levava super  jeito pra coisa.

A imagem é um oferecimento Discogs

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Dona Fofa para os íntimos

 Não teve muita gente que se empolgou a ir assistir Fofão - A Nave Sem Rumo (1989 de Adriano Stuart), mas o azar foi deles. Deixaram de ver umas das raras incursões do cinema brasileiro na ficção científica e de conhecer a Mamãe Fofona!

Aliás, Mamãe Fofona, Papai Fofão e Doutor Fofão. O bebê Fofão é aquele boneco estranho que a Mimo vendia na época, mas nas lojas surgiu um bonequinho específico com referência ao filme nas propagadas dos gibis.

Todos os personagens são criados e interpretados ao mesmo tempo por Orival Pessini. Guardando as proporções orçamentárias, esse esforço seria também tentado por Eddie Murphy em O Professor Aloprado (The Nutty Professor, 1996 de Tom Shadyac).

Pessini  é um dos grandes artistas vivos do Brasil. Em Fofão - A Nave Sem Rumo seu nome é creditado várias vezes, sem contar com a produção da “Fofão Filmes”, produtora que infelizmente não fez nada mais além disso.


O design de vários alienígenas lembra personagens de Guerra Nas Estrelas (Star Wars). Sensação que aumenta ao se perceber a letra da música tema: “Enquanto o mundo fala em guerra nas estrelas / Vamos explodir amor”.

O ano era 1989, mas as referências à (então) trilogia de George Lucas persistiam em qualquer desenho, filme e quadrinhos voltados ao público infantil. Outra coisa onipresente da época que o filme não deixou de fora foi a menina Jessica Canoletti, estrela dos comerciais de sandálias Melissinha.

A segunda imagem é um oferecimento Ana Caldatto

R.I.P. Wes Craven

Morreu o cineasta Wes Craven ontem (30) aos 76 anos de idade. Ele estava com câncer cerebral.

 A partir do pequeno clássico Quadrilha de Sádicos (The Hills Have Eyes, 1977), Craven se tornou daqueles diretores conhecidos por conseguirem destaque com filmes de baixo orçamento e bastante rentáveis.  Mas foi na década de 80 que ele ficou muito conhecido ao dirigir A Hora do Pesadelo (Nightmare on Elm Street, 1984).

Com o jovem elenco de A Hora do Pesadelo
O filme foi germinal ao horror, mas em desacordo com os produtores, saiu da cine série,  dirigindo no mesmo período o elogiado A Maldição dos Mortos-Vivos (The Serpent and the Rainbow, 1988). Voltaria aos pesadelos de Wes Craven 10 anos depois no metalinguístico O Novo Pesadelo: O Retorno de Freddy Krueger (New Nightmare).

Em 1996 injetaria novamente sangue ao gênero com Pânico (Scream). Além de resgatar um estilo de fazer horror que estava em descrédito, Pânico foi notável em quebrar a barreira entre cinema e TV, com um elenco recheado de rostos conhecidos das séries, o que não era comum.

Lutando com a doença faz algum tempo, o último trabalho de Wes Craven foi Pânico 4 em 2011. De carreira irregular, mas de notáveis e pontuais acertos, perdeu-se uma lenda.

As imagens são um oferecimento Flickr WC

sábado, 29 de agosto de 2015

Desenho animado criou ameaça ecológica

Guaxinins são uns bichos muito fofos, mas se tornaram uma praga no Japão! Naturais das Américas do Norte e Central foram parar lá, no outro lado do mundo, por um tropeço da cultura popular.

Até boa parte da década de 70 eles não existiam em território asiático. Tudo começou quando a Disney lançou o filme Rascal (1969 de Norman Tokar), o sucesso fez com que produtores japoneses
Poster do filme produzido pela Disney
providenciassem o animé  “Araiguma Rasukaru“ em 1977, também baseado no livro de Sterling North.

A história fala sobre as memórias do autor norte americano que quando era menino encontrou um guaxinim muito fofinho e resolveu cria-lo. Só que o novo amiguinho cresce e arruma muita encrenca na vizinhança, sendo obrigado a ser devolvido à floresta.

 Crianças e adolescentes japoneses amaram o personagem, ignoraram a parte da tristeza final e começaram a importar guaxinins dos EUA para serem criados como animais de estimação. Estima-se que no auge o país importou cerca de 1.500 animais por ano.

Muitos, claro, acabaram que sando soltos nas florestas e se reproduziram a ponto de se tornarem uma ameaça às plantações e templos milenares difícil de ser controlada. Sem predadores naturais, eles estão em 42 das 47 províncias, rurais ou urbanas, guaxinins são inteligentes para se adaptarem em todos os ambientes.

Um estudo do governo de 2006 estimava que as perdas nas lavouras eram de 164 milhões de ienes anuais (cerca de US$ 2 milhões hoje) , cinco vezes mais do que o registrado dois anos antes, só que a população da espécie e os danos provavelmente cresceram nestes nove anos que se passaram.

Segundo o site ecológico Página 22, “Os guaxinins também estão comprometendo diversas espécies locais, como o tanuki ou cão-guaxinim, um canídeo local, com o qual disputam alimento e território,
"Mas são tão bonitiiiinhos! <3"
e inúmeras espécies que servem de alimento ao mascote convertido em predador, inclusive roedores endêmicos, cobras, rãs, libélulas, borboletas e camarões. Os guaxinins também têm ameaçado o lagostim japonês e a salamandra de Tóquio, espécies consideradas particularmente vulneráveis.”

Para tentar reverter, ou reduzir o desastre, o governo japonês tem tentado diminuir a população de guaxinins estabelecendo cotas anuais de animais a serem capturados e eliminados em algumas regiões, mas enfrenta problemas com a opinião pública. Numa pesquisa feita pela prefeitura de Kanagawa, apenas 31% da população apoiavam o abate.

A mesma pesquisa apontou que o anime Araiguma Rasukaru não tinha mais influência sobre a percepção pública dos guaxinins. Mais da metade dos participantes tinham visto o desenho, mas os modelos estatísticos mostraram que não influenciou o apoio ou rejeição ao abate. A série anime que tinha originalmente instigado a própria invasão guaxinim perdeu seu controle sobre a opinião pública.

As ironias de tudo isso são que a mensagem do livro de Sterling North era exatamente o oposto disso, o respeito à vida selvagem e que isso acontece logo no na Japão? País tão acostumado a ver invasões de monstros como Godzilla, Mothra e Gamera?

A terceira imagem é um oferecimento Tofugu, informações de Página 22, Japan Times e Nautilus

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Todos queriam fotografar Bettie Page

É intrigante a quantidade de fotos da Bettie Pagie. Existiram muitas pinups na década de 50, mas nenhuma com tantas fotos circulando pela internet hoje.

A principal explicação é que ela era a modelo de clubes de fotografia. Nesses clubes dezenas de fotógrafos amadores, senhores em sua maioria, contratavam algumas jovens para posarem de biquíni.
Por isso tantos registros de qualidade, textura e estilo diferentes em que Bettie Page aparece usando a mesma roupa, que, aliás, eram costuradas por ela. Pela desenvoltura e disposição, Bettie Page se tornou a favorita de muitos deles, participando de incontáveis sessões. 

 Os 30 a 40 membros do clube pagavam aos organizadores algo em torno de dez dólares (valor da época) para participar da sessão que acontecia no domingo. As moças (nunca ia apenas uma) embolsavam cerca de 25 dólares pelo dia e ainda um almoço. 

Era começo da década de 50, Bettie Page havia tentado carreira no cinema, mas seu teste foi um desastre, como modelo de moda foi recusada por ser baixa e não ser magra, além  do estilo muito “Hippie”. Passeando na praia conheceu um policial de Nova York que a achou bonita e perguntou se não toparia posar pra ele num clube com outros fotógrafos amadores, assim, com novas fotos quem sabe poderia tentar Hollywood novamente.

Foi essa pessoa quem comentou da sua testa larga e lhe sugeriu adotar uma franja. O corte novo se tornou marca registrada de Bettie Page e um ícone da moda reproduzido até hoje.

No documentário Bettie Page Reveals All (2012 de Mark Mori), a própria pinup no final da vida relembra que trabalhava como secretária durante a semana, mas logo descobriu que as fotos de biquíni rendiam muito mais e ainda eram gostosas de fazer. Ela achava o pessoal do clube muito gentil e educado.

Quando criança Bettie Page foi abusada sexualmente pelo pai, depois, separada, sua mãe teve que lhe abandonar junto aos irmãos num orfanato por não ter como sustentá-los. Agora parecia um sonho ter a atenção de tanta gente simpática voltada para si.

O fotógrafo Art Amsie, um dos integrantes, recorda que era igualmente um prazer fotografar aquela pinup. Diferente das outras garotas não era preciso mandar fazer nada, mudar a posição da cabeça, ela sabia como se portar para uma câmera.
"Era muito divertido fotografar Bettie Page. Ela se abria pra câmera. As outras eram apenas bonitas. Ela sabia exatamente o que fazer" Quando os anúncios do clube saiam em jornais como o New York Times dizendo que Bette Page seria uma das modelos era certeza de que naquele domingo iriam muitos fotógrafos!
Bettie Page afirma que nenhum dos caras do clube a fizeram convites para algo mais. Nem ela sairia com eles, porque não namorava com quem bebe e detestava hálito de cigarro.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Hollywood, prostitutas e motosserras reais e perigosas

 Espécie de mistura de O Massacre da Serra Elétrica (Texas Chainsaw Massacre, 1974 de Tobe Hooper) com o documentário picareta Hollywood Hookers (1979), dois hits do baixo orçamento da década de 70, Hollywood Chainsaw Hookers (1988 de Fred Olen Ray) é um noir slasher. Com muitos, muitos peitos de fora!


Na internet é chamado singelamente em português de Putas de Hollywood Com Motosserra. Mas no Brasil ele foi distribuído de forma marota nos anos 80 como O Massacre da Serra Elétrica 3.

O Massacre da Serra Elétrica 3 (Leatherface: Texas Chainsaw Massacre III de Jeff Burr) de verdade (risos) só seria feito em 1990. Ei, pelo menos Hollywood Chainsaw Hookers conta com o ator Gunnar Hansen, o Leatherface original!

Coisa que nem O Massacre da Serra Elétrica Parte 2 (The Texas Chainsaw Massacre 2 , 1986 de Tobe Hooper) ou o filme de 1990, ou qualquer outro com a serra elétrica tiveram. Hansen teria sido convidado a repetir o papel no remake de 2003, mas declinou dizendo ser um insulto à ideia do filme original, o que também pode justificar sua ausência nas sequências.


E o filme já começa muito bem com um oportuno alerta do diretor aos incautos que porventura possam vir a tentar em casa.
"As MOTOSSERRAS usadas no filme são reais e PERIGOSAS! Elas são manipuladas por PROFISSIONAIS. Os cineastas deste filme advertem para não tentarem fazer isto em casa. Especialmente se estiver nu e prestes a fazer SEXO impiedoso."
Minha Consciência está limpa.
Fred Olen Ray
Manipulada por profissional 1

Manipulada por profissional 2
Manipulada por profissional 3
Todo o filme (75 minutos) foi rodado em cinco dias e meio, mas não tem quem diga, né? Se despesas com figurinos não foi problema pela ausência dos mesmos em boa parte do elenco feminino, a custos dos cenários também foram contidos reaproveitando de outras produções.

Por exemplo, é possível identificar o rosto de Grace Jones na esfinge na grande sequencia da seita. O adereço tinha sido fabricado para Vamp – A Noite dosVampiros (Vamp, 1986 de Richard Wenk) estrelado pela cantora e atriz.
Uma seita de prostitutas adoradores de serra elétrica com as bênçãos de Grace Jones. Por que não?

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Morreu ator de Plan 9 (e de muitos outros filmes!)

 Poucos atores tiveram uma carreira que durou quatro décadas, trabalhando com nomes como Steven Spielberg, John Ford. Antes de morrer aos 87 em março último Gregory Walcott tinha a certeza de que as notas de seu falecimento fariam referências apenas Plan 9 From Outer Space (1959) do considerado pior cineasta de todos os tempos.

E afinal, Criswell era o vidente, mas foi Walcott quem acertou esta. Vamos ver se será lembrado no In Memorian do Oscar de 2016 num trecho de Plan 9, coisa que já aconteceu quando sua colega de elenco Vampira morreu em 2008, relembre clicando aqui.

“Ed Wood gravou meu nome nos anais da história do cinema” disse à revista Filmax em 1998, época em que ainda colhia os louros do filme dirigido por Tim Burton sobre o “pior cineasta de todos os tempos” em 1994. Walcott faz um cameo rápido no filme de Burton, como um possível investidor.

Ele conta que foi abordado a primeira vez para Plan 9 com: “Você gostaria de estrelar um filme ao lado da lendária estrela do horror Bela Lugosi?”. A resposta óbvia foi “-Mas Bela Lugosi está morto!”.

Lugosi realmente estava morto há três anos, mas Ed Wood reaproveitou antigas sequencias caseiras e outras de um projeto nunca concluído e voi lá! As cenas com Lugosi não tinham nexo com o resto da história, mas o céu era o limite na cabeça do diretor.

Walcott leu o roteiro e recusou logo, “o script não fazia o menor sentido”.  Acabou topando ser o piloto que lutará contra alienígenas porque um dos produtores executivos, ou seja, o cara que estava colocando a grana, era seu amigo da igreja, o reverendo Ed Reynolds.

Já com alguns trabalhos como ator (no filme de Burton ele parece ser amador, mas não era na verdade), aceitou sem falar nada ao agente. "Eu francamente achava que aquilo só seria exibido fora, nos quintos dos infernos, e ninguém jamais iria assisti-lo.".

Pouco tempo depois, em 1961, ele ficaria conhecido num “filme de verdade”, O Sexto Homem (The Outsider de Delbert Mann) ao lado de Tony Curtis. Título que hoje apenas amantes de filmes de guerra devem saber qual é.


Também como poucos em Hollywood ficou casado por 55 anos até ficar viúvo em 2010 e parece que sempre levou com bom humor a mancha no currículo. Em 2000 disse ao LA Times “Eu não queria ser lembrado por Plan 9, mas é melhor ser lembrado por algo do que por nada, você não acha?".

Algumas informações são um oferecimento Flipboard e Daily Mail

Veja também:
Maila Nurmi e a vingança dos rejeitados
Sorte de Dolores Fuller
Muito mais sobre Ed Wood e equipe
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