terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Marilyn Monroe em filme colorido caseiro e raro!


Marilyn Monroe viveu dias difíceis no começo de 1961. O casamento com Arthur Miller tinha se mostrado outro erro, as filmagens de Os Desajustados (The Misfits de John Huston)  foram um pesadelo e pra piorar, a imprensa a acusou de ser responsável pelo infarto que matou o astro e  colega de cena Clark Gable.

Seus célebres atrasos para trabalhar até hoje deleitam o lado podre da imprensa, imagina no começo dos anos 60... Mas a relação dela com Gable, uma lenda do cinema já naquele tempo, foi boa.

Marilyn desde criança o admirava e fantasiava no astro máximo da MGM a figura paterna que não teve. Sempre o cercava de cuidados, na medida do possível, nos bastidores das filmagens  do que viria a ser o último filme de ambos.
Quando soube que sua esposa Kay Williams estava grávida, doou todas as roupinhas  que havia comprado quando havia também engravidado pouco tempo antes, gestação que perdeu. Ficaram amigas e se referia ao marido de Kay como “O Nosso Homem”.

Clark Gable tinha 59 anos quando faleceu, deixando a esposa grávida, o que, evidente, inflamou ainda mais as colunas de mexericos em torno do que motivou sua morte. No calor da emoção, a viúva chegou a dar uma entrevista à ferina Louella Parsons dizendo que não foi o esforço físico que o vitimou, mas foi a terrível tensão de “ter esperado e esperado por todos”.
E isso foi mais do que o suficiente para apontarem para Marilyn Monroe. Porém, elas continuaram amigas, a loira foi a primeira a receber foto do pequeno John Clark Gable e ainda o convite expresso para comparecer a seu batizado em março daquele ano.

O vídeo abaixo é um raro registro colorido deste evento. Marilyn aparece primeiro aos 2’11’’ (de preto, tenta passar rapidinho, mas diminui os passos para uma fotógrafa amadora) e depois saindo aos 3’17’’, indo embora.

Incrível como o maior mito já saído de Hollywood chega sozinho a um evento. Agora pessoas bem menos famosas não dão dois passos sem carregar a tira colo um séquito.

Pra gente ter uma noçãozinha da importância desse sacramento entre a nata hollywoodiana, podemos identificar entre os convidados as fofoqueiras arquirrivais Louella Parsons e Hedda Hopper. Não saiu briga nem nada!

Por falar em fofoqueiros, a última notícia que tivemos desse bebê, o John Clark Gable, foi em 2013, quando o TMZ noticiou que ele havia sidopreso por dirigir embriagado. Muita coisa não mudou por lá...

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Novo Dolce Video mostra erros em clássicos



Ninguém é perfeito, já dizia aquele filme! Até todo o cuidado técnico da Era de Ouro de Hollywood estava sujeito a deslizes.

No 15º vídeo fiz um apanhado de alguns exemplos. Alguns podem ter passado despercebidos na hora da montagem e outros foram aproveitados propositalmente no corte final.


Como sempre, deixe seu like, se inscreva (e clique no sininho para ser informado quando houver uma nova atualização). Assista também aos outros vídeos no canal.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Grace Jones a 300 quilômetros por hora

A união entre Grace Jones e o designer, diretor e fotografo Jean-Paul Goude gerou muitos frutos. Artisticamente falando, o principal deles foi a criação de um poderoso mito estético 80’s.

Goude, que conheceu a artista numa das tresloucadas noites nova iorquinas do final da década de 70, desenvolveu de capas de discos a apresentações de palco. Numa era pré-computação gráfica  abusou dos recursos de manipulação de imagem.
Como produto lindamente pop que é, campanhas publicitárias não ficariam de fora. O principal deles talvez seja o que você pode assistir abaixo, produzido em 1985.

Esse pesadelo delirante de menos de um minuto para anunciar o novo Citroën CX 2 na França é quase um emblema de seu tempo. Exibido em alguns outros países, gerou controvérsia por apresentar “velocidade demais”, mas podemos suspeitar de outros motivos.


A parceira entre Grace Jones e Jean-Paul Goude, tão prolífica, chegaria ao fim em 1989. Justo quando ela lhe informou estar grávida e a paternidade não estava em seus planos.

Veja também:
Katrina Vs. Santanico Pandemonium

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Tor Johnson numa novela da Globo!


Incrível como um bando de ineptos (digo isso carinhosamente, você sabe) como a trupe de Ed Wood se perpetuaram na cultura pop muito além daquele filme dirigido por Tim Burton em 1994. Tor Johnson mesmo apareceu como máscara na novela Top Model de 1989!

Na trama escrita por Antônio Calmon e Walter Negrão, o jovem herdeiro Alex Kunder Júnior  (o agora Dj Rodrigo Pena) é fã de filmes de terror e tem seu quarto todo decorado com pôsteres do gênero. Ainda prega sustos na governanta Simone, a fabulosa Jacqueline Laurence.
No capítulo 10 o menino aparece assim, com máscara de Tor Johnson e luva de Freddy Krugger. Mel Gibson aparece usando a mesma máscara no filme Mad Max (1979 de George Miller).

Tor Johnson era um campeão de MWA que Ed Wood (considerado o pior diretor de todos os tempos) convidou para atuar em A Noiva do Monstro (Bride of the Monster, 1955).

Atuar, evidente, é forma de expressão. Seu personagem é Lobo, o fiel e mudo ajudante do médico louco interpretado por Bela Lugosi, a fera que se apaixona pela bela porque ela usa casaquinho felpudo.

Assim como o diretor e toda a sua trupe de “losers” (definição de Maila Nurmi, a Vampira), Tor Johnson é bastante lembrado na posteridade por Plano 9 do Espaço Sideral (Plan 9 From Outer Space, 1959), o infame “pior filme de todos os tempos”. Principalmente pela cena em que seu personagem, um policial durão, morre, vira zumbi e entala ao sair da cova.
O ex-atleta seguiu carreira no cinema em filmes de monstro de baixíssimo orçamento e em aparições na TV. Por ironia do destino, daquele pessoal que acompanhava Ed Wood, foi um dos poucos a ter sobrevida no meio artístico.
Seu maior sucesso foi mesmo ter virado uma popular mascara de borracha do dia das bruxas, como lembra o final da cinebiografia Ed Wood (1994 de Tim Burton). Como apenas nos últimos anos o Brasil passou a comemorar Halloween, só a vimos na novela das sete, antes da maioria de nós saber quem foi Tor Johnson.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Feud: Barbie Vs. Jem e As Hologramas

 Uma briga boa no mundo cor de rosa das bonecas de vinil! Barbie da Mattel reinava linda até chegar à década de 80, quando os concorrentes resolveram entrar na briga de forma incisiva.

O episódio mais emblemático foi com Jem e As Hologramas. Segundo a série Brinquedos Que Marcaram Época a empresa ficou alerta aos saber que a Hasbro lançaria sua versão da boneca de 30 cm (ou fashion doll).

A vice presidente Judy Shackelford recebeu de um vendedor a pista de ouro: Será uma estrela do rock! E foram pernas pra que te quero, precisavam lançar uma rival o quanto antes.
Geralmente um novo modelo de Barbie demorava oito meses para ser criada. Juntaram todos as peças referentes a música de outros brinquedos e ponto! Criaram Barbie & The Rock Stars em apenas 16 horas indo para as lojas dali a quatro meses.

No Brasil ela aportou com cerca de dois anos de diferença da matriz. Aqui ela se chamou Barbie e Os Roqueiros com comercial em português na TV e tudo.

Na época a loira era fabricada sob licença pela brasileira Brinquedos Estrela. Barbie era uma relativa novidade, substituindo a local Susi, da mesma empresa nacional.

A estratégia da Hasbro para Jem e as Hologramas seguia os moldes executados pouco antes pela Mattel para He-man e Os Mestres do Universo. Desenvolver uma linha de brinquedos e depois uma série animada para alavancar as vendas.

 Em 1987, Barbie no mundo da música também ganhou sua versão desenho animado. O longa Barbie, A Estrela do Rock (Barbie and the Rockers: Out of this World) foi co-produzido com a japonesa Saban Productions, o que lhe confere um aspecto de anime.
Distribuído em VHS no Brasil numa parceria entre SBT Vídeo e Top Tape, Barbie, A Estrela do Rock alcançou certo sucesso nas locadoras e hoje está disponível completo e dublado em português no YouTube. Ironicamente, foi o mesmo SBT quem exibiu Jem e As Hologramas no país a partir de 1988, quando a linha de brinquedos já estava descontinuada nos EUA.

Aliás, nesse desenho, a voz da Barbie cantando na nossa língua é a mesma voz da Jem! Ambas são interpretadas pela ex diva disco Sarah Regina, já citada neste outro post referente a Jem e As Hologramas, leia.

A estratégia da Mattel em correr para lançar antes sua versão de roqueira new wave deu certo. Todos acabaram achando que Jem e As Hologramas era uma cópia de Barbie and the Rockers.

Jem ficou no tempo como um desenho bacana e kitsh da década de 80, não como uma boneca. Barbie, como se sabe, continua como um ícone atemporal até hoje.
Aqui no Brasil estávamos bem servidos de “fashion dolls” além da famosa americana. Auge das apresentadoras infantis, cada uma tinha a sua, como Xuxinha da Mimo e Angélica da Estrela, o que pode ter sido crucial para a Jem nem ter dado as caras.

Veja também:
Só no Brasil: Jem e As Hologramas teve embate de divas da discoteque
ken nos pulsantes anos 70

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

E eis que a embalagem E-PACK toma conta!

Se o mercado de mídia física está ruim, mantido principalmente por colecionadores, sempre dá pra piorar com uma ideia de jerico dessas, com a desculpa de ser "econômica".

E-pack pelo que dá pra ver são cartelinhas pela internet, inclusive com o furo pra pendurar na loja. Quem é que quer isso? Todos os títulos encontrados assim são da Sony, o que engloba acervo da Columbia.
O Homem-Aranha do Sam Raimi está sendo vendido na Livraria da Folha nesse tal e-pack por R$7,90. DVDs, mídia hoje ultrapassada, custavam em seu auge (quando ainda lutavam contra a pirataria das ruas) entre 10 a 30 Reais, inclusive edições duplas, embalagens tradicionais, etc.

Aliás, estive neste fim de semana em duas Lojas Americanas, as únicas lojas a ainda venderem filmes aqui na cidade de Santos (SP), e a situação é de desconsolo. Primeiro que o que tinha de Blu-ray relevante eu já comprei e segundo que há muito lançamento e relançamento de DVD!
E a preços bizarros! Pra não sair de mãos abanando (na verdade eu precisava de um estojo de plástico pra entregar um trabalho), comprei um que nem faço tanta questão assim por R$20,00 que ainda ostentava selo de PROMOÇÃO.

Difícil entender essa conta. A procura cai, os preços sobem e qualidade despenca... Não tinha que ser o contrário pra preservar o consumidor?

Em tempo, o negócio da China para distribuidoras está mesmo nas plataformas de streaming. Eles estão pouco se lixando em manter um mercado em que o lucro deles não é tão bom.
Veja! O mesmo filme do Homem-Aranha está por R$ 6,50 no serviço de streaming Net Now. Uma diferença de apenas R$1,40 da embalagem e-pack, por algo que não será seu.

No caso isso é o quê? Embalagem hiper, mega, blaster econômica já que ela não existe? Me parece óbvio que muito mais do que os hábitos dos consumidores é a própria industria que não tem interesse em manter a mídia física.

O mais recente vídeo do canal deste blog no YouTube é justamente sobre o "fim da mídia física". Assista no player  ou clicando aqui.