quinta-feira, 15 de março de 2012

Raoul Walsh, cineasta dos fortes

Não podemos deixar passar em branco o aniversário de Raoul Walsh, ocorrido no último dia 8 desta semana. Nem o aniversário nem sua filmografia, pipocada de grandes filmes desde... 1913!!!

disse que acho fino gente que nasceu em mil OITOCENTOS e tralalá? Walsh nasceu há 125 anos! São anos pra chuchu!

Começou a carreira como ator em produções como o épico Nascimento de Uma Nação (The Birth of a Nation, 1915 de D.W. Griffith). Aparece no importante papel de John Wilkes Booth, o assassino do presidente Lincoln.

Ao mesmo tempo trabalhou como assistente de Griffith, nada menos do que o homem que ajudou a inventar o cinema como o conhecemos hoje. Não chegou a interpretar na era sonora, mudando-se para trás das câmeras, ao contrário de seu irmão George.

Ficou cego de um olho em 1928 quando uma lebre pulou em seu carro. O acidente deve ter ajudado a lhe impulsionar apenas para a direção, transformando seu tapa olho num ícone utilizado depois por grandes cineastas como John Ford, Fritz Lang e Nicholas Ray.

Já fiz um post exatamente sobre estes três senhores e sua grandeza diante da adversidade física, teoricamente essencial para o cinema. Leia ou releia clicando aqui, encarando o atual texto como um “update”!

De filmografia considerada viril, dirigiu nomes marcados pela testosterona como John Wayne, Errol Flynn, Humphrey Bogart e James Cagney. É de um filme com este último que destaco uma imagem (muito sensível!) que pessoalmente não será esquecida.

A trágica e incidental Pietà formada pelos desajustados que tentaram ascender pelas escadarias que levariam talvez aos novos tempos de Heróis Esquecidos (The Roaring Twenties, 1939). Uma ode aos que não sobreviveram às loucuras dos anos 20.

Um dos 36 fundadores da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, Raoul Walsh jamais ganhou ou foi indicado a um Oscar, nem mesmo honorário por seus 52 anos de carreira. Faleceu em 1980, aos 93 anos.

A primeira imagem é um oferecimento Ionmovies

Veja também:
Três homens visionários


[Ouvindo: In the year 2525 – Zager & Evans]

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