terça-feira, 12 de julho de 2011

Vincentacular Vincentenário

Irresistível emprestar o título deste post, assim como as imagens dele do Neat To Cool Ville, que esteve presente ao evento. Só dei uma “traduzida” à flor do Lácio.

A cidade St. Louis (Missouri, EUA), terra natal de Vincet Price, organizou várias festividades para celebrar o centenário do ator, ocorrido no dia 27 de maio deste ano. Filmes, exposições, palestras e convenções sobre um de seus filhos ilustres.

E o que não falta em se tratando de Price é assunto. De personalidade única, foi escritor, culinarista, colecionador de arte, reconhecido e adorado em vida por uma legião de fãs.

De galã, encontrou seu público a partir da década de 50 ao interpretar alguns dos vilões costumeiramente mais endiabrados que o cinema já mostrou. Difícil escolher um favorito

Quando faleceu (fisicamente!) em 1993, estava no auge da fama aos 82 anos! Após participar de centenas de filmes B, a vida quis que seu último papel no cinema fosse o trágico cientista louco de Edward Mãos de Tesoura (Edward Scissorhands, 1990 de Tim Burton).

Não poderia sair de cena de forma mais aplaudida. Mas todas as suas fases foram lembradas no Vincentennial, contando com a ilustre presença do diretor e produtor Roger Corman.

Lenda viva, Corman o dirigiu em vários trabalhos enquanto o ator esteve sob o longo contrato da American International Pictures (AIP). Entre a parceria, importante lembrar das sete adaptações de Edgard Allan Poe (1960/1964) em que Price foi protagonista de seis.

Mas de tudo, deve ter sido bem bacana assistir a uma exibição de Força Diabólica (The Tingler, 1959 de William Castle) que teve direito até a demonstração do Percepto! Na produção, cientista descobre que quem tem muito medo precisa gritar ou terá sua a espinha destroçada por um parasita!

Para simular o calafrio que despertaria a tal criatura, o Percepto era instalado antes de a sessão começar em algumas poltronas da sala do cinema. Quem (sem saber) sentasse nelas tomaria leves choques elétricos quando no filme que passa na tela alguém grita que a criatura escapou.

Vincent Prince aparecia recomendando para que todos da plateia gritassem o quanto pudessem como única jeito de proteger suas vidas. Cinema interativo

Existe em DVD aqui no Brasil, numa rara edição especial distribuída pela Columbia, mas nada que se compare ao assisti-lo num pandemônio que deve virar a sala de projeção. Leia mais sobre o Percepto clicando aqui.

Veja também:
Muito mais sobre Vincent Price


[Ouvindo: Afternoon Sister - Air]

2 comentários:

Refer disse...

Bão, que eu me lembre, a gente costumava tomar choques nas poltronas do Cine Marrocos (Rua Cons. Crispiniano), na sua fase decadente/terminal, independente do filme que passasse na tela.

Já houve algumas tentativas de recuperar o Marrocos, acho que, de repente vai rolar. Foi o cinema mais luxuoso do centro de São Paulo; nos anos 50 rolou um festival internacional de cinema no Marrocos com a presença de Julie London!

Miguel Andrade disse...

Refer, hehhe, mas não era esse o caso!

Só cheguei a ir em 1 cinema do centrão. Que eu me lembre.

Ainda guardava a fachada e o interior que remetiam aos velhos tempos, tapetes vermelhos surrados coisa e tal, mas já estava bem decadente.

No meio da projeção pararam o filme e acenderam a luz. Me explicaram que faziam isso pra evitar que o povo se agarrasse.

Detalhe: O filme era O Balconista de Kevin Smith.

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