segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Pin-ups (literalmente) flamejantes!

Associação mais perfeita de um produto e sua embalagem não há! Garotas de maiô e caixinhas de fósforos.

Esses rótulos pertencem ao colecionador Paulo Bodmer. Será que ainda existem caixinhas bonitas assim a serem colecionadas?

Faz tempo que não vejo aquelas de hotel ou cabaré, que serviam de pistas pra solucionar crimes em histórias noir. Deve ser mais difícil ser detetive hoje.

[Ouvindo: Estrela De Bastidor – Angela Maria]

12 comentários:

Refer disse...

Caixinhas de fósforos de papelão eram supercomuns nos anos 50 até começo dos 60, que eu me lembro. Eram dadas de "troco", deviam custar algo em torno de uns 10 centavos de hoje. Meu pai tinha centenas. Não imagino por que praticamente desapareceram — penso que uma coleção delas com personagens de quadrinhos, pin-ups etc., hoje, seria interessante.

E aê, quando vai sair a coleção de cxs de fósforos La Dolce Vita?

Miguel Andrade disse...

Refer, não seria um brinde genial para uma festa que eu desse?

Falando da coleção, lembro que havia quem colecionasse caixas de fósforo, mas eram todas sem graça. Tinha Fiat Lux, Aquela do olho, uma do índio e aquela do pinheirinho, com a pior madeira de todas!

Não eram mais decoradas.

Leticia disse...

Pergunta: por que coleções de qualquer coisa não rolam mais?

Miguel Andrade disse...

Letícia, eu coleciono DVD e santinhos. Acho que ninguém sabe dos meus santinhos...

Refer disse...

Nesta altura da vida, eu coleciono desilusões e amarguras, conforme já disse.

Miguel Andrade disse...

Refer, tadinho! Hahahahahahaha!

Leticia disse...

Ai, Refer!!!

Miguel, toca aqui! Coleciono santinhos desde que herdei uma caixinha com os santinhos de uma tia-avó. Lindos, delicadíssimos, franceses, todos da década de 1910. Como são incrívelmente mais sofisticados do que o que temos hoje, prossegui apenas com ilustrações de Santo Expedito, todas iguais, no intuito inicial de preencher uma parede.

Por isso mesmo, bem mais difíceis de diferenciar: classifico por gráfica, tipologia e lamentabilidade da impressão: com fantasma, sem fantasma, essas coisas.

Miguel Andrade disse...

letícia, depois é que me caiu a ficha achando que não tinha me explicado. Mas você entendeu.

Santinhos de papel. Daqueles que no verso têm a oração e a indicação pra mandar imprimir um milheiro.

Como eu queria ver estes de 1910! Imagino o capricho.

Os atuais valem de todos os jeitos. Tem um que é foto de uma estatueta de gesso do santo! :O

Leticia disse...

Ah, eles são lindos! E não são ligados a promessas e ganhos, como sói acontecer aqui, né?

São em nanquim, água forte, pontilhismo, mas isso você tem de ver com lupa. E as rendas recortadas no papel, os relevos... Muitos têm dedicatórias de colegas, do tempo em que ela e minha avó paterna, órfãs, foram estudar num colégio de freiras, por determinação de minha bisavó materna (minhas bisavós eram irmãs, e quando uma morreu a outra ficou com as crianças).

E, pra piorar, minha mãe, uma das netas dessa bisavó que adotou as crianças, casou-se com meu pai, filho de uma das órfãs.

Tá boa, nêga?

Miguel Andrade disse...

Letícia, a promessas a bens materiais! Como podem confundir religiosidade com o material?

Meu deus! E você ainda conhece a história deles!!!

Leticia disse...

Xi, meu filho, a cultuação dos antepassados aqui em casa vai até onde se tem notícia.

Miguel Andrade disse...

Letícia, na minha, até pelo troca-troca de país, se perdeu.

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