segunda-feira, 11 de julho de 2011

Oportunismo fúnebre: Mode on

Bastante previsível que as distribuidoras de DVDs tentariam capitalizar em cima do recente falecimento de Liz Taylor. Eu esperava que surgissem nas prateleiras filmes nunca lançados ou em novas edições.

A Warner só abarrotou as lojas com os de sempre, que já tinha lançado há anos, maaaaaaas... Com um selinho dourado estrategicamente colado no celofane alertando ser um filme “Estrelado por Elizabeth Taylor”.

Legal terem desovado a edição especial de Assim Caminha a Humanidade (Giant, 1956 de George Stevens) que se encontrava fora de mercado, mas Gato Em Teto de Zinco Quente (Cat on a Hot Tin Roof, 1958 de Richard Brooks) continua sendo aquele disco com imagem em tela cheia (4x3). Mais podre que tomate em fim de feira!

Dentre os trabalhos da atriz pertencentes à distribuidora também estão Disque Buterfield 8 (BUtterfield 8, 1960 de Daniel Mann) e Quem Tem Medo de Virginia Woolf? (Who's Afraid of Virginia Woolf? (1966 de Mike Nichols). Ambos foram os que lhe agraciaram com o Oscar.

Na grande loja de departamentos aonde eu os vi, pelo menos o preço era camarada: 12 pratas os simples. Lembrando que os DVDs de clássicos da Warner são os mais bonitos do mercado, por priorizarem nas artes de suas capas e menus os estilos originais de quando os filmes foram distribuídos originalmente.

Enfim, não é só a Sonia Abrão e o Seu Zé da floricultura que lucram com finados. É a vida...

[Ouvindo: I'll Take You There - Staple Singers]

20 comentários:

Michel disse...

Última vez que tinha visto o "Gata em Teto de Zinco Quente" à venda foi em uma coleção da Folha. Ficamos agora à espera de um box da Liz Taylor com umas edições mais bem cuidadas e/ou com mais extras. Por enquanto, só na Amazon.

Leticia disse...

Ah, meu filho, os selinhos...

E aquelas faixas envolvendo edições antigas que tb. aproveitam algum evento para desovar o estoque?...

Eu tenho um livro do Umberto Eco - "Como se faz uma tese" - que eleva a padronização textual de um trabalho a níveis filosóficos, muito bom mesmo!

Ele foi editado antes daquela febre pseuda de ler "O nome da Rosa", coisa que a maioria não entendeu patavina mas arrotava como se fosse a criatura mais ilustrada da rua.

Pois bem, a minha edição pertence àquelas séries da Ed. Perspectiva, e a capa não traz o nome do Eco na lombada.

Pra quê? Puseram uma sobrecapa com o nominho dele, pra algum incauto levar achando que é um romance passado em um mosteiro sinistro, rárárárá...

Miguel Andrade disse...

Michel, esse da Folha é o mesmo disco da Warner.

Eu toparia a edição chique de Cleopatra, cheia de extras, pra aposentar a minha dupla. Bem que a Fox poderia relança-la.

Letícia, a gente que não é do ramo comercial já sacou muito bem que empurrada oportunista goela abaixo pode ser uma boa a princípio, mas acaba minando a chance do caboclo que adquiriu na empolgação gostar e sair promovendo por livre vontade.

Muito pelo contrário. Descontente vai sair falando mal, num boca a boca negativo, sempre mais presente.

Com morte de atores, como o caso do post, pelo menos pode incentivar a compra de quem nunca tinha assistido nada dela, mas quer se inteirar no tema da moda. Se bem que sei lá o que pensar de quem só assistiria a um filme da Elizabeth Taylor porque ouviu falar dela no Facebook.

Alex Gonçalves disse...

E bota oportunismo nisto, Miguel. Ainda assim, fiquei eufórico quando vi "Quem Tem Medo de Virgínia Woolf?" voltando para as prateleiras por um preço razoável. Só não peguei "Disque Buterfield 8" também porque odeio esse filme.

Em tempo: a edição de "Gata em Teto de Zinco Quente" que consegui foi exatamente esta apontada pelo Michel. Aliás, o conteúdo dos livretos da Folha são muito caprichados, comprei todos os vinte filmes da coleção.

Alex Gonçalves disse...

Ah, me esqueci de parabenizá-lo pelo mais novo layout. Ficou muito bonito. :-)

Miguel Andrade disse...

Alex, pena que estes livros da Folha conservam muito mal os DVDs. Ei! "Disque Buterfield 8" é bem valido pelo interesse biográfico. Oscar, Eddy Fisher...

Obrigado! legal você ter gostado. :)

Leticia disse...

Pior, de quem se interessa por alguém porque esse alguém morreu. Eu, hein?

Miguel Andrade disse...

Letícia, nem pq morreu, pq está na mídia... Na Caras! Hahaha!!!

Leticia disse...

No Tuínter...

Miguel Andrade disse...

Letícia, eita vidinha amarga!

Anônimo disse...

What a dump!
Lançaram tb "A Ultima Vez que vi Paris".. tb pudera, o filme está em domínio público, né. Mas não achei nada de razoável no preço. 39,90 na 2001. Senta lá que vou pagar isso num disco sem extras. Eu tenho a versão looshuosah de Cleopatra e acredite: não vale a pena. "Ivanhoé" é o tipo de filme que não quero nem de graça. E Virginia Woolf deveriam aproveitar a morte dela e lançar a versão dupla c/ extras q têm no amazon. Ainda mais um filme desse porte, mais que merecido. O mais chato na história é que os verdadeiros fãs de Miss Taylor podem ser confundidos com os que conheceram pelo facebook qd ela morreu (cm vc falou, rs) ou os fãs de Michael Jackson que passam a gostar dela só pq era amiga dele, rs. Affão!

Miguel Andrade disse...

Anônimo, ainda hoje tava comentando isso no Twitter. Muita apelação desses caras de pau decidir o preço pela raridade do filme, enquanto avacalham no material extra, gráfico (que muitas vezes parece xerox) e na mídia em si, quase sempre com defeito.

Dão como desculpa a tiragem menor, mas putz, com tanta pouca qualidade o lucro deles é de 400%!

Ivanhoé tem um sentido histórico interessante, assim como a maioria dos grandes épicos. Sem falar no elenco e a edição caprichada da Warner, com uns extras que só ela colocava em seus clássicos.

Olha, eu falei sobre isso no boom que houve assim que ela morreu. lamentável que essa gente meio urubu sós e interessem quando eles morrem.

Tô eu aqui, com quase uma década de blog que posso afirmar isso com convicção.

Anônimo disse...

e por falar em boom vc já viu "Boom!" ?

Miguel Andrade disse...

Anônimo, NÃO! Já estive com ele na mão, numa loja chinfrin do centrão de SP e NÃO comprei, sei lá pq agora. D:

Anônimo disse...

É o preferido de John Waters, rs.
Quando ele disse isso à ela num almoço que ela estava dando, ele pensou que ela iria botá-lo pra fora! Ela realmente achou que ele estava tirando onda c/ a cara dela já que ela achava o filme uma porcaria. Felizmente ele teve tempo de se explicar, toda a relação dele c/ o filme. John Waters diz que sempre que começa um relacionamento com alguém ele vê o filme junto c/ a pessoa e se a pessoa em questão não gostar do filme, ele conclui que não vai dar certo, rs. Depois de tudo explicado Liz voltou a sorrir e ser gentil c/ o convidado. AMO essa história e podia jurar que vc tivesse ouvido falar. Dá um google. :)

Miguel Andrade disse...

Anônimo, não tinha. E tem o poster de Boom decorando a parede do cenário da Mink Stole em Pink Flamingos. Já percebeu isso?

Anônimo disse...

Pois é, o imdb diz que em "multiple maniacs" e "clube dos pervertidos" tb. É fã mesmo.

Miguel Andrade disse...

Anônimo, nesse eu não tinha reparado ainda. Por A Dirty Shame deve significar que continua gostando do filme!

Anônimo disse...

Certeza! Depois da morte dela ele falou do filme de novo :)

Miguel Andrade disse...

Anînimo, hehehe como se fosse difícil ouvir ele falando sobre qualquer assunto.

Devo ter ele opinando nuns 4 ou 5 documentários. :D

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