segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A Marilyn Monroe dos pobres

Descoberta pelo produtor (e papa todas) Howard Hughes na noite em que foi coroada Miss Palm Springs, Mamie Van Doren foi imediatamente convidada a aparecer em vários filmes da RKO. Namorados, em seu filme de estréia ela dizia apela “Olha!” e conseguiu ser creditada por isso!

As sinuosas formas a levaram a trabalhar de pinup, servindo de modelo ao célebre artista Aberto Vargas, sem jamais abandonar a ambição de ser atriz. Em 1953 fechou contrato com a Universal para rivalizar com a explosão chamada Marilyn Monroe da 20th Century Fox.

Só que Mamie Van Doren estava bem longe de ter qualquer coisa (fora a cor dos cabelos) de Marilyn Monroe, assim como a Universal (vivendo basicamente de filmes B) com a Fox. E talvez porque nunca tenha feito nem sombra à outra, ou feito realmente sucesso com algum de seus filmes, sua carreira é muito duradoura.

Seu estúdio a aproveitou em produções que pegavam carona no que fazia sucesso na época, filme de gangues de adolescentes. Cópias baratíssimas de êxitos como O Selvagem (The Wild One, 1953 distribuído pela Columbia) e Juventude Transviada (Rebel Without a Cause, 1955, da Warner).

O jeitinho desinibido da loira fez com que ela interpretasse inúmeras garotas dispostas a levar rapazes de índole duvidosa ao abismo. Naturalmente teve alguns ousados números musicais de rock que a fizeram lançar discos.

Se o fim do velho esquema de contratos longos entre estúdios e estrelas no fim dos anos 50, começo dos 60, foi complicado para os grandes, imagina para quem não era estrela. Mamie Van Doren acostumada a filmes B se refugiou nos Z!

Desta fase, apareceu em infâmias como Viagem ao Planeta das Mulheres Pré Históricas (Voyage to the Planet of Prehistoric Women, 1968), dirigido por um tal Derek Thomas (na verdade pseudônimo do depois consagrado diretor Peter Bogdanovich). Por incrível que pareça, este filme (duro de assistir até porá mim!) foi lançado em DVD no Brasil.

Alegrou soldados do Vietnã com seu show burlesco, assim como freqüentou hospitais de vítimas da guerra. Após, se dedicou a apresentações em Las Vegas.

Super ativa, em 2006 posou para editorial da Vanity Fair ao lado de Pamela Anderson. Assume ter tido incontáveis amantes (Elvis, Clark Gable, Steve McQueen, Eddie Fisher, Johnny Rivers, entre muitos outros), mas nega veemente ter siliconado os seios.

No site oficial comercializa autógrafos e exibe vídeos e fotos recentes de seus topless. Mamie Van Doren é outro caso de estrela que nunca teve tantos fãs quanto na atualidade.

Ousada, aos 78 anos de idade, costuma lotar casas de streaptease. Se fosse brasileira seria alvo pra chacota nos(estúpidos e pudicos) blogs de fofoca, verdadeira mania nacional.

Veja também:
Liz Renay - vivendo desesperadamente
Tura Satana - A vida que daria um filme
Jayne Mansfield: Êxtase cor-de-rosa
Martha Hyer - A um passo do anonimato


[Ouvindo: Flowers On The Wall – The Statler Brothers]

4 comentários:

Alessandra Ramos disse...

Apesar da má fama ela era linda.

obs: "Viagem ao Planeta das Mulheres Pré Históricas" tem DVD no Brasil? Meldeus é o apocalipse, "Um drink no inferno" do Tarantino não tem !
Aff, parabéns as distribuidoras!

Miguel Andrade disse...

Alessandra, mas há uma explicação. Ele está com copyrights vencidos. Então é muito mais barato para ser comercializado.

Igres Leandro disse...

78? Tá brincando, né? Por mais que haja cirurgia plástica, maquiagem e qualquer outro artifício, ela não aparenta de modo algum isso.

Miguel Andrade disse...

Igres, eu achava que fosse bem mais... Mas levei um sustão ao saber que o nome de batismo dela é Joan em homenagem a JOAN CRAWFORD!!!

Tipo, quando ela nasceu Joan já era uma mega estrela!

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