terça-feira, 15 de setembro de 2009

Literatura de alta rotatividade


Pelo sucesso, acho muita sorte achar algum livro de Corín Tellado, editado nos anos 60, em bom estado. Contaram-me que bancas de revista de São Paulo permitiam uma espécie de escambo. Ou seja, deve ser usado e reusado!!!

Livros de bolso do tipo “a flor do meu segredo” nunca saíram de moda. Foram substituídos pelas Julias e Sabrinas da vida, mas o conteúdo é similar.

A propósito, Corín Tellado era o pseudônimo da espanhola Socorro Tellado López, falecida em abril deste ano. Presente no Guiness local graças as 4 mil (!!!) histórias que publicou que teriam vendidos espantosos 4 milhões de exemplares.

Nas palavras de seu site oficial, a dama por excelência das novelas românticas. Desprezada pelos intelectuais, señora Tellado foi curta e grossa : “Alguém tinha que escrever as histórias de amor”.

E estou gastando meu latim à toa! Juan Trasmonte já postou lindamente sobre ela. Leia!

Veja também:
Recadinho do Fabio


[Ouvindo: Le Ciel Dans Une Chambre – Carla Bruni]

6 comentários:

Refer disse...

A produção desses romancezinhos é uma loucura — as historias são sempre as mesmas, só mudam os nomes dos personagens e o ambiente, que pode ser Atenas, Paris, Buenos Aires, tanto faz. Uma vez, fiz a revisão de um desses, cuja história se passava em São Paulo. O escritor é bem conhecido, não vou dar o nome do santo, mas posso contar o milagre; ele puxou pela memória, porque morou um tempo em SP, e cometeu erros formidáveis. Conclusão, tive de reescrever algumas partes, porque o personagem saía da Av. Paulista e atravessava o Largo do Arouche e a Rua Augusta cruzava a Av. Consolação, por exemplo.

Miguel Andrade disse...

Refer, opa! Altas revelações... Tem o dedinho do Refer em algum romance açucarado por aí!

Leticia disse...

Refer, você é/foi revisor, é? Me conta!

Nunca, jamé de la vie topei com um romance desses, o que me dá certa frustração...

Miguel Andrade disse...

Letícia, você nunca fui a um sebo? banca? NADA?

Leticia disse...

Na revisão, eu digo... Nunca peguei um trabalho desses pra revisar. Pena, porque era coisa de resolver em uma hora.

Miguel Andrade disse...

Letícia, sei não.... Sei não.... Quem escreve isso tem prática na literatura barata. Não seis e resolveria isso num estalar de dedos...


Aaaaaaaaaaaaaah! É a Letícia da Pompéia!

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