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segunda-feira, 10 de março de 2014

Separados na maternidade monstro


Tony Randall destaque do mês na capa da revista Certificate X. Não tem quem diga, mas ele também é esse monstro em As 7 Faces do Dr. Lao (7 Faces of Dr. Lao, 1964).

Morlock
Podemos dizer que O Abominável Homem das Neves é parente dos terríveis Morlocks, vilões de A Máquina do Tempo (The Time Machine, 1960). Ambos são dirigidos por Geaorge Pal.

E é de se estranhar que George Pal, pioneiro dos efeitos especiais e um dos mais inventivos homens a perambular por Hollywood, ter quase que apenas reciclado uma maquiagem. Criou seis personagens e no sétimo deu preguicinha?

 Os dois filmes também possuem em comum o maquiador William Tuttle. O tradicional funcionário da MGM começou como assistente no terror A Marca do Vampiro (Mark of the Vampire, 1935 de Tod Browning).

Enfim, podemos considerar a criação de ambos para os Morlocks, personagens originais do romance de 1895 de H.G. Welles, como definitiva. E talvez eles tenham sido apenas os primeiros a reverenciar o trabalho anterior.

A capa é um oferecimento Joey Meyers

Veja também:
George Pal: A verdade está lá dentro
Faça chuva ou faça sol

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Cidadezinha contra deus pagão (ou quase)

Imagem masculina do deus babilônico Ishtar ornamentando um subúrbio de New Jersey. Mas já a vimos, numa situação bem mais glamorosa.
foto promocional de O Filho Pródigo, 1955
Na verdade, esta estátua não se trata exatamente de objeto de culto religioso. É um adereço cênico, confeccionado para um filme da Lana Turner.

Mais precisamente, O Filho Pródigo (The Prodigal, 1955 de Richard Thorpe ). Inspirado na conhecida parábola bíblica, a produção aproveitava a onda de épicos em Cinemascope, sendo o primeiro da atriz neste formato.
A estátua em Atlântica, Continente Perdido, 1961
Aparecem duas imagens iguais. Uma estatueta de menos de um metro e essa gigantesca que fica no topo de uma escadaria de onde são feitos sacrifícios humanos em berrante Technicolor.

Um fiasco de bilheteria ao nível da opulência típica hollywoodiana da época. Como era de costume, o estúdio MGM reaproveitou objetos de cena, figurinos e mais o que podia para balancear os custos.

Assim, o “deus da fertilidade, amor, guerra e sexo” pôde ser visto também em filmes como a aventura juvenil Atlântica, Continente Perdido (Atlantis, the Lost Continent, 1961 de George Pal). Nesse, no lugar da cabeça da serpente aparece um espelho, o que talvez explique como ela se encontra hoje.

Capa de disco de 1988
De lá pra cá, ainda surgiu na capa de um disco de punk 80’s! Pelo que se vê na foto, (já estava sem a cabeça da serpente) está decorando a fachada de uma agência de turismo (que prometia viagens tranquilas!), o que condiz com a história de como ela chegou até a pequena cidade de Lumberton em Nova Jersey.

Segundo notícias, um lenhador chamado Denney Van Istendal a comprou da tal agência em 2011. Pagou cerca de dois mil dólares, mais três mil de transporte e levou a escultura de mais de três metros pra sua casa.

Não há informações de que se trate de um fã de Lana Turner, cinéfilo radical ou apenas uma pessoa de gostos exóticos. Não demorou muito para a vizinhança começar a ficar agitada ao dividir espaço com tal figura.

Mesmo dentro do quintal, a cabeça ostentando os enormes chifres é vista ao longe. O que poderia virar uma excêntrica atração turística tornou-se quase caso de polícia, com a prefeitura tendo que intervir.
Com os habitantes se referindo ao objeto cênico como "desprezível", "demoníaco", "uma monstruosidade" e "obsceno", teve ainda quem denunciasse porque assustou os seus cavalos que pastavam perto. Por ordens municipais, o dono ficou proibido de expor qualquer parte que seja da imagem, mesmo ela estando em seu quintal.

Van Istendal prometeu recorrer, mas parece que perdeu, ou desistiu. O grande Isthar foi levado para a porta de um bar na Filadélfia, e lá deve repousar por mais algumas décadas.

A ironia máxima é que ela foi fabricada para decorar um filme que propagava a fé cristã, não pra servir de adoração ao que quer que seja. Fica aquela vela sensação de que as pessoas se apegam ao óbvio, ao visível (uma figura de aparência demoníaca) do que ao real (um mero resto de cenário de uma produção hollywoodiana).

A primeira imagem é um oferecimento Colonel Tusker's Blog, a segunda Vintage Legal, a quarta Rare Punk e a quinta Volusia Riders.

[Ouvindo: Menino do Rio – Baby Consuelo]

terça-feira, 7 de maio de 2013

R.I.P. Ray Harryhausen

Faleceu aos 92 anos, o mestre dos efeitos visuais Ray Harryhausen. Ele vivia atualmente em Londres, na Inglaterra.

Fã assustado de King Kong (1933) resolveu tentar ele mesmo a técnica num período em que o cinema engatinhava na área. Curiosamente, os filmes em que trabalhou davam o mesmo gostinho a quem os assistisse.

Os primeiros passos foram ao lado de George Pal, precursor da animação frame a frame, mas logo foi abraçado por Hollywood. Pelo custo e tempo disposto para o stop-motion, tornou-se também produtor.

Harryhausen virou referência em histórias fantásticas para gerações de espectadores, conquistando seu nome em destaque no material promocional e a técnica (rebatizada por de Dynamation) nos pôsteres. Façanha homérica no cinema norte-americano até para diretores.

Assumiu para a Columbia três filmes históricos para o desenvolvimento dos efeitos especiais: O Monstro do Mar (The Beast from 20,000 Fathoms, 1953 de Eugène Lourié), O Monstro Do Mar Revolto

(It Came from Beneath the Sea, 1955 de Robert Gordon) e A Invasão dos Discos Voadores (Earth vs. the Flying Saucers, 1956 de Fred F. Sears). Todos distribuídos em DVD no Brasil pela Sony em edições luxuosas embora com tiragens diminutas.

Muito lembrado pela precisão conquistada na luta entre o herói e um exército de esqueletos em Jasão E O Velo de Ouro (Jason and the Argonauts, 1963 de Don Chaffey), tem a sequência copiada e reverenciada por décadas. Veja alguns exemplos clicando aqui.

Na década de 80, com a computação gráfica já se anunciando de forma tímida, mostrou do que ainda era capaz em Fúria de Titãs (Clash of the Titans, 1981 de Desmond Davis). Ele vinha de uma série de filmes do Simbad ou que exploravam a mitologia oriental.

Não raro, seus monstros animados valiam mais do que o roteiro. Conseguimos nos lembrar de alguns sem identificar em qual filme apareceram.

Veja também:
Imortal exército de esqueletos
Ray Harryhausen - Gênio trabalhando
Remakes servem pra isso




quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A verdade está lá dentro

E os aliens mal humorados de Guerra dos Mundos (War of Worlds, 1953)? Chegam botando banca, vindos sei lá de que confins do universo, apavorando geral!

Quando finalmente um deles dá as caras nessa sequência aí, o mocinho taca uma ferramenta e ele sai gritando como uma garotinha do pré-primário. ADORO!

Fisicamente nem é muito famoso porque só um aparece, se não to enganado, nesse momento aí. De resto são umas sondas pescoçudas que vasculham o planeta também com olhos “RGB”.

Mas alienígenas, principalmente na ficção científica da década de 50, tinham alma! No caso, seu recheio não era uma pessoa qualquer, mas um especialista.

Encontrei esta foto reveladora no blog Gorilla Men. Dentro do ET estava Charles Gemora, o pai da criança em si!

Os efeitos especiais (espetaculares para a época) são de George Pal, pioneiro da animação em Hollywood. Para muitos, este Guerra dos Mundos 50’s é lembrado como “o de George Pal”, tanto quanto “o de H.G. Wells”.

Charles Gemora pertencia ao departamento de maquiagem. Em sua filmografia no IMDB constam três dezenas de trabalhos como ator.

E a gente jamais reconheceria seu rosto! Na grande maioria ele era o homem por detrás das fantasias de gorila, animais tão em moda no cinema popular de antes.

O alienígena que levou plateias a terem calafrios, foi confeccionado em parceria com sua filha. Leia a própria explicando How To Make a Martian.

[Ouvindo: Bocuma – Boards of Canada]

segunda-feira, 22 de março de 2010

Faça chuva ou faça sol

Diretor de A Máquina do Tempo (The Time Machine, 1960), e As 7 Faces do Dr. Lao (7 Faces of Dr. Lao , 1964), George Pal ficou conhecido pela série de curtas metragens em stop motion chamada Puppetoon. A narrativa lembra bastante os curtas que a Pixar faz hoje em dia.

Dessas historinhas, Separados pelo Clima (Together in the Weather, 1946), é uma das mais geniais. É sobre casalzinho de bonecos que residem numa caixa de temperatura mas nunca se encontram já que ele sai quando faz frio e ela quando faz calor.

Repare em 3:14 e 3:38 o “sutil” toque adulto. Assista em tela cheia pra poder curtir sem estresse as legendas em português.

Veja também:
Fotos de Ray Harryhausen, pupilo de George Pal, trabalhando
Quem tem medo do Lobo Mau?


[Ouvindo: Rosita – Charles Magnante]