sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Gloriosa Darlene do cinema brasileiro

“Herculaaaaano! Herculaaaaano! Vês-me? Estou na capa da Veja!”, diria a prostituta Geni, enfim feliz por ter conquistado a respeitabilidade burguesa. Darlene Glória louvada com o sucesso de Toda Nudez Será Castigada (1973 de Arnaldo Jabor).

Nas plateias lotadas dos cinemas, donas de casa penalizadas com frases como “Tomara que nasça um câncer no meu seio. Bem grande!”, senhores suburbanos tiravam chacota da penalizada meretriz. A revista conta que só no Rio arrecadou em suas duas primeiras semanas de exibição 1, 1 Milhão de Cruzeiros.

Não precisamos fazer continha nenhuma pra ser o quanto isso valia de dinheiro. A matéria nos ajuda informando que o filme estava lucrando mais dos que Love Story (1970 de Arthur Hiller).

Outra: Foram sete páginas contando a trajetória da atriz até ali e apenas um quadrinho elogiando o trabalho de Jabor, que havia “saído do túnel do hermetismo”. Enfim, tínhamos uma estrela com legitimo aplomb de diva de cinema.

Recordam inclusive de quando se candidatou a miss Cachoeiro do Itapemirim. Infelizmente as concorrentes recalcadas a denunciaram como menor de 16 anos e por fazer uso de enchimento de espuma nos peitos.

Veja também:
Ladrão Boliviano, esse ícone de estilo

8 comentários:

Luiz Antonio de Sá disse...

Memorável!Darlene Glória interpretando uma personagem de Nelson Rodrigues.Uma das maiores atuações do cinema brasileiro.

Miguel Andrade disse...

Luiz, sem dúvida. Uma CATARSE! Mereceu todos os louros.

Anônimo disse...

legitimo tem acento!!Legítimo

Miguel Andrade disse...

Anônimo, ah, muito obrigado por ter se dado ao trabalho de comentar a falta de um sinal gráfico. :D

Refer disse...

Assisti no Cine Ipiranga, creio, casa lotada.

Alexandre disse...

gostei foi dessas penas, tá uma diva. hahahaha

Miguel Andrade disse...

Refer, só fui assistir adulto. Lembro quando passou na Globo nos anos 80!

Minha mãe mandou todo mundo ir pra cama. Era filme de gente grande.

Alexandre, não é? rs

cicero paranhos disse...

Na minha opinião,a melhor adaptação cinematográfica de uma obra do Nelson Rodrigues.Muito, graças a interpretação visceral de Darlene Glória.

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