Depois disso, o Conde repaginado apareceu pela Universal no malfadado Van Helsing (2004 de Stephen Sommers). Mas ali era apenas um monstro
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Curioso que na década de 90, quando a Columbia investiu no retorno dos monstros clássicos, a Universal não reagiu. Deixou tudo para a concorrente e preferiu investir num A Múmia modernizado, indo para o campo da aventura.
Segundo o Hollywood Reporter, a novo produção (a estrear em 2014) tratará das origens do personagem, como qualquer retomada de filme pipoca hoje em dia, prevendo uma longa franquia e quem sabe, com sorte, um grande sucesso como aconteceu a partir do filme de Tod Browning em 31. Pode parecer impossível um raio cair duas vezes no mesmo lugar, mas a Hammer, do outro lado do Atlântico, foi feliz na empreitada três décadas depois.
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Seu título por um tempo foi “Dracula: Year Zero”, depois virou apenas Drácula e agora está como Drácula Untold. A palavra traduzida em português tem múltiplos sentidos que se encaixam na trajetória do Romeno, como por exemplo, incontável, incalculável, o que não foi dito, não revelado.
O roteiro conta a história do jovem príncipe que, quando a vida de sua esposa e filho são colocados em perigo por um sanguinário sultão, arrisca sua alma para salvá-los. Na luta acaba por tornar-se o primeiro vampiro.
No lugar de Bela Lugosi, o grande Drácula da Universal, entra Luke Evans, interprete de Zeus em Imortais (Immortals, 2011) e Apollo em Fúria de Titãs (Clash of the Titans, 2010 de Louis Leterrier). No lado sombrio da tela esteve na recente versão de O Corvo (The Raven, 2012 de James McTeigue).
Expectativa zero ao projeto e nem é pela direção do iniciante Gary Shore. O personagem que já foi retratado tantas outras tantas vezes por gente como o já citado Lugosi e Christopher Lee na Hammer teve seu filme definido em 1992, dirigido por Francis Ford Coppola.
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O do Coppola já tinha inclusive um prólogo não presente no romance original explicando sua origem. Que, aliás, era muito bem feito, embora detone todo o mistério presente na essência de um monstro de horror.
Tivemos ainda no ano passado o Drácula do Dario Argento que me deixou tão desnorteado pela fartura de desacertos que a ideia de um outro Conde me faz fugir como ele faria diante de uma cruz. Esse ano ainda vai estrear um seriado com o mesmo Drácula na TV dos EUA!
Em tempo: A página do IMDB continua de pé, mas nunca mais se ouviu falar naquele Drácula da produtora do Di Caprio que se chamaria Hacker.
Veja também:
O Drácula favorito de Coppola
Universal multiplicando o horror
Quibe no Drácula de Coppola?
Sessentões na luta: Quando os monstros voltaram a assombrar nos 90
O Drácula de 1979
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