terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Ode às moças que preferem pratos frios

Vingança é dos mais antigos argumentos de uma trama cinematográfica. Do sexo explícito ao mais bucólico romance, todos os gêneros já apelaram ao famoso “Dar o troco”.

Em termos de cinema asiático (coreano, mais precisamente), então... Difícil o que não tenha! Raríssimos os que deem a outra face de boa.

Então, aparando as arestas, selecionei só quatro mocinhas que não se fizeram de rogadas. Tão parecidas que todas poderiam sair de mãos dadas, castrando, decapitando ou “apenas” descendo chumbo grosso em seus algozes.

Thriller - en grym film (1974 de Bo Arne Vibenius) – Com gigantescos olhos tristes, Christina Lindberg é a jovem muda que cai numa armadilha. Violentada e seviciada, é presa à teia de traficantes de escravas brancas ao ser viciada em heroína.

Com um olho a menos se transformará em máquina sanguinárias em busca de justiça. Nessa hora o filme perde bastante a força, mas no geral não deixa de ser interessante, até porque os suecos enxertam ousados frames de sexo explícito.

A Vingança de Jeniffer (I Spit on Your Grave, 1978 de Meir Zarchi) – Nada menos do que o filme que ofendeu moralmente John Walter segundo ele mesmo disse. Camille Keaton (neta de Buster!) é uma escritora Nova-iorquina que vai descobrir o quão perigosas podem ser as pessoas “simples do interior”.

De estrutura muito simples, quase uma hora de metragem é ela sendo estuprada por um grupo de caipiras. A outra hora é ela indo à forra contra os agressores e fim!

Já era uma refilmagem e foi refeito há pouco tempo. Não é nada demais, mas as imagens fortes de violência persistem na nossa cabeça quando ele acaba.

Sedução e Vingança (Ms. 45, 1981 de Abel Ferrara) – Novamente uma garota muda! Depois que foi atacada sexualmente duas vezes no mesmo dia, mata o segundo violador e passa a distribuir seus pedaços em sacos pretos pelas lixeiras de Nova Iorque.

Ainda sai á cata do primeiro, mesmo que pra chegar ao bandido precise mandar bala em todo e qualquer homem que cruze seu caminho. Homem ou ser do sexo masculino já que pode sobrar até pro totózinho da vizinha doida.

Usando elementos vistos nos dois comentados antes, o diretor Ferrara consegue uma beleza plástica ímpar em meio ao caos silencioso da protagonista.

Kill Bill – Vol. 1 e 2 (2003, 2004 de Quetin Tarantino) – Podemos considerar Beatrix Kiddo uma espécie de neta de todas as garotas vingativas. Grávida, vestida de noiva, ensaiando seu casamento, toma uma sova homérica do ex amante e da gangue de assassinos do qual participava.

Em coma, é violentada por décadas no hospital por quem pagasse ao enfermeiro responsável. Picada por mosquito, desperta para botar tudo em pratos limpos.

[Ouvindo: Un Monumento – Ennio Morricone]

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