segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Clássico da paranoia antipederastismo?

E começo relembrando meu post sobre Casei-me Com Um Monstro do Outro Espaço (I Married a Monster from Outer Space, 1958 de Gene Fowler Jr.). Ficção científica 50’s que pode ter perfeitamente uma releitura gay!

Então, o finado Arbogarst também viu reflexos cor de rosa em outro filme do mesmo período: O Lobisomem (The Werewolf, 1956 de Fred F. Sears). E não é que as coisas se encaixam?

Na produção da Columbia, o rapaz portador da licantropia começa sendo abordado por outro na saída de um bar que lhe pede para pagar um drink. A primeira transformação é justo quando eles caem se esfregando num beco escuro, até que pacata velhinha os flagra, soltando um berro de horror.

A sinopse toda é cheia de lances interessantes. O lobisomem não é fruto de maldição, mas de um experimento científico de dois cientistas que além da casa, compartilham o sonho de quando eles serão considerados normais.

Um é durão e o outro gorducho e submisso. A vítima (casado, pai de família) que escapa de seu laboratório passa a relutar contra seus instintos indo parar na cidade de Big Bear (Califórnia), dominada por homens fortes em camisas xadrezes.

Todos o caçarão com tochas em punho, para afastar esse mal prestes a dominar o planeta. De qualquer jeito, o pobre rapaz (todo sensível e arrumadinho)jamais passaria desapercebido naquele lugar bruto.

Essa revisão é mais engraçada ainda porque faz um absurdo sentido! Geralmente sci-fis 50’s são vistas hoje como reflexos da paranoia anticomunista naquele período, mas a imaginação é o limite, e enxergando como olhos de hoje podemos outros significados.

Filmes fantásticos sempre se apoiaram nos medos mais vivos da sociedade, até por isso é um gênero que fica datado bem rápido, ganhando aura involuntariamente cômica. Medo que gays contaminem todos os moços com gayzices é bem plausível.

Muita gente ainda não acredita nisso em 2012? Que legalizando o casamento homossexual gerará uma horda de homossexuais pelo planeta?

"Muita gente" insegura como sua sexualidade, evidente! Acham, por suposto, que vão ser obrigados a virar a mão... Publicamente, porque quem se preocupa, no escurinho já devem fazer isso adoidado.

Olhai que bom argumento para uma ficção científica de 2012: Cientista louco transplanta cérebros de 1950 (conservados em criogenia) em pessoas de hoje. Disso eu tenho medo.

Veja também:
Até que o laser os separe - Casei-me Com Um Monstro do Outro Espaço


[Ouvindo: The Night Visitor – John Williams]

18 comentários:

Refer disse...

Não existe medo de homo, existe preconceito, que embora tenha reduzido muitíssimo, ainda existe e isso não tem como evitar. É lamentável, mas é assim que é.

A grita contra o casamento homo legalizado é porque ele vai desarrumar irremediavelmente o conjunto de leis que existe que envolve o casamento o qual, legalmente, se dá entre dois indivíduos de sexos de natureza opostas. A questão do comportamento sexual (a opção de cada pessoa) não vem ao caso quanto à questão legal; então, nada tem a ver com o casamento em lei, não o afeta.

Quando uma mulher vai se casar com um homem, o juiz não pergunta para um e para outro se eles são "hetero" ou "homo" para poder casá-los; o juiz simplesmente os casa porque são duas pessoas de sexos de natureza opostas, conforme está na lei. Isto é, preenchem as exigências legais.

O que está rolando é uma militância cega, enfurecida, gayzista, que quer impor justamente a desarrumação da lei por questões políticas revolucionárias internacionalistas. A comunidade gay está sendo usada como massa de manobra; muitos gays, a maioria, acredito, está nessa inocentemente, sem consciência das consequências de uma mudança na lei. Outros , não, pois querem justamente os desarranjos por motivação política.

Miguel Andrade disse...

Refer, existe sim um pavor medieval. O que me deixa confuso.

Eu jamais me importaria com o que possa ser benéfico a terceiros. Em algo que não me afeta em nada.

Portanto, o medo dos supostos heteros é uma coisa de se desconfiar.

O que pode haver de tão aterrador na mudança da lei? Cada qual tem que lutar realmente por aquilo que será benéfico a si.

Pq uma coisa é do jeito que é desde as eras medievais significa que não pode ser mudada? Muito hipócrita!

Daniel Tavernaro disse...

Bom, acho que não sei opinar sobre o assunto porque cada hora algum estudioso "X" diz alguma coisa. Creio que heteros mais radicais tem sim algo embolado lá no fundo, porque não nos preocupamos com o que não nos atinge. Ou melhor, começamos a fazer verdadeiras guerras quando as coisas estão no limite da segurança.

Também não entendo o medo que muitos caras tem em relação aos gays. Caras casados, que defendem gritam e exprimem sua macheza de forma por vezes absurda. Ok, isso aqui não é um blog de discussões homo-afetivas e eu também nem sou muito levado a sério aqui (rs), mas gostaria de entender mais o que se passa na cabeça de heteros que, muitas vezes, fingem-se não-preconceituosos mas depois piram de vez. Ou aqueles que se proclamam cabeça aberta mas são preconceituosos na surdina...

Voltando ao assunto da discussão em si, por vezes acho loucura desconfiar de quem é mais homofóbico, mas por outro,.... Ele tem o direito de combater o que ele julga como mal, creio eu.

O que eu menos sei lidar são com pessoas que, no convívio diário, vão ficando com um medo, com um receio, e começando a distanciar, mesmo que você não fale nada, não exponha nada. No fundo, no fundo, acho que o heterossexual masculino, como é acostumado desde cedo a ser totalmente sexual e banal (rs) tem medo de, se der atenção, "cair na lábia" de algum gay. Lógico, quando a pessoa é segura de si, nada muda. Mas como muitos homens pensam com as duas cabeças.... Temos um estigma idiota e sofrível.

Como sou um pobre garoto que não foi para o exterior, fico pensando como deve ser culturalmente lá fora, em países que tenham uma educação boa. Se este "medo", que mistura-se a receio, desejo sexual e libertação moral é menos aflorado que aqui em nosso país.

Miguel Andrade disse...

Daniel, macho que é macho está pouco se lixando para essas coisas. Onde há fumaça há fogo.

Como se do nada, a visibilidade que gays têm hoje fosse revelar alguma coisa secreta. Sei lá...

Não há "heteros mais radicais". O que cada um faz entre quatro paredes não tinha que ocupar tanto espaço na vida das pessoas, seja qual for a orientação sexual delas.

Aliás, gente fina que é fina pouco se lixa para que terceiros fazem na cama. Isso é coisa da dona Maroca, que mora na vila e não sai da janela.

Agora, que é direitos civis precisam ser iguais pra todos, não tenho dúvidas. Criminalizar a homofobia também, mas aí, um sistema judiciário mais eficaz e justo já facilitaria a vida de muita gente.

Refer disse...

Os direitos civis não precisam ser, eles SÃO iguais para todos. Pelo menos no Brasil são.

Criminalizar a homofobia é criminalizar UM preconceito. E quanto aos outros preconceitos? Isso é uma demência, vai distorcer mais a lei e a arrumação social até que o casamento gay.

Não se deve mudar a lei por um motivo simples Miguel, ela foi feita para acomodar e servir da melhor forma posiiível a maioria da população. E não foi feita de um dia para o outro para mudar ao sabor do vento. Gays representam quando muito 10% da população (chuto que é a metade disso, no Brasil) — por que montar/reformar a legislação inteira para atender 10% da população e contrariar 90% dela?

Insisto que não há medo de homo; há ódio, preconceito, repulsa. Medo, não.

Miguel Andrade disse...

Refer, ódio, preconceito, repulsa e coisas do tipo são fruto de medo. Elementar!

Sua defesa da ignorância que mata centenas de pessoas todo ano no Brasil parece o mesmo discurso de homem que é contra aborto. Óbvio, não é no rabo dele!

Você viveu a época (e deve se lembrar bem) de quando o divorcio não era legal no Brasil. País atrasado em direitos civis, só foi encarar a realidade de frente no final da década de 70.

Então, em relação aos homossexuais pode-se considerar a mesma coisa? Direitos civis são direitos civis.

Ou eles só podem mudar a favor dos héteros?

Refer disse...

São sentimentos diferentes — não é preciso haver medo para existir preconceito ou ódio.

* *
Não estou defendendo ignorância alguma. Acho que vc se refere aos 150 a 200 hms assassinados por ano. Num universo de 50 mil assassinatos que há por ano no País, digamos que 200 não representam um nº escandaloso. MESMO ASSIM, é contestável: não se sabe COMO compilam os dados. O próprio Luiz Mott que gosta de divulgar esses nºs diz que quem + mata hm é 'garoto de programa'. Ora, então, é hm matando hm e não se pode botar a culpa, no caso, em 'homofóbicos'. Pode? Precisa ver QUEM mata para dizer que é por preconceito — ou travesti mata outro travesti por preconceito...?

* *
Todos os direitos civis de hms são assegurados sim, igual a htrs. Uma moça hm, p.ex. pode casar e divorciar de um homem hm ou htro. Não há lei que impeça.

O que está rolando é que os hms querem direitos especiais, querem ser uma casta com privilégios legais. Aí, a sociedade resiste o quanto pode.

DANIEL: não posso falar pelos outros, mas aqui vc é levado a sério, sim. Por mim.

Miguel Andrade disse...

Refer, meu caro! Mas esta é a opinião do senso comum.

É a opinião de quem está feliz e confortável com a vida do jeito que está. Héteros e bichas devidamente dentro do armário, por suposto.

Além de mortes (que você acha poucas) não levam em conta oportunidade de trabalho e mais tantos outros tipos de mazelas nesse país continental.

E só agora percebi que você não entendeu do que se trata!

Dois homens vivendo maritalmente por décadas não possuiam os mesmos direitos que um homem e uma mulher.

Quando um deles morre, os gaviões da família que sempre torceram o nariz pra relação, podem deixar o outro na miséria. Ou mais simples, incluir o parceiro em planos de saúde. Não é difícil entender estes exemplos.

E que história é essa de querer privilégios, senhor Refer? O que você considera um privilégio?

Pagar impostos e ter os mesmos direitos legais dos que tem socialmente um relacionamento heterossexual?

Li muito o povo, moralista até o talo, comentando nas matérias da Folha com esse mesmo discurso sobre "privilégios". Que privilégios seriam estes?

Nesse ponto quem não entende sou eu! Sejam eles (imaginários ou não), provocam MEDO "na sociedade resiste o quanto pode" por qual razão?

Daniel Tavernaro disse...

Refer, obrigado pela atenção, rs! Li seu comentário e concordei em vários sentidos e me peguei analisando:

Acho que, nos dias de hoje, os indivíduos estão muito ligados ao êxtase do que a sexualidade. Há alguns anos atrás, gays tinham ideias, programas, festas, tendências e vontades bem distintas dos heterossexuais. Hoje, está tudo junto e misturado. Sinto que, para a sociedade de forma geral, o homossexual ou bissexual é algum grupo menor da sociedade, como drogados, nordestinos, evangélicos, etc, etc (pelo amor de Deus, não quis dizer que são iguais, e sim, que fazem parte de uma minoria). Concordo que não deva existir leis especiais para isso ou aquilo, afinal, se sou brasileiro, teoricamente sou igual a outra brasileira, lésbica, negra, nascida no Acre.

Sobre a resistência da sociedade, não adianta os gays tentarem a "Lei de Zagallo": ninguém vai ter que engolir ninguém. E outra: o que é "ser gay" hoje no Brasil? Quantas pessoas já são rotuladas por isso e por aquilo? E quanta gente que acha que homossexual é sinônimo de sexo sem limites e fim?

Me chateia essa coisa brasileira de empurrar com a barriga, de depender de ajuda alheia ou do governo para ser alguém, para criar senso crítico e social. Miguel, tenho um casal de conhecidos aqui em BH que são exemplo para qualquer família, de qualquer "tipo". Eles são "maiores" que as leis, não dependeram dela para juntar os trapinhos, para ser feliz ou distribuir boas ações. Lógico, tiveram educação e uma boa base familiar, mas há décadas estão juntos, construindo coisas e ajudando as pessoas - e o mais fantástico é que, quem está por perto, simplesmente não os rotula, ou questiona, ou duvida ou qualquer outra coisa, sobre o relacionamento dos dois. São um casal unidos pelo amor.... Agora, se são dois homens, duas mulheres, dois ET's, pouco importa.

Eles conseguiram o respeito porque se respeitam e se aproximam de pessoas que o tenha.

O Brasil é um país muito diversificado e muito pobre em educação para que as pessoas possam se conhecer melhor, sem medo. No dia em que os gays se conhecerem de fato e souberem que ser gay é muito mais que "homem que beija e transa com homem", talvez a sociedade amadureça a ideia em termos (opa, coloquei os dois acima no mesmo saco em que eu - desculpem-me caso esteja equivocado!) os mesmos direitos de todos.

Outra coisa: nossas leis são totalmente apoiadas nas leis "divinas" do catolicismo, não? Acho que devemos combater as ideias abstratas da Igreja Católica nas leis de um país de 3º mundo, rs.

Refer disse...

Não disse que as mortes são "poucas". Se ocorrer UMA morte
por causa de homofobia/preconceito já é uma vergonha.

Disse que, na realidade da violência de 50 mil
assassinatos por ano, o nº não surpreende; mesmo assim é
FALSO porque nessa conta de 200 estão mortes de gays por
vingança, latrocínio etc. além gays matando uns aos outros
(caso dos 'garotos de pgrm' etc.), que não são crimes
homofóbicos, caraio!!

Entendi do que se trata, sim. Já existe instrumento legal
que o casal homo pode estabelecer em cartório e prevenir
que seu patrimônio não seja tomado pela família. Há até um
cartório na Pça João Mendes (SPaulo) que espertamente se
especializou em lavrar esse documento e faz uma cerimônia
simpática, oferece champagne para o casal etc. O cartório
está bombando, faturando horrores. A D. Célia foi
'madrinha' (testemunha) de um casal gay nesse cartório em
2010. Quero dizer, é + um motivo para não mexer na lei.

Qq atitude humana é passível de censura, sim, QUER A GENTE
GOSTE OU NÃO. Com a criminalização do preconceito qq
indivíduo que se declarar homo será intocável e não poderá
ser de forma alguma censurado. Vc quer PRIVILÉGIO maior?
Todo o código penal será virado de cabeça para baixo; a
condição homo será um atenuante para qq acusado de crimes
ou atos antissociais.

Vai ser uma "casta" privilegiada, sim. O policial que
reprimir um gay ou o patrão que despedir um gay (mesmo com
toda razão) serão passíveis de uma acusação de 'homofobia'
e se tornarem, pela lei, criminosos.

Bão, vou parar a "polêmica" aqui. DANIEL e MIGUEL (parece nome de dupla sertaneja), um grande abraço para os dois.

Fundo musical: 'Eu Não Presto Mas Eu Te Amo', com Demetrius.

http://www.youtube.com/watch?v=fecVH2Ds1So

Leticia disse...

Posso? Posso?

Problemão, mas problemão mesmo no BR é a ignorância. Ignorância vinda da falta de educação formal e ignorância adquirida dentro de casa.

Também foi a ignorância que elaborou as leis, e é a ingorância que impede fazer pequenos ajustes nela.

Se está tudo bem na sacrossanta família legal, onde o pai pedófilo bebe, cheira e bate, onde a mãe bebe e bate e a criança vai pra rua porque o crack é melhor que isso, então belê...

Mas se queremos algo um tantinho melhor, que se mudem as leis e que se dê educação a todos, homos e héteros. O suficiente para que ninguém meta o bedelho na vida alheia e para que o Estado preveja diversas opções de vida, desde que não firam direitos gerais.

Concordo com alguns pontos de vista do Refer. A levar a cabo todas as reivindicações da "comunidade gay" (que representa o pensamento de muito poucos, diga-se), haverá entre nós uma classe especial, e não igual às demais. Você reclamará da festa da bichinha bagaceira e dá-lhe processo. Porque parte dos gays, brasileiros que são, não tem civismo, educação ou ética.

Violência, também concordo com o Refer. Lembrar que muitos partem para atividades marginais por exclusão, daí a matança, entre si, inclusive. É uma distorção estatística e só.

Quem desenvolve no cérebro a homofobia como meta de vida tem, sim, de se tratar e ser enquadrado legalmente. Inclusive os pregadores religiosos que ultrapassam as portas de seus templos.

União gay, beleza! Só o que falta o cara morrer e não poder deixar a herança para o companheiro, e sim para a família que o tocou de casa quando ele não tinha nada.

Agora, casamento gay de véu e grinalda é viadagem. A Igreja não permite isso e ponto. Inventem uma nova fé e façam o que quiserem, aí sim.

Miguel Andrade disse...

Daniel, Refer e Letícia, se pessoas esclarecidas possuem esse raciocínio, o que diremos do grande povo, da massa nacional, com baixa escolaradidade em sua maioria?

Evidente que a lei não é bem assim. Vejam a lei contra racismo funcionando a contento.

O Estado, quer os "perfeitos" da sociedade ou não, tem sim a obrigatoriedade de proteger minorias secularmente massacradas pela ignorância.

Concordo plenamente com a Letícia sobre a educação. Mas enquanto não temos, que exista a possibilidade das minorias resguardadas pela lei, protegidas por doidos miseráveis.

Claro que há bichinha escrota que se apoiará nisso pra ouvir funks rebolativos a todo volume até as 4 da manhã. Mas há muitas outras que serão espancadas, mortas, marginalizadas espantosamente sem motivo.

Lets, hoje em dia, além de acreditar que só educação pra valer mudará isso aqui, aperto na tecla do controle de natalidade. Não é possível esse caos e nenhuma atitude concreta que mostre a essa gente que fazer filho é uma delícia, criar e dar educação é que são elas.

Até quando, Refer, atitudes de afeto serão abafadas por pancadaria num Avenida, por exemplo? Coibir isso não deve afetar a macheza vigente, creio eu.

O tal cartório sitado só existe pq as coisas começaram a mudar. Não é mais do que obrigação e ainda há muito o que conseguir.

Essa ideia de casamento na igreja de véu e grinalda é a visãozinha que o rebotalho usa para desmerecer a causa. Aliás, coisa que estou pouco me lixando.

Quanto à violência, marginalidade, blablablá, entre os próprios, bom lembrar que é exatamente isso que seria muito evitado com leis específicas. Entramos aí no perigoso terreno em que a vítima é culpada por ter sido violentada.

Refer está a um passo de aplaudir o discurso de ratazanas como aquele Bolsonaro, para quem esses crimes são normais pq acontecem à noite, horário de homens de bem estarem dormindo.

Daniel, o casal que você comentou é um caso bem específico. Te pergunto porque um casal formado por dois homens precisa de tanto sacrifício pra ser aceito na sociedade de BH?

De se pensar esse trabalho redobrado socialmente pra viveram como bem entendem. Tem coisa errada aí.

Que o governo passe a prestar atenção em alguma (rotulada) minoria como em qualquer país civilizado do planeta já o faz.

Ironicamente esse tipo de raciocínio em muito corrobora com a ideia do post. A visão 50's do diferente pronto a lhe roubar a vidinha "correta", está mais viva do que se pensa.

Refer disse...

Disse que estava abandonando a polêmica, mas olha eu aqui de volta. Só me meto em confusão, PQP!

Lei racial funcionando a contento para quem, cara-pálida?
Conhece algum caso de negro acusado de racismo? A lei não é aplicada contra negro, só vale para brancos. Já li coisas de arrepiar ditas e escritas por pessoas do próprio governo, gente paga para cuidar da igualdade racial. Algumas leis são paliativas e de funcionamento sui-generis. É o caso da lei racial e tenho a certeza que a da criminalização da homofobia vai ser muito pior. Não se reduz preconceito por lei.

Jair Bolsonaro nunca disse que considera crimes 'normais' — que maluquice, que puta distorção infernal é essa? O que ele disse foi (!atenção!) gays que se prostituem são mortos na maioria por seus cafetões em horários em que as pessoas de bem dormem. JB quis dizer que as pessoas comuns não perseguem e muito menos matam gays prostitutos como a comunidade gayzista acusa, irresponsavelmente. Não há essa disposição assassina, psicótica, da sociedade em matar homos! Isso é absolutamente falso, mentiroso, paranoico.

O Estado não deve proteger 'minorias', deve proteger todos igualmente e é o que ele faz ou procura fazer. QQ pessoa agredida é socorrida pelo Estado e qq agressor é punido por ele, mas dentro da lei. Linchamento para agressores não está previsto em lei, ainda.

Bão, agora é "adeus" mesmo; o blog não é meu, e eu já vou tarde.

Miguel Andrade disse...

Refer, aaaaah, se há casos de mau uso da lei são outros 500. Pode ser que nem sempre dê certo, mas a sua existência é de grande valia na maioria dos casos.

Meu Deus! Você apoiando até as asneiras que aquele senhor diz por aí...

Isso é simplificar demais o tema. Tema que pra quem é de fora opina de forma parcial e confortável.

Não se fala apenas em casos de mortes, mas em casos de marginalização. Ou uma coisa não está ligada a outra?

E nesse discurso onde se caixa os fanáticos religiosos lucrando com a hostilização, os babacas da classe média que saem dando pancadas em vias públicas?

Está tudo joia...

Daniel Tavernaro disse...

Sobre o casal... Eles tem uma coisa meio de espiritualidade e espiritualização, que é independente de as pessoas o tratarem bem ou mal "na sociedade". Não os citei como um caso de exemplo "social", e sim de aceitação em um ambiente onde haja um pouco mais de educação e uma visão maior além de "homem que come homem" (gente, sejamos sinceros e realistas, é esta a realidade em que vivemos). Não disse que eles tentam algum status social ou alguma aceitação....... E eles nem precisam disso.

Sempre bati na tecla da educação e na justiça severa, independente de classe social, cor ou sexualidade. Como já disse aqui em outras postagens, no Brasil, desde sempre, tem-se como mais "certo" e prático fazer uma lei nonsense do que melhorar a educação. Lógico, a lei muda algo em alguns meses, no máximo. A educação só dá resultados 2 gerações depois...

Miguel Andrade disse...

Daniel, então, com certeza. Mas enquanto não temos essa educação, algo precisa ser feito.

Estou abismado o quanto ranços sociais 50's ainda imperam nisso aqui.

Leticia disse...

PS.: Não gosto do Bolsonaro. Seus pontos de vista eventualmente racionais vão por água abaixo com seu comportamento.

E já me disseram, de fonte segura, que na comunidade militar ele não é levado a sério.

Miguel Andrade disse...

Letícia, ufa! Nunca achei que você gostasse.

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