quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Olha o grito do Tarzan

Ainda mais pela precariedade que era imprimir uma foto em revista no começo dos anos 50 esta capa tem algo de fascinante. Repare bem na nitidez do rosto de Lex Barker.

Barker assumiu a tanga de Tarzan entre 49 e 1953. Cerca de cinco filmes do Homem Macaco, embora pareça menos marcado pelo personagem do que Buster Crabbe ou Johnny Weissmuller.

Pelo menos pra quem não é fanático pelo personagem. Deve haver aqueles que sabem tudo sobre o assunto e ao me verem escrevendo isso dirão: PFFFF!

Coisa que nunca li, ou percebi em publicações antigas é qual referência erótica ao corpo desnudo. Visto agora parece tão evidente o tom beefecake do personagem.

Rapaz atlético correndo pela selva apenas um pedacinho de pele de animal cobrindo as vergonhas. Senhoras e gays da época eram cegos ou se faziam de desentendidos?

A primeira imagem é um oferecimento Bermoraca, a segunda Lex Barker.Com

Veija também:
O mico do Tarzan


[Ouvindo: Rock Around The Clock – Nora Ney]

24 comentários:

Monsek Hevlan disse...

Não, não, Miguel. As senhorinhas e os gays da época enxergavam tão bem quanto se faziam de inocentes, rs.

Miguel Andrade disse...

Monsek, pois é... Mas parece que eles davam mais atenção aos fisiculturistas do que aos Tarzans...

Monsek Hevlan disse...

Ah, mas se a visão vem sem esforço numa série de TV a ordem é não desperdiçar, né? ;)

Miguel Andrade disse...

Monsek, com certeza! hehehe Com Tarzan me sinto com mente suja já que parece que mais ninguém "malda".

Refer disse...

Miguel, 49 a 53 não é uma década... é MENAS.

Vc se esqueceu de dizer que LB estrelou... La Dolce Vita! Como pode?

Ele é o segundo Tarzan que os fãs lembram. Vai por mim. O terceiro é o Gordon Scott.

Miguel Andrade disse...

Refer, nossa. De Tarzan eu boio. Nunca olharia pra cara desse e falaria que era um deles.

E de 49 a 53 está longe de ser uma década. hahahaha! Vou arrumar.

Não lembrava dele em LDV. Olhaí!

Refer disse...

Em Tarzan não há sacanagem, meu filho. Há uma sensualidade pulsante, um erotismo intrínseco, como quando vc ou eu sentimos ao mirar uma imagem estatuesca. O belo eleva o espírito, não provoca os sentidos.

Estranho mesmo seria olhar a imagem do Lex Barker ou da Vênus de Milo e não sentir absolutamente nada, como se olhasse para um poste.

(Via Jacqueline Myrna) MORRÔ?

Miguel Andrade disse...

Refer, hahahahahaha! Morei!

Anônimo disse...

achei uma referência sexual do Tarzan dos quadrinhos no livro Homens do Amanhá de Gerard Jones, Jones (Conrad 2006) é um roteiristas de histórias em quadrinhos e fala sobre a influência do surgimento do mercado de quadrinhos, da influência dos pulps e etc...
"Harold Foster era um desenhista clássico capaz de entender que força de um história sobre um homem-macaco não estava na interrupção da narrativa no momento mais crucial,nem mesmo nos animais selvagens, mas sim na beleza do corpo masculino.
Nenhuma figura masculina já impressa em papel barato - nem mesmo os fortões das revistas de saúde publicadas por Bernarrr MacFadden - tinham tanta graça e dinamismo.
O poder de Tarzan está ligado ao sexo. Afinal, o primeiro corpo nu que um caro vê é o seu próprio, e ele percebe que o corpo masculina esconde todos os terrores e alegrias do sexo. Harvey Kurtzman, um cartunista dez mais jovem que Joe Shuster, afirmou qye a nudez do homem-macaco o tinha fascinado enquanto garoto, que algumas de suas primeiras experiências masturbatórias foram desecadeadas pelos desenhos de Foster. Mas Tarzan representava mais do que sexo; representava todos os desejos de um garoto a respeito de seu corpo, sua identidade e seu futuro."

outro trecho: "As garotas também gostavam do Tarzan de Foster. Muitas diziam que só davam uma olhada enquanto os irmãos estavam lendo, mas ela também liam. Também tinham sua curiosidades sobre o corpo maculino, suas razões para envolver com símbolos idealizados de potência maculina - Uma vez que o Homem-Macaco não apresentava as características que a maioria dos hróis masculinos, ficava mais fácil para elas se identificarem com ele. Mesmo sendo másculo, como era, Tarzan não estava sujeito ao papel social e à realidade famíliar, e isso propriciava às garotas projetar sobre ele seus sonhos de poder individual mais que nos soldados e caubóis que reinavam nas aventurasjuvenis."

o livro não é sobre sexualidade, ó passa por ela algumas vezes.

Tarzan era bem trangressor, inventaram aquele Boy pra não colocarem o Korak (filho legítimo de Tarzan e Jane nos livros), só pelo fato de Tarzan e Jane não terem casado e possuirem um filho.

Miguel Andrade disse...

Anônimo, fascinante isso tudo! Obrigado por ter agregado essas informações ao post!

Tchia disse...

Ma coooomo assim não tem sacanagem em Tarzan? E o Tarzan com a Bo Derek no início dos anos 80? (Alinhás, aquilo foi uma afronta ao personagem. Morry de vergonha alheia)

http://www.youtube.com/watch?v=g8rTZAQx-Js

Leticia disse...

Minha visão da coisa é marromenos como a do Refer e do Anônimo. As pessoas são as mesmas ontem, hoje e sempre. Com a diferença de que, antigamente, ninguém saía berrando o óbvio por aí.

Trocando em miúdos, a sexualidade hoje é uma grande novidade.

Miguel Andrade disse...

Tchia, tem, né? mas a figura dele não é associada nunca a sacanagem.

Tanto que até desenho do Disney já virou.

Mmmm... Só agora me lembrei do Tarzan do Rocco. Mas é diferente neste caso...

Miguel Andrade disse...

Tchia, tem, né? mas a figura dele não é associada nunca a sacanagem.

Tanto que até desenho do Disney já virou.

Mmmm... Só agora me lembrei do Tarzan do Rocco. Mas é diferente neste caso...

Letícia, opa! Também concordo.

Só acho estranho que o Clark Gable tenha causado furor ao aparecer sem camisa de baixo em Aconteceu Naquela Noite numa mesma época em que Tarzan estava sempre sem roupa.

Leticia disse...

Talvez porque o Tarzan já tenha aparecido assim.

O Clark Gable era "o" galã, e mulheres... sabe como é, são sempre semivirgens.

Miguel Andrade disse...

Letícia, pois é. Mas é curioso não ter marcado o personagem.

Betty Boop rodou por muito menos.

Leticia disse...

Mas é o que digo: não marcou publicamente porque naquela época havia valores mais importantes a marcar um ator: a força do personagem, a interpretação, as grandes produções...

Hoje o que marca o cara são as peitcholas aparecendo. E só.

Miguel Andrade disse...

Letícia, isso é verdade. Vejo mesmo em novelas... Basta um personagem simplório mas escrachado que o povo já chama o intérprete de astro, estrela, etc.

Leticia disse...

Ontem mesmo relevâncias de Twitter sobre atorzinho, que "teve de" vir a público dizendo não ser gay.

Acho o jeito menino tão cafa... transforma todos os seus atos (personagem e real) em coisas muito tensas, dando-lhes certa importância.

Miguel Andrade disse...

Letícia, e acaba tornando proporções tão grandes... Pelo menos ontem fiquei sabendo que a figura existia.

Leticia disse...

A ideia que me dá é que interpreta a si mesmo. Também só ontem fiquei sabendo o nome do ser humano.

Miguel Andrade disse...

Letícia, "tornando" não, "tomando". rs

Esses atorzinhos de TV de hoje são todos muito parecidos. Feitos em larga escala.

Leticia disse...

É o OCR que existe em cada um de nós....

Miguel Andrade disse...

Letícia, e a pressa de escrever na velocidade com que se fala.

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