sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Spartacus no século XXI

E sempre vale a máxima de que quando não se espera nada a chances de nos divertirmos aumentam. Comecei a assistir à série Spartacus: Viva o Pecado (Spartacus: Blood and Sand) bem nessas, pelo chamariz de Sam Raimi como coprodutor e pra ver no que daria o personagem adaptado aos nossos tempos.

Rapaz, e não é que é batuta? No começo dá mesmo certa vergonha em ouvir romanos falando em inglês e aquelas lutas coreografadas tipo Power Rangers, mas depois entra-se no espírito e engrena.

Lá pelo quinto episódio os deslumbres tecnológicos esfriam e entra a disputa de poder na decadente Roma. Repleta de segredos, crimes, luxuria, mistérios e Lucy Lawless (a eterna Xena!) fazendo cara de “humpf!” pras riquinhas enquanto cobiça o escravo mais bem dotado do marido.

Por Falar em tecnologia e sexo, o programa é farto, mas não se apoia nisso, embora a combinação seja curiosa. Há nudez frontal masculina e feminina aos montes e litros de sangue e ossos esmagados captados em câmera lenta e alta definição.

Às vezes a violência repulsiva (e a trilha sonora do mesmo Joseph LoDuca) nos faz lembrar do Evil Dead de Sam Raimi. Outra referência impossível de não ser lembrada, claro, é o Spartacus que Stanley Kubrick dirigiu em 1960.

No filme os treinamentos dos gladiadores é um ponto alto. Na TV, até pela repetição do cenário em muitos episódios, chegam a ser cansativos.

Pelo visual graficamente pesado pode remeter a quadrinhos, videogames e algumas produções de cinema recentes voltadas à garotada, só que isso não condiz com a abordagem madura do roteiro. Interessante, por exemplo, como a trama se desenrola em cima de um assunto (que não vou contar aqui qual é!) e logo depois o derruba, ajudando na ampliação do personagem central.

Tão arrojado e eletrizante que qualquer um pode morrer a qualquer momento. Cada capítulo traz varias surpresas e reviravoltas de se assistir de boca e olhos bem abertos.

Aqui no Brasil a primeira temporada (com 13 episódios) estreou em 2010 no Globosat HD e atualmente faz parte da programação do canal FX. Este ano ganhou mais seis episódios chamados Spartacus: Gods of the Arena.

[Ouvindo: Song of a Lonely Man - Huun Huur Tu]

20 comentários:

Diogo disse...

E tem hómi se pegando? ~pergunta de adolescente estúpido~

Miguel Andrade disse...

Diogo, também tem, claro. rs

Diogo disse...

Miguel, ui rs

Quando olhei pro rosto desta Lucy
imaginei logo a Xena dando aquele salto enorme e gritando como uma maluca hahhaa.

Miguel Andrade disse...

Diogo, aqui ela outro tipo de salto. E paga ousados peitinhos o tempo todo. haha

Diogo disse...

Miguel, Ví um episódio no computador ontem e...bota ousadia nisso hein?. Não só da amiga Xena (Xana, como as crianças despudoradas falavam) mas do elenco em geral.

Miguel Andrade disse...

Diogo, beeeeeem ousado. Se fossemos menos caretas, seria natural as novelas serem assim hoje, em vista do que eram antes, com mulher pelada na abertura e tudo.

Diogo disse...

Miguel, Sou jovem demais pra opinar sobre isso contigo mas é evidente como as personagems de novelas atuais parecem frígidos naturalmente. Ninguém tem calor, ninguém gosta de nada e o moçinho não quer comer a moçinha hahaaha.

Miguel Andrade disse...

Diogo, hj é impensável que Vera Fischer pagou peitinho na novela das 8. Pra vc ter ideia...

Diogo disse...

Talvez seja alguma espécie de complexo de vira-lata, tipo "vamos sublimar essa nossa sexualidade latente para sermos mais europeus", triste né?. rs

Miguel Andrade disse...

Diogo, a moral e bons costumes se restringe ao sexo no Brasil. Fora isso tudo bem.

Diogo disse...

Miguel, Tem razão, nós só precisamos mesmo é saber que isso ocorre e tentar subverter a ordem. eu, você, não está tudo perdido. ^^

Miguel Andrade disse...

Diogo, quero não. Que se cozam.

Diogo disse...

Miguel, Eu acho temos incompatibilidades zodiacais, somente um leonino falaria o que tu disse e somente um aquariano diria o que eu falei.

Miguel Andrade disse...

Diogo, incompatibilidades zodiacais! Hahaha

Mas não vou ficar dando murro em ponta de faca. Deixa o povão viver na conchinha dele.

Diogo disse...

Miguel, Voltando ao Spartacus...(ainda) rolava essa festança toda no período romano? acho que dormi nessa aula. Apesar de que pensando bem, deve ser difícil tirar e ainda "satanizar" os costumes de uma sociedade tão rápido.


ps: Apesar de que provavalmente a série deve ser cheia de furos e erros. hahahahah

Miguel Andrade disse...

Diogo, mas não há festança tanto assim na série. As coisas são por baixo dos panos.

Leticia disse...

Deixa eu entrar na conversa: havia, sim, um bundalelê no período romano, grego. Era pré-cristã...

E, Diogo, acho que nós sempre fingimos sublimar a sexualidade não pra ficar parecidos com os europeus (que são muito mais liberais do que nós, posto que mais educados), mas por causa de nossa ancestralidade colonizada-jesuítica.

E repressão, sabe como é, gera fanatismo tanto pra um lado como para outro. Séculos se passarão até que lidemos com isso com naturalidade.

Miguel Andrade disse...

Letícia, sim! E ainda faltam muitos séculos pra descobrirmos o óbvio: sexo é um trem banal pra chuchu!

Leticia disse...

Opa! Mas aqui parece que não. Criatura posta no Twitter quando tem uma noite...

Miguel Andrade disse...

Letícia, hahaha! Ou o repúdio também.

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