quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Prestação de contas

Leeeembra do post sobre a tal Elsa Martinelli que deixou todo mundo com a pulga atrás da orelha sobre aonde já tinha ouvido falar nela? A minha pelo menos eu matei!

Já a tinha visto ante numa Status edição especial bonitonas do cinema. Repare que a revista era 70’s e ela já é citada como “Há 20 anos uma das mais lindas mulheres do mundo”.

Faças as contas de 30 mais 20! Só de carreira... Embora não trabalhe, conforme nos diz o IMDB, desde 2005.

Segundo o Refer nos comentários do primeiro post, ela se dedicou à fotografia, mas era uma das mais famosas e belas atrizes italianas. É das europeias que não vingaram em Hollywood.

Um dos maiores achados aqui de casa. Na mesma publicação vi “giallo girls” que antes eu nem quén, como Edwige Fenech e Marisa Mell, entre outras mais famosas como Ursula Andress, Carrol Baker e Jane Birkin.

Detalhe que devo ter essa Status há uns 12 anos e por muito tempo a maioria das peladonas eram desconhecidas pra mim. Aliás, peladinhas, porque male mar mostram um (UM!) peitinho.

Ganhei-a de um antigo chefe boa praça que volta e meia entrava na biblioteca pessoal e encontrava coisas que teriam a minha cara. E a “minha cara” era literatura beatnik, gibis do Batman impressos em tamanho de jornal e mulher pelada vintage.

A maioria das coisas só fui dar valor muitos anos depois. Uma das partes boas da maturidade é ir encontrando sentidos.

Veja também:
Elsa Martinelli: Tá na cara que é gente boa


[Ouvindo: Handle with Care - Suzan Ball]

14 comentários:

Refer disse...

As editoras estabeleciam com a censura oficial uma série de "regras" do que era permitido ou não mostrar. A fase do "um seio apenas" durou bastante. Às vezes, o efeito estético era desastroso: parecia que a moça havia sofrido uma mastectomia parcial. Credo.

E vamos caprichá na grafia dos nomes das musas, caraio: Edwige Fenech, Carrol Baker.

Miguel Andrade disse...

Refer, mas como resultado as fotos eram mega singelas. Artísticas no sentido real da palavra.

Leticia disse...

Bem, a ambientação é bem 70 mesmo (74, 75, por aí).

Naquela época era fino evocar os anos 20, mas só no que ele tinha (imaginariamente) de art-nouveau.

Miguel Andrade disse...

Letícia, sim, como nos 80 foi os 30. Na moda, no cinema...

Leticia disse...

E tudo empastado, vulgarizado...

Miguel Andrade disse...

Letícia, tudo fica apenas no mais estridente. Repare!

Como toda cópia, ou (cof, cof) releitura, se atém apenas ao óbvio.

Leticia disse...

Falando nisso, ontem vi pela primeira vez aquele tal de Projeto Fashion (que mal li quando você postou).

Não entendo de atualidades da moda (minhas referências são outras), mas foi bem interessante: o desafio era pegar uma peça de brechó, inventar outra coisa, mais moderna, mas evocando dada década.

Os resultados foram tão díspares! Tinha coisas tão jererecas quanto bacanas.

E gente tentando forçar amizade com o Herchcovitch, que mantinha aquela cara de nada... Divertido, viu? Gostei de alguma coisa. Procurarei acompanhar...

E lá vou eu ler de verdade o que você escreveu.

Miguel Andrade disse...

Letícia, só assisti ao primeiro mesmo. Gosto muito do gringo. Mesmo sem acompanhar sempre, quando estou zapeando paro lá e assisto ao episódio todo.

Leticia disse...

Me atraiu justamente o desafio de transformar as peças...

Os dramas pessoais dos participantes - muitos deles de um comum terrível - eu dispenso.

Pelo pouco que vi, os mais talentosos são os que menos choram pitanga.

Não é de acompanhar fervorosamente, não, mas como você disse: no zapping.

Miguel Andrade disse...

Letícia, reality de profissionais assim acho interessante. Mil vez a acompanhar capítulo de novela.

Leticia disse...

Também acho útil, mas o que me entedia é o mimimi pessoal.

Apostei, por exemplo, naquela refação da expedição dos irmãos Villas-Boas no Fantástico. Não companhei tudo, mas o tema me interessava. Mas o que teve de choradeira... Tenho paciência, não!

Miguel Andrade disse...

Letícia, ah sim! Não tenho o MÍNIMO interesse também.

Mesmo se eu quisesse, não consigo nem com as pessoas que estão á minha volta. Não faço mimimi, não escuto mimimi.

Ah! Pra ganhar notoriedade em redes sociais tem gente fazendo de seu mimimi um espetáculo. precisa ver que vergonha eu sinto por eles.

Seja lá o que signifique ser notório em rede social...

Leticia disse...

Também, não tenho paciência em família. Ainda mais quando te REQUISITAM para formar o furdunço mimimístico. É NÃO e boa.

E, quanto a ser notório em rede social, sinal grave de que a vida fora disso anda uma merda. A escolher: profissional, afetiva, social...

Miguel Andrade disse...

Letícia, em família chego a ficar constrangido. Ô mania de fazer tititi!

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