quinta-feira, 21 de julho de 2011

Cara nova no mundo dos mascotes

Uma coisa que o Brasil carece (UMA? Aham...) é o uso de mascotes na publicidade. Lembro de pouquíssimos em atividade legitimamente nacionais como o novo e marombado Mr. Músculo.

Seus parceiros solitários são, pensando de imediato, o guri irritante das Casas Bahia, com aquele dentinho de Mônica, o frango da Sadia, a fulana da Batavo, a tia do Pão de Queijo, a esponja de aço que dança até Asserejé e... Produtos de multinacionais ainda usam aos montes.

Na minha cabeça vem dezenas como Tony, The Tiger, A Moça do Leite, Ronald, o Michelin dos pneus, e tantos e tantos outros. O número é tão grande que centenas deles estrelam o curta animado Logorama, vencedor do Oscar em 2010.

Os dos gringos sempre tem alto potencial para serem explorados sozinhos, como brinquedos, e não só para estampar rótulos. The Imaginary World tem uma galeria que reúne alguns dos clássicos, muitos desconhecidos fora dos EUA, mas bem graciosos.

No nosso mercado eles já tiveram seus momentos de glória. O indiozinho da TV Tupi ainda vive na memória de quem o viu, ou os gnomos (?) dos cobertores Parayba mandando a molecada ir pra cama num histórico reclame em animação.

Por falar em gnomos, há pouco tempo os produtos de limpeza Minuano investiram neles. Num exemplo de péssima inserção de merchandising, patrocinaram festa do Bigh Brother Brasil, uma que mais teve gente passando mal, bebedeira, e até exibição de genitália! Culpa dos Guinus?

Voltando aos clássicos daqui, marcante a Galinha Azul com um jingle popularizada no Viva A Noite do Gugu. O caldos de galinha Maggi chegaram a vir com miniaturas delas que botavam ovos (facilmente engolidos por crianças pequenas!)quando era pressionada.

E tem aquele anúncio em que a Regina Duarte estreou conversando com um boneco de neve: “Sua cartolinha é mesmo um estouro”. Luxo ter uma Frigidaire!

Ouvi falar no programa do finado Clodovil de um caso engraçado de mascote que pegou. Nos anos 70 a Fábrica de Móveis Brasil tinha o Brasilino como símbolo, um super-herói cabeçudo.

Algum gênio do marketing inventou de presentear os consumidores da loja com um boneco dele, só que (os adultos pelo menos) detestavam levar aquilo pra casa. Então, maldosamente chamavam os filhos que o futuro cônjuge já tinha de “Brasilino”.

A imagem do Brasilino é um oferecimento Zoo Blog

Veja também:
Logo absolutamente demodé
Os piores logos do mundo! Parte 1
A moça dos palitos Gina
Mais logos e rótulos e embalagens


[Ouvindo: Tornado - Toni Tornado]

6 comentários:

LH disse...

E o ascensorista/bellboy/sei lá o que da cera Parquetina! Você se esqueceu dele... Lembrei também agora do Bond Boca (use Cepacol!) e do Detetive Bardhal - a Drag Car chegou a ser capa da Sexy (!!!).

Carlos Moreno, o garoto Bombril, entra como mascote nessa lista?

Miguel Andrade disse...

LH, mmmm, até já fiz post sobre isso em algum lugar do passado. Décadas depois de blog, mina cabeça tá uma coisa!

Mas essa bichinha do Bombriln (que vai e SEMPRE VOLTA) eu nem relevo mais, hein ?

Refer disse...

Meceu com Carlos Moreno meceu comigo! :)

CM é gente fina. Quando o conheci lá nos anos 80, era um cara calmo, retraído e bonito pra caramba, acredite se quiser.

Miguel Andrade disse...

Refer, pensei nele, mas ele é e carne e osso, até onde sei! hahaha!

Mahal disse...

Tem o bonequinho Mug da Sorte tb!

Miguel Andrade disse...

Mahal, mas Mug era de algum produto?

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