quinta-feira, 21 de abril de 2011

Melhores momentos de Bordel SS

A melhor coisa de Bordel SS (Bordello A Parigi, 1978 de José Bénazéraf )é a fotografia toda detonada do arquivo que assisti. De resto, bem simplório levando em conta o tema...

Um drama intimista passado num puteiro na época da invasão nazista à França. Com algumas ceninhas de sexo explícito (banal!) aqui e ali como cabia ao cinema comercial da época.

Falado em italiano, com legendas em inglês, pedindo então, um esforço extra deste pobre espectador. Sem falar num genérico da canção Lili Marlene que toca toda hora...

Salvam-se os arranhões na película e a alma legitima de grindhouse. Caso concreto de “se melhorar estraga”.

[Ouvindo: Avril 14th – Aphex Twin]

10 comentários:

Moyses Ferreira disse...

Adoro!!! Vou baixar.

Miguel Andrade disse...

Moyses, mas não baixe pela sacanági. Fica a desejar.

Ricardo A.M. disse...

Como assim? A sacanági era justamente a mola mestra da "baixeza"... Hahaha!

Miguel Andrade disse...

Ricardo, pois é! Broxante! Metidão a artistico.

Leticia disse...

Interessante essa qualidade que você salvou: os arranhões. Gostei. Eles também me comovem.

Toca mais Lili Marleen que o do Fassbinder? Puxa...

Miguel Andrade disse...

letícia, cara de cinema, sabe? Detesto esses filmes mega restaurados em DVD que tiram todo o charme da película.

Leticia disse...

Depende... há filmes em que as marcas do tempo também fazem parte de sua dignidade.

Miguel Andrade disse...

Letícia, né? E antes eles passavam assim mesmo até na TV. Inclusive com a conhecida "marca de cigarro" no canto esquerdo a cada 11 minutos. Coisa pro projetista ser avisado de trocar o rolo no cinema.

Leticia disse...

Não sabia dessa, Miguel!

Miguel Andrade disse...

Letícia, da lógica do furinho? Raramente a gente o vê hoje em DVD, muito menos na TV.

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