quarta-feira, 9 de março de 2011

Bem vindo a Baltimore!

Se bobear, conheço mais Baltimore do que Jundiaí, a cidade em que moro. Como já assisti algumas vezes a todos os filmes de John Waters, e todos se passam lá...

Cidade dos EUA, pertence ao Estado de Maryland. A Wikipédia diz que ela possui 641.943 habitantes, (quase o dobro desta aqui) e foi fundada em 1729.

Com vida cultural agitada, ainda persistem cinemas de rua exibindo filmes para adultos, quase todos pornográficos. Além disso, ainda há drive-Ins com cinemas, não como motéis baratos, conforme nas cidades grandes do Brasil.

Há vários bares noturnos onde se pode beber cerveja e ouvir música country. Qualquer show de stripers, ou rock que apareça na cidade é bastante festejado pelos populares mais entediados.

A outra parte vai à igreja! Baltimore tem forte tradição católica, diferenciando-se do resto do país protestante.

Tendo um dos principais portos marítimos norte americanos, seus pratos típicos levam frutos do mar. A torta de siri é nacionalmente famosa.

A classe média mora em lindas casas no subúrbio, com enormes jardins em frente, carinhosamente cultivados pelas donas de casa. Não há muros ou cercas, o que pra gente, um povo invasivo por natureza, não faz sentido algum.

Até Mamãe é De Morte (Serial Mom, 1994) os filmes de Waters eram transcorridos basicamente em cenários suburbanos, ou nas florestas de seus arredores. O centro só aparecia de relance, com a câmera de dentro de um carro.

Na época, levei um susto quando soube que o sertanejo Leandro (ou seria Leonardo?) foi tratar o câncer em Baltimore. Eu tinha uma imagem bem diferente da cidade, embora isso mudou a partir de Pecker de Caso Com A Vida (Pecker, 1998).

E lá tem pena de morte! Volta e meia alguma velha desaforada lembra a vilã de suas histórias de que ela está no estado de Maryland, e ali vai ser frita.

12 comentários:

Nayara disse...

Logo me veio "Hairspray" a cabeça, rs.

Miguel Andrade disse...

Nayara, pois é, mas Hairspray se passa nos 60's e Cry-Baby nos 50's, então dá pra comparar menos.

Leticia disse...

Sabe que de vez em quando eu gostaria de ser uma dessas velhinhas que cultivam o jardim com calças velhas, camisões por cima da blusa de malha e chapéus pra se proteger do sol?

Mas só de vez em quando. Quando penso no rol de satisfações que teria a dar pra vizinhança, a inspiração se dissipa rapidinho.

Miguel Andrade disse...

Letícia, tenho feito um pouco disso. estou cultivando temperos numa mini horta.

Flor acho besteira.

Leticia disse...

Conto pra todo mundo quando dá flor aqui em casa, Miguel. A maioria das mudas que a gente eventualmente compra é toda bombada.

Outro dia enterrei sementes de girassol. Vamos ver...

Miguel Andrade disse...

Letícia, girassol amo! Normalmente compro as mudinhas mais com cara de sofridas, sem água e sol, pra salvar.

Ficam lindas bem rápido!

Leticia disse...

Miguel, aqui em casa é spa de planta de meio mundo. Mas nunca havia pensado em comprar mudinhas desacordadas. Mas é na pechincha, né?

Ah, e não me furto a pegar mudinhas por aí... Mas só quando elas estão dando sopa, tipo arrancadas, ou refugo de jardinagem. Outro dia mesmo salvei do lixo um pé de gerânio. Com raiz e tudo. Dá peninha...

Miguel Andrade disse...

Letícia, preço normal. Ficam no Armazém do Seu Diniz ao Deus dará...

Daniel Tavernaro disse...

Conheci Waters assistindo Pink Flamingos, depois que achei Hairspray, mas já no remake. Mas depois vi o original e preferi o primeiro, com Divine fazendo suas caras e bocas absurdas.

Sobre Batimore... O que conheço é o que realmente passa nos filmes dele; talvez nem isso direito. Fico analisando detalhes dos personagens e me esqueço do cenário em si - dai já vai o Daniel assistir alguns filmes pela segunda, terceira vez, só para ver os cenários e tal.

Sobre cultivar plantas.... Moro num apartamento onde a micro-varanda foi transformada em micro-escritório; assim, cutivar algo é só na janela da cozinha ou área de serviço (sim, há uma lei do condomínio impedindo que eu coloque qualquer galho - vivo ou morto - em qualquer outra janela da casa. Só a tal varanda e as duas janelas, da cozinha e área de serviço).

Assim... Já tentei cultivar temperos, mas sem sucesso algum, rs. Já tentei vários tipos, com variados tipo de terra e vaso. Mas...nada! Mas as flores do vizinho.....

(Me lembrei na hora daquela parada da grama do vizinho, hahahah. Linkando, minha "Boa" inveja tem a ver com jardins, que remetem a Baltimore, como exemplificado ai no texto.)

Miguel Andrade disse...

Daniel, primeiro que assisti foi Hairspray em VHS, depois Polyester, mamãe é de Morte e assim por diante.

Só consegui Pink Flamingos quando comprei o DVD!!!! Anos doido atrás.

Mas óbvio! E se o vaso cai na cabeça dos transeuntes?

As flores do vizinho sempre são mais coloridas. fato!

Daniel Tavernaro disse...

Não, Miguel, aqui é por frescura mesmo. O prédio não fica junto às calçadas e tals - tem uma imensa garagem que quase sempre não tem ninguém passando. É por pura estética. Exemplo: quer colocar vidros diferentes nas janelas, seja onde for? Só Blindex... E fumê ainda.

E não pode ter nem aqueles vazinhos chumbados não. Pensando bem, até que dá um ar de "conjunto" ao prédio, não de Cohab, rs.

Bom, Pink Flamingos foi na era de assistir alguns filmes "pertubadores". Via download pirata mesmo. Não achei nada perturbador, assim como adorei assistir "O Exorcista" aos 13 anos. Sei lá porque, achei legal, não fiquei com medo. Achei bem feito para a época e pensei nas artimanhas futuristas que estão a disposição dos diretores para "chocar" nos dias de hoje e que não são tão legais, pelo menos eu acho.

Agora filmes com espíritos e conspiracionistas.... Vamos mudar de assunto?

Miguel Andrade disse...

Daniel, tem que ser. Vira cortiço!

E depois, vai que amasse os carros?

Sim! Efeitos digitais não combinam com terror. Embora acho O Exorcista superado, envelhecido, difícil que exista algo parecido hoje.

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