segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Preisteichion! Preisteichion! Preisteichion!

Até outro dia, quando o Playstation 3 era importado (sabe Deus por qual via), era vendido em grandes magazine por R$ 1.400 / R$ 1.500. A fabricante Sony passou a comercializá-la oficialmente no país na segunda metade de 2010.

Numa espécie de milagre às avessas, agora ele custa R$ 1.999!!! No site da Amazon, um igualzinho sai por $295.88.

Lembrou-me quando tive que recusar um Mac de presente, que minha amiga de NY quis me enviar. Mesmo sendo PRESENTE, não uma compra, fui informado nos Correios de que provavelmente teria que desembolsar 60% de seu valor na alfândega.

Quer dizer... Na nebulosidade tudo é mais em conta no Brasil!

E tem os joguinhos ainda que custam uma barbaridade! 200 pratas em média, sem legendas em português nem nada. OH!

Daí a gente entende que são importados, impostos, blábláblá. O aguardadíssimo Gran Turismo 5, custou duzentão e foi fabricado na tal Zona Franca de Manaus!

Será que o preço é justificado pela tradução em português? Português de Portugal: A carregar ficheiros, ajustar o ecrã...

E mais! Este jogo OBRIGA o usuário a atualizar o firmware, o que,para quem tem o console da Sony destravado, impossibilita que rode jogos não oficiais.

As criancinhas que torcem pra ganhar um Playstation 3 na roleta do SBT, não imaginam o rombo financeiro com que vão presentear o papai a cada game novo. Jogo da Vida dá menos despesas.

[Ouvindo: Pecado Original – Caetano Veloso]

10 comentários:

Fabulastic disse...

Encontrou algo com português de Portugal? Que milagre!

Tudo o que é programa de computador fala brasileiro. Até o Avast!

Dizem que não compensa fazer uma versão em português de Portugal porque o mercado é muito pequeno.

Como vê, cada um com a sua cruz.

Miguel Andrade disse...

Fabulastic, nem me importo, mas um produto caro, fabricado aqui e nem a língua acertaram é bem estranho.

Então a mocinha do Avast é só a do Brasil? Já estranho ela não ter sotaque do Rio de Janeiro.

Metheoro disse...

mas os jogos piratas do Playstation custam 19,90 na Santa Efigênia.

Ou você acha que o pessoal compra mesmo os originais em terras tupinambás?

Miguel Andrade disse...

Metheoro, no PS3 era difícil e agora não dá mais. Como eu disse no post, eles obrigam a atualizar o firmware e tchau destravamento.

Gastão disse...

Sobre os 2 primeiros parágrafos: também fiquei pasmo quando vi a diferença de preços entre antes e depois da Sony entrar no mercado. De vez em quando faz bem ver que mais alguém percebeu a mesma coisa (que a gente percebeu, mas não ouve muitos comentários por aí).

Entrando oficialmente no Brasil, o menu em português será que agora é o nosso? O do Playstation 2 também é desse jeito ("a carregar ficheiro", "ajustar ecrã..."). Mas sabe que deve até ser útil na eventualidade de uma viagem a Portugal (vendo o lado positivo das situações).

Miguel Andrade disse...

Gastão, parece que ninguém se manifestou a respeito. A Folha até fez uma matéria sobra a irregularidade dos não "oficiais"!

E o jogo está em PT de Portugal. Nacional, caro e mesmo assim não tomaram o cuidado de traduzir legal.

Luiz Alberto disse...

http://jogos.br.msn.com/noticias/artigo.aspx?cp-documentid=24876743

Você já deve ter parado para pensar que os preços para os videogames não são assim, digamos, justos. Isso porque, um jogo que custa US$ 50 nos Estados Unidos, quando chega ao Brasil tem o seu valor triplicado e passa a custar R$ 200, por conta da alta taxa tributária.

Engajado nesta causa, o colecionador de games Moacyr Alves juntou forças com o Deputado Federal Luiz Carlos Busato e juntos estão arregaçando as mangas para que o valor dos jogos eletrônicos fiquem mais acessíveis. Para isso, está ativo o Projeto Jogo Justo, que reúne várias pessoas do ramo de games, com o objetivo de tornar a indústria mais atrativa para os investidores e principalmente para os consumidores no país.

Para apresentar mais a fundo a proposta do projeto, Moacyr Alves, responsável pela iniciativa, o Deputado Luiz Carlos Busato, em companhia de Marcos Khalil, sócio diretor da rede de lojas UZ Games, e Cláudio Costa de Macedo, sócio da NC Games, reuniram jornalistas e interessados na tarde desta quarta-feira (14), na Escola de Desenvolvimento de games Saga, para uma coletiva de imprensa com o objetivo de debater a redução dos encargos no país.

A intenção principal do projeto é que os jogos, que hoje recebem 80% de taxa tributária em cima do produto, passem a receber 15%. E, em consequência, os jogos que custam R$ 250, caiam para o valor de R$ 90. “Isso fará com que aconteça um aquecimento interno no mercado, e um desestímulo em relação à pirataria nacional, explica Moacyr.

Um dos grandes problemas é que no Brasil os jogos eletrônicos são taxados como artigos de luxo. Ou seja, um game para o governo brasileiro é considerado algo como um carro importado, e não como um bem cultural. “A maior parte da população é excluída de comprar um jogo no país. Mesmo que fabricantes dêem descontos no produto, ainda assim o valor é inviável para uma população, cujo salário mínimo não passa de R$ 500”, enfatiza o Deputado Luiz Carlos Busato.

O projeto visa reduzir o preços dos videogames, consoles e periféricos em geral. O primeiro passo é convencer o secretário da Receita Federal sobre a necessidade da causa. Caso não dê resultados o projeto dependerá de um movimento popular para haver uma pressão para a Câmara votar mais rápido. O tempo estimado para respostas do governo é de no mínimo um ano.

“Queremos que aconteça no Brasil como no México, para deixarmos de ser um mercado inexistente para nos tornamos um mercado em ascensão. E não há dúvidas que temos muito potencial para isso”, finaliza Moacyr.

Miguel Andrade disse...

Luiz, beleza que alguém percebeu isso. Do jeito que está, é um incentivo à pirataria e contrabando.

Gastão disse...

Luiz, isso é interessante e vou acompanhar mais de perto este ano.

Miguel Andrade disse...

Gastão, interessante e poderia se estender aos softwares em geral.

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