quinta-feira, 27 de maio de 2010

Mulher ou monstro?

De marte ou das trevas, Hazel Court foi a primeira dama do horror gótico inglês. Embora seja mais lembrada pela série de adaptações de Edgar Allan Poe que o americano Roger Corman dirigiu.

Dos 7 filmes apareceu em três deles: Enterro Prematuro (Premature Burial, 1962), O Corvo (The Raven, 1963) e A Orgia da Morte (The Masque of the Red Death 1964). Em todos, está do lado sombrio da humanidade.

Nem em A Maldição de Frankenstein (The Curse of Frankenstein, 1957), estréia do estúdio conterrâneo Hammer no horror, ela pode ser chamada de boa moça. É a garota em perigo, mas casou com o primo, o tal barão “com sede de brincar de Deus”, com intenções financeiras.

Arquétipo da moça que não era pra casar. Seu corpo voluptuoso combinava bem com as intenções cristãs que tais produções utilizavam para dar medo.

Veja também:
Roger Corman - Quando economia não é base pra porcaria
Uma noiva para Satã


[Ouvindo: Tears On My Pillow – The Fleetwoods]

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