segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Crescendo no cipó

A MGM se viu numa boca de sinuca no final da década de 30. Já havia usado a franquia Tarzan de todos os jeitos a ponto de só sobrar O Filho de Tarzan.

Esse recurso de filiação é manjado desde aquela época. Mas como é que Tarzan e Jane poderiam ter filho se eles não eram casados?

Ao invés de assumirem à pudica platéia da época que eles viviam em pecado na floresta resolveram que o filme não se chamaria Son of Tarzan, como normalmente estas sequências se chamavam. Tarzan não teve um filho, mas achou um!

Assim produziram Tarzan Encontra um Filho (Tarzan Finds a Son!, 1939) e tudo bem! E tal qual Daniel Radcliffe na cine série Harry Potter, Johnny Sheffield cresceu diante das câmera interpretando o tal filho adotivo do Homem Macaco.

Começou aos 8 anos de idade e ficou no posto até 1949, com 18 anos e a tanguinha um pouco maior. A partir daí ele passou a interpretar sua própria série como Bomba, the Jungle Boy, subproduto criado pela Monogram Studios, especialista em filmes B.

Bomba (sem trocadilhos com a qualidade!) durou 12 filmes! E pronto. Marcado pelo mega sucesso como garoto selvagem, nunca mais se ouviu falar em Johnny Sheffield.

Imagens são um oferecimento Brian's Drive-In Theater

Veja também:
O mico do Tarzan
Seis meninas prodígio que cresceram bem>


[Ouvindo: Jocelyne – Nitty Gritty]

2 comentários:

R. Scholl disse...

A selva podia ser entediante, mas o Filho de Tarzan sabia como se divertir né? A foto com o amiguinho não nos deixa mentir!

Miguel Andrade disse...

R. Scholl e achei este amiguinho a CARA de um dos Baldwins! :D

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