terça-feira, 10 de novembro de 2009

A casa do Fantasma


A Universal Pictures ainda contava o fio metal conquistado com O Corcunda de Notre Dame (The Hunchback of Notre Dame, 1923) quando deu sinal verde á produção de O Fantasma da Ópera (The Phantom of the Opera, 1925). Em comum, cenários góticos grandiosos e a presença literalmente infernal do ator Lon Chaney.

84 anos (!!!) depois, o filme é pesadíssimo, e como a maioria dos mudos, exige um esforço maior para se assistir. Chaney tão doentiamente imbuído pelo personagem, parece sempre que é a primeira vez que o vemos.

A primeira adaptação de Hollywood para o romance de Gaston Leroux chega à ousadia de ter sequências fotografadas em Technicolor. Ainda levaria dois anos para o cinema chegar a ter som, sendo que foi relançado em 1929 com alguns diálogos adicionados.

Os cenários da Ópera de Paris foram por muito tempo considerados os maiores já construídos no mundo. Teriam sido reaproveitados na versão de 1943 com Claude Rains.

Parte deles são os únicos da era muda ainda de pé, nos estúdios 28 da Universal. Isso alimenta a lenda urbana (referida na Wikipédia) de que ao tentar desmontá-los alguns funcionários foram mortalmente atacados pelo fantasma de Lon Chaney.

Retirei a representação (clique para aumentar) da revista Famous Monsters of Filmland, edição 9. Embora a psicanálise fosse coisa pouco conhecida nos anos 20, a riqueza de detalhes nos andares facilmente nos faz identificar as “ids” da mente do monstro.

Veja também:
Em glorioso preto e branco


4 comentários:

Jôka P. disse...

Sou fã do Fantasma da Ópera, vi duas vezers a montagen na Broadway e tenho o DVD, com figurinos incríveis.
Não sabia nada disso o que vc contou aqui nesse post bacanérrimo.
Só (re)confirmou o que eu sempre achei: Miguel Andrade tb é cultura (além de muitas outras coisas legais). Parabéns!
E mesmo sem estar blogando (férias?!), não deixo nunca de vir aqui.

Miguel Andrade disse...

Jôka P. hahahah Você tinha dúvidas? :D

Refer disse...

O 'meu' Fantasma da Ópera nem tem esse nome, chama-se O Fantasma do Paraíso, é dirigido por Brian DePalma e tem um músico anão, com cabelo tigelinha (Paul Williams), num papel principal. O ritmo do filme é ópera-rock, um cacoete dos 1970.

Miguel Andrade disse...

Refer, estou "assisto não assisto" este O Fantasma do Paraíso. Amo o De Palma das Antigas.

Meu Fantasma da Ópera favorito é o da Hammer, dirigido pelo Terence Fisher. FABULOSO!

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