quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Opinião de Dietrich sobre Madonna

Em seus últimos anos, Marlene Dietrich trocou correspondência com Eryk Hanut, um fã. Depois que ela morreu, o cara reuniu tudo num livro cujo título era o que ela sempre dizia ao se despedir “Desejo-lhe Amor”.

Registrou coisas como a opinião do Anjo Azul sobre cigarro. Altamente associada à era das deusas fumegantes, demonstrava opiniões contraditórias.

Havia dias em que morria de amores "Fume meu querido! Fumar é ótimo!" "Hummmm, amo cheiro de cigarro!". Em outros, detonava com todas as suas forças "Goot, isso vai te matar!"...

Não via a mínima graça na ex-colega Grace Kelly, então princesa de Mônaco, mas tinha verdadeira adoração pela estrela em ascensão Madonna: "Ela canta mal, é vulgar e se veste como uma vagabunda, mas seu show é ótimo! Mostra como o público ainda entende das coisas!".

Veja também:
Afagos entre gigantes


[Ouvindo: Wake Me Up Before You Go Go – Wham!]

11 comentários:

cotrimus disse...

MD tem razão.
Madonna tinha TUDO para dar errado, sempre digo isso...

Refer disse...

Com todo respeito, a melhor definição de Madonna é a de Paulo Francis: 'Madonna é uma puta francesa.'

Miguel Andrade disse...

Cotrimus, admiro a noção de show bussiness que eles tem nos EUA. Rigorosos!

Refer, hehehe, não conhecia.

Leo disse...

Já pensou Dietrich fulminando a sem-Grace Kely com o seu melhor 43.
E Madonna nunca escondeu um certo "quero ser Marlene" ne?

Miguel Andrade disse...

Leo, Madonna nunca escondeu o "quero ser qualquer uma que veio antes de mim".

KoRdaCapRa disse...

Realmente o show de Madonna sempre foi ótimo. Se Madame Dietrich viu algum, deve ter sido os mais relevantes porque o Stick & Sweety foi pura dublagem só pra mostrar elaborados números de dança. É aí que entrou aquela regrinha da broadway: "Se cantar, não dance. Se dançar, não cante".

Miguel Andrade disse...

Kordacapra, pois é! Estava comentando isso com a letícia no post que vem depois desse (é que ela errou a janelinha). A Madonna que Dietrich conheceu foi outra.

KoRdaCapRa disse...

...Ah, mas uma coisa eu duvido que aconteça: daqui a duas décadas nenhum fã da Bacall revelará que esta, em cartas, se confessou admiradora da Britney Spears (não por falta de talento, mas por seguir os mesmos passos da Madonna).

Miguel Andrade disse...

Kordacapra, não mesmo. Mas também Bacall não tem, que eu saiba, uma longa carreira nos palcos, como a Dietrich tinha.

Veio até pro Brasil cantar Luar do Sertão...

Alan Oliveira disse...

O lance da Madonna sempre foi o "ao vivo" mesmo, foi aí que ela se garantiu. Ela melhorou de lá pra cá e isso é algo que a gente não vê muito em cantoras norte-americanas.
E Madonna é cantora? Somente cantora?
Fora o talento produzido, fica um certo "gênio" em sua personalidade, da imagem ou do marketing, que seja: ele dialoga com o de Dietrich e tantas outras. Só que o que realmente intriga é que este fenômeno pop continua por aí, firme e forte. Essa ascensão ainda não acabou. Fica a régra de comadre: "Só reconhecemos aquilo que somos".

Miguel Andrade disse...

Alan, concordo com quase tudo. Mas não vejo muito mérito no que ela faz de uns 6 anos pra cá, nem por estar "firme e forte" ainda.

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