quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Da série “coisas que amo”


Tenho fascínio por estas lojinhas de beira de estrada. Coisa que nunca confessei a ninguém... Ou a quaaaase ninguém!

Nunca fui dos que adoram viajar e agora piorou muito. Ir daqui ali deixando a galerinha trancada em casa me faz sentir meio Lady Di numa certa noite em Paris.

E se acontece alguma coisa comigo o que será deles? Até alguém se lembrar de 4 gatos e 1 cachorro já eram! Acabam como sobreviventes em desastre aéreo nos Andes. Toc toc toc!

Em carro mando parar na cara dura, e quando preciso viajar de ônibus aguardo ansiosamente a paradinha pra fumar e olhar as novidades. Entro com todo respeito, quase sacro, naqueles túmulos do bom gosto.

De Nossa Senhora Aparecida tamanho família a berrantes. Não as cores, mas os chifres que se tornam instrumentos musicais.

É raro comprar alguma coisa. Não lembro, aliás, se já comprei algum dia. Contento-me em admirar sem tentar entender.

Du-vi-de-o-dó que 9 entre 10 desses showzinhos rastaquera de standup brasileiro sejam mais divertidos. Ou socialmente críticos.

Entre Jundiaí e Campinas há o que considero a Capela Sistina dos restaurantes de beira de estrada. O único temático que fui, totalmente voltado aos anos 50!!! Uaaaau!!!!

Foi lá que tirei estas fotos que você vê. E não refletem nem 90% do que é aquele lugar. Acredite!

A mocinha que entrega a comanda está de vestidão rodado e rabo de cavalo lá nas alturas. Logo de cara se pode ir ao banheiro, e no dos meninos somos recepcionados por foto gigantesca do James Dean e a mesma mocinha de vestidão rodado revelou que Marilyn (!!!) está no das garotas.

Algumas mesas são (ou parecem ser) cadilacs adaptados, tipo aquela da cena mais mentirosa do cinema de todos os tempos, quanto Uma Turman e John Travolta (depois de fungarem quilos) pedem um milk shake de 5 dólares. A música de fundo? Dá-lhe Paul Anka!

Pela parede pôsteres de filmes clássicos translúcidos impressos em vidro. São só avisos do tipo de coisa que se poderá adquirir por módico preço.

De lamentar que a comida seja a boa e velha “por quilo” e nem Martines ou Hi-Fi há! Mas o wi-fi é do tipo “liberô” e quem sou eu pra reclamar disso?

Veja também:
No banheiro da estrada


[Ouvindo: I Wanna Be Loved – Helen Kane]

10 comentários:

She disse...

Prq vc ñ curte Stand Up? Já viu algum? Qual? Pra mim só Seinfeld tem graça mesmo e olhe lá!

Miguel Andrade disse...

She, pelos que vejo na TV está bom e basta! Minha alegria é que, como bem conheço o brasileiro, assim que a modinha passar esse povo some do mapa!

Jôka P. disse...

Miguel, se você me visse de pé depois de comer na comida akilo, com a calça estourando no barrigão iria entender o sentido legítimo de stand-up comedy.

Miguel Andrade disse...

Jôka P., hahahahahah eu tb adoooooooooooro!!!! Nem o sushi de mentchirinha me escapa!

cotrimus disse...

podemos combinar de encher uma kombi e ir peregrinando...ein...cada parada um flash!

Miguel Andrade disse...

Cotrimus, abafa, mas seria um documentário FABULOSO!!!

Kordacapra disse...

Simpatizei-me com a onça da foto, quer coisa mais kitsch? Mas seria inovador colocar uma dessas em cima da pia do banheiro como uma referência ao local onde a onça bebe água. Glam mesmo é sair às ruas de terninho, gravata, óculos escuros e segurando a bolsa da Gilda ao invés de uma maleta executiva. Isso daria outro documentário: a reação do povo observando sem se manifestar.

Miguel Andrade disse...

Kordacapra, aham que o povo não ia se manifestar... Hahahahaha Mas tô rindo sem parar aqui com o lugar onde a onça bebe água!!! Hahahahahah

Refer disse...

Acho que vc encontrou o lugar ideal para o encontro do pessoal que frequenta o LDV. Agora, é só marcar a data. Se vira!

Miguel Andrade disse...

Refer, caramba! Excelente idéia!

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