sábado, 27 de dezembro de 2008

Pompa e circunstância

A rodoviária de Capão Bonito (oi?) é uma festa! Meu ônibus deu uma parada lá e entre as mais altas baixarias, estava escrito isso na porta do banheiro:

“Leila Diniz (Minha deusa)
Depois de 35 anos de sua morte (1972) até hoje bato (*) em seu louvor.
Isso é que foi mulher.
Um fã que não esquece.”


[Ouvindo: Highschool Hellcats – James Intveld]

6 comentários:

Leticia disse...

Das duas uma: ou o cara é um portento geriátrico ou esse banheiro não é pintado há moooooito tempo...

Miguel Andrade disse...

Letícia, este texto faz ficarmos pensando que figura deve ter escrito isso! Se você visse o que é a rodoviária de Capão Bonito... Ou melhor, o que é Capão Bonito...

Leticia disse...

Nunca passei pela rodô de Capão Bonito, mas imagino, Miguel...

Miguel Andrade disse...

Antigamente tinha uma Magali daquelas de porta de escola, toda torta, pintada na parede. Infelizmente a apagaram... É um povo que viaja muito. Os ônibus sempre se esvaziam lá, mas entra outro mundaréu de gente.

Leticia disse...

Nossa, então é parada frequente pra você, hein?

Andei um tempo frequentando a rodoviária de Cruzeiro e lembro com carinho dos papéis higiênicos lindamente acondicionados em garrafas de cola-cola cortadas, pintadas com umas florzinhas.

E, como não?, do cinzeiro do botequim, um daqueles anos 60, de alumínio cor-de-rosa, amassado no fundo e nas bordas, por séculos de quedas e cigarros violentamente apagados.

Miguel Andrade disse...

Letícia, desde que o mundo é mundo, os ônibus que vão ou vêm de Itapeva passam por lá.

Me arrependo de nunca ter fotografado aquela Magali. Bem, pelo menos a de Cruzeiro tinha papel higiênico. A de Capão Bonito não tem absolutamente NADA nem para lavar as mãos quanto mais pra limpar vocêsabe o quê...

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