sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Quem tem medo do Lobo Mau?


O diferencial dos desenhos animados clássicos para os atuais é que eles eram produzidos para adultos. Cada estúdio de Hollywood tinha sua equipe de animação para exibir estes produtos antes dos filmes principais.

Isso pra valer o ingresso em épocas de vacas magríssimas pós o crash de 29. Depois, com o advento da TV é que eles passaram a ser feitos para serem mostrados nos horários diurnos. E como adulto pensa que criança é boba...

O curta da MGM “Little Rural Riding Hood” (49) é aquele super clássico onde o lobo do campo (com esposa feia) vai visitar o primo da cidade grande. Ao conhecer um night club vai à loucura com a bela cantora ruiva.

Não é preciso ter uma mente poluída. Dá pra entender direitinho que transformações fisiológicas acontecem com o lobo e quais suas intenções.

É possível rever este cartoon no You Tube. Fiuuuu-fiu!

O pôster é um oferecimento Terr-bo

Veja também:
Betty Boop - Este voluptuoso ser minúsculo
Foxy - Qualquer semelhança...


[Ouvindo: When The Lights Go Out – The Black Keys]

17 comentários:

Não, não tenho blog disse...

Não sei, não, Miguel...
Já deu uma passada no Cartoon Network?? Só pra dar um exemplo, se vc já não conhece, tem um desenho chamado "Ilha dos Desafios", que nada mais é do que uma "sátira" aos reality shows de sobrevivência e seus tipos: a gostosa burra, o sujo, o nerd... é inacreditavelmente ruim. E passa em qualquer horário. Há outros que os diálogos são tão surreais que nem eu não acompanho. Prefiro mesmo o "fiu-fiu" do lobo e as marretadas do Pica-pau.
Parabéns pelo blog!
Um abraço,
Mariana

Miguel Andrade disse...

Mariana sem blog, foi exatamente que eu disse.

Os desenhos modernos são feitos pensando na audiência infantil, ou no máximo, para não chocarem já que convencionou-se achar a arte da animação como coisa de criança.

Caliuj disse...

cara assiste no youtube então os primeiros desenhos de betty boop e gato felix, aquilo era lisergia e violencia misturado, muit foda

Miguel Andrade disse...

Caliuj, Betty Boop e Gato Felix são puro hardcore! :D

Fabulastic disse...

Não sei se se passou o mesmo no Brasil, mas cá em Portugal, após a Revolução do 25 de Abril fomos inundados de desenhos animados da Europa de Leste.

Estes, pese embora não tivessem alusões sexuais ou cenas violentas, eram feitos com o único propósito de ensinar às crianças as probas qualidades do comunismo.

Ou então, eram muito alternativos, muito revolucionários. Aí, para além de chatíssimos, as mais das vezes eram tão poético-artísticos que não se percebia fosse o que fosse...

Em vingança, a partir de meados de 80 recebemos uma enchente de todo o pior lixo comercial americano e passámos de ingénuos socialistas a ávidos capitalistas.

Penso que pior os filmes para crinaças terem alusões sexuais é servirem para propaganda política, que isso sim é coisa só mesmo para adultos.

Miguel Andrade disse...

Fabulastic, você deve ser mais velho do que eu. Não me recordo desta fase da TV.

O desenhos mais artísticos ma década de 80 eram exibidos no Brasil pela TV Cultura. Cana estatal educativo. Não necessariamente com intenções políticas, creio eu.

Lembro de muita coisa da TV portuguesa, principalmente de um desenho onde o cara ia desenhando numa tela de vidro, Era uma vez... O Homem (música de abertura inesquecível) e umas animações japonesas em stop motion que daria tudo para revê-las.

Começavam sempre com "Mocahi mocahi mocahi", você lembra disso?

Igres Leandro disse...

É, na audiência infantil e no que os pequenos podem atormentar os pais para comprar.

Esses cartoons antigos são maravilhosos, pena que passa pouco na TV. Eu mesmo só sei de Pica-pau, Tom e Jerry, Pernalonga...

Não, não tenho blog disse...

Miguel, o exemplo que eu dei foi de um dos muitos que não foram pensados pras crianças, acredite!
O mesmo vale pros filmes. São diálogos rápidos e muito além da compreensão delas. Alcançam, com boa vontade, pré-adolescentes. Acho que as crianças menores acabam se ligando só nas imagens e em eventuais bordões.
Abraço!

Miguel Andrade disse...

Igres, Pica Pau é o fim da picada! Não gosto! Nem do Jerry, nem do piu-piu

O pior é explorarem estes personagens a ponto de vulgarizá-los em todo tipo de tranqueira.


Não, não tenho blog, entendi! Mas atualmente, mesmo estes feitos para um público não infantil são diferentes dos que eram produzidos para passar num ambiente onde criança não entrava ao acaso.

Acho, embora saturados, Os Simpsons um grande exemplo parecido aos clássicos. Assim como South Park, etc.

Fabulastic disse...

Que maldade Miguel! Eu, mais velho?

Não é preciso ter estado lá na altura para saber o que passava na televisão... Por essa lógica teria o Miguel muito mais idade por saber quem foi Betty Boop ... he he he

Dos desenhos animados que fala só me lembro de «Era uma vez o Homem». Esta era, originalmente, uma série francesa que depois teve mais duas versões com as mesmas personagens: « Era uma vez o Espaço» e «Era uma vez o Corpo Humano».

A música é de facto inesquecível. Sobretudo a do Espaço que costumava cantar com os colegas no Colégio. A letra era algo assim:

«Lá em cima há um Céu de cetim; há cometas e planetas sem fim; Galileu teve um sonho assim; uma nave no espaço a correr passo a passo;...»


Destes novos desenhos para público adulto acho soberbo o «Family Guy» sobretudo plea personagem do Stewie, aquele bébé de sotaque posh e divinamente maquiavélico...

Miguel Andrade disse...

Fabulastic, hahaha! Não! Não! Uma coisa é se ter ouvido falar, outra ter se vivenciado.

Minha irmã lembra bem de Heidi - A Miúda dos Alpes... O mais antigo que lembro é Barbapapas.

O Era Uma Vez o Corpo Humano passou no Brasil nas madrugadas da TV Globo. Lembro que ligava a TV para me vestir pra escola e estava passando. Tinha aquele mesmo velho com barbas gigantescas.

Assisti pouquíssimo Family Guy.

Refer disse...

A diferença do txt do Fabulastic e do Refer é que o do Fabulastic parece escrito por Eça de Queiroz e o do Refer, por um semianalfa fugido Mobral.

Miguel, vou descobrir o endereço desse luso e mandar uma turma dar-lhe um pau.

Miguel Andrade disse...

Refer, você é muito malvado para o meu gosto!

Refer disse...

Ah, não sou não. O fato é que leio o que ele escreve e penso em Saramago. Aí, leio o que eu escrevo e penso que o Bartosinho vai jogar terra em cima.

Miguel Andrade disse...

Rfer, humpf! Imagina eu...

Fabulastic disse...

Refer, teria todo o gosto em lhe dar o meu endereço. Comparar-me a tão grandes vultos da literatura portuguesa, mais do que me elogiar, envergonha-lhe. Tomara eu ter tão grande domínio da língua portuguesa.

O Brasil tem também grandes escritores que se atreveram a fazer da língua lusa algo que nós nunca nos atreveríamos: deram-lhe cor e sabor!

A nós, portugueses, a única coisa que nos faz confusão é a vossa ausência de pronomes. Dizer «Diz a ele» em vez de «Diz-lhe», «Traz isso» em vez de «Trá-lo» ou ainda «Diz para mim» em vez de «diz-me» é algo que nos faz arrepiar.

Mas, se ainda assim quiser enviar alguém para me dar um pau, veja se envia esse Miguel que é, como vocês dizem «um gato gostosão». «Morô?»

Miguel Andrade disse...

Fabulastic, hahahahahahahah! Nem tenho como responder! hahaha!

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