terça-feira, 11 de agosto de 2009

Música limpa para filmes sujos


Em matéria de sacanagem, enquanto os norte-americanos vinham com o fubá os dinamarqueses já estava com o bolo! Enquanto os filminhos da Terra do Tio Sam nem áudio tinham, coisas amadoras com câmera Super8, os escandinavos possuíam áudio (não direto), plano, contra plano, cenários, etc.

Graças á Color Climax Corporation (ou CCC) que se estabeleceu em 1967, enquanto a pornografia na Dinamarca só seria legalizada no sugestivo ano de 69. O primeiro pais do mundo a permitir oficialmente tais produtos.

Pura tradição, a Color Climax se espalhou pelo mundo principalmente com revistinhas coloridas, em papel couché, texto bilíngüe e com um povo de aparência bem distinta. Além dos filmes já citados, produzidos também em escala industrial.

De imaginação ímpar, tais produções contavam até com trilha sonora própria. Fraykerbreaks (link off) disponibilizou uma IMPERDÍVEL coletânea de músicas que embalaram muita ação hardcore.

Veja também:
A incrível história do pornô mais caro
Garganta Profunda, sinos e jorrões
Clássicos da pornoteca


[Ouvindo: Big Rock Inn – Dolly Cooper]

4 comentários:

Refer disse...

Por volta de 1970 descobri um cantor/compositor americano pop chamado Tony Bruno - virei fanzaço do cara; consegui, sabe deus como, os 2 LPs que ele gravou na Capitol. Li que Tiny Tim, Artie Ripp, Jimmy Webb e Bobby Darin eram fãs do cara — eu estava em boa companhia. Aí,o Tony Bruno sumiu. Só com a internet no final da década passada descobri que ele aderiu, como músico e compositor, ao cinema pornô e passou a fazer trilhas com pseudônimos.

Aí vai 'Rhoda Mendelbaum' de e com Tony Bruno. Coisa de gênio:

http://www.zshare.net/audio/63991576022a2952/

Miguel Andrade disse...

Refer, engraçado como o gênero foi forte nesta década. teve um ponto onde se acreditava que os grandes estúdios passariam a aderir. Até que veio o puritano Nixon e...

Refer disse...

Aconteceu uma coisa parecida aqui, também. Os filmes brasileiros da época, comédias eróticas, pornochanchadas como se dizia — o cinema de Carlo Mossy, tá ligado? — era ruim de doer, mas a música era ótima. Quem musicava eram os caras que faziam as trilhas para a Globo: irmãos Valle, Osmar Milito, Arthur Verocai, esses caras. Garotada fã de boa música brasileira tem de OUVIR esses filmes!

Miguel Andrade disse...

Refer, baixei a trilha de Bacalhau outro dia sem esperar NADA, só como curiosidade mesmo, e era muito mesmo!

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