terça-feira, 9 de junho de 2009

O Rebu de novo no ar

A TV Globo fará remake da novela O Rebu, segundo a coluna da Patrícia Kogut de hoje. Exibida em 1974 ousava por seus 124 capítulos se passarem em apenas uma noite, durante festa de milionário.

Bem antes (muito antes, aliás) de Lost, abria mão de muitos flashbacks para esclarecer de quem era o corpo encontrado na piscina além da identidade do assassino. A princípio a vítima seria um homem, até embaralhar todas as pistas ao se revelar que no meio da festa as garotas resolveram brincar se vestindo com trajes masculinos.

Além dessa arrojo linguístico, a trama criada por Bráulio Pedroso apresentava um casal homossexual. O magnata dono da festança (Ziembinski) tinha um caso (velado) com o jovem interpretado por Buzza Ferraz. Ao final, descobria-se que tal romance estava relacionado ao crime, por ciúmes o velho matou a jovem Bete Mendes.

A notícia da releitura dos anos 2000 tem um porém. Será transformada em série de 12 capítulos por Carlos Lombardi.

Ou seja, lá vem aqueles mesmos atores que o autor ama (e a gente detesta) repetindo o texto de forma rapidinha e com pouca roupa.

Leia mais sobre O Rebu aqui.

A imagem é um oferecimento do acervo Abril

[Ouvindo: Ride On Your Seat!!! – Chocomates]

25 comentários:

Leticia disse...

Pena. Pena mesmo. O Rebu é uma das minhas maiores frustrações infantis. Eu era (e sou até hoje) atraída por essas produções apuradíssimas da Globo (anos 20, ai, ai...!) e lembro que ficava contrariadíssima porque não me deixavam ver os capítulos, num tempo em que 10 da noite era tarde à beça pra criança que tinha de acordar cedo pra ir à escola.

Agora, Carlos Lombardi? Me poupe! deve ser uma festinha do cabide, agora...

Refer disse...

Por onde anda Buzza Ferraz? Não sou de ver TV, então fico por fora do que rola na tal "teledramaturgia". Algo me diz que não perdi nada, desde 'A Moça Que Veio de Longe', com Rosamarinho Murtinho (onde andará?).
Lembro de Buzza Ferraz numa das raras peças de teatro que gostei, 'As 1001 Noites' com a estonteante Itala Nandi, que fazia Sherazade vestida com um inacreditável biquíni de pérolas —umas dez em cima e outras 15 embaixo.

Miguel Andrade disse...

Letícia, devia ser Gilberto Braga!! :(

Ah, minha mãe não me deixava assistir Anos Dourados. Deixava a princípio porque ela dormia cedo. Até que uma amiga estúpida comentou da poca-vergonha que aparecia e acabou-se o que era doce.

Refer, ele fez papel de marido da Ana Botafogo (!!!) numa novelinha qualquer do Manuel Carlos. A Rosa Maria Murtinho atualmente paga seus pecados aos domingos, não na missa, mas participando do quadro Dança dos Famosos no Faustão.

Refer disse...

Caraca, como vc consegue acompanhar esse povo? Pro Buzza é benfeito, não tinha nada que se meter em televisão, mas a Rosamaria merecia coisa melhor. E a Itala Nandi, a mulher da plástica incomparável, o que ela faz nas artes? Soube que ela ficou rica.

Esse Carlos Lombardi é parente daquele antigo cantor de tangos de mesmo nome?

desculpe te encher de perguntas...

Miguel Andrade disse...

Refer, acredite: NÃO VEJO NOVELA NEM TV ultimamente. mas uma zapeada é irresistível.

Não sei se eles são parentes. E fique à vontade pra perguntar. :D

Tem pena da Murtinho? E a Ítala Nandi que é vilã/cientista louca numa novela da TV do Bispo Edir Macedo chamada Os Mutantes?

Refer disse...

Sério? Vai ver que a Itala ficou rica com religião e a gente não sabe.

Miguel Andrade disse...

Refer, ela é dona de uma escola de interpretação no paraná. Falaram que o fim de uma das temporadas foi rodado em Foz do Iguaçu porque ela mediou com o governo estadual de lá.

Glauco disse...

Meus Deus! Por que não reprisam o original? Conferi lá no IMDB e tem um elenco ótimo...

Miguel Andrade disse...

Glauco, porquê a Globo não faz um canal de novelas ou venda DVDS semanais nas bancas com 5 capítulos cada?

Glauco disse...

É verdade, seria bem interessante. Adoro "velharia"! O Canal Brasil estava exibindo a série Vigilante Rodoviário toda remasterizada. Com certeza tem muita coisa interessante mofando nos arquivos da vida.

Miguel Andrade disse...

Glauco, lembra quando falaram que os acervos da Manchete estavam mofando, lacrados pela justiça numa sala sem o mínimo cuidado?

Glauco disse...

Nem me fale, ouvi também uma história que parte do acervo tinha sido comprado por uma empresa venezuelana!!!

Mas todo o acervo fotográfico e jornalístico da Revista Manchete está de fato mofando em um galpão na Z. Norte do Rio, parece que é algo inestimável.

O pai de um grande amigo (amigo esse que está morando em Jundiaí, acho que é pertinho de você) trabalhou durante anos na Bloch Editores e conta que tem cada coisa lá... é de partir o coração!

Glauco disse...

E mais, isso é patrimônio de interesse nacional, devia estar sob guarda do Arquivo Nacional, que ganhou um prédio novinho, ou da Biblioteca Nacional!!!

O mesmo se aplica ao acervo da Cinédia, parece que os herdeiros não liberam os filmes por nada, mas vivem pedindo verba pública para restaurar o que sobrou.

Miguel Andrade disse...

Glauco que palhaçada! Então todas as revistas do grupo Bloch tornaram-se preciosidades...

Na época da Xica da Silva o SBT teria alegado que comprou a novela da Venezuela do jeito que exibiu, toda retalhada.

Glauco disse...

Hummm, então essa história da Venezuela partiu do SBT. Sei não, esse Silvio Santos é truqueiro demais, rsrs.

Só sei de uma coisa, a TV Manchete dos áureos tempos faz muita falta, ainda mais quando se vê o que entrou no lugar dela, a RedeTV.

Semana passada passei em frente a antiga sede na Rua do Russel, bateu uma nostalgia... até o prédio está lá, abandonado!

Miguel Andrade disse...

Glauco, eu morei pertinho deste prédio. Quando a Manchete era nova.

O que maios gostava na Manchete era a terrível cara de pau no bom sentido. A Rede TV! que surgiu bradando qualidade é um esculacho só. Que aliás, nem pega em Jundiaí!

Anderson disse...

Puxa! Olhei uns vídeos no youtube. Queria reprise, ou um remake decente, mas...
Valeu, Miguel! Ótimo o teu blog!

Leticia disse...

Eu acho o phim da picada esse estrabismo nacional de não dar valor à TV. Ao contrário do que acontece com livros, por exemplo: o cara morre e logo logo se pensa no seu acervo, pra onde vai, e tal.

Acontece que é a TV, aqui no país, que produz o melhor da dramaturgia, oras. Quem se queira ou não, essa é a nossa realidade.

Uma iniciativa governamental que preste criaria um braço do ministério da cultura ou das secretarias de cultura pra abrigar acervos meio-vivos, meio-mortos. Como esses da Manchete, de cineastas e publicitários decadentes, que não têm como guardar e manter seu acervo.

Já a Globo, tenho certeza que guarda o seu muito bem guardado, mas não exibe - já li isso - por questões técnicas - qualidade do material não é a de hoje, etc. Bobagem! Veríamos de qualquer jeito.

Refer disse...

A Editora Escala herdou não sei se TODO material fotográfico da Manchete mas pelo menos grande parte dele. Isso ninguém me falou, eu vi, entrei na sala onde estavam arquivados os cromos, as fotos em papel etc.

* * *
Muito louco, ontem falei da esquecida peça '1001 Noites', de Buzza Ferraz e Itala Nandi, e hoje, no 1º texto que li, que me chegou via Digestivo Cultural, esbarrei no nome da outra atriz principal daquela peça, Analu Prestes.

Miguel Andrade disse...

Anderson, também vi uns videos. Queria muito assistir a esta novela. E acho que daria samba uma reprise pelo menos nas madrugadas.

Letícia, coberta de razão! E como a Globo é a que melhor cuida, no futuro se achará que ela é que inventou a TV no Brasil.

Já li que ela toma por mérito na hora de escolher as novelas a serem reprisadas a qualidade técnica. Claro que a massa ($$$) torceria o nariz para algumas coisas, mas horários meio mortos, tipo após o Jô, acho que funcionariam.

E outra, até as novelas mais chiques dos EUA estão longe até da novelinha mais forreca do SBT. Somos melhores mesmo.

Refer, que ótima notícia! Imagino o tesouro que a Escala herdou!

Louca essa coincidência mesmo.

Leticia disse...

Podia, né, Miguel, passar no madrugadão...

Mas eu acho que deveria haver leis rígidas com acervos culturais. Vamos supor, o Refer viu na Escala. Pode ser que eles acondicionem direitinho, e pode ser que não. Ou resolvam leiloar... Aí fica muito particular, ao livre-arbítrio de cada um...

Pra mim, o ideal seria: Faliu? Vendeu no jardim? O material vai pro Museu da Imagem e do Som, ou coisa parecida. DESDE QUE!!!! o Museu da Imagem e do Som disponibilizasse o acervo na net.

Miguel Andrade disse...

Letícia, não sei agora, mas na metade da década passada, fui usar o acervo da Folha do Centro Cultural vergueiro e foi um upa.

Precisei bancar o santo, e com muuuuuita boa vontade o tiozinho que cuida dos microfilmes permitiu meu acesso.

O mais espantoso: Fiz o que uma daquelas velhas gordas de óculos seguros por correntinha que trabalham lá me "sugeriu". lembro ter pagado um "cafezinho" pra que isso fosse permitido.

É tanta bandalheira, tanta confusão entre o privado e o público nesse país. Não há povo que se ame tanto quanto essa brava gente brasileira.

Quer tudo pra si, acha que é dona do que está a seu alcance, etc.

Se puder levar vantagem própria, voilá! Com patrimônio público melhor ainda...

Leticia disse...

Aí, meu philho, eu já começo a falar mal de funcionários públicos e vem a turma da dignidade à toda prova me esculhambar.

Não pode! A categoria como um todo é um poço de altruísmo e pronto.

Glauco disse...

Meus caros, o problema nesse país, é que há a cultura do "o que eu levo com isso?"

E daí que os acervos da Editora Bloch, da TV Manchete ou da Cinédia estão mofando em algum lugar, mesmo que sejam patrimônio cultural do pais?

Só libero, mesmo que em péssimo estado, se eu ganhar um bom $$$$ com isso!

Miguel Andrade disse...

Letícia o problema é funcionário na firma faz muito tempo. Se acha dono do pedaço mesmo.

Em cargos público triplique isso aí!

Glauco, ah sim, se não render bufunfa não vale a pena! :(

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