quarta-feira, 10 de junho de 2009

Elo perdido da carreira da Simony


Pra quê se preocupar com um pontapé pra fora do Balão Mágico se a gente pode embarcar numa Nave da Fantasia? A Manchete (a princípio) não se rendeu á óbvia tentação de criar clone do Xou da Xuxa.

Reaproveitou Simony e a prima Luciana, apresentadoras do finado programa da Globo, numa linguagem teatral, fora de moda na era do reinado das louras sensuais. As duas ficaram pouco tempo no canal de Adolpho Bloch, após o conhecido canto da seriema do SBT para Do Ré Mi Fá Sol Lá Simony.

Sorte de Angélica que as substituiu até alguém ter a idéia de reviver o Clube da Criança nas tardes. O antigo programa de Xuxa entrou reformulado no lugar de Lupu Limpin Clapá Topo de Lucinha Lins e Cláudio Tovar com sucesso embora utilizando refugo de desenho animado.

Aí, pra tapar o buraco na programação matinal da emissora, A Manchete passou a exibir, como quem não quer nada, O Fantástico Jaspion e Changemans em parceria com a Everest Vídeo. Ela não pagava nada pelos episódios em troca de espaço comercial para anunciar VHS. Negócio da China, mas isso já é outra história...

[Ouvindo: Ole Ola– Chico Buarque]

22 comentários:

Linda Carioca disse...

Eu assistia a todos esses programas e era apaixonada pelo Jaspion e Changemans, rs... ai, época boa... BJS!

Miguel Andrade disse...

Linda Carioca, eu só assistia os matinais quando ficava doente e não ia pra escola! ><'

Glauco disse...

Elo perdido foi o rumo que a carreira dessa menina tomou, hahahaha!

Eu também não perdia nada de Jaspion e Changemans, mas as séries japonesas para mim, pararam aí, não assisti mais nada que veio depois.

Miguel Andrade disse...

Glauco, aprecio tudo que vem do Japão até hoje. Menos febre amarela, lógico!

Glauco disse...

Eu não tenho apreço particular pela produção cultural japonesa, mas sem dúvidas há coisas fantásticas. Eu andei mergulhado nos filmes de Yasujiro Ozu, que foram lançados quase que simultaneamente em DVD, e fiquei impressionado com a qualidade e surpreso em descobrir um cinema japonês além do mestre Kurosawa e das as animações.

Miguel Andrade disse...

Glauco, Ozu é fabuloso mesmo, e quem sabe Myazaki é um dos maiores cineastas de todos os tempos e lugares. Um dos raríssimos entre os vivos e ativos que ainda me emocionam profundamente.

Refer disse...

Durante muitos anos, o único sítio cultural japonês fora do Japão, até onde sei, era em São Paulo. No bairro da Liberdade havia uns dez cinemas que exibiam quase exclusivamente cinema japonês, inclusive os primeiros animês, e havia as livrarias, os restaurantes, as escolas, museus, bares e clubes com música etc.
Tivemos esse privilégio e eu peguei o final dessa folia cultural que foi até o final dos anos 60. Acho que esse tema dá um livro dukacete!

Refer disse...

Claudio Tovar apresentou programa infantil? Poots. Conheci esse cara magérrimo, cabelo até os ombros, e malha de balê coberta de lantejoulas dançando no 'Dzi Croquetes', com Lennie Dale e Paulete (lembram aquele bailarino da Globo?). Parece que vai sair filme documentário sobre os Dzi Croquetes.

Glauco disse...

Lembro de uma entrevista com algum paulista (não lembro exatamente quem) do cinema novo que disse ter visto muuuuuuuitos filmes japoneses nos cinemas da Liberdade, nos idos dos 50 e 60.

Outro dia, vi na TV Brasil um documentário sobre a migração japonesa na Peru e parece que por lá também foi marcante.

Refer disse...

Carlos Reichenbach. E é verdade porque TODA VEZ que eu ia no Cine Jóia (o último a fechar) ele estava lá e a gente conversava fiado na sala de espera.

No Peru a migração japonesa foi até maior proporcionalmente, porém não se criou lá, por alguma razão, uma cultura urbana japonesa, de metrópole. Não havia cinemas com programação exclusiva japonesa (e quase simultânea com o Japão) como houve aqui.

Miguel Andrade disse...

Refer, li sobre isso no livro do Francisco Luiz de Almeida Salles, crítico do Estadão, que por acaso revela em um capítulo ser jundiaiense. Ele comenta alguns títulos nipônicos que com certeza jamais terei a oportunidade de ver.

Nunca associo o Claudio Tovar aos Dzi Croquetes. Ouvi falar nesse filme. Tomara que seja tão bem feito quanto eles merecem.

Glauco, também lembro de alguém falando isso.

Refer, eu fico doidinho andando pela Liberdade! Ainda morarei lá! :D

Refer disse...

O Cine Jóia, do lado da praça João Mendes, se aguentou até o final dos anos 70. No final, só 'ocidentais' o frequentavam. A colônia e os descendentes sumiram. O Carlos Reichenbach estava sempre lá.

Miguel Andrade disse...

Refer, a colônia é fechadíssima. Já fiquei num restaurante um certo tempo obrservando eles. TODOS se conheciam. Estão fechados na Liberdade. Será que não tem cinema lá como este que você disse?

Refer disse...

Não, Miguel, os cinemas fecharam todos. O que aconteceu com a Liberdade é que o bairro era quase exclusivamente de japoneses e nisseis. Aí, houve a 'invasão' chinesa e depois a coreana. Os japoneses, naturalmente reservados, que resistiram na Liberdade, fecharam-se ainda mais em sua cultura, que encolheu naquele espaço, sem dúvida, porque eles não toleram chineses; coreanos, então, eles desprezam abertamente, não se relacionam com essa gente nem a pau. Sei do que estou falando, sou casado há 25 com (a mesma) moça nissei.

Miguel Andrade disse...

Refer, então falou com propriedade! :D
Mas será que não tem um cineclube fechadíssimo só deles lá?

Refer disse...

Havia, não sei se há ainda locadoras com vídeos/DVDs de filmes japoneses de todos os tipos, programas de TV antigos e atuais e telenovelas inclusive (são chamados 'doramas' — até que não estou tão por fora de cultura pop japonesa)

Miguel Andrade disse...

Refer, existem, mas são uma fortuna...

Glauco disse...

Ele mesmo Refer, Carlos Reichenbach!

Aliás, o blog dele também é interessantíssimo.

Tchia Deslogada disse...

Tchio, acho que Simony não emplacaria nem a pau no Clube da Criança. A fia já estava crescendo (ficando cada vez mais feia, diga-se de passagem) e com aquela cara de reprise da sessão da tarde - ela era a cara do Balão Mágico, não adianta: cada programa que ela parecia, remetia ao Balão.

A graça do Clube da Criança era justamente a Angélica-loirinha-lindinha, modelo para as adolescente da época. Eu já era aborrescente e mesmo assim assistia às vezes só pra morrer de inveja do cabelão loiro dela.

Miguel Andrade disse...

Glauco, verdade, o blog dele é bacana!

Tchia, toda razão! Vi mais o do SBT. Achava ela sem jeito para lidar com outras crianças. Estúpida até. Era claro que não ia dar pé!

hperson disse...

eu amava o Lupu Limpim Clapa Topo!

Miguel Andrade disse...

Hperson, assisti pouquíssimo deste programa. A Manchete passou a pegar onde eu morava já no seu fim.

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