quarta-feira, 17 de junho de 2009

Com Violante não se brinca

O segundo nome dela poderia ser Perfídia. Violante Cabral, a vilã de Xica da Silva, é o papel da vida de Drica Moraes. Fabulosa!

Muito divertida essa novela produzida pela Manchete em 1996. Creio que a última que valia a pena sentar à frente da TV todos os dias.

Cada capítulo era um quiproquó. Bastava perder um pra boiar. E como a Manchete começava a ir mal das pernas, havia menos cuidado com as perucas e figurinos. Todos descabelados, suados... Dava um ar realista.

Faz uns quatro anos que o SBT a reprisou. Não seria má idéia a cabecinha do Silvio se iluminar por um instante que seja e nos presentear com mais um repeteco.

A história de Walcyr Carrasco, mesmo já exibida, é bem superior à grande maioria do que está no ar. Enquanto isso não acontece, veja o videozinho da chamada apresentando a sinhorinha malvada.

Veja também:
In Memoriam: Isabela Ferreto


[Ouvindo: Moustique [Brand New Remix] – Stereo Total]

16 comentários:

ed disse...

Eu lembro da epóca que passou na Manchete. Mas não cheguei a assistir porque minha mãe não deixava eu ver TV depois das 8 hrs da noite!

Mas pude assistir quando passou no SBT em 2005. Para quem passa "Chaves" a mais de 30 anos, reprisar uma novela de sucesso é fichina.

Violante é A vilã!

Miguel Andrade disse...

Ed, só vi a reprise do SBT também. Quando passou em 96 eu devia estar entretido com outras "cousas".

Jessica Fraga disse...

Faz tempo que o Walcyr Carrasco não escreve uma novela decente.
Saudades.

Miguel Andrade disse...

Jessica, ainda não vi esta Caras e Bocas, mas a 7 Pecados era bem bagunçada.

Gostei quando ele pegou Esperança, outra péssima do Benedito Ruy Barbosa, e deu uma recauchutada. Mostrou o quanto ele era fera mesmo!

Leticia disse...

Violante é tudo! Nem uma frustrada-louca-de-fato faria melhor.

Aquela novela foi bem bacana, ao contrário de Dona Beija, que é um festival de figurinhos pavorosos, mobiliário inadequado, diálogos imbecis e uma direção lamentável. Agotra eu acho que nem dona Josefa, a phina do povoado, se salva...

Miguel Andrade disse...

Leticia, não vi nada de Beija. Tentei dia destes e achei bem arrastado, envelhecida.

Suspeito que o exito da Xica seja exatamente Walter Avancini. Cheio de sacadas de marketing para que a gente se lembrasse da novela mesmo quando ela não está sendo exibida.

Leticia disse...

Acho que sim, foi o Avancini mesmo. Na Beija é tudo muito deprimente.

Mas eu gostaria mesmo é que passassem a Marquesa de Santos, que eu NUNCA pude ver. E as locações foram lá na faculdade...

Miguel Andrade disse...

Letícia, a Manchete fez A Marquesa de Santos? Não sabia.

Viu, e nessa reprise da Dona Beija tem a Maitê peladona?

Leticia disse...

Acho que foi a Manchete, sim, Miguel. Foi, sim, porque o pessoal ia filmar lá e o diretor era o Ari Coslov, que era da panela da vez. Foi sim. Eu lembro porque numa daquelas gravações trocamos uma palavrinha com ele e ele foi finérrrrimo conosco.

Não vejo todo dia, Miguel, mas Dona Beija tem aquela cena dela cavalgando nua em pelo. Não sei se já passou e se puseram no ar. Devem ter posto...

Miguel Andrade disse...

Letícia, Dona Beija foi um mega fuá 80's né? Lembro bem que só se falava nisso na imprensa.

Eu acompanhei apenas pelas revistas Manchete que volta e meia tinha em casa. Em Itapeva (SP) não pegava TV Manchete quase até passar Pantanal.

E mesmo assim, era sinal carioca. Lá nunca teve intervalos comerciais. Ficava aparecendo um reloginho numa tela preta no lugar.

Teve uma época que até a Globo teve sinal trash. Os intervalos eram os hilários da Globo de Manaus. Sabe Deus porquê...

Leticia disse...

Nem Shakespeare sabe por que cargas d'água passam ou deixam de passar comerciais ou tela preta em certos sinais de satélite. Quando meus pais moravam no interiôrrrr de Minas era um mafuá tb.

As produções da Manchete eram novidade porque estavam fora do padrão Globo vou-fazer-uma-novena. Havia, principalmente nos grandes centros, uma demanda por alguma coisa menos dramalhuda e mais ousada. E a Manchete sempre foi uma coisa mais carioca Zona Sul, o que, naqueles tempos ainda obscuros, era um avanço.

Então - pela minha percepção - essas produções vieram satisfazer um público que consumia, mas não se contentava apenas com Maria de Fátima fazendo suas maldades. Era coisa phyna mesmo, uma saída da teledramaturgia daquela fórmula jeca, fruto da ousadia do Adolpho Bloch.

Pena que a coisa foi pro buraco. Você leu "Os Irmãos Karamabloch"?

Miguel Andrade disse...

Letícia, não li "Os Irmãos Karamabloch", mas pelo título deve ser ótimo!

Engraçado que nem quando apelava pra sacanagem a gente tinha isso como fator chocante. Depois todos os outros canais foram pela mesma linha e aí sim, o que menos faltou foi discursos a favor da moral e bons costumes.

Olha, e atualmente não entendo com Jundiaí, pertinho de SP não tem MTV e Rede TV!. O sinela das outras é hiper podre.

Não há transmissão em estéreo por exemplo. Suspeito que, como o poder público deve ter TV a cabo em casa estão pouco se lixando para o que o povão vê em casa.

Leticia disse...

Um certo tipo de público muito restrito acolheu aquilo com entusiasmo, enquanto o resto do Brasil juntava grana em silêncio pra comprar o disco do Amado Batista. Até que veio o golpe sertanejo no começo dos 90, e o Brasil profundo tomou conta de tudo.

Logo depois disso a TV Manchete emburacou-se de vez. Falta de controle de dinheiro, e nessas horas sempre há um voluntário pra meter a mão...

Falando em sinal da TV, hoje repus minha tevezinha da cozinha, que teve falência múltipla dos órgãos anteontem. Foi um tranco pra achar uma 14 polegadas COMUM, com anteninha e tudo, que era como eu queria. Achei um luxo, apesar da simplicidade, porque voltei a pegar a MTV e a Cultura juntas - a velhinha já não conseguia mais; tinha uns... 17 anos. Vai pro lixo hoje, coitada!

Miguel Andrade disse...

Letícia, meu 3 em 1 foi pro trash hoje!

Olha, faz muito sentido. Certeza que não eramos nós menos exigentes antes. Mas a maioria que vê TV atualmente absorve bem as porcarias da programação atual.

Música sertaneja provou o poder aquisitivo do rebotalho. E a febre das parcelas facilitou a vida. Vide o que era a Internet em 2002 e o que é hoje.

Inacreditável como aqueles seres de lixos do tipo Pânico na TV são seguidos por milhares de bajuladores zumbis aqui. Vamos muito mal. Como os de pouca idade, historicamente transgressores, podem apoiar coisa tão retrograda?

Em tempo, tenho revisto nas madrugadas Anos Rebeldes. Texto primoroso, produção podre.

Minissérie era programa de luxo. Hoje são novelas mais curtas.

Leticia disse...

Ah, você tem a sorte de um amigo meu, que também recorre ao satélite e pode ver as reprises da Globo de madrugada. Nem isso tenho aqui. Ainda não mexi na tevezinha nova pra ver se rola (se bem que na cozinha não tem plug de cabo nem de antena nem de nada disso).

Mas as coisas sempre foram assim, né, Miguel? Livros, por exemplo: quando era trabalhoso e caro de fazer, os caras escolhiam o que fazer. Rádio, o mesmo, TV idem. E Internet tb. E, se você perceber, o dinheiro também é uma coisa que se fulanizou bastante nos últimos tempos.

Não que todas as pessoas não mereçam, mas ô gostinho geral dos infernos!...

Miguel Andrade disse...

Letícia, terminei de ver nesta madrugada. Mas foi em DVD, não por satélite. 11 horas que passaram rapidinho!

E o gostinho geral é dos infernos porque temos uma péssima qualidade de ensino. De pai pra filho se aprende o beabá da boçalidade.

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