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quarta-feira, 12 de março de 2014

“Em Hollywood conhecem-no como o bonitão”


Olha só que sinal de status em Hollywood era “ser o galã de Marilyn Monroe” segundo esta revista de 1954. Dá a entender que Rory Calhoun era um novato, após ter empregos muito duros.

Ele estava com exatos 10 anos de carreira! Aliás, O Rio das Almas Perdidas (River of No Return, 1954 de Otto Preminger) não é o primeiro filme com a Marliyn em que participava.

Alan Ladd e Sue Carol
Em 1953 esteve em Como Agarrar Um Milionário (How to Marry a Millionaire, de Jean Negulesco). Um papel menor, mas importante, fazendo par com Betty Grable, uma das atrizes principais.

E que danadinha essa Sue Carol! Atriz e agente com olho clínico para galãs, ~ por suas mãos ~ passaram Alan Ladd, Rory Calhoun e sabe Deus quantos outros mais.

Foi casada com o cliente Alan Ladd (com quem teve dois filhos) de 1946 até sua morte em 1964. Reza a lenda que Sue Carol conheceu Calhoun enquanto ele cavalgava em um parque público.

Conseguiu para o “bonitão” um teste na Fox e batata! Foi contratado para Alegria, Rapazes! (Something for the Boys, 1944 de Lewis Seiler), filme com ninguém menos do que Carmen Miranda, a maior estrela do momento.

Sua carreira durou muito além da beleza física de galã (leia mais clicando aqui), trabalhando em filmes de baixo orçamento como Motel Hell (1980 de Kevin Connor) e produções televisivas. Aposentou-se em 1993, aos 71 anos de idade, seis anos antes de falecer.

A segunda foto é um oferecimento whos date dwho

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Quando a altura interfere no romance

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Quando a altura interfere no romance


 E se há alguém que pode dizer que começou por baixo em Hollywood, esse alguém é Sophia Loren. Não que ela tenha sido contratada por estúdio norte-americano para um papel inóspito.

Nos EUA ela estreou logo sendo a protagonista em A Lenda da Estátua Nua (Boy on a Dolphin, 1957 de Jean Negulesco). É o terceiro nome nos créditos, após Alan Ladd e Clifton Webb, e o problema foi enquadrá-la com o primeiro, seu par romântico, sem revelar a baixa estatura do ator.

Ela tem 1, 74cm, ele tinha 1,68cm!  Reza a lenda que Sophia Loren teve parte das pernas enterradas na areia para ficar na mesma altura que Ladd na hora do beijo.

Não há nenhuma sequencia, pelo menos na cópia que assisti, que possa dar a entender ou confirmar isso. O derradeiro beijo acontece com Alan Ladd deitado sobre ela, porque na horizontal todas as diferenças se resolvem, né?

Mas a coisa não deve ter sido fácil mesmo! Eles nunca ficam na mesma direção em plano aberto (geralmente ela fica posicionada mais atrás, repare), ou ainda, quando um aparece sentado e outro está em pé.

No começo de sua carreira, Alan Ladd teria sido recusado exatamente por ser baixo, o que lhe fez se refugiar no rádio. Década de 30, inicio do cinema sonoro, ainda não haviam explorado todos os recursos para superar enquadramentos, ou Ladd não demostrava valer as tentativas.

Só voltaria a tentar a sorte em Hollywood tempos depois, na era do noir que assolou o cinema norte- americano dos anos 40.  E se tornou um daqueles astros populares que a crítica torce o nariz, mas arrasta multidões à bilheteria,

Sua altura deve ter ajudado na parceria que fez com Veronica Lake em sete filmes (Entre 1942 e 1947).  Embora não pareça na tela, Lake media apenas 1,51cm conforme uma foto revela (clique e confira).

Não era preciso pensar estratégia nenhuma pra eles aparecerem juntos em cena além dos usuais cuidados fotográficos. Formaram um dos casais mais bem sucedidos na história do cinema.

Mas a parceria não podia durar pra sempre. Veronica Lake teve a carreira minguada e Alan Ladd continuou atrás de outra partner igualmente ideal.

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terça-feira, 6 de março de 2012

Sal Mineo em Juventude Transviada: Parece mas não deve ser

Ele abre a porta do armário e ao invés de foto de alguma cheesecake voluptuosa em sumário traje de banho vemos Alan Ladd! Sal Mineo em Juventude Transviada (Rebel Without a Cause , 1955 de Nicholas Ray) dá o que falar ás bocas de Maltide até hoje.

Isso é comentado no documentário The Celluloid Closet (1995 de Rob Epstein e Jeffrey Friedman) que tive a oportunidade de rever outro dia na TV. Dedicado a mostrar como gays foram retratados na história do cinema, embora curioso, aparenta estar cada vez mais caduco.

Vou me reservar apenas ao caso Mineo. Se entrevistados ativistas aparecem dizendo que minorias, acostumadas a receber migalhas de si mesmas pelo mainstream, tendem a se ater a detalhes para se identificarem, o filme poderia ter se mantido mais neutro.

Isoladamente é evidente a postura homossexual do garoto, mas no contexto da história é evidente que não! Alan Ladd é um ídolo a se inspirar, do mesmo jeito que Bruce Lee está decorando a parede do quarto de John Travolta em Os Embalos de Sábado À Noite (Saturday Night Fever, 1977 de John Badham).

É um riquinho mimado desprezado e lutando para se aceito pelos caras do underground. Faz sentido se moldar num durão do cinema para tentar se aproximar dos outros até conhecer James Dean.

Juventude Transviada também discute os novos papeis sociais na América da metade dos anos 50. O padrão do que se considerava família perfeita estava ruindo, gerando uma geração sem propósitos.

O pai do Dean, submisso à esposa, chega a aparecer num ridículo avental feminino. Certeza que a intenção não era mostrar que se trata de um homem moderno, que ajuda a esposa nos afazeres domésticos, mas que era um fraco, um erro.

Da mesma forma, Sal Mineo é um pobre menino abastado de bens mas sem uma figura paterna que lhe ensine a ser homem. Estou, claro, tentando raciocinar pela época em que foi produzido.

Lembro de forma clara da primeira vez que assisti ao filme em 1991 quando eu era adolescente como os carinhas da tela. VHS novinho, decidi correr atrás de clássicos, e de clássico na minha locadora só tinha Juventude Transviada.

Lembro também que pedi pra dona adquirir algum da Marilyn Monroe. Ouvi que por ela tudo bem, mas precisava pensar como comércio, e mais ninguém alugaria, enfim...

Por imaturidade, só fui gostar de Juventude Transviado muitos anos depois. Esperava algo mais ágil, menos dramático e peguei antipatia crônica justo pelo Mineo, fraquinho, chatinho.

Em momento algum julguei que houvesse algum interesse amoroso entre os dois rapazes. Era uma vítima de bullying como tantas outras que víamos na escola tentando ser legal do jeito errado: grudando no colega descoladinho.

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Ben-Hur: Será que ele é?



segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Injeção na testa

Não chega a ser como o Brasilino, o boneco que a Fábrica de Móveis Brasil (“Tá?”) dava e ninguém queria... Mas que brinde mixuruca!

Dona Paramount reembalou seus DVDs encalhados com uma luva de papelão e selinho “Grátis – Foto exclusiva do filme”. A gente abre o dito cujo e nem em papel fotográfico é!

A propósito, quando DVD vinha com encarte, o papel era melhor! Esse é coché e do vagabundinho, embora as cores esmaecidas estejam ótimas!

Não que eu vá comprar ou deixar de comprar Os Brutos Também Amam (Shane, 1953) por causa disso, to comentando só pela broxada mesmo. Outra coisa triste é o trailer bônus ser de relançamento, não o original.

Citam Assim Caminha a Humanidade nele, sendo que é um George Stevens posterior. Já ia meter a boca no fullscreen, mas parece estar no escopo original, levando em conta que CinemaScope dava os primeiros passos em 53.

Ah! Nesses com “Foto Grátis” tem Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard, 1950). A mesma edição “de luxe” de antes, azar o de quem não tem!

Engraçado como que as regras dos direitos do consumidor parecem não se aplicar às distribuidoras de DVDs. Já tinha notado isso nas “Definitive Edition" da Fox e nos Hitchcock da Universal.

Qualquer pacote de bolacha recheada que mude de cara indica tratar-se “do mesmo produto em nova embalagem”. Com filmes são sempre essas surpresinhas...

[Ouvindo: Poker Game – Johnny Mandel]

terça-feira, 20 de abril de 2010

Dúbia simpatia de um outsider

Para dar nó na coração de qualquer um! Como odiar um anti-herói como Philip Raven interpretado por Alan Ladd?

Em Alma Torturada ((This Gun for Hire, 1942) ele é o protótipo dos garotos maus precisando mais de colo do que uma boa surra, tão em voga no cinema da próxima década. Assista a essa ceninha (legendada em português) e entenda.

Bate em mulher em defesa de um pobre gatinho abandonado. Tanto que a mocinha Veronica Lake fica em dúvida entre ele e o policial 100% boa gente.

[Ouvindo: More Ti guardero nel cuore - Riz Ortolani]

quarta-feira, 17 de março de 2010

Pequenas estrelas, grandes ilusões

Impossível imaginar esta baixíssima estatura da Veronica Lake pelo filmes! Nunca me passou a impressão de ser um mulherão, nem tão pouco de estar na categoria “baixinhas”, até encontrar esta foto.

1, 51 cm! E até nisso combinava com Alan Ladd, seu habitual parceiro na tela possuía apenas 1, 68 cm.

Veja também:
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quinta-feira, 4 de março de 2010

Corações em Tormenta

Antes da luz eram as trevas. E antes da fotonovela era essa espécie de história em quadrinhos com emoções rocambolescas de tirar o fôlego das donas de casa.

E tinham uma vantagem sobre as fotonovelas. Podiam contar com estrelas de Hollywood do momento, ou quase!

Ou vai me dizer que a Bárbara, a garota de 20 anos que quer amar a mãe, não é esculpida em carrara as fuças da Veronica Lake? Por suposto, Davi, o jardineiro e boa pinta, é inspirado em Alan Ladd.

Veja também:
Veronica Lake: estrela da posteridade
Proposta indecorosa


[Ouvindo: Tipo One Way – Ciclone]

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Veronica Lake: estrela da posteridade

Entre as bonitonas que se mantiveram no auge da vida célebre, não se pode incluir Veronica Lake. O auge para ela não durou mais do que 5 anos, embora até quase sua morte tenha trabalhado esporadicamente.

Considerada uma das grandes loiras fatais bem mais hoje em dia do que enquanto estava viva. Principalmente depois de Kim Basinger interpretou a prostituta sósia da Veronica Lake em Los Angeles Confidencial (L.A. Confidential) de 1997.

Veronica Lake surgiu e sumiu junto com a febre dos filmes noir na primeira metade da década de 40, sendo marcante a pareceria com Alan Ladd. Em 49, após uma sucessão de fracassos cinematográficos, poucos se lembravam dela e sua tendência aos exageros do álcool começava a ser comentada à boca miúda.

Continuou tentando, inclusive com alguns trabalhos na TV, numa época em que o veículo era considerado de segunda classe para atores de Hollywood. Segundo suas declarações registradas no IMDB, parece que ela era consciente e não uma ex diva enlouquecida com o eminente ostracismo: “Nunca me considerei uma vedete como Ann Sheridan ou Betty Grable, apenas sabia usar meu cabelo”.

Até que, com o agravamento do alcoolismo, desapareceu de vez sem deixar pistas! Seria reencontrada pela imprensa no início dos anos 60 trabalhando como garçonete em um bar de segunda em Manhattan.

Ao saber disso, chocado, o ex paquerinha Marlon Brando enviou um cheque a ela, que por orgulho jamais o descontou. Lake o pendurou na parede para mostrar aos amigos.

Seu canto de cisne cinematográfico não poderia ser pior. Muito envelhecida e a léguas do glamour de antes, produziu e atuou na bomba classe Z Flesh Feast em 1970.

Na terrível produção, ela faz uma cientista louca às voltas com a dominação do planeta através de vermes. A atriz morreria três anos depois, aos 53, de cirrose hepática.

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