segunda-feira, 8 de agosto de 2016

King Kong 70’s merece ser revisto

Até agora são três versões oficiais de King Kong, de 1933, 1976 e 2005. Assisti aos três em maratona, seguidinhos, e se é difícil eleger o mais legal, pelo menos é possível dizer que o da década de 70 é o mais divertido, repleto de momentos comicamente involuntários e de gosto duvidoso. !
Começando do começo, escolher a modelo Jessica Lange, inexperiente com atriz, para ser a mocinha da fita deixa claro que estavam procurando apenas um enfeite. Sobrou pra ela (que nem está tão ruim assim) a saraivada de críticas por um personagem mal delineado.

O envolvimento entre a loira e o macaco não ficava evidente no filme original. Aqui eles sambam pra rolar empatia, valendo até saber que ela é de “libra e King Kong provavelmente de aries”.
A desculpa para ter uma moça no navio é a mais estúpida imaginável. Uma naufraga linda e lôra pescada no meio do nada?
Referencias aos anos 70 aos montes, mas nada tão legal quanto a Garganta Profunda (Deep Throat, 1972 de Gerard Damiano). O pretexto pra ser naufraga é que quando o iate onde estava explodiu a embarcação estava assistindo ao pornô sensação e ela ficou no deck.
Gente, o filme todo é em cima de UM HOMEM COM FANTASIA DE GORILA! O quão adorável pode ser essa coragem?

O produtor italiano Dino De Laurentiis  prometeu que seria um robô gigante, que até desfilou em algumas capitais. Mas no filme era mesmo um homem com fantasia de gorila.
Existe um boneco gigante que aparece por alguns segundos (que só mexe os braços) no grande final, quando acontece a histeria coletiva do público. Aliás, que final apresentar Kong dentro de uma bomba de gasolina ao ar livre, como se fosse rodeio...
Sexo! Sexo e sexo! Kong chega a arrançar o bustiê da Lange exibindo um de seus peitinhos. Ainda se engraça com o dedo indicador entre as pernas dela.
Os figurinos da população da Ilha da Caveira são assustadores! Uma das poucas coisas que Peter Jackson remeteu desta versão em sua de 2005, vestindo o balé patético do espetáculo final.
Jeff Bridges sem muita função ali além de ficar dizendo que “vai dar merda” e servir como interesse amoroso de Jessica Lange. Meio hippie louco (quando não esteve?), mas bonitão pelo menos.
Ao invés de Empire State o World Trade Center como rota de fuga ineficaz. Seria um dos mais iconográficos registros das Torres Gêmeas antes de 2001.
Os olhinhos de King Kong são de cortar o coração. Muitas vezes foi o futuro maquiador Oscarizado Rick Baker quem está usando a roupa de macaco, então, parabéns a ele por ter interpretado tão bem apenas com seus olhos.


Por último, é o King Kong de todo mundo que foi criança nos anos 80! Exibido e reprisado muitas vezes na Sessão da Tarde, revê-lo sempre vem acompanhado de muitas memórias assustadoras ou agradáveis.

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