terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Nachtergaele, o ator do ano

Se prêmios fossem justos, Matheus Nachtergaele não teria espaço para tantos que ganharia por sua interpretação de José Mojica Marins na série Zé do Caixão. Ele não está imitando o cineasta, ele está vivendo o cineasta!

É impressionante a semelhança muito além do físico ou do português ruim. E é tão natural que a gente se diverte junto com ele, como se estivéssemos tendo acesso a tesouros bizarros da cinematografia brasileira.

Se a série fosse ruim, Nachtergaele já seria motivo suficiente para assistir ao espetáculo. Mas não é! O programa ainda é uma maravilha, leve, dramático e cômico no equilíbrio, como a muito tempo não vemos na dramaturgia nacional.

Do mesmo jeito que José Mojica Marins vai sendo tomado pelo Zé do Caixão, o ator vai assumindo ambos no decorrer dos episódios, até desaparecer como o conhecemos. É fabuloso!

Baseado no livro Maldito de Ivan Finotti, André Barcinski o projeto se iniciou como um longa que teve dificuldades de captação de recursos. Estruturalmente ficou mais interessante já que foi dividido em seis episódios, cada qual contando sobre um dos filmes do mestre Mojica.

Assim, eles vão costurando toda a trajetória pessoal e artística, além de contarem parte da história recente do país, politica e social. Até agora o Space passou três episódios referentes a A Sina do Aventureiro (1958), À Meia Noite Levarei Sua Alma (1964) e Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (1967).

 Na metade restante da série serão O Ritual dos Sádicos (1970), Perversão (1979) e 24 Horas de Sexo Explícito (1985). É claro que a série pode ser assistida por quem nunca viu os filmes, mas é muito mais legal para quem viu e pode até comparar as reconstituições dos bastidores.

O canal Space exibe Zé do Caixão toda sexta-feira às 22h30 e reprisa no domingo às 23h25. Essencial!

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