quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Harlow vs Harlow: Arte que repete a vida

  Carroll Baker como Jean Harlow em Harlow: A Vênus Platinada (Harlow, 1965 de Gordon Douglas)
Carol Lynley como Jean Harlow em Chama Ardente (Harlow, 1965 de Alex Segal)

Em 1965 a atriz Jean Harlow teve sua trágica (e rápida) vida contada duas vezes no cinema. Coincidências acontecem, né?

Lansbury e Rogers são Mama Jean Bello
Recentemente tivemos Helena Bonham Carter e Lindsay Lohan interpretando Elizabeth Taylor quase que ao mesmo tempo em produções para TV. Com Hitchcock também aconteceu o mesmo em 2012.

No caso de Harlow foram duas produções de qualidades distintas. O da Baker foi colorido com um orçamento gordo e o da Lynley de baixo orçamento em preto e branco, rodado no sistema Electronvision técnica que, com qualidade de imagem inferior, era normalmente utilizado na TV.

Esse foi um dos motivos que fizeram Judy Garland cair fora do projeto. O importante papel da mãe da estrela foi parar nas mãos da veterana Ginger Rogers que acabou tendo aqui seu último trabalho no cinema.

No filme colorido o mesmo papel ficou a cargo de Angela Lansbury. E ela está espetacular como mãe megera como já havia interpretado em Sob O Domínio do Mal (The Manchurian Candidate, 1962 de John Frankenheimer).

Ambas as produções falham no mais importante: retratar Jean Harlow. O filme em P&B pode levar vantagem já que Harlow por ter falecido tão cedo nunca foi vista a cores, mas é contado num estilo tão vulgar quanto qualquer dramalhão de novela das 9.

A Jean Harlow real
Carroll Baker (a “colorida”) parece interpretar Marilyn Monroe, sensação reforçada pelo descuido em retratar os anos 30, com muita cara de anos 60. As duas atrizes ainda tem um físico muito mais forte que a original.

Amigos maquiadores em produções de época, longe de mim querer ensinar missa a vigário, mas atentem para a sobrancelha do elenco feminino! É o que mais revela a época em que o filme foi realmente feito, não a que está sendo retratada.

Extremamente dramáticos, os roteiros perpetuam lendas como a de que seu marido cometeu suicídio apenas dois meses após as núpcias porque estava impotente. Há divergências e indícios fortes de que seria por ciúmes e até quem aponte que foi assassinado pela máfia.

E a mais importante, de que ela morreu com pneumonia sem cuidados médicos por convicções religiosas da mãe.  Sabe-se que nada disso é verdade, Harlow estava sim sob tratamento de uremia, um tipo de infecção na bexiga. Leia mais a respeito clicando aqui.

A Vênus Platinada merece ter um terceiro filme. Dica para interpretar seu papel: Gwen Stefani!
A rápida participação a cantora como Jean Harlow em O Aviador (The Aviator, 2004 de Martin Scorsese) é uma das melhores coisas naquilo tudo. Embora ela aos 46 anos já esteja bem longe dos 26 anos que Jean Harlow tinha quando morreu.

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