terça-feira, 15 de setembro de 2015

Love sucks: Drácula para maiores de 18 anos

A versão pornô mais recente de Drácula é esta, produzida em 2011 pela HIS. HIS, como se sabe, é voltada ao público gay.

Não há monstro clássico mais parodiado na pornografia do que Drácula. Nos primórdios da indústria tivemos Gayracula, relembrado aqui no blog há algum tempinho.

Terror e sexo é uma mistura que dá samba e não é de hoje. Irresistível dar (!!!) uma conferida sempre.

Entenda como paródia nesse caso não algo para se rir (embora o riso seja inevitável pelo constrangimento), mas como versão hardcore de personagens celebres. Hoje, com muita grana na área e condições técnicas acessíveis, há paródias de tudo para todos os gostos.

Algumas de incrível qualidade cinematográfica como os pioneiros da década de 70 sonharam conquistar algum dia. Um curioso contraponto aos tempos de vidozinho caseiros ordinários em que vivemos, entre Xtube, Xhamsters e similares.

“HIS Dracula” (como é chamado ) começa com um aviso esperançoso de que  se inspiram no livro de Bram Stoker e que a Columbia Pictures e Francis Ford Coppola não tem nada com o projeto. Opa! Então é tão corre o risco de aparentar ser uma versão do filme de 1992, não do romance?
Bem, não vou julgar os deméritos da produção. Para um pornozão achei bem caprichado, acima da média com alguns cenários e efeitos em computação gráfica, ambientação caprichada, trilha sonora que lembra o filme 90's, elenco se esforçando para interpretar o texto, etc.
É um filme muito ineficiente tanto como cinema quanto como pornografia. Pensei ainda que pudesse ser (cenas de sexo à parte) uma versão gay de um romance clássico, mas é tudo tão resumido (mesmo em 74 minutos) e mal resolvido para que qualquer coisa brilhe ali.

Dirigido, roteirizado e editado por Bobby Drake, o sabor de material mal aproveitado é evidente. Ele foi fotografado em 3D, sendo disponível nos dois formatos em blu-ray duplo, mas provavelmente nem os efeitos tridimensionais salvem.

E na hora do bububu no bobobó? Insosso! São três ou quatro sequencias de sexo caretinha, límpido e cristalino, que poderiam estar em qualquer outro lugar, não apenas numa adaptação de Drácula.

Veja bem, Jonathan começa ater pesadelos no castelo, ali, deitado na cama. Até pelo trabalho do Coppola se imagina que entrarão três noivas, no caso, noivos... Mas não! Acontece uma enfadonha ceninha de masturbação solitária.
Perderam a chance de ter uma orgia! Num filme pornô?  Ah, vá! O filme 90's foi mil vezes mais ousado. Se bobear até o do Bela Lugosi foi!

Luck (versão masculina de Lucy) poderia sair dando mais do que chuchu na cerca, mas não! Aliás, é vampirizado mas nem aparece ele com Drácula seja em forma de lobo ou humana.
Quando ele morre, Van Helsing vai com os outros pelo mato atrás do Luck vampirizado. Acontece alguma coisinha entre eles? Não! E olha que a começar pelo cowboy, há ali vários arquétipos fetichistas.

Morder mesmo Drácula morderá na última sequencia. Vale dizer que o conde Drácula (que historicamente chupa sangue a torto e a direito) se preocupa em praticar sexo seguro?

Por fim, se o romance de 1877 versa sobre os costumes e valores restritivos da era vitoriana, HIS Dracula bebe da fonte sem dialogar em nada com a atualidade. Nasceu morto sem precisar de estaca.

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