segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Dona Fofa para os íntimos

 Não teve muita gente que se empolgou a ir assistir Fofão - A Nave Sem Rumo (1989 de Adriano Stuart), mas o azar foi deles. Deixaram de ver umas das raras incursões do cinema brasileiro na ficção científica e de conhecer a Mamãe Fofona!

Aliás, Mamãe Fofona, Papai Fofão e Doutor Fofão. O bebê Fofão é aquele boneco estranho que a Mimo vendia na época, mas nas lojas surgiu um bonequinho específico com referência ao filme nas propagadas dos gibis.

Todos os personagens são criados e interpretados ao mesmo tempo por Orival Pessini. Guardando as proporções orçamentárias, esse esforço seria também tentado por Eddie Murphy em O Professor Aloprado (The Nutty Professor, 1996 de Tom Shadyac).

Pessini  é um dos grandes artistas vivos do Brasil. Em Fofão - A Nave Sem Rumo seu nome é creditado várias vezes, sem contar com a produção da “Fofão Filmes”, produtora que infelizmente não fez nada mais além disso.


O design de vários alienígenas lembra personagens de Guerra Nas Estrelas (Star Wars). Sensação que aumenta ao se perceber a letra da música tema: “Enquanto o mundo fala em guerra nas estrelas / Vamos explodir amor”.

O ano era 1989, mas as referências à (então) trilogia de George Lucas persistiam em qualquer desenho, filme e quadrinhos voltados ao público infantil. Outra coisa onipresente da época que o filme não deixou de fora foi a menina Jessica Canoletti, estrela dos comerciais de sandálias Melissinha.

A segunda imagem é um oferecimento Ana Caldatto

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