terça-feira, 27 de maio de 2014

Fazedor de monstros: O legado de Roy Ashton


O livro “Greasepaint and Gore: The Hammer Monsters of Roy Ashton” traz muito material sobre o trabalho do maquiador principal da Hammer Films. Abaixo esboços relativos ao envelhecimento de Ursula Andress em A Deusa da Cidade Perdida (She, 1965 de Robert Day).


Tem um quê de sádico em enfear Ursula Andress no auge da beleza física, uma verdadeira deusa. Também tinha chegado ao cume da popularidade pós O Satânico Dr. No . (Dr. No, 1962 de Terence Young).

Embora, como nota-se nas imagens acima, Roy Ashton projetou com Andress na cabeça, a maquiagem no filme acabou aplicada numa dublê. “Estragar a minha cútis como isso? Nem morta! “, mas provavelmente foi por ser um processo demorado.

O maquiador (natural da Austrália) estava na Hammer já para A Maldição de Frankenstein (Curse of Frankenstein, 1957 de Terence Fisher), o primeiro terror do estúdio. Depois de um tempo como assistente passou a ser diretor do departamento de maquiagem.

Muito criativo assinou praticamente todos os monstros célebres do auge da Hammer. Conforme consta no livro, um dos mais trabalhosos foi transformar Oliver Reed em Maldição do Lobisomem (The Curse of the Werewolf, 1961 Terence Fisher).

Até pelo estilo rápido da Hammer produzir seus filmes, nem sempre as maquiagens tinham efeito pleno. As vezes é inegável a aparência papel maché, como a criatura de A Serpente (The Reptile, 1966 de John Gilling).

Ao mesmo tempo, literalmente, Roy Ashton cuidava da aparência dos mortos-vivos e máscaras rupestres dos sacerdotes de Epidemia de Zumbis (The Plague of the Zombies). Ambos possuem ainda o mesmo diretor, produtor e boa parte dos cenários, embora sejam obras bem acabadas, sem demonstrar o baixo orçamento.

Estudava a anatomia dos atores antes de criar, preocupado ainda com o conforto dos mesmos. Foi assim que chegou a um zíper nos trajes de Christopher Lee em A Maldição da Múmia (The Curse of the Mummy's Tomb, 1964 de Michael Carreras), ao invés de apenas enrola-lo em bandagens.

No final de 1965 ele deixou de ser exclusivo da Hammer, tornando-se freelancer para ela e a concorrente Amicus, assim como também fez o elenco.Assim, continuou maquiando colegas como Peter Cushing por muitos anos.

As páginas do livro são um oferecimento Mondo Exploito. A última imagem Midnight Showing

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