quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Chicas, maletas e zumbis!

 Sopa de temas néscios temperada ao gosto do diretor espanhol Jésus Franco. La mansión de los muertos vivientes (1985) traz belas garotas, zumbis, fantasmas, Santa Inquisição, uma pontinha de giallo e quilos de nudez frontal feminina gratuitíssima.

Quatro amigas prafrentex aproveitam promoção de agência de viagem e vão ao paraíso prometido. Vão parar num decepcionante hotel à beira mar sem, a princípio, viva alma.

Como não encontram ninguém, se separam em duplas e vão para os respectivos quartos. Chance para cenas de lesbianismo naquela lógica machista: Combinam se "divertir" entre elas até aparecer algum homem!

Candy, a de peruca sintética chanel, é interpretada por Lina Romay, estrela de vários filmes de Franco e sua esposa nos últimos anos de vida. Romay também foi diretora de sexplotations de títulos engraçados como Un pito para três, El chupete de Lulú (ambos de 1985) e o inacreditável Phollastía (1987) sua versão para a série americana Dinastia.

Logo descobrirão que o lugar foi o epicentro da santa inquisição espanhola e que segundo o povo conta, na abadia em ruínas ali perto os monges zumbis fantasmas ainda promovem missas negras. E batata! Vox populi vox dei.

Há muito humor involuntário como a moça de shortinho de jeans e saltos altíssimos andando pra cá e pra lá em caminhos de cascalho. Tudo é desculpa pra ficarem peladas e/ou colocarem as aranhas no ringue...

O roteiro confuso demora pra engrenar em alguma coisa. Ganha muitos pontos quando entra em cena uma quinta mocinha morta de fome (literalmente!), presa a uma cama por coleira a fim de satisfazer o funcionário sádico do tal hotel.

Esta personagem é tão interessante e complexa que merecia ser desdobrada em outro filme. É ela também quem dará pistas sobre o tipo de arapuca para turistas que acontece ali, entre outras coisas impossíveis de contar, vitais à história que já não tem lá muitas surpresas pela frente.

No fio entre diversão e estupidez plena, lamentável o horror ficar mais na promessa após revelar uma premissa interessante. Culpa principalmente dos tais monges que preferem se dedicar a destilar misoginia a atos mais condizentes aos mortos-vivos.

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