segunda-feira, 24 de junho de 2013

De Palma está vivo. Viva De Palma!

Quando aquele nosso lado tiete obsessivo (a lá Misery?) fica em paz. Brian De Palma voltou a dar no couro com Passion (2012), do jeitinho que a gente gosta.

Ele trabalhou pouco nos últimos 20 anos, em coisas distantes do brilho das décadas 70 e 80. Aflitivo viver num mundo onde cineastas que a gente curte simplesmente perderam a mão.

 Passion, remake do francês Crime de Amor (Crime d'amour, 2010 de Alain Corneau) é o velho De Palma levando o jovem De Palma num giro pelo lado mais sombrio da Europa elegante. Enfim, o cineasta de novo no universo das (falsas) aparências que dominava tão bem.

Ainda retoma a parceria com o músico Pino Donaggio, desfeita em 1992 com Síndrome de Caim (Raising Cain). Nenhum outro compositor é tão marcante ao cineasta quanto Donaggio, embora só tivessem trabalhado juntos em quatro produções.

A fotografia fria parece familiar e realmente é! Ficou a cargo do espanhol José Luis Alcaine, habitual colaborador de Pedro Almodóvar em filmes como A Má Educação (La mala educación, 2004) e A Pele Que Eu Habito (La piel que habito, 2011).

De uma a dez estrelinhas eu daria oito!

Veja também:
A razão do meu afeto


2 comentários:

Alex Gonçalves disse...

Isso mesmo. De Palma está de volta. E na sua melhor forma! Não empata somente com o filmaço francês que é "Crime de Amor" como oferece uma experiência totalmente inédita com toda a manipulação da imagem e a mistura dos pesadelos com os tormentos reais de sua protagonista. Que esse De Palma continue se manifestando com mais frequência. Meu coração agradece.

Em tempo: que coisa mais linda de ouvir este novo trabalho Pino Donaggio. Notou que a melodia final é muito similar àquela de "Vestida Para Matar"?

Miguel Andrade disse...

Alex, tão bom que foi o estopim pra eu rever alguns dos meus favoritos dele. :)

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