sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Essa é fácil de pegar

Saúde e sensacionalismo são pareceiras de longa data. Esta seleção de cartazes da primeira metade do século passado, pertencentes à Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA, deita e rola em muitos arquétipos da sexualidade.

A prostituta fatal de cigarrão no canto da boca, ou a garotinha com ar de tola irá te contaminar com terríveis doenças venéreas. Não há menção há dona de casa comum, que se contaminará dentro de seu sagrado lar mesmo.

Após a epidemia da AIDS na década de 80, muito se discutiu sobre a eficácia de propagandas do tipo. Além de automaticamente afugentar a atenção para o tema que devia alertar, ainda segrega grupos ao generalizar.

E mesmo depois de tudo, com tabaco a conversa é exatamente a mesma. Terrorismo com imagens chocantes e meias verdades ao invés de informações concretas só nos fazem pensar quais são as reais intenções da investida governamental...

O que será que custa mais aos cofres públicos: Gastos com saúde ou campanhas de marketing? Daria pra economizar um bocado em ambas se a principal investida fosse em educação.

Pena que os resultados nessa área só aparecem a longo prazo. Pouco interessariam de quatro em quatro anos.

Veja também:
Rótulos populares do Paraná
Embalagens de camisinhas vintage
Filho único já!


[Ouvindo: Nobody's Child - Penny McLean]

6 comentários:

Plaza disse...

"A Sailor Doesn't Have to Prove He's a Man"

Quando vi a primeira vez essa dos marinheiros interpretei de forma errada, na segunda vez que eu vi a moça encostada no poste.

Culpa do Fassbinder e do Genet.

Leticia disse...

Governo devia ser coisa pra profissional. Pois não se está careca de saber que "grupos de risco" são os primeiros a se armar contra tais doenças?

Miguel, outro dia te falei das "polacas" que trouxeram ao Brasil a noção de prevenção, né?

E tem o case clacissíssimo da AIDS, em que os tais grupos de risco se safaram, e a bichinha acabou se encafofando mesmo onde é seu local de direito: o sacrossanto seio da família brasileira.

Miguel Andrade disse...

Plaza, comigo o que levei um tempinho a mais pra entender foi o dos marinheirinhos. Aposto que pelo mesmo motivo! rs

Letícia, tem razão. E o eleitor tinha que ficar mais ligado ao andamento da política não só nas eleições.

Parece coisa mais evidente do planeta que educação e saúde tinham que andar lado a lado.

Anônimo disse...

caramba, atribuíram todas as doenças às mulheres :S

Miguel Andrade disse...

Anônimo, TODAS! Os homens são vítimas...

Anônimo disse...
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