segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Fonte dos desejos paulistana

Sim, sim! São Paulo tem a sua Fontana di Trevi!!! Fica na Praça Ramos de Azevedo, ao lado do Teatro Municipal de São Paulo.

Mas nada de jogar moedinha. Dizem que quem passar a mão nos dedos da escultura chamada Condor, terá uma graça conquistada.

Pela cor desbotada do bronze nessa parte específica, muita gente deve crer nisso. E não deve ser desde ontem, apenas com passadinhas de mão, que deve ter ficado assim.

Ela faz parte do escultórico realizado em 1922 pelo arquiteto italiano Luiz Brizzolara. Conforme conta o site Monumentos de São Paulo, foi inspirado na fonte dos desejos romana, e provavelmente o mito tenha vindo daí.

Só que muita ATENÇÃO, aspirantes a Anita Ekberg: Se você mergulhar ali, boas chances da senhorita adquirir cólera, febre tifóide, meningoencefalite e mais um monte de doenças inimagináveis!!!

No centro da capital, o local é um daqueles fedorentos que servem pra encher páginas de jornais há décadas sobre a necessidade da revitalização da região. E neste tempo todo não surgiu uma boa alma que realmente tome alguma atitude eficaz.

Tai um bom pedido a ser feito.

A foto é um oferecimento São Paulo aos Olhos de Carlos David Neyra

[Ouvindo: Paco, Paco, Paco – Encarnita Polo]

14 comentários:

Refer disse...

O mau cheiro não é do lugar — vem das pessoas do lugar, que moram ali, cozinham, comem e fazem outras coisas ali que vcs podem imaginar. Lavam a roupa naquela sujeira etc. etc.

A 'revitalização' tem de começar mandando uma tropa de choque baixar o sarrafo naquele povo, pra tirar eles dali.

A Escola de Balê do Municipal era ali, embaixo do viaduto, com entrada perto da fonte. Será que ainda é? Almocei várias vezes com o Joshey Leão, que conheci num restaurante da Xavier de Toledo. Joshey era gente finíssima.

Quando eu era petiz todo mundo já pegava no dedo da estátua 'para dar sorte'. :D

Leticia disse...

Refer, quando meu pai (oito ponto quatro) era petiz já tinha essa história de polir o dedo da fofa...

O Centro da cidade é lindo, mas está tomado por um povo nada amistoso com as demais tribos.

E dá-lhe crítica à Prefeitura quando tenta tornar aquilo democrático.

Miguel Andrade disse...

Refer, e nada é feito! Nessa praça até imagino que autoridades não passem...

Mas tipo naquele largo em frente ao gato Que Ri! Será que um prefeito ou sei lá quem que passe ali não fique de boca aberta do estado de abandono?

E essa punhetagem de revitalização que NUNCA dá em nada concreto? Muito estranho!

Letícia, mas impossível que seja mais fácil tirar outdoors e placas de lojas do que contratar um jardineiro "pelo menos".

Falta boa vontade.

Fabulastic disse...

E para mais tem escrito «Bruna ti amo»...

Será Buna Lombardi?

Leticia disse...

Miguel, quando a Prefeitura tenta tirar os mendigos de qualquer lugar lá vem um monte de organizações aos berros, dizendo que estão sendo fascistas. A mendicância na cidade é um problema complexíssimo: há entraves de legislação, há os hábitos de rua (não querer ir para albergues, p. ex.) e há o trânsito entre municípios: muita gente mora na grande São Paulo e vem para as ruas do centro só para esmolar. No final de semana, voltam pra suas casas em Diadema, Jandira, São Caetano, etc.

A Prefeitura não faz muita coisa por questões políticas. A mídia endossa e amplia a voz das ongs, e aí já viu.

Não sei o que poderia ser feito sem esbarrar na legislação e na opinião pública contrária.

Miguel Andrade disse...

Fabulastic, agora você entende melhor a catarrada da Maitê naquele monumento? brasileiro não se contentam em ter uma das piores educações do mundo, mas sentem uma necessidade atroz em exteriorizar isso publicamente.

Letícia, mas será que o problema são só os mendigos? A pobreza?

E se houvesse interesse em combater a causa deles?

O centrão está sempre imundo, com as casas caindo aos pedaços. Andasse quilômetros e nada de achar lixeiras, banheiros públicos...

E falta investir no cidadão acima de tudo, na educação básica dessa dessa gente.

Há um descaso evidente por todos os lados.

Um exemplo foi o topo de uma quitandinha na Liberdade que eu fotografei. Era um casarão com alguns homens de concreto segurando a sacadinha, bem ao estilo gótico de outras épocas.

Lindo, faria a alegria de qualquer turista, embora num estado de conservação lastimável. Namoro esse pedaço de São Paulo há uns 20 anos.

Num belo dia, faz uns dois anos, retornei lá e tinham colocado embaixo das esculturas uma tela verde. Respirei aliviado acreditando que seria finalmente restaurado.

Tá lá até HOJE!!! Não é pra restaurar, é pra que quando cair não atingir os pedestres!

Estão esperando aquilo lá desabar. Simplesmente esperando!!!!

Aqui tá a foto desse lugar, vê se você reconhece:

http://www.flickr.com/photos/miguelandrade/1350965868/in/set-72157594347941015/

Leticia disse...

Ah, eu sei qual é esse predinho. Também estou esperando... Mas me parece que aquilo é particulê, é uma sociedade esotérica, algo parecido.

Concordo que o problema todo está na educação, e mais: na mentalidade do país. Mas é complicado de fazer, porque são várias instâncias. Por exemplo, o que a Prefeitura de São Paulo pode fazer com a pobreza de algumas cidades no entorno, que pertencem a outras prefeituras?

Como incentivar uma revitalização do centro, se empresas e pessoas sabem que ele está em petição de miséria? Quem vai peitar, tomar a iniciativa para se impor? Por enquanto, quem está ganhando é a população de rua...

Tenho comigo que a cidade está a anos-luz de outras, mas isso não a torna descolada do Brasilzão. Primeiro que seguimos as mesmas leis. Segundo que as mentalidades se misturam. Aqui há o novo convivendo com o pior do conservadorismo.

Eu gostaria mesmo é que São Paulo tivesse um naco da administração municipal voltado para concepções mais modernas, que incentivassem a economia criativa, e tal.

Mas, tenha certeza: se houvesse um movimento assim atuando na cidade, logo viria o Ministério Público tomar satisfações e embargar obras.

Não precisa ir longe: o Parque da Água Branca, que estava largado. Obras foram iniciadas e os frequentadores e o MP conseguiram paralisar por causa de uma ou duas árvores. Tá lá, um trator parado. Vi ontem mesmo.

Miguel Andrade disse...

letícia, em suma.... NADA jamais será feito de real! D:

Leticia disse...

A não ser sob uma intervenção drástica, que logo será chamada de fascista.

Miguel Andrade disse...

Letícia, mas o mínimo, tipo ruas limpinhas, já estaria bacana!

Leticia disse...

Ah, com isso eu concordo! Nem o caráter porco do paulistano, nem aquele contrato estranhíssimo de dona Marta justificam essa omissão...

Miguel Andrade disse...

Letícia, há um abandono mesmo... Coisas tipo grama, jardinagem, etc.

Essa praça Ramos de Azevedo mesmo é lotada de gatos abandonados. Como que em uma cidade deste tamanho não há uma organização que vá lá cuidar deles? Castra-los pelo menos.

Leticia disse...

Porque nem as associações pró-gatos e outros bichos se organizam profissionalmente.

Só só eventuais arroubos de fofurice felina.

Miguel Andrade disse...

Letícia, verdade!

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